Armando A. C. Garcia

Armando A. C. Garcia

n. 1937 BR BR

n. 1937-11-12, São Paulo

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A cupidez !

A cupidez !



Só se emprega o pensamento na ambição

A cupidez tomou conta deste mundo

O homem não pensa mais no amor profundo

Que do imo da alma chega ao coração


Na cega ambição, só valoriza o cifrão

Já não teme mais a eterna Divindade

Descansando, no berço da insanidade

Está a um passo da mental alienação


Dependurado na simultaneidade

De sempre levar vantagem a qualquer custo

Sem esforço, sem fadiga, salário injusto

Persuade no esquecimento a veleidade


Injustos, injustos seus procedimentos

Não tivesse por berço a materialidade.

Sem a prodigiosa luz da imaterialidade

Cai na ausência de puros sentimentos


Nessa ambição desmedida da riqueza

Perde o homem o sentimento e a razão

Vivendo encantado na escada da ilusão

Não percebe estar a um passo da avareza


Porangaba, 14/06/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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Poemas

1086

Rio Douro

Rio Douro


Arribas do Rio Douro
Que tantas vezes subi
Ó que saudades eu tenho
Quando me lembro de ti

Tens contornos tortuosos
Escarpas que não têm fim
Serpenteando as arribas
Altas fragas e o alecrim

Onde aves de rapinas
Têm condições ambientais
Nos penedos rendilhados
Águias, abutres e mais

Têm seus ninhos escondidos
Das raposas predadoras,
O lobo, a tal não se atreve
Prefere caça das pastoras

Gigantes fragas escarpadas
Pela erosão milenar
Tingiu de cores variadas
Com efeitos a imaginar

O número dois, podemos ler
Nas fragas do lado espanhol.
Quem não acredita, venha ver
E ouça o canto do rouxinol.

Entras por fragas abruptas
Neste querido Portugal
Aos poucos interruptas
Com tua calma natural

Rio Douro, Rio Douro
Quantas enguias comi,
Tu és o maior tesouro
Dos rios que eu já vi.

São Paulo, 11-09-2012
Armando A. C. Garcia

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841

Abominação

Abominação


Abomino o ódio e a farsa
O álcool, o vício e a droga
Corrupção e o comparsa,
A mentira de quem roga


Com maldade radicada
Dentro do seu coração.
Abomino a força espada
De quem não tem compaixão


Abomino a hipocrisia
Fingimento, falsidade
A erótica pedofilia
E a falsa dignidade


Abomino a impunidade
Crueldade, selvageria
A fraude, deslealdade
Simulação, velhacaria


A trapaça e a má-fé
Abomino a mercancia
Daqueles que vendem a fé
Aonde mora a *agnosia.

Abomino a injustiça
Ínsita e pertinaz
Como abomino a cobiça
Pelo mal que ela nos traz

Abomino o que não presta
Torpeza, desonestidade
E de tudo o que me resta
É o amor à humanidade


São Paulo, 08/08/2012
Armando A. C. Garcia
*ignorância

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1 246

Perimetral

Perimetral

Se és capaz de maltratar
Quem da vida nada tem
Também podes suportar
O peso do meu desdém.

Ó Deus da eterna glória,
Do saber e da justiça
Leva teu filho à vitória
Nos liames desta liça

Não o desampares agora
Quando de Ti, mais precisa
Socorre-o sem demora,
Antes que perca a camisa

A fé, por Ti, descortina
És sua âncora de esperança
Dissipa-lhe a neblina
Que lhe tira a confiança

Senhor, ó Rei da glória
Deste mundo sofredor
Tu, julgarás a pretória
Que julga o mundo a "priori"

Teu julgamento isento
Das vicissitudes terrenas
Não aceita argumento
Estes, são do mundo apenas

No imenso caos do abismo
Na escuridão mergulhados
Pagarão pelo cinismo
Ao serem por Deus julgados.

São Paulo, 03/08/2012
Armando A. C. Garcia

"(do latim, "partindo daquilo que vem antes")
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1 168

Translação

TRANSLAÇÃO 


No rude tear da minha poesia, tecerei versos 
Continuarei a conjugar, ainda que imperfeitos 
E na translação, tirando o sossego das letras 
Ignorando métrica e rima, caminho anverso 
Dando ensejo ao eco que guia os meus feitos 
Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras 

Ignorando condimentos e ou, comedimentos 
Meus versos são razão, princípio, fim e meio 
A metáfora, na qual se interliga a palavra 
Levando no auge dos versos pensamentos 
Exteriorizando o estado de alma e o anseio 
Da luta incessante que com a emoção se trava 

Entre impulsos incontidos, abismo desconhecido 
Versos que escrevo, com palavras e alma nua 
Nos sonhos, nos sentidos que transbordam em meu ser 
Vou tecendo uma teia, de notas em sustenido 
Desejando veementemente que se conclua 
A poesia que a primeira letra o papel viu nascer. 

