Lista de Poemas
Patriótica vazão
a fronteira
não é a pátria
mas os limites
da alma
a nação
é sempre a chama
dos abraços todos
da razão humana
o amor
é só um jeito
de trazer o mundo
dentro do peito
não é a pátria
mas os limites
da alma
a nação
é sempre a chama
dos abraços todos
da razão humana
o amor
é só um jeito
de trazer o mundo
dentro do peito
👁️ 2
Do amor em guerrilheira cena
no rastro da vida,
o amor usina
nos confins do peito
guerrilheira oficina
vasta construção
de pequenos infinitos
jogados no tempo
no meio dos sentidos
o amor é a deflagração
das batalhas mansas da vida
o amor usina
nos confins do peito
guerrilheira oficina
vasta construção
de pequenos infinitos
jogados no tempo
no meio dos sentidos
o amor é a deflagração
das batalhas mansas da vida
👁️ 2
Interrogantes
o universo
nem dá conta
das distâncias que pulsa
na lembrança
o tempo
nem disfarça
o espaço que leva
em sua carga
a razão
encontra
os passos da vida
nessa dança
nem dá conta
das distâncias que pulsa
na lembrança
o tempo
nem disfarça
o espaço que leva
em sua carga
a razão
encontra
os passos da vida
nessa dança
👁️ 3
Das brechas da vida
esse caber na vida
postado na saudade
tramita correios
das cartas da vontade
lacunas do desejo
passados inadimplentes
futuros já postos
no fundo do presente
o tempo é um espaço largo
das léguas do que se sente
postado na saudade
tramita correios
das cartas da vontade
lacunas do desejo
passados inadimplentes
futuros já postos
no fundo do presente
o tempo é um espaço largo
das léguas do que se sente
👁️ 3
Tráfegos do tempo
a solidão
pulsa o passado
nave dos teus olhos
voando meu abraço
dívida do tempo
um tanto constrangido
em deixar de viver
teus infinitos
nos becos do futuro
trafego em tudo
teu unânime manifesto
atravessado no mundo
pulsa o passado
nave dos teus olhos
voando meu abraço
dívida do tempo
um tanto constrangido
em deixar de viver
teus infinitos
nos becos do futuro
trafego em tudo
teu unânime manifesto
atravessado no mundo
👁️ 3
Das luas da vontade
a lua brincando no céu
fez-se tão bailarina
que ensaiava os olhos
iluminando as esquinas
o tempo vaidoso
brandindo sua forma
jogava a noite na vida
desenhando as horas
assuntando a vontade
busco a cada instante
as luas dos teus olhos
nas vias do horizonte
fez-se tão bailarina
que ensaiava os olhos
iluminando as esquinas
o tempo vaidoso
brandindo sua forma
jogava a noite na vida
desenhando as horas
assuntando a vontade
busco a cada instante
as luas dos teus olhos
nas vias do horizonte
👁️ 6
Do poema em corredeiras
o poema
molha os sentidos
nas cachoeiras verbais
em que insiste
rio verbal
da-se às margens
insistente infrator
dos limites da paisagem
o poema é enfeite
filigrana da realidade
é, às vezes, dói no poeta
quando embrulhado na saudade
molha os sentidos
nas cachoeiras verbais
em que insiste
rio verbal
da-se às margens
insistente infrator
dos limites da paisagem
o poema é enfeite
filigrana da realidade
é, às vezes, dói no poeta
quando embrulhado na saudade
👁️ 11
Do correr da vida
guardo o tempo
em todos os laços
das horas de mim
nos ombros do passado
a vida engana
os futuros que instaura
espalhando a saudade
nos limites da alma
desenhando nos braços
a solidão da tua falta
em todos os laços
das horas de mim
nos ombros do passado
a vida engana
os futuros que instaura
espalhando a saudade
nos limites da alma
desenhando nos braços
a solidão da tua falta
👁️ 3
Dos mares de mim
o mar, deitado na noite,
quando debruça na areia
canta teu riso no tempo
nas ondas que penteia
o retrato largo da vida
desenha um grande abraço
como se fora um concerto
nos braços do passado
teu jeito enche o mundo
no balançar dessas águas
quando debruça na areia
canta teu riso no tempo
nas ondas que penteia
o retrato largo da vida
desenha um grande abraço
como se fora um concerto
nos braços do passado
teu jeito enche o mundo
no balançar dessas águas
👁️ 1
Da engenharia dançarina da alma
o tempo,
com tua lembrança,
é só mais um passo
dessa longa dança
jogo da vontade
curso do passado
pensando futuros
onde ainda cabe
o amor constrói viadutos
inventando estradas
a alma quando engenheira
arquiteta a saudade
com tua lembrança,
é só mais um passo
dessa longa dança
jogo da vontade
curso do passado
pensando futuros
onde ainda cabe
o amor constrói viadutos
inventando estradas
a alma quando engenheira
arquiteta a saudade
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Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.