Lista de Poemas
JESSICA
Jessica tem um jeito que me faz enlouquecer
Tem uma voz tão meiga, impossível de esquecer
Tem os olhos castanhos, que eu adoro ver
E eu me apaixonei por ela mesmo sem saber
Pena que já era tarde, quando eu percebi
Já estava bem profundo, não dava mais pra sair
Jessica foi embora e levou meu coração
com olhares, sorrisos e muita sedução.
Mas o que fazer depois da despedida
Ama-la ou esquece- la, só existe uma saída
Pra esquecer não dá pois marcas ela deixou
Mas ama- la como se longe dela eu estou
Essa história teve um começo, mas não quer ter fim
Essa garota não quer sair de dentro de mim
Jessica foi um mal que entrou na minha vida
Uma pergunta sem resposta, um rua sem saída.
Tem uma voz tão meiga, impossível de esquecer
Tem os olhos castanhos, que eu adoro ver
E eu me apaixonei por ela mesmo sem saber
Pena que já era tarde, quando eu percebi
Já estava bem profundo, não dava mais pra sair
Jessica foi embora e levou meu coração
com olhares, sorrisos e muita sedução.
Mas o que fazer depois da despedida
Ama-la ou esquece- la, só existe uma saída
Pra esquecer não dá pois marcas ela deixou
Mas ama- la como se longe dela eu estou
Essa história teve um começo, mas não quer ter fim
Essa garota não quer sair de dentro de mim
Jessica foi um mal que entrou na minha vida
Uma pergunta sem resposta, um rua sem saída.
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NOS ARCOS DA LAPA
Ah, nos arcos da lapa
É onde eu queria morar
É onde tem o céu mais límpido
E lindo de se admirar.
Andar naquele bonde
Com a cidade e os arcos abaixo de mim,
Os arcos da lapa são onde
A cultura não terá fim.
A musica lá infinita a tocar
O pagode, o samba
A mulata que dança
Lá lugar bom de sonhar
Nos arcos da lapa.
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AMOR DO PASSADO
A tarde termina, findando- se o dia
E eu junto a um amor do passado
Que da memória não me foi apagado
Pois dele sempre tenho me lembrado.
o jeito dela diferente estava
Notava- se em cada palavra que falava
Via- se um brilho nos seus olhos
Cada vez que em olhava.
Eu somente tremia
Enquanto me via
Naquela hora jogar fora
Um amor que construí agora.
Passando a tarde, a noite se dá por inicio
Lembro- me daquele momento de fascínio
Querendo sentir o gosto dos seus lábios
Seu perfume, seus abraços.
E ouvir sua voz tão meiga, tão doce
Ver sua beleza esplêndida que consegue
Me fazer achar que o destino me trouxe você
Para nos unir para sempre.
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PRA SER AMOR
Pra ser amor
Tem que ir além da paixão
Passar de uma simples emoção
Um toque no mais profundo do coração.
Por ser amor
É completar o que eu não sou
É mais que o ouvir o som da sua voz
Mais que uma atração entre nós.
Porque o amor
Chega a ser mais profundo que o mar
É o sentimento mais lindo que há,
Vale mais que o ouro e prata,
O amor dinheiro nenhum paga
Pois é uma riqueza inestimada.
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LINDA MENINA
Linda menina, que me encantou
Linda menina, que me inspira
Aos poucos ganhou meu amor
E ocupou espaço na minha vida.
Uma viajem que não tem volta
Meu coração nesse amor se afoga,
Vou sempre em frente, não volto atrás
Num sentimento que tão bem me faz.
Um presente que o destino me reservou
Uma linda menina, verdadeiro amor
Pois só com ela eu sou feliz
Nela encontrei o que eu sempre quis.
Sonhar já não é mais preciso
Porque com você eu sei que existo
Você me abriu os olhos, me fez enxergar
E agora sei que o sentido da vida está somente em te amar.
Linda menina, que me inspira
Aos poucos ganhou meu amor
E ocupou espaço na minha vida.
