Escritas

Lista de Poemas

Cada momento que a um prazer não voto

Cada momento que a um prazer não voto
Perco, nem curo se o prazer me é dado;
        Porque o sonho de um gozo
        No gozo não é sonho.
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«Ribeirinho, ribeirinho,/Que vais a correr ao léu

«Ribeirinho, ribeirinho,
Que vais a correr ao léu
Tu vais a correr sozinho,
Ribeirinho, como eu.»
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O relógio de sol partido marca

O relógio de sol partido marca
Do mesmo modo que o inteiro o lapso
        Da mesma hora perdida…
O mesmo gozo com que esqueço, ou o creio,
A vida, finda, me a mim mesmo mostra
        Mais fatal e mortal,
Para onde quer que siga a certa noite
        Quer ou não a vejamos.
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Cada um é um mundo; e como em cada fonte

Cada um é um mundo; e como em cada fonte
Uma deidade vela, em cada homem
        Porque não há de haver
        Um deus só de ele homem?

Na encoberta sucessão das cousas,
Só o sábio sente, que não foi mais nada
        Que a vida que deixou.
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O cravo que tu me deste

O cravo que tu me deste
Era de papel rosado.
Mas mais bonito era inda
O amor que me foi negado.
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Quero lá saber por onde

Quero lá saber por onde
Andaste todo este dia!
Nunca faz bem quem se esconde...
Mas onde foste, Maria?
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FLASHES OF MADNESS — III

III.

        Eyes are strange things.
Meaning in them becomes life,
        Life in them has wings.

Look at me thus. Thy glance is mad and rare.
Thine eyes show deep and wild an inner strife.
        How they are more than Horror fair!
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FLASHES OF MADNESS — II

II.

When thou seeëst me spend hours
Holding in a feverish glance
Thy mouth or teeth, or thy hand,
And notest how my soul devours
With a sleepness like to trance
The commonest things that stand

And askest what in them I see
That into each my spirit delves
As if each had a mystery,
Thou err'st in thy conjecturings,
For what ever obsesses me
Is not things in their weary selves
But the being there of things.
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Se houver alguém que me diga

Se houver alguém que me diga
Que disseste bem de mim,
Farei uma outra cantiga,
Porque esta não é assim.
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FLASHES OF MADNESS — V

V.

My child, I see thine eyes upon
A shadow, as cast by the wings
When a swift bird passes close by
The castle-window before the sun:
So through thy glance the shadows fly...

The souls of things dead and bygone
Haunt the appearances of living things
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Comentários (17)

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Gabriel
Gabriel
2025-09-17

What?

ademir domingos zanotelli
ademir domingos zanotelli
2025-07-27

Simplesmente um pensador ( tão grande) pois todos nós temos máscaras, nossos sentimentos são todos ocultos na nossa eterna alma. fantástico este texto para sua época vivida.

rodrigl
rodrigl
2023-12-01

cmt

tomaslopes
tomaslopes
2023-06-23

O maior e mais pensador poeta para a sua antiga época. O maior e mais revolucionista da literatura portuguesa, com os seus poemas e textos que enchem a alma de pensamentos. Tem um forma única de se expressar e ditar o que vem da sua alma, como ele dizia " Quem tem alma não tem calma".

mcegonha
mcegonha
2023-04-21

O profeta dos poetas!