Lista de Poemas
SER POETA
O QUE SERÁ SER POETA?
SERÁ QUE É ESCREVER
O QUE NINGUÉM ESCREVE?
OU TER IDÉIAS QUE NINGUÉM TEM?
NÃO! VAI MAIS ALÉM.
O POETA É SENSIVEL,
O POETA VÊ O INVISIVEL.
ELE CHORA, MAS AO INVÉ DE LÁGRIMAS,
DERRMA PALAVRAS.
O POETA TEM NOS OLHOS MISTÉRIO
E SUA ALMA É O SILENCIO
DE UM LUGAR ONDE ELE GUARDA
SEUS AMORES, SEUS LAMENTOS.
PARA O POETA A NOITE VIRA DIA,
POR PASSAR HORAS ACORDADO
DEDICANDO-SE À POESIA.
SER POETA VAI MAIS ALÉM
DO QUE TUDO ISTO
QUE NESSE POEMA
ESTÁ ESCRITO.
SERÁ QUE É ESCREVER
O QUE NINGUÉM ESCREVE?
OU TER IDÉIAS QUE NINGUÉM TEM?
NÃO! VAI MAIS ALÉM.
O POETA É SENSIVEL,
O POETA VÊ O INVISIVEL.
ELE CHORA, MAS AO INVÉ DE LÁGRIMAS,
DERRMA PALAVRAS.
O POETA TEM NOS OLHOS MISTÉRIO
E SUA ALMA É O SILENCIO
DE UM LUGAR ONDE ELE GUARDA
SEUS AMORES, SEUS LAMENTOS.
PARA O POETA A NOITE VIRA DIA,
POR PASSAR HORAS ACORDADO
DEDICANDO-SE À POESIA.
SER POETA VAI MAIS ALÉM
DO QUE TUDO ISTO
QUE NESSE POEMA
ESTÁ ESCRITO.
👁️ 783
VERSOS
Do amor eu nada sei
Do amor eu não sei nada
Mas foi sem saber do amor
Que eu soube que te amava.
Eu que vivo pouco o sonho
Sonho pouco pra viver
Durmo a noite, vivo o dia
Só pensando em você.
Quero fazer tudo
Só quero e nada faço,
Não faço nada a não ser
O ato de estar ao seu lado.
Me disseram que a vida é curta
Mas se é verdade eu não sei
Mas eu sei que para sempre
Ao teu lado eu viverei.
Estava tudo no escuro
Ficou claro eu eu percebi
Confesso e grito pra todo mundo
Que não viverei sem ti.
Tento de todos os jeitos
Uma forma descobrir
E até agora não descobri como
Dessa poesia sair.
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TEU AMOR
Minha inspiração de compor
está somente em te amar
meu coração tomado
de você já está
minha vida é vazia
se você longe de mim ficar.
Minha mente se perdeu em você
e o gosto do seu beijo eu quero saber
teu amor é mais doce que o mel
mais lindo que o mar, maior que o céu
e hoje eu posso dizer
Não sei viver sem você.
👁️ 571
POR TRÁS DAS NUVENS
Por trás das nuvens
Não consigo ver você
Pois quando passam as nuvens
Tudo vem a se escurecer.
Por trás das nuvens
O meu sonho passo a escurecer
Pois o vento leva
o que eu sonhava em viver.
Por trás das nuvens,
Por trás dos ventos
Venho a me enlouquecer
Porque infelizmente te amo
E te amo
Da forma mais simples de dizer.
👁️ 875
RIO DISTANTE
Vou a um rio num lugar distante
Quando quero afogar as tristezas da vida
Me desfaço de qualquer companhia
Para poder refletir um instante.
Sento- me por cima das pedras
E me quieto em total solidão
Sentindo escuridão imensa
Vir sobre meu coração.
