Lista de Poemas

Até ao inferno (soneto)

Até ao inferno... (soneto)

Destravarei ¹aldravas e abrirei fechaduras
Em toda rua e viela, envidarei tuas procuras
No infinito do tempo e se eu fosse eterno
Estenderia a procura até ao inferno

A angústia de viver sem ti vibra e cresce
E ao pé da eternidade... quase floresce
A luta que intimida, é medo, fantasia ...
Procurarei de porta em porta sem fobia

Sem vergonha do pranto que o amor chora
Percorrerei o mundo a qualquer hora
Buscando o teu amor... da existência à morte

Quem sabe o bom Deus dar-me-á a sorte
De te encontrar algum dia, seja onde for
O sábio já dizia: A vitória é do amor !

São Paulo, 16/04/2009
Armando A. C. Garcia             
                                              ¹trancas de  portas
Visite o blog: http://brisada poesia.blogspot.com
👁️ 675

Meu Senhor !

Meu Senhor !


Senhor! Quando penso em formular um pedido
Sinto-me pesaroso e abstraído
Sem forças morais, olhar retrospectivo
Por nada ter feito em prol do positivo

Senhor! Sabeis bem da falta de coragem
Daquele que só pensou em libertinagem
E quando quer prostrar-se a teus pés
Sem forças para pedir, porque nada fez

Meu Senhor! Qual barco na procela à deriva
Conduz-me à Tua amplitude progressiva
Arrependido dos dias de amargura
Quero contemplar Tua Excelsa figura

*Escindir-me-ei de todo mal do passado
Que os novos dias sejam entronizados
E regidos pela Tua sabedoria milenar
E que possa eu, de instrumento a ajustar

Passar a ser qual violino afinado
Na orquestra sinfônica de Teu reinado
Com capacidade de socorrer os aflitos
Na palavra de fé de teu filho Favorito

São Paulo, 07/02/2012
Armando A. C. Garcia

Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com

- Romper, rescindir,anular, cortar, separar
👁️ 771

Saúde !

Saúde ! ...

Não abusar da saúde
É dever de cada um
O excesso é o *ataúde
Não tenha vício algum !

Todo o excesso faz mal
Mesmo na alimentação
Obeso, prejudicial
Ao seu rico coração

Ingerir bebida alcoólica
Seu fígado está sem sorte
Toda droga é prejudicial
Horror, que afigura Morte

O tabaco é outra droga
Que aniquila seu pulmão
Não entre nessa garoto
Não queime dinheiro em vão

Na matéria a natureza
Lamenta a desventura
Quem foge da singeleza
Vai de encontro à sepultura !

Nem do sol, nem da lua
Nós podemos abusar
Quem a moderação cultua
Tem mais estrada a caminhar

A saúde não consente
Abusos como costumas
O coração e a mente
São as vítimas que *póstumas !

Porangaba, 03/08/2011 * Caixão; fig. morte
Armando A. C. Garcia ** Após a morte: fig. Morte

Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
👁️ 728

O valor que a Mãe tem

O valor que a Mãe tem

Senhor, Deus do Universo
Deste à vida o verso
Deste o verso, a mim, também
Para mostrar ao mundo
O valor que a Mãe tem

Até Jesus, o Salvador
Teu filho amado, Senhor
Foi gerado pela Mãe
Para mostrar o valor
E o exemplo de Belém

Nem todos devotam amor
Do preito que são devedores
Disperso o pendor na idade
Filhos esquecem da Mãe
Cometendo iniqüidade

Afastam-se como apogeu
Daquela que o protegeu
Não lembram quando criança
Os desvelos que lhe deu
Dimensão de desesperança

Outros com serenidade
Amam a Mãe de verdade
São filhos probos, corretos
Trazem Deus no coração
Filhos do Grande Arquiteto.

