Lista de Poemas
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Dayane Mirelly
Egoísta
Egoísta
Palavra verdade que saia dos seus lábios em referência a mim
No início ela me feria
E você tinha a intenção que ferisse
Quem sabe assim eu finalmente tomasse consciência
Algo precisa perfurar o ego
e só a evidência do ego o faz
Perceber o ego
Segurar o ego
mergulhei
Egoistinha
Palavra diminutiva usada para denunciar meus excessos de mim
Você ousou anunciar quem eu verdadeiramente era
Só consegui confessar quando consegui descortinar
aceitei
Egocentrada
Palavra sinônimo que aponta o destino da solidão
Com inúmeras conquistas fantasiosas
Que se retroalimentam e distorcem a memória
e transforma a realidade para que caiba nos meus eternos delírios.
Filipe Malaia
Nudez
Se louco e nu, pelos campos, deambular pudesse
E a luz dessa nudez espantasse minhas dores
De loucura douraria os trilhos que fizesse
Para que nos arvoredos mais ninguém se perdesse
Em ardentes medos ou outros males de amores...
Das mágoas, se as houvesse, nasceriam flores
E do amor, em versos, o mais que soubesse
Entre os verdes prados, na paz dos pastores
Num trinado de aves, asas de mil cores
Trovador seria, em poesia ou prece...
Mas, se em devaneios, sedento, adoecesse
Por humanas causas ou outras superiores
Na luz me esconderia quando anoitecesse
Para que dessa cura não mais padecesse
Se fosse essa febre a sede de todos os temores...
Fevereiro/2025
A poesia de JRUnder
AMANDO VOCÊ
Foi quando percebi,
Que a simples lembrança do seu olhar,
Transformava meu momento e tornava o viver mais leve e solto.
Pude sentir as horas passando despercebidas,
Como se corressem ao largo do tempo.
No ar, aromas criavam um novo prazer,
E ao aspira-los
O entorno transformava-se em um campo de flores.
Quando percebi que o seu calor aquecia minha existência,
Como fosse um sol, só meu.
Senti que os pássaros cantavam com maior sonoridade e mais felizes!
Senti que o chão antes rígido e frio,
Estava acolhedor e macio!
Sim, só uma explicação para tanta mudança:
Eu estou amando...
Amando você.
A poesia de JRUnder
Solfejos
Por ti, senti meu coração abrir-se em sorrisos...
Não havia notado antes, o verde das paisagens,
Não havia percebido antes, o azul do céu,
Não sabia das cores, dos aromas, do orvalho das manhãs,
Nunca ouvira antes o som do quebrar das ondas do mar...
E cavalguei o luar para laçar estrelas, escondido nas noites insones,
Aspirei da luz que refletia nos lagos serenos, e fui ar, fui chão.
Lavei minha alma no silêncio das madrugadas, e me fiz sonhar.
Por ti fiz-me único e passei a ser matéria...
Apenas para poder, te tocar...
simoni_souza0
Dor da Rejeição
Sofrer a dor da rejeição é um desafio cruel, mas no seu enfrentamento, renasce meu eu fiel.
A rejeição é um capítulo, não a história inteira, na trama da minha vida, ela é apenas uma ribeira.
E no curso das águas posso renascer, pois na dor da recusa, há aprendizados a colher.
Israel Vitorino
Mares caribenhos
E o céu matutino cinzento
Gosto de ver sua boca nua
Sua alma pura e transparente
(mares caribenhos)!
Gosto de gostar do que você gosta
Das suas músicas, livros, pensamentos, de sentir o que sentes
até seu sofrimento!
Gosto quando você discorda, eleva a voz e me provoca
torce o nariz, pois tudo em ti chama atenção e
olha que sou desatento!
Por Israel Vitorino novembro de 2023
simoni_souza0
Convite ao Conhecimento
Nos guia nas sombras da ignorância,
Cultivar o saber é um bem,
Abrindo as portas da abastança.
