Do poema em corredeiras
AurelioAquino
o poema
molha os sentidos
nas cachoeiras verbais
em que insiste
rio verbal
da-se às margens
insistente infrator
dos limites da paisagem
o poema é enfeite
filigrana da realidade
é, às vezes, dói no poeta
quando embrulhado na saudade
molha os sentidos
nas cachoeiras verbais
em que insiste
rio verbal
da-se às margens
insistente infrator
dos limites da paisagem
o poema é enfeite
filigrana da realidade
é, às vezes, dói no poeta
quando embrulhado na saudade
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