Lista de Poemas
Temporais acasos da vida
quando manhãs
as noites que sinta
ria largo do tempo
e seus labirintos
deixe-se no espaço
dos futuros que possa
voe as tardes nos olhos
como intensas gaivotas
tudo que abraça a vida
é só um descuido das horas
as noites que sinta
ria largo do tempo
e seus labirintos
deixe-se no espaço
dos futuros que possa
voe as tardes nos olhos
como intensas gaivotas
tudo que abraça a vida
é só um descuido das horas
👁️ 5
Transeunte da vida I
saindo claro da foto
dou-me, assim, à deriva
nesse terçar o tempo
para abraçar a vida
👁️ 5
O grito e seus informes
o grito
é incontinência
presa solta
da paciência
dói, nos atos,
como fardo casual,
estilhaço de verbos
em decúbito vocal
o grito discursa o alvoroço
de verbos reticentes
que esquecem nos fatos
os braços do que sente
é incontinência
presa solta
da paciência
dói, nos atos,
como fardo casual,
estilhaço de verbos
em decúbito vocal
o grito discursa o alvoroço
de verbos reticentes
que esquecem nos fatos
os braços do que sente
👁️ 8
Do vaqueiro em escalada
na caatinga,
nos bemóis de seu grito,
o vaqueiro tange a vida
como um boi subentendido
e nesse laçar o tempo
nas veredas que habita
o vaqueiro joga seus laços
nos sonhos que exercita
o boi é só um transeunte
dessas estradas oníricas
nos bemóis de seu grito,
o vaqueiro tange a vida
como um boi subentendido
e nesse laçar o tempo
nas veredas que habita
o vaqueiro joga seus laços
nos sonhos que exercita
o boi é só um transeunte
dessas estradas oníricas
👁️ 8
Fluvial demanda
o rio,
abraçado às margens,
rasga o ventre do mundo
tangendo a paisagem
tudo que lhe corre
é só um tempo
de tornar-se mar
nos ombros do vento
os rios de mim só(correm)
todos meus pensamentos
tange-los ao mar
é paisagem recorrente
abraçado às margens,
rasga o ventre do mundo
tangendo a paisagem
tudo que lhe corre
é só um tempo
de tornar-se mar
nos ombros do vento
os rios de mim só(correm)
todos meus pensamentos
tange-los ao mar
é paisagem recorrente
👁️ 5
Do vau da vida
cabe no homem
qualquer caminho
aqueles que constrói
e os que adivinha
achar o largo vau
no rumo dos passos
é um molhar-se de si
em tudo que abrace
esparramar-se na vida
é só um jeito de enfrentar-se
qualquer caminho
aqueles que constrói
e os que adivinha
achar o largo vau
no rumo dos passos
é um molhar-se de si
em tudo que abrace
esparramar-se na vida
é só um jeito de enfrentar-se
👁️ 3
Leitura em sincronia
o poema
jazia no livro
como um verbo largo
definitivo
nos olhos,
o homem pressentia
as páginas viradas
no colo da vida
o poema e o homem
entornavam o dia
jazia no livro
como um verbo largo
definitivo
nos olhos,
o homem pressentia
as páginas viradas
no colo da vida
o poema e o homem
entornavam o dia
👁️ 1
Do viver em códigos
haverá um tempo
em que o tempo
não será um código
de contar os tempos
em solilóquio
porque de tê-lo
só como invólucro
dar-se-á à vida
um destino lógico:
viver desde quando
não se meçam os detalhes
pedras impeditivas
das ondas da vontade
em que o tempo
não será um código
de contar os tempos
em solilóquio
porque de tê-lo
só como invólucro
dar-se-á à vida
um destino lógico:
viver desde quando
não se meçam os detalhes
pedras impeditivas
das ondas da vontade
👁️ 3
Palestinas pátrias
Toda manhã
tem um quê de palestina
de um tempo desordenado
que a luta às vezes ensina
em ter sempre no peito
esse jeito de oficina
que constrói um amor desregrado
pelo viés exato da vida
como se fora um infinito
guardado no bolso da camisa.
Palestinos e palestinas
somos em dias e vida
num tempo desprevenido
em que o homem caminha
ao contrário dos sentidos
vendo o que já não come
morrendo o que já não vive
como se viver fosse tanto
quanto olhar o que se disse
Palestinos seremos todos
no dia tanto da vida
quando o homem caminhe livre
todas as pátrias que viva.
tem um quê de palestina
de um tempo desordenado
que a luta às vezes ensina
em ter sempre no peito
esse jeito de oficina
que constrói um amor desregrado
pelo viés exato da vida
como se fora um infinito
guardado no bolso da camisa.
Palestinos e palestinas
somos em dias e vida
num tempo desprevenido
em que o homem caminha
ao contrário dos sentidos
vendo o que já não come
morrendo o que já não vive
como se viver fosse tanto
quanto olhar o que se disse
Palestinos seremos todos
no dia tanto da vida
quando o homem caminhe livre
todas as pátrias que viva.
👁️ 2
Dos mares de mim em curso
incógnito,
nas sombras,
meus mares sonham
esse tanger as ondas
nas praias de todos,
dão-se ao discurso
desse choro convulso
das águas do futuro
é como beber-se o tempo
e trazer-se urgente como uso
nas sombras,
meus mares sonham
esse tanger as ondas
nas praias de todos,
dão-se ao discurso
desse choro convulso
das águas do futuro
é como beber-se o tempo
e trazer-se urgente como uso
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Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.