Lista de Poemas
Das insônias da saudade
a manhã
acorda o tempo
e impōe a vida
pelo pensamento
a saudade
notívaga manifesta
ainda vaga a noite
por suas frestas
amar é um grande arquivo
dos limites possíveis do infinito
acorda o tempo
e impōe a vida
pelo pensamento
a saudade
notívaga manifesta
ainda vaga a noite
por suas frestas
amar é um grande arquivo
dos limites possíveis do infinito
👁️ 9
Vazio arcabouço
operário de mim
dou-me à construção
de arrumar a saudade
pelo coração
viajo a tristeza
nos sentidos
corro minhas léguas
a todo teu infinito
e resto-me a meias
no engenho da alma
construindo vazio
toda tua falta
dou-me à construção
de arrumar a saudade
pelo coração
viajo a tristeza
nos sentidos
corro minhas léguas
a todo teu infinito
e resto-me a meias
no engenho da alma
construindo vazio
toda tua falta
👁️ 5
Temporais andanças
o amor escuta
essa mania do infinito
de fazer cócegas
nas curvas do juízo
a saudade
assim em riste
atiça o amor
a seus limites
nessa corrida pelo tempo
o coração abraça o pensamento
essa mania do infinito
de fazer cócegas
nas curvas do juízo
a saudade
assim em riste
atiça o amor
a seus limites
nessa corrida pelo tempo
o coração abraça o pensamento
👁️ 2
Noturna ilusão
as estrelas
dormindo o espaço
brilham teus olhos
nos meus lapsos
a razão
ensimesmada
dança os sentidos
pela madrugada
a memória, como um dardo,
capta o sonho como fato
enormemente estendida
na fome de meus braços
dormindo o espaço
brilham teus olhos
nos meus lapsos
a razão
ensimesmada
dança os sentidos
pela madrugada
a memória, como um dardo,
capta o sonho como fato
enormemente estendida
na fome de meus braços
👁️ 3
Onírico resumo
o sonho
talvez não caiba
na saudade plantada
no colo da alma
mesmo infinito
em suas margens
o onírico instrumento
descabe
tudo que não lhe mede
são as léguas em que caibo
tempos que arquivei
cheios de tua face
talvez não caiba
na saudade plantada
no colo da alma
mesmo infinito
em suas margens
o onírico instrumento
descabe
tudo que não lhe mede
são as léguas em que caibo
tempos que arquivei
cheios de tua face
👁️ 39
Das aldeias de mim
nas matas de mim
atravessando os sentidos
continuo militante
de todas tuas tribos
inteiramente indígena
fundo as aldeias
onde a saudade viverá
na correnteza das veias
e deixo-me curumim
nos ombros do tempo
farsa temporal da vida
invenção do pensamento
atravessando os sentidos
continuo militante
de todas tuas tribos
inteiramente indígena
fundo as aldeias
onde a saudade viverá
na correnteza das veias
e deixo-me curumim
nos ombros do tempo
farsa temporal da vida
invenção do pensamento
👁️ 5
Construção II
nos ombros do tempo
como hora urgente
inventamos o amor
adredemente
lapidado nas falas
jogado nos ventos
semeando palavras
pelo pensamento
verbos grávidos da vida
plantados na gente
como hora urgente
inventamos o amor
adredemente
lapidado nas falas
jogado nos ventos
semeando palavras
pelo pensamento
verbos grávidos da vida
plantados na gente
👁️ 5
Dos metros dos fatos
a noite veio
embrulhada
num tempo solto
pela alma
vasta condição
da encruzilhada
equação avulsa
desmatemática
de repente
como um mudo grito
a vida discursou em mim
teu infinito
embrulhada
num tempo solto
pela alma
vasta condição
da encruzilhada
equação avulsa
desmatemática
de repente
como um mudo grito
a vida discursou em mim
teu infinito
👁️ 3
Do amor pulsante
o amor pulsa
mesmo avulso
todas as veias
todos os cursos
navega os olhos
inventa o mundo
na identidade lúdica
do discurso
a lembrança joga o tempo
nos espaços de tudo
mesmo avulso
todas as veias
todos os cursos
navega os olhos
inventa o mundo
na identidade lúdica
do discurso
a lembrança joga o tempo
nos espaços de tudo
👁️ 7
Da razão em ingênuas paragens
a razão
ingenuamente arquitetada
desconhece os pilotis
da saudade na alma
dadas imensas
nas léguas do peito
as lembranças edificam
razões suspeitas:
confundem o raciocínio
inundadas de afeto
como se fossem andorinhas
voando o universo
ingenuamente arquitetada
desconhece os pilotis
da saudade na alma
dadas imensas
nas léguas do peito
as lembranças edificam
razões suspeitas:
confundem o raciocínio
inundadas de afeto
como se fossem andorinhas
voando o universo
👁️ 9
Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.