Escritas

Lista de Poemas

Idealidade (soneto)

Idealidade (soneto)

Sou igual fantasma na solidão
Carregando os destroços na carcaça
Ao alheamento de toda multidão
Que não vê, nem sente esta desgraça.

Na *manumissão desta trajetória,
Vejo verter do amor na humanidade;
O ócio, cortando a carne na vitória
A mentira, o sentido da verdade !

Sofro co’a frialdade do amor
Que hoje mora nos pobres corações
Que não sentem mais o salutar calor

Neste mundo repleto de ilusões
Incapaz de girar em volta seu fulcro
E levar o homem a novas emoções !

*libertar; resgatar:

São Paulo, 06/07/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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👁️ 281

Infortúnio (soneto)

Infortúnio  (soneto)

 

 

Pedaços de lembranças, o que restou                 

Da vida inteira cheia de infortúnio

E este, que ainda não acabou

Como elemento hipotético umbiúnio

 

Tropeços, nebulosos pensamentos

A constranger a lágrima dos vencidos

Alegoria , ficção, metáfora dos ventos

De mais de mil projetos retraídos

 

Acumulados em fascículos ou volumes

A transbordar na esperança do amanhã,

No silêncio recôndito dos queixumes

 

Com saudade interior, dentro do peito

Na  expectativa de uma vida louçã

Que até agora, inda não teve jeito !

 

Porangaba, 09/07/2016 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

                                                            

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👁️ 301

Os Indigentes ! (soneto)

Os Indigentes  ! (soneto)

 
Por habitação o albergue das calçadas
Mal se distinguem dum monte de entulho
Iguais caveiras, nas ruas estiradas;
No frio inverno que ronda o mês de julho.

Homens sem lei, cidadãos sem patrono
Que têm por teto o céu, por base a terra,
Do governo, têm apenas o abandono,
Por ser uma parcela que não berra  !

No silêncio mais profundo, como um sono,
Vivem na mísera condição de excluídos
São a própria síntese dos sem lei, sem dono

Nosso governo, emerge com eles no mesmo sono
No palácio da sorte, são confundidos
Como sendo eles, filhos de outro trono !

Porangaba, 25/06/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

                                                            
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👁️ 260

A fada que quis ser gente ! (Infantil)

Esta estória é de uma fada

Que se quis passar por gente

De ser fada, estava cansada

Ser alguém, era atraente

Vestiu então roupas de moça,

Seus louros cabelos penteou

Só achou emprego na roça

No fim do dia... se queixou

Quando eu era uma fada

Só via encanto e beleza

De poderes era dotada

Dava ordens à natureza

Agora que virei gente,

Só trabalho, criatura

Foi ilusão aparente

Esta minha aventura

Quando fada, só contente

Com alegria constante,

Eu quero, é novamente

Ser fada, de ora avante !

São Paulo, 07/07/2016 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

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👁️ 367

Sem saber o que escrever (soneto)

Sem saber o que escrever (soneto)
 
 
Longe das musas, sem saber o que escrever       
Sinto-me, tal como um peixe fora d’água
Penso e não sei, o que devo, ou não dizer
Só não piso na lama, se ponho o pé na tábua
 
Entre várias idéias e inclinações
Não sei se busco a de ideal firmeza
Na mudança, que muda as opiniões
Defeito comum em minha natureza
 
No invariável movimento, não descansa           
A inconstância prima deste vil desejo
Não há no mundo maior insegurança
 
De que sem ter o que dizer, querer escrever
Por isso, ante vós penitencio este bocejo
Estejam certos, não tinha nada pra dizer !
 
 
Porangaba, 25/06/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
                                                             
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👁️ 292

A Ingratidão !

A Ingratidão !


Certo dia um velho ancião
Foi jogado na rua, como um cão
Por seu filho. Oh! Vida ingrata.
-Apenas com duas algibeiras
Uma carregada de pão e a outra
Com vinte moedas de prata

A algibeira das moedas,
O velho devolveu ao filho
Já na condição de andarilho,
Disse-lhe; Guarda estas moedas.
- Para quando teu filho te despedir
Anexá-las, as que ele te der.

