Lista de Poemas

O comer e o vestir são duas coisas sem as quais não se pode viver, em que têm grande batalha no homem a moderação do necessário e a intemperança do supérfluo.

 

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Nada no mundo se conserva sem alguma mescla.

 

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Uns nascem, outros morrem, uns vêm a este mundo, outros saem dele, e o mundo, como teatro destas representações, sempre está no mesmo lugar e não se move.

 

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Assim como o mundo hoje ainda não é para os que hão-de nascer, porque eles ainda não são, assim o mesmo mundo já não é para nós quando morremos, porque já não somos.

 

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Em um mundo onde se vêem tantas cousas que se não podem ver, e se ouvem as que se não podem ouvir, e se falam, e são faladas, as que se não podem dizer; como pode viver um homem que não for cego, surdo, nem mudo, senão fugindo dos homens?

 

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Se o Sol, que é sempre o mesmo, todos os dias tem um novo nascimento e um novo ocaso, quanto mais o homem por sua natural inconstância tão mudável, que nenhum é hoje o que foi ontem, nem há-de ser amanhã o que é hoje!

 

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O muito não o faz a multidão. A multidão faz muitos; os poucos fazem muito.

 

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Se nós mesmos nos não quisermos enganar, ou cegar, que outra coisa é este mundo senão um hospital comum da natureza humana, em que todos padecem, todos gemem, e como nele não há estado ou fortuna isenta de misérias e dores nenhuma há também enxuta de lágrimas.

 

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Os muros, como o cinto, não são muros enquanto se não fecham.

 

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A república é o espelho dos que a governam.

 

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