Escritas

Lista de Poemas

dos voos manifestos

quando voei
nos ares do teu riso
dei-me à razão
de estar comigo
voo no tempo
o lembrar das horas
as que construi contigo
as que invento agora
bordadas nos infinitos laços
espalhados na memória
o amor é um exato manifesto
das razões de que me cerco
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do coração em fala

no lugar de fala
o coração transita
entre o pulso da razão
e os becos da vida
trama a saudade
largo argumento
bordados do passado
pelo pensamento
o tempo é só placebo
esconderijo urgente
das filigranas do medo
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Material labuta

o outro
posto em tudo
é só um detalhe teu
inscrito no mundo
espelho imanente
na social textura
a diversidade iguala
a diferença que pulsa
o outro retrata a matéria
na sua humana busca
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Dança

enfeitei de você
minha lembrança
como fosse o sonho
uma imensa dança
jogada assim pela vida
passo ensaiado
de todos os amores
que plantamos no espaço
os meus enfeites do mundo
dançam sempre teus compasso
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conversas do poema no raso da saudade

no colo da tua falta
o verso quase sentia
as letras embaralhando
os rumos todos da vida
o poema conversando
tangia manso a saudade
como um recado mudo
nos braços da tempestade
e o tempo doía tanto
nas brechas dos minutos
que o infinito se encolhia
para caber em meu discurso
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Degraus do amor

no seu abraço
a vida tinha asas
um tanto de pássaro
nos ares da alma
no teu riso
o tempo dançava
intensa bailarina
nos passos da fala
o amor era um comício infindo
que tua eternidade discursava
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Quântica declaração

a vida
deu-me a circunstância
de militar o amor
nas ruas da lembrança
nas passeatas
nos ombros da vontade
reconstruo todos os risos
da tua eternidade
debruçada na matéria
a memória quântica do mundo
deixa-se mostrar pelo tempo
sorrindo você em tudo
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Da ciranda e seu rumo

a ciranda,
coletivo alvoroço,
é forma intensa
de dançar o outro
onda humana
na praia da vida
borda os sentidos
pela avenida
até que chegue o tempo
herança coletiva
da construção exata do mundo
ciranda definitiva
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Noturna demarche

no colo da noite
viajo a tempestade
atravessando nuvens
e laços da saudade
o tempo,
rastejando a memória
despeja pela mente
o sabor das horas
tentar jogá-las no sonho
é exercício da liberdade
de jogar lembranças no bolso
e caminhar exato a vontade
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Concerto

a orquestra
enfeitava o tempo
jogando bemóis
no pensamento
boiando
nos compassos
o infinito brincava
pelo espaço
sentado ao meu lado
dormindo nos teus braços
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Comentários (10)

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É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.

AurelioAquino
2026-01-17

abraço

Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.

Carlos Marques
Carlos Marques
2025-12-04

Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.

Pinto
Pinto
2025-02-27

Abração !