São Paulo 14/09/2006  (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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1 255

CRIANÇA, TOMA CUIDADO (Infantil) (Com a Pedofilia)

CRIANÇA, TOMA CUIDADO (Infantil)
(Com a Pedofilia)

Criança, presta atenção
Naquilo que vou falar
Tem muito espertalhão
Querendo te abocanhar

É o lobo mau da historinha
Só que, em figura de gente
Criança, seja espertinha
Não sejas tão inocente

Criança, toma cuidado
De estranhos.Não aceites
Doces, bolacha ou salgados
O lobo, com esse deleites

Visa estraçalhar você.
Criança, toma cautela
O pedófilo é jacaré
Não quer que sejas donzela.

Nem um aperto de mão
Ou um elogio sequer
A sua má intenção
Está querendo esconder

Se pedófilo te abordar
Criança, toma juízo
Nem pares pra conversar
Que ele promete o paraíso

Chama a Polícia depressa
Antes que ele te faça mal
Brinquedos, são vil promessa
De uma troca desigual...

Se tu fores abordada,
Com proposta desonesta
Dá-lhe grande bofetada
E cospe na sua testa .

Aos Pais:
Quem ama toma cuidado
Com aquilo que o filho faz
Não deixe a vigília de lado
Às garras do satanás

Quem ama, toma cuidado
Alerte seu filho também
Não deixe que um desgraçado
Faça mal, a quem quer bem.

São Paulo, 21/07/2008
Armando A. C. Garcia

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TEXTO DE UTILIDADE PÚBLICA - POR FAVOR, REPASSE-O

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FOI DEUS

FOI DEUS

Quem deu perfume às flores
E encheu de estrelas os céus
Quem, fez as nuvens maiores
Que as andorinhas, foi Deus.

Quem fez os rios e os montes
E o sol p ra nos aquecer
Quem pôs a água nas fontes
Foi Deus! não vá esquecer...

Quem fez oceanos e mares
Estrelas no firmamento
Dentre as coisas basilares,
Deu-nos fome e alimento

Quem deu vida ao pensamento
E a vida encheu de ilusões
E ao coração sentimento
E aos sentimentos, paixões

Quem fez a noite e o luar!
E o infinito dos céus
A imensidade do mar
E o mundo inteiro, foi Deus.

São Paulo,22/03/1965 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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O homem, esse Ser enigmático

O homem, esse Ser enigmático


O homem, esse Ser enigmático
Difícil de compreender, caricato
Por vezes, também carismático
Ao ponto de em casa, ser ingrato

O homem, busca nas realizações
Alcançar um objetivo real
Mas as sucessivas oscilações
Vão tornando sua vida abissal.

O homem, esse Ser inteligente
Na ciência descobre conhecimento
E da história, não fica ausente

Na lógica e na moral seus pensamentos
Traçam normas à conduta humana
E busca na verdade os fundamentos

São Paulo, 20/12/2019 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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Forças da Afeição (soneto)

Forças da Afeição

De vis amores tenho a alma consumida
Contingência de dedução de razões
Que exsurgem na mente tão sofrida
Olhando a fria noite, sem opções

De tantos amores o que me resta agora
Senão desilusão, descontentamento
Por ter experimentado, o que foi bom, piora
Ante a solidão, aumenta o meu tormento

Quem não sofre, sem o mal de si ausente
Por mais rara que seja tal ironia
Nunca saberá o que minha alma sente

No sentir noutro amor, noutra esperança
O doce tempo que a saudade faz lembrança
Hoje caduco, débil, cheio de agonia.

São Paulo, 08/05/2005 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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258

SERÁ ! ... (soneto)

SERÁ ! ...

Pé ante pé, com o coração partido
Fui até ti, para dar à vida outro sentido
Porém, ignoraste, será que pensaste
Está velho... não passa de um traste!...

E sem resposta afirmativa ou negativa
Continuas lado a lado em minha vida
Mal suportas a presença indefinida
Aguardando o despojo da partida

Aquilo que foi amor, forte paixão
Hoje virou vida sem definição
Perdidos os sentimentos de carinho

Segues hoje a trilha de outro caminho
E eu, sofro o amargor do teu desprezo
Até o dia em que feliz parta coeso

São Paulo, 25/04/2005(data da criação)
Armando A. C. Garcia

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A Minha Terra no Inverno

A Minha Terra no Inverno

Caíam bolotas e folhas dos carvalhos
Dos carrascos e, também, das azinheiras.
As rubras azeitonas das oliveiras,
Batidas pelo vento, secas dos orvalhos.

Despencavam dos ouriços as castanhas.
Gemiam os zimbros, bramiam os lobos
Que, em dias de neve, desciam aos povos
Famintos. Abandonavam as montanhas.

A noite, numa escuridão sepulcral,
Entrecortada, pelos raios dos trovões.
Mostrava as copas das árvores, nos clarões,
E, os penedos recortados vertical.

O musgo e a hera, trepando em rochas quedas
E, os galhos secos das figueiras nuas,
Homens andando por veredas e ruas
De velhos muros, repletos de azedas.

Os campos desertos, arroteados
Onde, crescem os carvalhos e sobreiros,
As montanhas, as colinas e outeiros
Têm no sulco a rabiça dos arados.

São Paulo 18/05/1964 (data da criação)
Armando A. C. Garcia


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Comentários (1)

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Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....