Escritas

Sem saber o que escrever (soneto)

115611191684958607395

Sem saber o que escrever (soneto)
 
 
Longe das musas, sem saber o que escrever       
Sinto-me, tal como um peixe fora d’água
Penso e não sei, o que devo, ou não dizer
Só não piso na lama, se ponho o pé na tábua
 
Entre várias idéias e inclinações
Não sei se busco a de ideal firmeza
Na mudança, que muda as opiniões
Defeito comum em minha natureza
 
No invariável movimento, não descansa           
A inconstância prima deste vil desejo
Não há no mundo maior insegurança
 
De que sem ter o que dizer, querer escrever
Por isso, ante vós penitencio este bocejo
Estejam certos, não tinha nada pra dizer !
 
 
Porangaba, 25/06/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
                                                             
Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criançaspoesias.blogspot.com

Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema  

293 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.