Lista de Poemas
Idealidade (soneto)
Idealidade (soneto)
Sou igual fantasma na solidão
Carregando os destroços na carcaça
Ao alheamento de toda multidão
Que não vê, nem sente esta desgraça.
Na *manumissão desta trajetória,
Vejo verter do amor na humanidade;
O ócio, cortando a carne na vitória
A mentira, o sentido da verdade !
Sofro co’a frialdade do amor
Que hoje mora nos pobres corações
Que não sentem mais o salutar calor
Neste mundo repleto de ilusões
Incapaz de girar em volta seu fulcro
E levar o homem a novas emoções !
*libertar; resgatar:
São Paulo, 06/07/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criancaspoesias.blogspot.com
Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema
Infortúnio (soneto)
Infortúnio (soneto)
Pedaços de lembranças, o que restou
Da vida inteira cheia de infortúnio
E este, que ainda não acabou
Como elemento hipotético umbiúnio
Tropeços, nebulosos pensamentos
A constranger a lágrima dos vencidos
Alegoria , ficção, metáfora dos ventos
De mais de mil projetos retraídos
Acumulados em fascículos ou volumes
A transbordar na esperança do amanhã,
No silêncio recôndito dos queixumes
Com saudade interior, dentro do peito
Na expectativa de uma vida louçã
Que até agora, inda não teve jeito !
Porangaba, 09/07/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criançaspoesias.blogspot.com
Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema
Os Indigentes ! (soneto)
Os Indigentes ! (soneto)
Por habitação o albergue das calçadas
Mal se distinguem dum monte de entulho
Iguais caveiras, nas ruas estiradas;
No frio inverno que ronda o mês de julho.
Homens sem lei, cidadãos sem patrono
Que têm por teto o céu, por base a terra,
Do governo, têm apenas o abandono,
Por ser uma parcela que não berra !
No silêncio mais profundo, como um sono,
Vivem na mísera condição de excluídos
São a própria síntese dos sem lei, sem dono
Nosso governo, emerge com eles no mesmo sono
No palácio da sorte, são confundidos
Como sendo eles, filhos de outro trono !
Porangaba, 25/06/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criançaspoesias.blogspot.com
Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema
A fada que quis ser gente ! (Infantil)
Esta estória é de uma fada
Que se quis passar por gente
De ser fada, estava cansada
Ser alguém, era atraente
Vestiu então roupas de moça,
Seus louros cabelos penteou
Só achou emprego na roça
No fim do dia... se queixou
Quando eu era uma fada
Só via encanto e beleza
De poderes era dotada
Dava ordens à natureza
Agora que virei gente,
Só trabalho, criatura
Foi ilusão aparente
Esta minha aventura
Quando fada, só contente
Com alegria constante,
Eu quero, é novamente
Ser fada, de ora avante !
São Paulo, 07/07/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criancaspoesias.blogspot.com
Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema
Sem saber o que escrever (soneto)
Sem saber o que escrever (soneto)
Longe das musas, sem saber o que escrever
Sinto-me, tal como um peixe fora d’água
Penso e não sei, o que devo, ou não dizer
Só não piso na lama, se ponho o pé na tábua
Entre várias idéias e inclinações
Não sei se busco a de ideal firmeza
Na mudança, que muda as opiniões
Defeito comum em minha natureza
No invariável movimento, não descansa
A inconstância prima deste vil desejo
Não há no mundo maior insegurança
De que sem ter o que dizer, querer escrever
Por isso, ante vós penitencio este bocejo
Estejam certos, não tinha nada pra dizer !
Porangaba, 25/06/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criançaspoesias.blogspot.com
Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema
A Ingratidão !
A Ingratidão !
Certo dia um velho ancião
Foi jogado na rua, como um cão
Por seu filho. Oh! Vida ingrata.
-Apenas com duas algibeiras
Uma carregada de pão e a outra
Com vinte moedas de prata
A algibeira das moedas,
O velho devolveu ao filho
Já na condição de andarilho,
Disse-lhe; Guarda estas moedas.
- Para quando teu filho te despedir
Anexá-las, as que ele te der.
E assim partiu carregando
Apenas a algibeira de pão.
