Armando A. C. Garcia

Armando A. C. Garcia

n. 1937 BR BR

n. 1937-11-12, São Paulo

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A cupidez !

A cupidez !



Só se emprega o pensamento na ambição

A cupidez tomou conta deste mundo

O homem não pensa mais no amor profundo

Que do imo da alma chega ao coração


Na cega ambição, só valoriza o cifrão

Já não teme mais a eterna Divindade

Descansando, no berço da insanidade

Está a um passo da mental alienação


Dependurado na simultaneidade

De sempre levar vantagem a qualquer custo

Sem esforço, sem fadiga, salário injusto

Persuade no esquecimento a veleidade


Injustos, injustos seus procedimentos

Não tivesse por berço a materialidade.

Sem a prodigiosa luz da imaterialidade

Cai na ausência de puros sentimentos


Nessa ambição desmedida da riqueza

Perde o homem o sentimento e a razão

Vivendo encantado na escada da ilusão

Não percebe estar a um passo da avareza


Porangaba, 14/06/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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Poemas

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Homenagem à Rainha do Fado Amália Rodrigues

Homenagem à Rainha do Fado
Amália Rodrigues


Amália, do outro lado,
Junto do Homem da cruz
Pediu pra cantar um fado
Em homenagem a Jesus

Deus consentiu no pedido
E foi ouvi-la cantar
Ficou muito arrependido,
Tê-la mandado chamar

Disse ao anjo, francamente
Que vacilo foi o teu
Amália, eternamente
Em Portugal tinha o céu !

É tão grande a perfeição
Da cantora portuguesa
Os anjos não conseguirão
Imitá-la, com certeza

Ao povo das caravelas
Que tantas graças lhe dei
Dei-lhe Amália como estrela
Por descuido lha tirei !

São Paulo, 29/04/2013
Armando A. C. Garcia

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Se Deus igualasse (soneto)

Se Deus igualasse...


Se Deus igualasse nossos pensamentos
Se, também, igualasse os sentimentos
O mundo seria uníssono em tom e cor
Como ficaria a atração física e o amor?

Que seria de nossos vãos contentamentos
Como seriam nossos vis comportamentos
E que seria de nossas loucas esperanças
Talvez, sendo jogadas nas intemperanças

Mas a sapiência Dele nos fez desiguais
Para que cada um procure o algo mais
E nas bordoadas da vida, a exalação

Pôs amor e sentimento no coração
Pôs no pensamento a pura reflexão
Fez de cada um de nós, seres universais

Porangaba, 05/05/2013
Armando A. C. Garcia

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Redimir

Redimir

A cada dia que passa,
A minha alma redime
O lodo que a embaça
A chaga que a oprime

Suprindo as minhas faltas
À custa do sacrifício
Resgatando contas altas
Por um futuro auspício

Vim ao mundo depurar
Expurgar o meu passado
Que como as ondas do mar
Tem sido muito agitado

Evito que se propaguem
Com pérfida astúcia do mal
Aos céus, desculpas não cabem
Negá-lo é paradoxal

Nem desculpa, nem disfarce
Atenuam nossas faltas
Na hora do desenlace
Nosso rol, tem contas altas

Lá está o resultado
De todo nosso devaneio.
O perdão do mau pecado
Na depuração tem esteio

A nossa própria consciência,
Não abdica dos erros
Deve à lei obediência
Quando chega ao cemitério !

Porangaba, 26/04/2013
Armando A. C. Garcia

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Obsessão (soneto)

Obsessão (soneto)

Impertinente pensamento sua figura   
Em vão procuro esquecê-la. E seu retrato
Há muito tempo o queimei com amargura
Pensando livrar-me desse *desiderato

A alucinada visão de sua silhueta  
Em minha mente é constante, interminável
Parece ter o poder monstruoso do capeta
Sua figura a todo instante é infindável

Ah! Certamente devo estar a delirar
Ou talvez no limite das *assimetrias
Que na verdade, não sei onde albergar

E nada no mundo preenche este vazio
Que gravou na mente sua fisionomia
Cuja obsessão, mais parecer um desvario !

•    Aquilo que se deseja; que se aspira
** fig. Desarmonias de certas funções

São Paulo, 18/02/2013
Armando A. C. Garcia

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Meus pobres versos !

Meus pobres versos !

Dos pobres versos que compus em desalinho
Alguns foram lidos, mas muitos outros, não.
Como a rosa perfumada, tem o espinho
Meu estro, não lhes tocou o coração.

Mas se de versos indecorosos fosse a veia
De milhares seriam as suas leituras
Felizmente, não é essa a veia que lastreia
Foi concebida para coisas mais puras

Não é profana, nem mesmo anticristã
É contra os arautos vendilhões dessa fé
Que se insurge, por não ser doutrina sã,
E opõe-se a políticos, que fazem o que se vê....