Uma viajem que não tem volta
Meu coração nesse amor se afoga,
Vou sempre em frente, não volto atrás
Num sentimento que tão bem me faz.
Um presente que o destino me reservou
Uma linda menina, verdadeiro amor
Pois só com ela eu sou feliz
Nela encontrei o que eu sempre quis.
Sonhar já não é mais preciso
Porque com você eu sei que existo
Você me abriu os olhos, me fez enxergar
E agora sei que o sentido da vida está somente em te amar.
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QUIS
Quis falar, mas não falei
Quis pensar, mas não pensei
Quis compor, mas não compus
Sonhei, e não realizei.
Quis te amar, mas não te amei
Ia fazer, mas desisti
Comecei e não terminei
E muito me arrependi.
Mas um dia consegui falar,
Compor, pensar e te amar
Fiz sem desistir
Foi quando vim a acordar
E vi que estava a sonhar
Então sonhei, quis e nada fiz.
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TE TIRAR DE MIM
Você derramou sangue
Ao cravar em meu coração
O que pode ser verdade
Ou somente ilusão.
Sofro por te amar
E chego a achar
Que me iludi.
Me enganei ao pensar que me amava
E por esta causa
Quero te tirar de mim.
👁️ 1 085
DÚVIDAS
Tenho dúvidas de não ser
O que acho que sou pra você.
Tenho dúvidas de talvez
Não dar pra você
O amor que você gostaria de receber.
Tenho dúvidas de não te tratar
Como você gostaria de ser tratada.
Tenho dúvidas de você não ser
Tudo que eu sempre quis
Pra vida inteira ser feliz.
👁️ 1 154
JULYANA
Só sonho.
Tudo imaginação.
Ter uma vida feliz
Ao lado de Julyana,
O amor do meu coração.
Ilusão? Não!
Posso ver e sonhar
Com aqueles cabelos loiros
Olhar em seus olhos
Dizer te amo
Tocando em suas mãos
Macias como veludo,
Ah, pra mim tudo.
Sonhei com tudo
Menos em te perder.
Queria criar asas
E voar até te encontrar.
Caminho sobre a escuridão,
Sem sua presença
Perco-me em um deserto
Dentro do meu coração.
Mas algo dentro de mim
Alimenta o sonho
De ver-te novamente aqui.
Sim algum dia
Ter você novamente, Julyana,
Em minha vida.
Tudo imaginação.
Ter uma vida feliz
Ao lado de Julyana,
O amor do meu coração.
Ilusão? Não!
Posso ver e sonhar
Com aqueles cabelos loiros
Olhar em seus olhos
Dizer te amo
Tocando em suas mãos
Macias como veludo,
Ah, pra mim tudo.
Sonhei com tudo
Menos em te perder.
Queria criar asas
E voar até te encontrar.
Caminho sobre a escuridão,
Sem sua presença
Perco-me em um deserto
Dentro do meu coração.
Mas algo dentro de mim
Alimenta o sonho
De ver-te novamente aqui.
Sim algum dia
Ter você novamente, Julyana,
Em minha vida.
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SOU
Sou como o céu sem o azul
Como o norte sem o sul
Como um peixe sem o mar
Se não te encontrar.
Sou como a abelha sem o mel
Como o lápis sem o papel,
Se você ao meu lado não está
Pra que do amor falar?
Sou como a despedida sem chegada
como a manhã sem madrugada
Como a música sem melodia
Se não te tenho em minha vida.
Sou como o arco-íris sem suas cores
Como um jardim sem suas cores
Como o sol sem seu calor
Assim sou sem seu amor.
Como o norte sem o sul
Como um peixe sem o mar
Se não te encontrar.
Sou como a abelha sem o mel
Como o lápis sem o papel,
Se você ao meu lado não está
Pra que do amor falar?
Sou como a despedida sem chegada
como a manhã sem madrugada
Como a música sem melodia
Se não te tenho em minha vida.
Sou como o arco-íris sem suas cores
Como um jardim sem suas cores
Como o sol sem seu calor
Assim sou sem seu amor.
