Lista de Poemas
Verdade em cena
e assim, pública,
possa a verdade
vestir a cara do fato
em privado alarde
como se fora invento
da realidade
e nesse trânsito agudo
entre a vida e tudo
a matéria jogue o tempo
nas costas largas do mundo
possa a verdade
vestir a cara do fato
em privado alarde
como se fora invento
da realidade
e nesse trânsito agudo
entre a vida e tudo
a matéria jogue o tempo
nas costas largas do mundo
Das humanas alturas
o céu
é só um disfarce
das alturas do homem
em seu intento
coisa de dar o desejo
às costas do tempo
posto como destino
de subjetiva jornada
é como se a consciência
fosse humana estrada
invenção de neurônios
nas capoeiras da fala
é só um disfarce
das alturas do homem
em seu intento
coisa de dar o desejo
às costas do tempo
posto como destino
de subjetiva jornada
é como se a consciência
fosse humana estrada
invenção de neurônios
nas capoeiras da fala
👁️ 3
Construída vazão do amor
o amor
tange o tempo
como uma folha avulsa
na jangada do vento
o exercício flagrante
de mante-lo grávido
é consumi-lo futuro
no presente do passado
o amor assume a multidão
dos nossos descampados
procissão construída
de todos os abraços
tange o tempo
como uma folha avulsa
na jangada do vento
o exercício flagrante
de mante-lo grávido
é consumi-lo futuro
no presente do passado
o amor assume a multidão
dos nossos descampados
procissão construída
de todos os abraços
👁️ 7
Cena em bandeira posta
domando a vontade
no colo do vento
a bandeira tange a pátria
pelas ruas do tempo
como se fora ordem
das nações que intenta
os homens consumidos
em larga ausência
pausam os sentidos
em súbita continência
no colo do vento
a bandeira tange a pátria
pelas ruas do tempo
como se fora ordem
das nações que intenta
os homens consumidos
em larga ausência
pausam os sentidos
em súbita continência
👁️ 8
Onírico tricô do mundo
atemporal
da-se o discurso
de alinhavar o presente
nos ombros do futuro
nas curvas da vontade
filigranas dos gestos
consumir esperanças
nos goles do tempo
navegar as manhãs
nos mares dos fatos
dormir todos os sonhos
impunemente acordado
da-se o discurso
de alinhavar o presente
nos ombros do futuro
nas curvas da vontade
filigranas dos gestos
consumir esperanças
nos goles do tempo
navegar as manhãs
nos mares dos fatos
dormir todos os sonhos
impunemente acordado
👁️ 1
das medições de cada
assim quanto a vida
posta na vontade
escorra no tempo
tanta liberdade
como se fora um grito
solto pelas tardes
nas minúcias do infinito
em que se cabe
cada homem seja tanto
quanto a razão que desate
posta na vontade
escorra no tempo
tanta liberdade
como se fora um grito
solto pelas tardes
nas minúcias do infinito
em que se cabe
cada homem seja tanto
quanto a razão que desate
Tráfego verbal
o poema
rasga o tempo
trânsito vigente
do pensamento
flagra a manhã
como estandarte
que a lua joga na vida
apontando a tarde
e deixa-se verbo
em seu alarde
de gritar o sentimento
ou as ruas da cidade
rasga o tempo
trânsito vigente
do pensamento
flagra a manhã
como estandarte
que a lua joga na vida
apontando a tarde
e deixa-se verbo
em seu alarde
de gritar o sentimento
ou as ruas da cidade
👁️ 4
Material construção do tempo
senil e militante
a matéria avança
a juventude construída
em suas tranças
senhora do futuro
dá-se à pertinácia
do auto combate
da humana prática
a matéria soletra todas as contas
de sua intensa matemática
alinhavando seu corpo
como se fora aula
a matéria avança
a juventude construída
em suas tranças
senhora do futuro
dá-se à pertinácia
do auto combate
da humana prática
a matéria soletra todas as contas
de sua intensa matemática
alinhavando seu corpo
como se fora aula
Gaza em curso
Gaza invadida
esgarça a vida
abraçando a morte
nas avenidas
dá-se à tarde
como um tempo cedo
em construir andaimes
de transpor o medo
um dia, escrita na luta,
a história far-se-á futuro
soletrando a verdade
na cara larga do mundo
esgarça a vida
abraçando a morte
nas avenidas
dá-se à tarde
como um tempo cedo
em construir andaimes
de transpor o medo
um dia, escrita na luta,
a história far-se-á futuro
soletrando a verdade
na cara larga do mundo
👁️ 1
Alheia jornada do eu
nessa usina
de viver o outro
arma-se a construção
do humano esforço
esse terçar a vida
como um coletivo esforço
de pulsar a matéria
em seu auto alvoroço
nada como as léguas do tempo
navegando os metros do novo
de viver o outro
arma-se a construção
do humano esforço
esse terçar a vida
como um coletivo esforço
de pulsar a matéria
em seu auto alvoroço
nada como as léguas do tempo
navegando os metros do novo
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Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.