Lista de Poemas
dos encômios do futuro em nação corrente
em cada abraço
haverá a certeza
de que a paz inteira
abraça a natureza
em cada homem
haverá a medida
da nação humana
construindo a vida
e nos ombros do tempo
pousará uma nave infinita
haverá a certeza
de que a paz inteira
abraça a natureza
em cada homem
haverá a medida
da nação humana
construindo a vida
e nos ombros do tempo
pousará uma nave infinita
👁️ 50
Infante enlace do medo
rasgando a noite,
bólide intruso,
a coruja tece os ares
sobre os ombros do muro
pousa em galhos
íntima de tudo
e solfeja mortífera
seu pálido discurso
o menino,
em rasante enredo,
sonhando apariçōes,
conta aos olhos o seu medo
bólide intruso,
a coruja tece os ares
sobre os ombros do muro
pousa em galhos
íntima de tudo
e solfeja mortífera
seu pálido discurso
o menino,
em rasante enredo,
sonhando apariçōes,
conta aos olhos o seu medo
👁️ 85
Afazeres egóicos em lances
o ego
é um descompasso
entre o público
e o privado
tudo que navega
é um mar revolto
e a estranha mania
de dizer-se em alvoroço
transitar as regras do mundo
nessas ondas do tempo,
no trajeto intenso da vida,
é arrumar-se por dentro.
é um descompasso
entre o público
e o privado
tudo que navega
é um mar revolto
e a estranha mania
de dizer-se em alvoroço
transitar as regras do mundo
nessas ondas do tempo,
no trajeto intenso da vida,
é arrumar-se por dentro.
👁️ 39
Temporais divagações ensimesmadas
será o tempo
só um conceito
do espaço não medir-se
no eterno do seu jeito?
assim posto corrente
nos ombros claros da luz
chega a perder-se lento
no espaço que o conduz
o tempo é só um distrato
posto assim à contraluz
só um conceito
do espaço não medir-se
no eterno do seu jeito?
assim posto corrente
nos ombros claros da luz
chega a perder-se lento
no espaço que o conduz
o tempo é só um distrato
posto assim à contraluz
👁️ 50
Lago dos cisnes em detalhe
no palco,
desarvorado,
o cisne cambaleia
as curvas de seu fado
suas asas,
naus amarguradas,
voam todos os voos
dos bemóis em que se cala
e de repente, o cisne voa tanto
que a bailarina desmaia
e deixa os sonhos do povo
voando pela sala
desarvorado,
o cisne cambaleia
as curvas de seu fado
suas asas,
naus amarguradas,
voam todos os voos
dos bemóis em que se cala
e de repente, o cisne voa tanto
que a bailarina desmaia
e deixa os sonhos do povo
voando pela sala
👁️ 3
Dos bordados anônimos do universo
a nuvem atômica, no espaço,
brincando de infinito
emudece a via láctea
em seu próprio grito
no telescópio
a imagem, no homem, pulsa
todas as ilações
da intensa e virtuosa luta
a vida é a distância exata
entre o universo e sua tecitura
brincando de infinito
emudece a via láctea
em seu próprio grito
no telescópio
a imagem, no homem, pulsa
todas as ilações
da intensa e virtuosa luta
a vida é a distância exata
entre o universo e sua tecitura
👁️ 3
Recomeços recorrentes
os restos da vida,
que vagarem em mim,
não serão despedidas,
lembranças do fim
serão consumidos
com a exata compostura
de quem abraça em si mesmo
uma grande luta
o riso será a estrada
dos caminhos do futuro
que vagarem em mim,
não serão despedidas,
lembranças do fim
serão consumidos
com a exata compostura
de quem abraça em si mesmo
uma grande luta
o riso será a estrada
dos caminhos do futuro
👁️ 69
Do poema em poeta corrente
ao poema cabem os voos
mergulhos compassados
no insubstituível esforço
de gramaticar a alma
em alvoroço
ao poema cabe o poeta
como astronauta itinerante
de todas as palavras
em que se plante
a retórica é só um modo
de consumir o horizonte
mergulhos compassados
no insubstituível esforço
de gramaticar a alma
em alvoroço
ao poema cabe o poeta
como astronauta itinerante
de todas as palavras
em que se plante
a retórica é só um modo
de consumir o horizonte
👁️ 61
Volteios verbais em íntima cena
despachando verbos,
em sua sina, a mente
atira todos os dardos
nas miras do que sente
no dizer, em pontaria,
encapa a palavra
com o molde das vidas
em que se lavra
a mente larga-se no tempo
como um gesto escancarado
nesse permitir-se ao homem
gritar-se compassado
em sua sina, a mente
atira todos os dardos
nas miras do que sente
no dizer, em pontaria,
encapa a palavra
com o molde das vidas
em que se lavra
a mente larga-se no tempo
como um gesto escancarado
nesse permitir-se ao homem
gritar-se compassado
👁️ 50
Da infantil usina de atos coletivos
quando usina farta,
nos vincos da memória,
a criança constrói a vida
abraçada à história
não que lhe importe
o sentido do fato
mas que ressoe no tempo
como um sentimento inato
construir o bem de si
é despejar-se no espaço
e molhar-se do outro
nas constâncias dos atos
nos vincos da memória,
a criança constrói a vida
abraçada à história
não que lhe importe
o sentido do fato
mas que ressoe no tempo
como um sentimento inato
construir o bem de si
é despejar-se no espaço
e molhar-se do outro
nas constâncias dos atos
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Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.