São Paulo, 04/05/2011
Armando A. C. Garcia

Visite meu blog:
http:brisadapoesia.blogspot.com

Leia
- Mãe I - Mãe II - Mãe III e Mãe IV, leia, também:
Às mães, que deus já lá tem ! e
Àquela que vai ser mãe ! ...
Exaltação à Mãe Maria
👁️ 838

Quando a noite chega

Quando a noite chega

Quando firme a noite chega
Pensando, fico sozinho
Que será de ti amor
Tão longe do meu carinho

A noite, sombria e triste
Minha tristeza acompanha
Ao amor, ninguém resiste
Tão grande sua façanha

Alta noite, solitário
Alma serena, pensativo
Levanto a carpir meu rosário
Versando amor positivo

São noites intermináveis
Iguais e desconhecidas
Procelas imagináveis
De uma noite mal dormida

Fito o céu, nenhuma estrela
Nem o luar aparece
A tristeza se encapela
O temporal me entristece

Ó noite, escondes a vida
Escondes o meu amor
O crepúsculo dá guarida
Onde expira o Sol maior

Silêncio... a hora é mística
Tento rezar, mal consigo
A poesia é artística
Preenche as horas comigo

Só ao despertar do Sol
Volto de novo à vida
Renascendo ao arrebol
Oh! Alvorada esculpida

Quando úmidos do sereno
Os pastos se apresentam
Volvem os chilreios, sem treno
E minha alma acalentam

Surge o céu, cheio de Deus
Nas cores do Sol, ouro puro
Seu lume perfuma os céus
No pomar, fruto maduro

A noite dá a despedida
Surge a claridade em troca
Bago a bago, é comida
A alimentar nossa boca

O aroma, entra nas veias
Sustenta minha ferida
Só tu amor incendeias
As noites de minha vida !

Pernoitas em mim amor
Desde o apagar das candeias
Até que o Sol redentor
Vem despertar minhas veias

Ó noite, eu te amaria
Se pudesses alijar
O amargor de cada dia
Que à noite passo a fitar

Tu incutes o pavor
Quando sem estrelas e luar
O nada exprime melhor
O que eu possa pensar

Prostrado, apavorado
Recuo meu pensamento
Fico quieto, desolado
Perdido neste tormento

Pareces irmã da morte
Nas tuas horas sombrias
Vagarosas, sem suporte
E cheias de fantasias

No oráculo de teu fado
Quantas lágrimas vertidas
Desculpa ter-te lembrado
Das inúmeras despedidas

É imenso o funeral
Imensos sonhos perdidos
Seria sina crucial
Se fossem mal entendidos

Volvendo às horas de sono
Recompões nosso sentidos
Porém, se o abandono
Descansos, ficam perdidos

Em ti, o mundo descansa
Na inalterável desvaria
Novo dia, nova esperança
Novo Sol nos alumia.

Os teus inúmeros mistérios
Nos abismos silenciosos
São sublimes, são etéreos
Impassíveis, dolorosos

Surge casta a madrugada
Vibrante, força e calor
Impera a luz imaculada
No universo, esplendor

Vida sempre renovada
Cheia de fé e esperança
Aguardo-te, minha amada
Com toda perseverança !

Porangaba, 17/05/2011
Armando A. C. Garcia

Visite: http://brisadapoesia.blogspot.com

👁️ 778

Tópico Final (soneto)

Tópico Final (soneto)

Nas tuas mãos geladas, tópico final
Depositei o último beijo da saudade
Que levaste ao páramo celestial
No cálido amor da imortalidade

E se Deus, o infinito amor consente
Poupando-te da hora em que partiste
Aos céus rogo uma prece contundente
Que leve a teus pés o amor que persiste

Na eterna consolação que resplandece
Abarcarás a imensa dor que domina
Onde o grilhão da angústia avança e cresce.

Como suprir o amargor de cada ofensa
Se no caminho a luz já não descortina
No brando e amoroso louvor, tua presença. 

São Paulo, 08/04/2010 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com


👁️ 732

O Fadista !

O Fadista !

Fadista que canta o fado
Abrindo o seu coração
Põe a tristeza de lado
Seja qual for a razão

Reflete a luz do sol
Mesmo nas horas amargas
Como autêntico rouxinol
Não desmerece as ilhargas

Fadista que canta o fado
Tem sentimento profundo
É da sina namorado
De Portugal e do mundo !

Seu destino está traçado
No livro da natureza
Para o fado foi talhado
Qual guitarra portuguesa

Não pode mudar o destino
Nem a sua condição
É vontade do divino
E, só ele tem o condão.

Mesmo co'a alma a chorar
Ao preço da nostalgia
Seu pé, não pode arredar
Tem de cantar nesse dia !