Ouço o som das águas em movimento
Sim, ouvindo coisas e nada vendo
A não ser a luz da lua ao longe
E através dela o horizonte vou buscar
Para a luz com a escuridão acabar
E o medo e mim ficar distante.
👁️ 730
SONETO DE OUTONO
Caem as folhas das árvores
Do galho direto pro chão
A temperatura abaixa
Mas continua quente meu coração.
As águas das chuvas descem
E chegam mansas aqui
São pouco diferente das minhas
As lágrimas que não conseguem sair.
A estação que triste não passa
E nem solitária
Mas vai do frio acompanhada.
Jamais é esquecida
E sim por todos lembrada
Pois o outono a todos abraça.
👁️ 653
DISSE ADEUS
Agora o que vou fazer da vida
Se não tenho mais a sua companhia
Você me deixou e foi seguir sozinha.
Quis saber somente de se separar
Mas o amor que dizia ter onde foi parar?
Não foi amor foi paixão que dá e passa
Sonhou, me usou como um conto de fadas
E agora o que me resta fazer
é tentar ter esquecer.
Com meus versos simples venho dizer
Como é levar a vida sem você
é como ter olhos e não enxergar
Como ter boca e não falar
Como se faltasse algo para me completar.
Entenda o que eu quero te dizer
Volte pois não consigo mais viver sem você
O meu mundo desabou
A minha alma do meu corpo se separou
Tudo isso aconteceu
Quando você me disse adeus.
Se não tenho mais a sua companhia
Você me deixou e foi seguir sozinha.
Quis saber somente de se separar
Mas o amor que dizia ter onde foi parar?
Não foi amor foi paixão que dá e passa
Sonhou, me usou como um conto de fadas
E agora o que me resta fazer
é tentar ter esquecer.
Com meus versos simples venho dizer
Como é levar a vida sem você
é como ter olhos e não enxergar
Como ter boca e não falar
Como se faltasse algo para me completar.
Entenda o que eu quero te dizer
Volte pois não consigo mais viver sem você
O meu mundo desabou
A minha alma do meu corpo se separou
Tudo isso aconteceu
Quando você me disse adeus.
👁️ 743
ENGANO
Eu dizia que não te amava,
Eu somente te desprezava
Mas errado estava.
Quando pensei no que falei,
Falei que não te amava
E me enganei;
Mas você já viajava
E meu coração,
Meu coração contigo estava.
Logo após a despedida
Perdi o animo,
O rumo da vida;
Tudo me lembra você
Era impossível te esquecer.
Eu passava os dias
Vivendo instantes de pura agonia,
O universo escureceu
Transformou- se em solidão,
E nasceu a dor
Vinda do amor
Que cai gota a gota em meu coração.
👁️ 1 067
PENSAR E ENROLAR
Não sei se o que penso é certo
Não sei se o que penso é errado
Só sei se o que penso escrevo
Não falo.
Não sei se o que escrevo é bom
Não sei se o que penso faz mal
O que escrevo é o que penso
E o que penso é normal.
Penso o normal que todos pensam
E todos pensam que amar é bom
Que faz bem ao coração,
E dizem amar
E ficam enrolados
Como essa poesia está.
👁️ 1 025
UM PERFEITO LUGAR
Por muito tempo tive uma vida
Em um lugar
Onde o ar não poluia,
E a natureza não era destruída.
Onde o amor era
A coisa que mais importava,
E onde as amizades
Não se rompem.
Um lugar não de brigas
Mas sim de alegrias.
Onde a sociedade não é má
E que a paz... a perfeita paz
Reina em todo o lugar.
Vivi num perfeito lugar
Onde a vida
É uma viagem linda
Mas que não se pode chegar
Com a mente vazia.