A cultura é o elo entre tempos e nações,
Um espelho da nossa rica diversidade
Na dança, na arte e nas tradições,
Encontramos nossa identidade e verdade.
No alicerce do conhecimento erguemos nossos sonhos, com ele, moldamos um futuro grandioso,
É o farol que guia por mares tristonhos,
Na busca constante do que é valioso.
Celebremos a cultura, a leitura, o saber,
Nossa bússola, nossa âncora, nosso farol
Pois neles encontramos o Poder,
De evoluir e crescer.
GIRLEIDE TORRES LEMOS
Estou com medo
Medo de estar com câncer.
Medo de não saber o que fazer.
Medo da vulnerabilidade que é incontrolável.
Medo de ser rejeitada.
Medo de não agradar.
Medo de não saber ser sem estar querendo agradar.
Medo que não tenha mais tantos anos de vida.
Medo de errar, mesmo sabendo que tenho errado bastante.
Medo de ser julgada.
Medo de ser quem sou, uma mulher confusa, indecisa e controladora.
Medo que as pessoa não vejam que também sou uma pessoa determinada, amorosa e acolhedora.
Medo, estou com medo.
Lucas Menezes
Aposentadoria de poeta
Meus melhores poemas já foram escritos
Com a nova safra não me identifico
E o mesmo ritmo já não há
Livros, devo publicar mais um ou dois
Livre, dedico-me às outras 5 artes que tenho direito
Arquitetura não levo jeito
Como os versos, só penso na estrutura depois
A aposentadoria deveria ser anunciada em soneto
Agradecendo alguma musa cujo nome é segredo
Acusando, até, acúmulo de função tal qual Da Vinci
Mas, enquanto houver papel, caneta, computador
E a mais remota possibilidade da existência do Amor
O poeta continuará sendo um contribuinte
Luis Rodrigues
Deus
Deus não faz esforço
para ser Deus
é naturalmente
Como uma flor é uma flor
ou uma pedra é uma pedra
assim és tu
Lucas Silva
Quase
Fomos QUASE um poema
QUASE eu te amo
QUASE um suicídio
QUASE uma fraude
hoje é tristeza
hoje virou solidão
saudades eu sinto de nós
QUASE somos tudo
hoje seremos lembranças quase esquecidas.
Lukas Silva.
Bruno Nelson
misterio preferido-Bruno Nelson
Ou recompensa de um tempo vivido
Será a paz de uma guerra fria
Ou a fissão de um núcleo partido
Partirás quando alcançar
Ou se deixará ser lido
Pois se ser ou não ser é a questão
Pergunto-te em qual sentido?
Perdi-me em curvas pedaços e traços
Descoberta em relato sumério
Entre espaço estrelas cometas
E o óvni em espaço aéreo
Entre a busca no relato profundo
E o brilhar do mais simples minério
E ainda que nada de certo no mundo
Será tu meu eterno mistério.
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Espera
Nada irei te cobrar,
Para lembrares sempre de mim,
Como um jardim em plena espera,
Vibrando pela primavera,
Que só o amor conserva.
Sempre voltarás
correndo para mim
Porque o meu tempo
é sempre ameno,
E o meu jeito
é veramente sereno.
Porque se entregaste
ao meu jeito,
Eu sou insaciável, viciante,
Como a flor que produz pólen,
Só para atrair
a abelha,
Eu exalo uma
aromatizante centelha.
Sou flor de alcaçuz,
Tenho perfume,
cor e brilho,
Para povoar o teu espírito
Com o meu florir
que seduz.
Ainda não conheceste
bem a primavera,
Preparo-te todos
os dias para ela,
Porque aqui sempre
estarei de sentinela,
Aguardando de vez
pela tua entrega,
Eu sempre estarei à tua espera.