E assim partiu carregando
Apenas a algibeira de pão.
Andando, andando já cansado
Sentou-se à beira de um riacho
E ao saborear o pão sentiu
Um paladar diferente.

Como a fome e o cansaço
Eram grandes, comeu;
E o pedaço de pão que comeu
Seria o último de sua vida.
Pois logo sentindo fortes ânsias,
Ali entregava a alma ao criador !

São Paulo, 05/06/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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👁️ 435

O estupro coletivo

O estupro coletivo

A façanha cruel, que irrita a todos

É o preço da justiça praticada

Nem mesmo os temidos visigodos

Cometeriam tamanha *esborneada

Vergonha ! vergonha mundial

Brutalidade, selvajaria impar

Humilhação ao sentimento nacional

Que no instinto humano há de selar !

Acorda ! Legislador brasileiro

É hora de modificar a Lei Penal

Se existisse punição verdadeira

Certamente, afastaríamos esse mal.

Se não houver o braço forte da Lei

Pesando sobre as cabeças humanas

A sucessão de crimes medonhos pela grei

Ninguém obstará do mal essas chamas

Que continuarão a vilipendiar

Matar, roubar e também estuprar

Porque a lei é estelionatária

Vez que, a cem anos chega a condenar

Quando sabe a pena máxima de trinta anos

Dos quais, nem a metade chega a cumprir;

Porquê tantos enganos e desenganos?

Que punem, na verdade sem punir

Desta façanha cruel, minha gente

Não espere grande punição, vez que não há

No rigor da fraca lei quem a intente

Será punição, que a todos contradirá !

*orgia

São Paulo 28/05/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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👁️ 338

Amor ; (soneto)

Amor; (soneto)

 

se é que esta palavra tem sentido
após intensa vivência amorosa,
como forma de sublimar o indefinido
de um momento pleno, cor de rosa

projeção impar da síntese perfeita
no apogeu magnético do amor
quando a palavra amor, se estreita,
dando lugar à rival, chamada dor !

sonhos projetados esvoaçando no ar.
no voo dum pensamento intermitente
alçado à lúbrica ceia, vagamente

nos *paroxismos que o desejo faz criar
no **hipocondríaco cérebro sedente
do amor, que ame, verdadeiramente !

                     *exaltação máxima de uma sensação
                             **tristeza profunda; melancolia

São Paulo, 10/06/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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👁️ 267

O ido e o porvir

O ido e o porvir

 

 

A dor, a angústia e o sofrimento

Ajustam-se em continência á degenerescência

Dos órgãos vitais e do comportamento

Do indivíduo e de toda sua essência

 

Consequentemente, a plenitude da vida está

Em viver em harmonia e contentamento  

Ser feliz, e como primeiro mandamento

A Lei de Deus e todo seu cumprimento

 

A Felicidade consiste no amor,

Amar o semelhante como a si mesmo

Dá alma surgirá o esplendor,

Manancial de toda paz e amor !

 

Que trará o atendimento superior

Ao indivíduo, outrora pecador

Que passa a crer na palavra do Redentor !

 

São Paulo, 13/06/2016 - 04:00h (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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👁️ 426

A raposa e o galinheiro (infantil)

A raposa e o galinheiro (infantil)

Naquele bucólico lugar

Morava uma ladina raposa

E mal despontava o luar

Ia pegar a *penosa

O dono do galinheiro

Sofria duros ataques

Nem seu cachorro **alveiro

Evitava tantos saques

Assim, via dizimado

Dia a dia o galinheiro

Até que seu empregado

Resolveu por um paradeiro

Engendrou cobrir-se de plumas,

Pra ficar igual galinha

À noite esperou a chegada

Dessa tal de libertina,

Adentrar ao galinheiro

E fingindo-se galinha

Esperou, lá no poleiro

A pegadora de galinha

Quando ela ali entrou

Deu-lhe tremenda paulada

Que ganindo se queixou,

Ficou de perna quebrada

Desse dia em diante

Nunca mais ali voltou,

Dando paz ao sitiante

Que seu empregado ajudou !

*galinha

**de cor branca

São Paulo, 11/06/2016 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

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