Escritas

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A Ingratidão !

A Ingratidão !


Certo dia um velho ancião
Foi jogado na rua, como um cão
Por seu filho. Oh! Vida ingrata.
-Apenas com duas algibeiras
Uma carregada de pão e a outra
Com vinte moedas de prata

A algibeira das moedas,
O velho devolveu ao filho
Já na condição de andarilho,
Disse-lhe; Guarda estas moedas.
- Para quando teu filho te despedir
Anexá-las, as que ele te der.

E assim partiu carregando
Apenas a algibeira de pão.
Andando, andando já cansado
Sentou-se à beira de um riacho
E ao saborear o pão sentiu
Um paladar diferente.

Como a fome e o cansaço
Eram grandes, comeu;
E o pedaço de pão que comeu
Seria o último de sua vida.
Pois logo sentindo fortes ânsias,
Ali entregava a alma ao criador !

São Paulo, 05/06/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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👁️ 435

Amor ; (soneto)

Amor; (soneto)

 

se é que esta palavra tem sentido
após intensa vivência amorosa,
como forma de sublimar o indefinido
de um momento pleno, cor de rosa

projeção impar da síntese perfeita
no apogeu magnético do amor
quando a palavra amor, se estreita,
dando lugar à rival, chamada dor !

sonhos projetados esvoaçando no ar.
no voo dum pensamento intermitente
alçado à lúbrica ceia, vagamente

nos *paroxismos que o desejo faz criar
no **hipocondríaco cérebro sedente
do amor, que ame, verdadeiramente !

                     *exaltação máxima de uma sensação
                             **tristeza profunda; melancolia

São Paulo, 10/06/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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👁️ 267

De alma triste (soneto)

De alma triste (soneto)

De alma triste e coração contrito
Cheio de tédio, de dor consumido
Infelicidade que leva ao infinito
Caminhava na vida desiludido

O octogenário ancião, buscando abrigo
Na ânsia em que a morte o espreitava
Porém, ao pressentir esse castigo
Sorrindo vagamente, a Deus orava

Pedindo que na forma transitória
Deus lhe desse um lugar à sua mesa
Embora, não fosse essa a meritória

E Deus, que o escutava com certeza
Convidou-o ao banquete espiritual,
Dando-lhe um lugar à sua mesa !

São Paulo, 04/07/2011 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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👁️ 259

O estupro coletivo

O estupro coletivo

A façanha cruel, que irrita a todos

É o preço da justiça praticada

Nem mesmo os temidos visigodos

Cometeriam tamanha *esborneada

Vergonha ! vergonha mundial

Brutalidade, selvajaria impar

Humilhação ao sentimento nacional

Que no instinto humano há de selar !

Acorda ! Legislador brasileiro

É hora de modificar a Lei Penal

Se existisse punição verdadeira

Certamente, afastaríamos esse mal.

Se não houver o braço forte da Lei

Pesando sobre as cabeças humanas

A sucessão de crimes medonhos pela grei

Ninguém obstará do mal essas chamas

Que continuarão a vilipendiar

Matar, roubar e também estuprar

Porque a lei é estelionatária

Vez que, a cem anos chega a condenar

Quando sabe a pena máxima de trinta anos

Dos quais, nem a metade chega a cumprir;

Porquê tantos enganos e desenganos?

Que punem, na verdade sem punir

Desta façanha cruel, minha gente

Não espere grande punição, vez que não há

No rigor da fraca lei quem a intente

Será punição, que a todos contradirá !

*orgia

São Paulo 28/05/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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👁️ 301

Certo dia o Capitão

Certo dia o Capitão

Certo dia o Capitão

que comandava o navio

Sentindo a solidão

Da rota fez um desvio

Foi aportar numa ilha

Deserta? qual ilusão !

Morava nela uma filha,

Naufraga doutro Capitão

Era jovem, esbelta, linda,

De uma exótica beleza,

Que igual, não vira ainda

Apesar, da nua singeleza

O Capitão, encantado

Rendeu-lhe consideração,

E ofereceu-lhe adequado

O traje, do sacristão

Com todo respeito e lisura

Levou-a à embarcação

E ofereceu à criatura

Sua cama, seu colchão

A moça, ali se banhou

Nos aposentos privados

E, também se perfumou

Deixando todos cativados

Quando ao espelho se mirou

Ela nem acreditava,

Pois quando ali naufragou

De menina, não passava !

Agora, mulher adulta

Expandindo horizontes

Meio ingênua, meio inculta

Rústica, como flores dos montes

Sentindo-se apaixonado,

O Capitão não relutou,

Ante o amor almejado

A naufraga, ali esposou !

Pra felicidade geral,

Sua prol foi aumentando

Num clima angelical

E o capitão no comando.

Seu navio, virou lar

Ante a esposa que encontrou

Continuaram a navegar,

Até que a velhice chegou.

São Paulo 07/08/2004 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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👁️ 338

Eu vejo...

Eu vejo...

Eu vejo a luz das estrelas

Brilhar em meu pensamento,

E entre as coisas mais belas

Surge o verso que sustento

Eu vejo no horizonte

Um raio cheio de luz

E como a água da fonte,
A figura de Jesus !

Eu vejo luzes clareadas

Salpicando pelo chão,

À tarde, às seis badaladas

Na hora da oração.

As fronteiras da decência

O homem as ultrapassou

E o Bom Deus, por clemência

Nenhuma praga lhe mandou

A tempera, da temperança

Forjada no real valor

É servil na liderança,

No mundo do Criador !

São Paulo 15/05/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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👁️ 402

Transmutações

Transmutações

Trago a mente aprisionada

Nas tempestades da vida

Minha alma está cansada

De caminhar nesta lida

As tormentas proliferam

A calma não se avizinha

Incoerências, desesperam

As esperanças que eu tinha.

Às transmutações da vida,

Ninguém passa indiferente

- É ferida, se removida

Ou chaga, se permanente !

São Paulo, 04/05/2016 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

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👁️ 264

Transmutações

Transmutações

Trago a mente aprisionada

Nas tempestades da vida

Minha alma está cansada

De caminhar nesta lida

As tormentas proliferam

A calma não se avizinha

Incoerências, desesperam

As saudades que eu tinha.

Às transmutações da vida,

Ninguém passa indiferente

- É ferida, se removida

Ou chaga, se permanente !

São Paulo, 04/05/2016 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

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👁️ 261

...de um poeta

...de um poeta

O poeta revela ao mundo

Sem mundo e sua ilusão,

E nesse contexto profundo

Abre-lhe o seu coração.

O poeta não tem segredos

É espontâneo e altivo

Sua alma não tem medos

É loquaz, interativo

Tem uma visão apurada

Das coisas circunstanciais

Tem a mente equilibrada

Fonte das matriciais;

A simbiose do poeta

Simboliza amor e paz,

Se das letras, é um profeta

De espírito, é perspicaz !

São Paulo, 24/06/2013

Armando A. C. Garcia

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👁️ 367

Medo de perder-te (soneto)

Medo de perder-te (soneto)


Na cândida candura de teus olhos

Posso ver a simbiose virginal
Onde incertezas saltam aos molhos
Como gotas d’orvalho matinal

Mal percebes instintos de desejo
És da bela primavera florida,
A flor mais bela, que na vida almejo
És o cândido amor de minha vida.

Mais doce é sentir-te convencida
D’ amor que floreia prados e boninas
Enfim, ao meu amor ver-te vencida

No doce desafio de querer-te.
Tu, que a minha alma já dominas
Vivo cheio de medo de perder-te !

São Paulo, 24/06/2013
Armando A. C. Garcia

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