Escritas

Lista de Poemas

O livro é um mudo

O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive.
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O amor acredita-se no supérfluo:

O amor acredita-se no supérfluo: quem ama pouco, contenta-se com o que basta: quem ama muito, contenta-se com o que sobeja; e quem ama mais que muito, nem com o que basta nem com o que sobeja se contenta, ainda sobe mais, ainda passa mais adiante.
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Muitos não têm o coração

Muitos não têm o coração dentro em si, senão fora de si e muito longe. Fora de si, porque não cuidam em si e muito longe de si, porque todos os seus cuidados andam só atentos e aplica­dos às coisas temporais e mundanas que amam.
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Dizem que temos valor (os

Dizem que temos valor (os portugueses), mas que nos falta dinheiro e união; e todos nos prognosticam os fados que naturalmente se seguem destas infelizes premissas.
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A propriedade da quantidade é

A propriedade da quantidade é poder-se sempre dividir e a propriedade do amor é querer-se sempre dar todo.
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Nós somos o que fazemos.

Nós somos o que fazemos. O que não se faz não existe. Portanto, só existimos nos dias em que fazemos. Nos dias em que não fazemos apenas duramos.
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A vaidade entre os vícios

A vaidade entre os vícios é o pescador mais astuto, e que mais facilmente engana os homens.
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Nenhum segue mais leis que

Nenhum segue mais leis que as da conveniência própria. Imaginar o contrário é querer emendar o mundo, negar a experiência e esperar impossíveis.
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Todos os que na matéria

Todos os que na matéria de Portugal se governaram pelo discurso, erraram e se perderam.
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Se nos vendemos tão baratos,

Se nos vendemos tão baratos, porque nos avaliamos tão caros?
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