Andando, andando já cansado
Sentou-se à beira de um riacho
E ao saborear o pão sentiu
Um paladar diferente.
Como a fome e o cansaço
Eram grandes, comeu;
E o pedaço de pão que comeu
Seria o último de sua vida.
Pois logo sentindo fortes ânsias,
Ali entregava a alma ao criador !
São Paulo, 05/06/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema
O estupro coletivo
O estupro coletivo
A façanha cruel, que irrita a todos
É o preço da justiça praticada
Nem mesmo os temidos visigodos
Cometeriam tamanha *esborneada
Vergonha ! vergonha mundial
Brutalidade, selvajaria impar
Humilhação ao sentimento nacional
Que no instinto humano há de selar !
Acorda ! Legislador brasileiro
É hora de modificar a Lei Penal
Se existisse punição verdadeira
Certamente, afastaríamos esse mal.
Se não houver o braço forte da Lei
Pesando sobre as cabeças humanas
A sucessão de crimes medonhos pela grei
Ninguém obstará do mal essas chamas
Que continuarão a vilipendiar
Matar, roubar e também estuprar
Porque a lei é estelionatária
Vez que, a cem anos chega a condenar
Quando sabe a pena máxima de trinta anos
Dos quais, nem a metade chega a cumprir;
Porquê tantos enganos e desenganos?
Que punem, na verdade sem punir
Desta façanha cruel, minha gente
Não espere grande punição, vez que não há
No rigor da fraca lei quem a intente
Será punição, que a todos contradirá !
*orgia
São Paulo 28/05/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criancaspoesias.blogspot.com
Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema
Amor ; (soneto)
Amor; (soneto)
se é que esta palavra tem sentido
após intensa vivência amorosa,
como forma de sublimar o indefinido
de um momento pleno, cor de rosa
projeção impar da síntese perfeita
no apogeu magnético do amor
quando a palavra amor, se estreita,
dando lugar à rival, chamada dor !
sonhos projetados esvoaçando no ar.
no voo dum pensamento intermitente
alçado à lúbrica ceia, vagamente
nos *paroxismos que o desejo faz criar
no **hipocondríaco cérebro sedente
do amor, que ame, verdadeiramente !
*exaltação máxima de uma sensação
**tristeza profunda; melancolia
São Paulo, 10/06/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criancaspoesias.blogspot.com
Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema
O ido e o porvir
O ido e o porvir
A dor, a angústia e o sofrimento
Ajustam-se em continência á degenerescência
Dos órgãos vitais e do comportamento
Do indivíduo e de toda sua essência
Consequentemente, a plenitude da vida está
Em viver em harmonia e contentamento
Ser feliz, e como primeiro mandamento
A Lei de Deus e todo seu cumprimento
A Felicidade consiste no amor,
Amar o semelhante como a si mesmo
Dá alma surgirá o esplendor,
Manancial de toda paz e amor !
Que trará o atendimento superior
Ao indivíduo, outrora pecador
Que passa a crer na palavra do Redentor !
São Paulo, 13/06/2016 - 04:00h (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com http://criancaspoesias.blogspot.com
Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema
A raposa e o galinheiro (infantil)
A raposa e o galinheiro (infantil)
Naquele bucólico lugar
Morava uma ladina raposa
E mal despontava o luar
Ia pegar a *penosa
O dono do galinheiro
Sofria duros ataques
Nem seu cachorro **alveiro
Evitava tantos saques
Assim, via dizimado
Dia a dia o galinheiro
Até que seu empregado
Resolveu por um paradeiro
Engendrou cobrir-se de plumas,
Pra ficar igual galinha
À noite esperou a chegada
Dessa tal de libertina,
Adentrar ao galinheiro
E fingindo-se galinha
Esperou, lá no poleiro
A pegadora de galinha
Quando ela ali entrou
Deu-lhe tremenda paulada
Que ganindo se queixou,
Ficou de perna quebrada
Desse dia em diante
Nunca mais ali voltou,
Dando paz ao sitiante
Que seu empregado ajudou !
*galinha
**de cor branca
São Paulo, 11/06/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criancaspoesias.blogspot.com
Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema
Comentários (0)
NoComments
E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog://http://brisadapoesia.blogspot.com
Português
English
Español