Lista de Poemas

As varas do poder, quando são muitas, elas mesmas se comem, como famintas sempre de maiores postos.

 

31

Os maiores poderes, aqui como em toda a parte, são as apreensões do temor e do interesse.

 

23

Quem devera fiar-se de poucos de ninguém se fia. Não há verdade que se creia, nem razão que se não tenha por suspeita, nem zelo tão sincero e desinteressado a que se não dêem outros fins; com que tudo é confusão e irresolução.

 

31

O querer e o poder, se divididos são nada, juntos e unidos são tudo. O querer sem o poder é fraco, o poder sem o querer é ocioso, e deste modo divididos são nada. Pelo contrário, o querer com o poder é eficaz, o poder com o querer é activo, e deste modo juntos e unidos são tudo.

 

31

O poder, e mais o modo do poder, é o que há-de examinar e reconhecer primeiro quem quer saber se pode ou não pode.

 

32

Fazer tudo com conta, peso e medida é propriedade do poder, que sempre há-de sobejar; e, pelo contrário, fazer as coisas sem conta, peso nem medida é propriedade assim mesmo do poder, que nem há-de sobejar nem bastar.

 

32

O ofício e obrigação dos poetas não é dizerem as coisas como foram, mas pintarem-nas como haviam de ser ou como era bem que fossem.

 

30

A quem entregam muitas vinhas não pode guardar nenhuma.

 

29

O poder tudo consiste em poder algumas coisas e não poder outras: consiste em poder o lícito e justo e em não poder o ilícito e injusto.

 

36

Só quem quer menos do que pode é sempre poderoso, porque quem quis quanto podia encheu a medida do seu poder, e não pode passar daí; porém, quem quer menos do que pode sempre pode mais do que quer.

 

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