Lista de Poemas
bailarinas fases
a bailarina
em sua trama
ainda pássaro
dá-se humana
a bailarina
inunda o palco
com todas as ondas
de seus saltos
a bailarina
como astronauta
pisa as estrelas
quando salta
Reminiscência XI
nem de tanto
a vida dizia
que fosse um tempo
assim à revelia
o menino
juntava as horas
na alegria inata
na memória
a coragem
era a infante certeza
de embrulhar no riso
qualquer tristeza
Olinda fervente
Olinda
com o povo nos braços
ferve o frevo da vida
no redemoinho dos passos
os bemóis que entoam
no regaço da avenida
é como se fosse um sonho
tangendo o rumo da vida
a procissão fervente
no peito da madrugada
é como se fosse um rio
lavando o eito da alma
dos enredos da vida
a ilusão
é trejeito
que a matéria dá a si
nos seus enredos
nesse comboiar a vida
como um segredo
o sonho
é desejo construído
que a matéria inventa
quando está consigo
nesse comboiar a vida
como peça do infinito
Dados de mim em tese posta
ao estar comigo
assim outro
me definitivo
abraço da matéria
na humana lida
do infinito
os limites do tempo
em que milito
são os pedaços da vida
que infinito
Madrugada in pectoris
a jangada
brincava de horizonte
penteando o mar
agarrada nas ondas
o sol
debruçado no tempo
desenhava a madrugada
tangida pelo vento
o poema
também insone
jogava no poeta
as velas de seu horizonte
Temporária senda
o tempo
consumo humano
diz da matéria
em seus planos
gastá-lo
em medidas
é não tê-lo largo
pela vida
o tempo
como etário rito
nas estradas do homem
é consolo do infinito
Ode a Mercedes Sosa
La Negra
tinha na garganta
todos os tons
da latina trança
laço da revolta
nos passos da dança
compassos do baile
do povo em sua andança
La Negra, navegante,
ainda pulsa,
no peito da América,
os acordes da luta
Do tanto sertão
o cacto
furava o tempo
atiçando o sertão
no pensamento
o sol
cúmplice confesso
assava a manhã
como protesto
o homem
viajante dos sentidos
boiava no sertão
seus infinitos
os pedaços da matéria
que abraça consigo
Futuro em modos
o futuro
tempo em curso
dá-se à vontade
como recurso
escondida tração
de atos e discursos
ainda vindouro
avença da esperança
é quase passado
na lembrança
o futuro é só trejeito
da matéria em sua dança
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.