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Comentários (1)
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Ninguém
2019-05-14
Gostei
Tomás Antonio Gonzaga (Porto Portugal 1744 - Moçambique 1819) fez os estudos primários no Colégio dos Jesuítas, em Salvador BA, e formou-se em Direito na Universidade de Coimbra (Portugal) em 1768. Na universidade, conviveu com o poeta com Alvarenga Peixoto. Exerceu a Magistratura em Beja (Portugal) de 1779 a 1781. De volta ao Brasil, passou a viver em Vila Rica [Ouro Preto] MG, onde conviveu com intelectuais e poetas, entre os quais Alvarenga Peixoto, Cláudio Manuel da Costa e Cônego Luís Vieira. Envolveu-se em várias desavenças com as autoridades locais, incluindo Francisco Gregório Pires Monteiro Bandeira, intendente do ouro na junta da Real Fazenda de Minas Gerais. É o provável autor de Cartas Chilenas, poemas epistolares satíricos, de oposição ao governador Luís da Cunha Meneses, que circularam em manuscritos anônimos na cidade, em 1786. Em 1792 foi publicada a primeira parte de sua obra poética Marília de Dirceu, em Lisboa (Portugal). Participou na Inconfidência Mineira, em 1789, o que lhe custou a prisão e, posteriormente, o degredo em Moçambique. Tomás Antonio Gonzaga é um dos principais poetas árcades do Brasil. Para o crítico Antonio Candido, "com Tomás Antônio Gonzaga (...) o Arcadismo encontrou no Brasil a mais alta expressão. Na sua obra há um aspecto de erotismo frívolo, expresso principalmente nas poesias de metro curto, anacreônticas em grande parte, celebrando a namorada, depois noiva, sob o nome pastoral de Marília. Mas ela vale sobretudo pelas de metro longo, voltadas para a expressão lírica da sua própria personalidade. Nelas, com admirável simplicidade e nobreza, traça um roteiro das suas preocupações, da sua visão do mundo e, depois de preso, do seu otimismo estóico. ".Nascido no Porto no seio de uma família de magistrados, emigrou para o Brasil com o seu pai, aos sete anos de idade, e aí recebeu a sua formação de base num colégio de jesuítas. Mais tarde, ingressou na Universidade de Coimbra, onde, em 1768, obteve a licenciatura em Direito. Não tendo conseguido ficar na Universidade como lente, seguiu a carreira da magistratura, tendo ocupado diversos cargos em Portugal e no Brasil. Entretanto, apaixonou-se por Maria Joaquina Doroteia de Seixas, aquela que ele cantaria sob o pseudónimo de Marília. Ambicionando a Relação do Porto, mais uma vez não conseguiu o seu intento e viu gorados os seus planos. Envolveu-se então na conspiração que ficou conhecida por Inconfidência Mineira, pelo que foi mantido em cativeiro durante três anos e desterrado para Moçambique, em 1791. Aí faleceu em 1810, depois de em 1793 se ter casado com Juliana de Sousa Mascarenhas e de ter esquecido, pelo menos aparentemente, a sua musa Marília.
Poeta lírico, contribuiu para o enriquecimento de duas literaturas, a portuguesa e a brasileira, com a sua obra-prima Marília de Dirceu (1¦ parte: 1772; 2¦ parte: 1799), onde são vísiveis as influências de poetas como Horácio, Anacreonte, Petrarca e Tasso, modelos que Tomás António Gonzaga imitou, como era tradição na época. A sua poesia é suave, descritiva, bucólica, mas também levemente sensual, comprazendo-se o autor na descrição de retratos pessoais, o seu e o de Marília, e de cenas domésticas. No entanto, está ainda muito presa aos cânones arcádicos, embora se encontrem já inúmeros elementos pré-românticos. Da sua obra consta ainda um poema satírico em decassílabos, as Cartas Chilenas (1786-1787), formado por treze cartas assinadas com o pseudónimo Grítilo e dirigidas ao seu amigo Doroteu (Cláudio Manuel da Costa). Na sua qualidade de jurista escreveu ainda um Tratado de Direito Natural, inédito durante séculos e que só no século XX foi publicado
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