Lista de Poemas
temporais abraços
acordo em ti
todas as madrugadas
em que estivemos unânimes
nos vincos da alma
os restos das noites
perdidos na saudade
ainda navegam o dia
da tua eternidade
nada como ter o tempo
na condição de camarada
todas as madrugadas
em que estivemos unânimes
nos vincos da alma
os restos das noites
perdidos na saudade
ainda navegam o dia
da tua eternidade
nada como ter o tempo
na condição de camarada
👁️ 3
Da militância amorosa
o amor
militantemente construído
enche a saudade
de infinitos
a razão
abraça os sentidos
joga sinapses
num imenso rito
o amor é um comício intenso
nos palanques da vida
militantemente construído
enche a saudade
de infinitos
a razão
abraça os sentidos
joga sinapses
num imenso rito
o amor é um comício intenso
nos palanques da vida
👁️ 3
Do mar em larga cena
o mar
eternamente abraçado
vive o privilégio
dos teus braços
passageiro de mim
nado a saudade
náufrago da vida
de todos os meus mares
a lembrança do teu jeito
é o infinito que me cabe
eternamente abraçado
vive o privilégio
dos teus braços
passageiro de mim
nado a saudade
náufrago da vida
de todos os meus mares
a lembrança do teu jeito
é o infinito que me cabe
👁️ 5
Das lacunas da paixão
o sol
encabulado
deixou de te ver
no meu abraço
minha paixão
deu-se ao espaço
nas larguras do tempo
em que me instalo
dói um tanto o infinito
nas brechas da saudade
encabulado
deixou de te ver
no meu abraço
minha paixão
deu-se ao espaço
nas larguras do tempo
em que me instalo
dói um tanto o infinito
nas brechas da saudade
👁️ 20
Exercício do tempo
ausente de mim
dou-me à lembrança
de parecer-me em ti
mesmo à distância
tudo que me diz
é o jeito do passado
de desenhar na lembrança
tua eternidade
ainda ouço todos os risos
dos tempos que montantes
dou-me à lembrança
de parecer-me em ti
mesmo à distância
tudo que me diz
é o jeito do passado
de desenhar na lembrança
tua eternidade
ainda ouço todos os risos
dos tempos que montantes
👁️ 5
Temporais metragens do amor
ainda cedo
dou-me a tarde
como um tempo vasto
da tua eternidade
por ter-me em tanto
no pouco que consigo
ando as léguas de mim
abraçado a teu riso
e participo como intruso
das passadas do infinito
dou-me a tarde
como um tempo vasto
da tua eternidade
por ter-me em tanto
no pouco que consigo
ando as léguas de mim
abraçado a teu riso
e participo como intruso
das passadas do infinito
👁️ 5
Da vastidão do amor
por seres tanta
o tempo permita
tua permanência
depois da vida
ainda que permaneças,
como sempre, infinita
agora abraçada ao mundo
nos sonhos que transito
o tempo permita
tua permanência
depois da vida
ainda que permaneças,
como sempre, infinita
agora abraçada ao mundo
nos sonhos que transito
👁️ 3
trânsito
Algoritmo,
tudo que me vive
é teu sorriso
tudo que me vive
é teu sorriso
👁️ 3
Recorrências do amor
o tempo
admite-se compasso
futuros presentes
nos passados
o amor
grávido da vida
constrói o abraço
no tempo construído
e dá-se à eternidade
como um lapso do fim
no deixar-se pelas horas
arquivado em mim
admite-se compasso
futuros presentes
nos passados
o amor
grávido da vida
constrói o abraço
no tempo construído
e dá-se à eternidade
como um lapso do fim
no deixar-se pelas horas
arquivado em mim
👁️ 3
Das andanças do pensar
na hora grande
no bolso do tempo
a vida abraça
o pensamento
a saudade flutua
andorinha imensa
e borda a razão
na consciência
o amor multiplicou os voos
dos trânsitos em que pensa
no bolso do tempo
a vida abraça
o pensamento
a saudade flutua
andorinha imensa
e borda a razão
na consciência
o amor multiplicou os voos
dos trânsitos em que pensa
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Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.