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Comentários (1)
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Ninguém
2019-05-14
Gostei
Tomás Antonio Gonzaga (Porto Portugal 1744 - Moçambique 1819) fez os estudos primários no Colégio dos Jesuítas, em Salvador BA, e formou-se em Direito na Universidade de Coimbra (Portugal) em 1768. Na universidade, conviveu com o poeta com Alvarenga Peixoto. Exerceu a Magistratura em Beja (Portugal) de 1779 a 1781. De volta ao Brasil, passou a viver em Vila Rica [Ouro Preto] MG, onde conviveu com intelectuais e poetas, entre os quais Alvarenga Peixoto, Cláudio Manuel da Costa e Cônego Luís Vieira. Envolveu-se em várias desavenças com as autoridades locais, incluindo Francisco Gregório Pires Monteiro Bandeira, intendente do ouro na junta da Real Fazenda de Minas Gerais. É o provável autor de Cartas Chilenas, poemas epistolares satíricos, de oposição ao governador Luís da Cunha Meneses, que circularam em manuscritos anônimos na cidade, em 1786. Em 1792 foi publicada a primeira parte de sua obra poética Marília de Dirceu, em Lisboa (Portugal). Participou na Inconfidência Mineira, em 1789, o que lhe custou a prisão e, posteriormente, o degredo em Moçambique. Tomás Antonio Gonzaga é um dos principais poetas árcades do Brasil. Para o crítico Antonio Candido, "com Tomás Antônio Gonzaga (...) o Arcadismo encontrou no Brasil a mais alta expressão. Na sua obra há um aspecto de erotismo frívolo, expresso principalmente nas poesias de metro curto, anacreônticas em grande parte, celebrando a namorada, depois noiva, sob o nome pastoral de Marília. Mas ela vale sobretudo pelas de metro longo, voltadas para a expressão lírica da sua própria personalidade. Nelas, com admirável simplicidade e nobreza, traça um roteiro das suas preocupações, da sua visão do mundo e, depois de preso, do seu otimismo estóico. ".Nascido no Porto no seio de uma família de magistrados, emigrou para o Brasil com o seu pai, aos sete anos de idade, e aí recebeu a sua formação de base num colégio de jesuítas. Mais tarde, ingressou na Universidade de Coimbra, onde, em 1768, obteve a licenciatura em Direito. Não tendo conseguido ficar na Universidade como lente, seguiu a carreira da magistratura, tendo ocupado diversos cargos em Portugal e no Brasil. Entretanto, apaixonou-se por Maria Joaquina Doroteia de Seixas, aquela que ele cantaria sob o pseudónimo de Marília. Ambicionando a Relação do Porto, mais uma vez não conseguiu o seu intento e viu gorados os seus planos. Envolveu-se então na conspiração que ficou conhecida por Inconfidência Mineira, pelo que foi mantido em cativeiro durante três anos e desterrado para Moçambique, em 1791. Aí faleceu em 1810, depois de em 1793 se ter casado com Juliana de Sousa Mascarenhas e de ter esquecido, pelo menos aparentemente, a sua musa Marília.
Poeta lírico, contribuiu para o enriquecimento de duas literaturas, a portuguesa e a brasileira, com a sua obra-prima Marília de Dirceu (1¦ parte: 1772; 2¦ parte: 1799), onde são vísiveis as influências de poetas como Horácio, Anacreonte, Petrarca e Tasso, modelos que Tomás António Gonzaga imitou, como era tradição na época. A sua poesia é suave, descritiva, bucólica, mas também levemente sensual, comprazendo-se o autor na descrição de retratos pessoais, o seu e o de Marília, e de cenas domésticas. No entanto, está ainda muito presa aos cânones arcádicos, embora se encontrem já inúmeros elementos pré-românticos. Da sua obra consta ainda um poema satírico em decassílabos, as Cartas Chilenas (1786-1787), formado por treze cartas assinadas com o pseudónimo Grítilo e dirigidas ao seu amigo Doroteu (Cláudio Manuel da Costa). Na sua qualidade de jurista escreveu ainda um Tratado de Direito Natural, inédito durante séculos e que só no século XX foi publicado
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