São Paulo, 13/05/2012
Armando A. C. Garcia

Visite meu blog:
http://brisadapoesia.blogspot.com


👁️ 686

CICLO DA ÁGUA

CICLO DA ÁGUA

Todos em ti deixam sua sujeira
Mas tu, qual Fênix que renasce das cinzas
Voltas renovada, purificada
Cristalina a cada novo ciclo de vida

Podes ser sólida, líquida ou gasosa,
Tua sublimação de sólida a vaporosa
É movimento constante, na esfera.
Estás nos oceanos, continentes e atmosfera

Porém está na evapotranspiração
Tua maior afirmação de transmudação
Passas à atmosfera pelo efeito do calor
A cada ciclo hidrológico repetidor

Te condensas em nuvens de vapor
Para a milhares de quilômetros dar vigor
A plantas, florestas, cardos e roseiras
Alimentas rios, mares, oceanos e geleiras

Penetras no solo, alimentas as nascentes
Cursos d'água em todos continentes
Deságuam nos lagos e outros no mar
Ou criam aqüíferos singular

Ninguém obstrui o teu curso, és poderosa
Escoas esbravejando na tarde chuvosa
Em direção aos rios, lagos e oceanos
És inconstante, levas vida de ciganos

Brotas de fissuras nas rochas duras
Irrompes de entre nuvens magnéticas
Que cospem línguas de fogo para a terra
E o fogo apagas, esfrias a guerra

Tua força e dom é sobrenatural
Mitigas a sede de planta, do animal
És o prenúncio da vida renascida
O poder o equilíbrio e a medida

Força suprema da natureza viva
Que de ti nasce e se procria ativa
És potência, vigor, força e energia
És dilúvio, enchente e calmaria

Esperança do agricultor, seiva da vida
Fertilidade e abundância de comida
Nos organismos, matéria predominante
Âncora que a vida leva adiante

Nas madrugadas em forma de orvalho
Ou então caindo em lentos flocos de neve
Qual manta branca na linha do horizonte
Cobrindo vegetação, árvores e montes

Teu ciclo hidrológico se inicia nos mares
Com a evaporação marítima sobes aos ares
E os ventos te transportam aos continentes
Em ciclos contínuos e permanentes

P'ra no caminho subterrâneo te infiltrares
Nos poros das formações sedimentares
Num processo contínuo e lento
Como quando nuvem, ao sabor do vento

Crias vendavais, e inundações
Transbordas nos rios, lagos e lençóis
Só o mar acalma tuas agitações
Por vezes encapelas ondas, dimensões

O processo de mutação pelo calor
Que do globo passas à atmosfera
Para renovar com viço e amor
A natureza que sempre te espera

De teu potencial surgiu a roda dáágua,
A máquina a vapor, a usina hidrelétrica
O caminho fluvial, a caixa d' água
Com participação em toda cibernética

São Paulo, 22 de março de 2006
Armando A. C. Garcia

Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com

E-mail: armandoacgarcia@superig.com.br
👁️ 995

A Neve

A Neve

Oh! Que saudade me traz
Ver a neve branca e pura
Ver os telhados das casas
Cobertos daquela alvura

De manhã abrir a vidraça
Ver tudo da cor do linho
Logo cedo se alguém passa
Deixas as marcas no caminho

Bailam os flocos no ar
Caindo devagarzinho
São pétalas a alcatifar
As veredas e os caminhos

Vê-la cair lentamente
Com flocos em remoinho
Ela cai tão sutilmente
Que toca o chão de mansinho

É uma dádiva dos céus
Alcatifando a terra
Um colírio aos olhos meus
É uma benção na serra

Parece um manto de leite
Cobrindo a terra devassa
Sua beleza é um deleite.
Já a chaminé esfumaça !

São Paulo, 19/02/2010
Armando A. C. Garcia

Visite meublog:http://brisadapoesia.blogspot.com

👁️ 764

Definição do amor ! (soneto)

Definição do amor !... (soneto)

O amor é a sublimidade da vida
É o sentimento maior do coração
É a felicidade de dar guarida
Ao preito de amor do teu irmão

O amor é querer bem a quem se quer
É doar incondicionalmente afeição
É altruísmo, que se dá sem perceber
É grandeza da alma, é abnegação

O amor transcende a própria razão
É afeto, é carinho, dedicação
É o limite da vontade de querer

Forma incondicional da relação
Tratar outra pessoa como irmão
É o desejo de querer a quem se quer

Porangaba, 31/03/2011 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
          
Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
👁️ 630

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

NoComments