Exponho o que dentro da minha alma eu sinto
Suspiros, lágrimas ou contentamento
E nesta imensidade, ó leitores, não minto
É meu primeiro e último comportamento !

São Paulo, 28/11/2012
Armando A. C. Garcia
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Cicatrizes (soneto)

Cicatrizes ... (soneto)


Minhas dores e lamentações, não escutas
Que acontece com teu pobre coração...
Consequências na troca de permutas
A exigir paciência ou resignação !

Sem olor a fragrância dos perfumes
Que exalavas na doçura do beijo,
Inúteis as palavras que resumes
Sendo nada, não são o que almejo

Escondo no peito os prantos sentidos
Em segredo preservo a dor do desamor
No meu ser, há desejos incontidos

Cicatrizes que meus sonhos marcaram
Quando desabrochavam com esplendor
Teu desamor. Minhas esperanças secaram.

Porangaba, 02/12/2012
Armando A. C. Garcia

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Esse nó !

Esse nó !


Esse nó, também me aperta sem dó
Oh! Nó triste, nó porque não me deixas só...
Quem só já é, sem ter tua companhia
Que persiste qual lágrima de teimosia

Rotular-te de sonho ou quimera
Prenúncio futuro de longa espera
Se lembranças poderem ser lembradas
Sejam elas, mais sutis e delicadas

São Paulo, 07-12-2012
Armando A. C. Garcia

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1 085

Diz (soneto)

Diz...


Diz... que o encantamento de tua ilusão
Chegou ao fim. E que tudo foi um engano
Da desenfreada torrente da paixão
Que durou aproximadamente um ano!

Diz... Sem tremer a voz e empalidecer
Que já não me queres mais. E sem que te fira
Caminharás adiante sem retroceder
Pois teu coração, por mim, não mais suspira.

Diz...que foi um vão ensejo que passou
Que hoje, só sentes por mim indiferença
E que o amor em teu peito já terminou

Diz... se fores capaz de eloquência tal
No extremo fervor de tua desavença
Sinto que tu, nada dirás ao final !

Porangaba, 24/11/2012
Armando A. C. Garcia
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O Agnóstico

O Agnóstico


Agnóstico, é o nome pomposo de ateu
Aquele que diz, não existir Deus, nem o céu
Diz-se descrente, sem fé, sem religião
Entretanto, preocupa-se com sua condição


Agnóstico é aquele que diz não crer em nada
Todavia, no íntimo recôndito da alma
Tem a semente que procura não germinar
E diz o mundo infestado de mentiras


Diz que a noção de justiça foi subvertida
Por Deus poder torturar a alma humana
Banindo a compaixão dos corações
Transformando homens em demônios


Que o Deus da bíblia é insensível, justiceiro
Que todas as religiões tem concepção errada
E influenicam o homem a sacrifícios e orações
Que Cristo foi uma lenda, um mito, e que,


Dos pagãos, adaptaram a eucaristia:


Que no festival da colheita faziam bolos de trigo
E no preito a Ceres e a Baco bradavam
A Ceres, "esta é a carne de nossa deusa"
E a Baco, "Este é o sangue de nosso deus"


Que não há, nem houve um ser criador
Vez que triunfa a injustiça neste o mundo
Que o dizem governado por um Deus
Um Deus que dizem, criador de doutrinas cruéis


A espalhar guerras e mortes no mundo
Terremotos, inundações, secas noutras regiões
Vulcões vomitando fogo, relâmpagos letais
Onde está a bondade de Deus, eles perguntam.


Porém, lá no fundo de seus corações
No recôndito da alma, eles crem num Deus
Talvez à sua maneira e conveniência
Um Deus que atenda e entenda suas intenções.


São Paulo, 12/08/2012
Armando A. C. Garcia


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1 144

Deixa (soneto)

Deixa... (soneto)


Deixa eu tecer minhas ilusões
No tear de minhas fantasias
Pra que possa, depois aos guturões
Saborear tão sonhadas iguarias

Nem que percorra *absconso caminho
Da invasão de uma tristeza profunda
Deixa que meu tear urda cada espinho
Nem que a lança na caminhada rotunda

Corte minhas mãos a cada urdida
Deixa mesmo que sofra é meu sudário
É minha veleidade. Gosto d’vida

Neste acervo ávido de ilusões
Quando o físico nefando, refratário
Já se esconde do lume das paixões.


Porangaba, 25/10/2012
Armando A. C. Garcia

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• Escondido; oculto
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Comentários (1)

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Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....