Lista de Poemas
Gaza em material resenha
a história
em suas falas
jogará Gaza
na cara dos canalhas
o mundo
navegando o tempo
discursará o futuro
impunemente
a vontade humana
é a matéria indormida
em sua inteira consciência
em suas falas
jogará Gaza
na cara dos canalhas
o mundo
navegando o tempo
discursará o futuro
impunemente
a vontade humana
é a matéria indormida
em sua inteira consciência
👁️ 8
Vigências da vida
dos teus olhos
nascerão manhãs
quando a noite adormecer
nos meus ouvidos
pelas madrugadas
vigerás enorme
como a mais simples sinfonia
dos infinitos da vida
nascerão manhãs
quando a noite adormecer
nos meus ouvidos
pelas madrugadas
vigerás enorme
como a mais simples sinfonia
dos infinitos da vida
👁️ 6
Maracatu
o maracatu aos gritos
dançando o pensamento
tece urgente os ancestrais
nos braços do tempo
o tambor balbucia
o ritmo íngreme da vida
como fora um coração
derramado na avenida
o matéria pulsa seu jeito
construtora de si impunemente
como se fora batalha alegre
no peito dos viventes
dançando o pensamento
tece urgente os ancestrais
nos braços do tempo
o tambor balbucia
o ritmo íngreme da vida
como fora um coração
derramado na avenida
o matéria pulsa seu jeito
construtora de si impunemente
como se fora batalha alegre
no peito dos viventes
👁️ 2
Frevança consumida
o frevo
coça pela alma
todos os bemóis
em que se lavra
é assim um rompante
do jeito do infinito
de construir levantes
no peito dos passistas
é como se fosse manhã
que nunca anoitece
e abraça o tempo na gente
enquanto a vida acontece
coça pela alma
todos os bemóis
em que se lavra
é assim um rompante
do jeito do infinito
de construir levantes
no peito dos passistas
é como se fosse manhã
que nunca anoitece
e abraça o tempo na gente
enquanto a vida acontece
👁️ 13
discurso afrevado
assim que a orquestra berra
nos compassos da avenida
o frevo ferve a terra
no espinhaço de Olinda
o povo desenha na rua
os passos claros do mundo
como se fosse procissão
dos movimentos de tudo
e quando o vão da madrugada
vem chegando mansamente
Olinda sacode as calçadas
e inventa um nó no tempo
nos compassos da avenida
o frevo ferve a terra
no espinhaço de Olinda
o povo desenha na rua
os passos claros do mundo
como se fosse procissão
dos movimentos de tudo
e quando o vão da madrugada
vem chegando mansamente
Olinda sacode as calçadas
e inventa um nó no tempo
👁️ 3
da revolução em fráguas
algumas vezes
o decote da revolução
era uma bandeira
que enchia de ilusão
a vida inteira
e nem sempre
diminuia-se tão vasta
que pudesse mergulhar-me
em sua plástica
mas que é tanta
e que vige inteira
enquanto o coração explodir
na exata proporção
do que eu seja
o decote da revolução
era uma bandeira
que enchia de ilusão
a vida inteira
e nem sempre
diminuia-se tão vasta
que pudesse mergulhar-me
em sua plástica
mas que é tanta
e que vige inteira
enquanto o coração explodir
na exata proporção
do que eu seja
👁️ 5
Do fazimento da vida
a matéria
aos solavancos
inventa-se plena
como humano
múltipla intenção
cognitiva trança
dá-se a conhecer-se
como substância
nas entrelinhas de si
forja todas as letras
como um auto discurso
de quem se inventa
aos solavancos
inventa-se plena
como humano
múltipla intenção
cognitiva trança
dá-se a conhecer-se
como substância
nas entrelinhas de si
forja todas as letras
como um auto discurso
de quem se inventa
👁️ 1
Estudo XV
o sonho me sustenta
como uma grande marquise
estendido como um lençol de linho
nas camas da minha vida
como uma grande marquise
estendido como um lençol de linho
nas camas da minha vida
👁️ 1
Do onírico verbo
o sonho navegado
posto assim em fala
transita o futuro
voando na palavra
discurso da vida
dá-se ao mundo
panfleto transitório
dos fatos de tudo
boia no discurso
como verbo militante
da razão humana
posta em levante
posto assim em fala
transita o futuro
voando na palavra
discurso da vida
dá-se ao mundo
panfleto transitório
dos fatos de tudo
boia no discurso
como verbo militante
da razão humana
posta em levante
👁️ 1
cognitiva senda
seu jeito de alma
trai o ofício
de engolir as alturas
no alado exercício
flui arrazoada
como dançarina serpente
rasgando o peito do tempo
urgentemente
a idéia é uma bandeira arfante
hasteada impunemente
trai o ofício
de engolir as alturas
no alado exercício
flui arrazoada
como dançarina serpente
rasgando o peito do tempo
urgentemente
a idéia é uma bandeira arfante
hasteada impunemente
👁️ 3
Comentários (10)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Português
English
Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.