Lista de Poemas
Infantil velhice
a infância
borda a velhice
nos rastros do tempo
em seus palpites
a lembrança
deixa-se indício
das reminiscências
postas em cabides
navegando os olhos
nos rios que vive
a infância envelhece líquida
no armário da vida
borda a velhice
nos rastros do tempo
em seus palpites
a lembrança
deixa-se indício
das reminiscências
postas em cabides
navegando os olhos
nos rios que vive
a infância envelhece líquida
no armário da vida
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Poema em tráfego tenso
o poema
é só nesga contida
grito da palavra
lavra e lida
que o poeta joga
como trâmite da vida
assim contrito
nos arroubos que edita
no transcurso do verbo
o poema é viajante
das vias do universo
é só nesga contida
grito da palavra
lavra e lida
que o poeta joga
como trâmite da vida
assim contrito
nos arroubos que edita
no transcurso do verbo
o poema é viajante
das vias do universo
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Temporais enlaces
e se o tempo
for apenas descuido
do calendário da matéria
jogado no mundo?
armazenado no espaço
relativa continência
dá-se a absoluto
nas intermitências
flui como uma cascata
na saudade da gente
como se fosse um rio
avesso a correntes
for apenas descuido
do calendário da matéria
jogado no mundo?
armazenado no espaço
relativa continência
dá-se a absoluto
nas intermitências
flui como uma cascata
na saudade da gente
como se fosse um rio
avesso a correntes
👁️ 4
Das cheias da gente
o rio alvoroçado
lambendo a terra
desenhava a cheia
como uma guerra
o menino sonhando
atiçando a vontade
navegava na memória
sua liberdade
o rio e o menino em combate
matérias insurgentes
construíam em suas margens
as peripécias do tempo
lambendo a terra
desenhava a cheia
como uma guerra
o menino sonhando
atiçando a vontade
navegava na memória
sua liberdade
o rio e o menino em combate
matérias insurgentes
construíam em suas margens
as peripécias do tempo
👁️ 3
Do tempo em atos
o futuro
é um passado presente
nas filigranas do tempo
nos arremedos da gente
dá-se como vindouro
pelo simples exercício
da matéria em ter-se pouca
na constância de infinita
nas léguas que inventa
no colo do pensamento
o futuro é só um abraço
entre os atos e o tempo
é um passado presente
nas filigranas do tempo
nos arremedos da gente
dá-se como vindouro
pelo simples exercício
da matéria em ter-se pouca
na constância de infinita
nas léguas que inventa
no colo do pensamento
o futuro é só um abraço
entre os atos e o tempo
👁️ 4
Da humana construção
o exercício
é deixar-se único
mesmo coletivo
nas construções da matéria
no meio do infinito
tudo que se tenha tanto
seja dado conciso
na fartura dos atos
humanamente construídos
é deixar-se único
mesmo coletivo
nas construções da matéria
no meio do infinito
tudo que se tenha tanto
seja dado conciso
na fartura dos atos
humanamente construídos
👁️ 2
Dos infantes rescaldos
da ponte
nas asas do salto
o menino mergulhava
abraçado à liberdade
o rio navegando em si
molhando as horas
imprime a lembrança
no colo da história
o homem cerzindo a vida
mergulha o menino na memória
nas asas do salto
o menino mergulhava
abraçado à liberdade
o rio navegando em si
molhando as horas
imprime a lembrança
no colo da história
o homem cerzindo a vida
mergulha o menino na memória
Infantil demarche
na infância
a vontade media
os círculos da vida
os ângulos do dia
as manhãs
em grávido rompante
inventavam o tempo
no vão do horizonte
o menino
abraçado à paisagem
sonhava a matéria
como barco da liberdade
a vontade media
os círculos da vida
os ângulos do dia
as manhãs
em grávido rompante
inventavam o tempo
no vão do horizonte
o menino
abraçado à paisagem
sonhava a matéria
como barco da liberdade
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África em trânsito
nas ruas de tanto
matéria da vida
a África habita
na humana lida
assim espalhada
nas faces do mundo
constrói-se na luta
nos vincos de tudo
o sentimento é só a estrada
abraçado ao povo enorme
dos zumbis e dandaras
matéria da vida
a África habita
na humana lida
assim espalhada
nas faces do mundo
constrói-se na luta
nos vincos de tudo
o sentimento é só a estrada
abraçado ao povo enorme
dos zumbis e dandaras
👁️ 1
Ditos do poema como intento
montada no verso
a palavra cogita
num jeito de verbo
tricotar a vida
trazê-la lúdica
pelo vão do mundo
debruça oficinas
nas dúvidas de tudo
pertinaz e combatente
ressoa no múltiplo veredito
que o poema celebra
nas brechas do seu dito
a palavra cogita
num jeito de verbo
tricotar a vida
trazê-la lúdica
pelo vão do mundo
debruça oficinas
nas dúvidas de tudo
pertinaz e combatente
ressoa no múltiplo veredito
que o poema celebra
nas brechas do seu dito
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Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Português
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.