03/11/2012
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Presença Permanente
na tua lembrança e na retina,
A alma jamais irá se aquietar
na tua memória e na rotina...;
A minha pertença é iminente
na tua vida e na história,
A inspiração que vem de mim
na tua caminhada é perpétua,
A verdade é que tua alma ama
a minha: sofrendo, muda e quieta.
A rima que nasce e cresce da ginga
amada, sentida, adorada e 'revivida',
É poesia que nasce de um amor
deixado para trás e dos dias de Sol,
Que para você não estou redimida.
A ginga que dança e sacode-me
apaixonada e fervente: virou poesia
É beijo que toca as constelações
comovendo todas as emoções,
Que não me deixam esquecida.
A minha poesia mora em você
relembrada em cada gota de prazer,
É sede que jamais irá [acabar];
promessa que não te deixa esquecer:
- Que sou o amor da tua vida!...
31/03/2014
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Eu te espero
Um ramalhete de orquídeas,
Intenções, delícias e rimas
Para entregá-las à você.
Estou disposta a não te perder,
Sou cítara nas tuas mãos,
Posso até ser um furacão,
Faço tudo para te ter...
A minh'alma tem temperos
[intensos]
Temperos que dependem
[dos teus temperos]
Somos inteiros que se
[encaixam]
Poesias que sábios
[não decifraram]
Lábios que ainda sequer se
[beijaram]
Corpos que ainda não se
[amaram].
Nunca imaginei me apaixonar,
Tenho você para planejar,
O teu corpo é a minha carta de rota,
Vou te sobrevoar como uma gaivota...
Confie,
Eu me entrego,
Leve de mim o amor mais sincero,
Eu te espero - animadamente,
Porque para te amar só se for
[solenemente]...
07/11/2012
Lavínia Mendes
Flor do deserto
Flor humana
Reservatório de água
Camelo da fauna
Sobrevivente
Abaixo dos céus limpos
Nuvens agressoras
Covardes sumiram
Flor em extinção
Propriedades raras
Caçada pelas forças policiais
Nos limites do agreste e do sertão
Como fruto de conde
Origem certeira e única
Mas não brinca de esconde-esconde
Resiste em praça pública
Vagando pela Chapada Diamantina
Deram como desaparecida
Recompensa pela cabeça
Pétalas sangram despedaçadas
Formas e cores reparáveis
Em termos grosseiros, exótica
Os olhos desejam, mas
Não dariam falta se estivesse morta.
Referência: MENDES, Lavínia. Poema Flor do deserto. Rascunhos de minh'alma. 1 Ed. São Paulo: Editora Feminas, 2021. Prêmio Dandaras de Literatura 2020/21.
José António de Carvalho
AO PÉ DE TI…
AO PÉ DE TI…
Ao pé de ti, bem sei,
que o sangue ferve,
que a alma se alonga,
e o desejo transborda.
Ao pé de ti, bem sei,
que o sorriso se atreve,
que o destino se escreve
sem perceber a lei;
Que o calor é arrepio
com o sangue num corrupio
para saltar do coração…
Que dos olhos faíscam estrelas.
Não se veem, mas lê-se nelas
o caminho a seguir.
E as estrelas e o coração
são para serem seguidos,
e se houver outra razão
mais vale morrer, mas saber,
do que fingir não perceber,
quanto o amor que nos dão.
José António de Carvalho, 07-janeiro-2023
simoni_souza0
Reconhecendo minhas Limitações
Cada frase é uma tentativa sincera de traduzir a complexidade do que sinto, uma luta entre o silêncio e a vontade de compartilhar o que muitas vezes se esconde nas entrelinhas do meu ser.
As palavras, ás vezes parecem escorregar pelos meus dedos como areia fina, escapando de uma mão inexperiente.
Mas, ainda assim, aqui estou, desafiando minhas Limitações, enfrentando a timidez das letras que relutam em forma frases convincentes.
Talvez minhas palavras sejam desajeitadas, uma escrita ruim, mas nela reside a autenticidade de quem se atreve a expressar o inexprimível.
Assim, aqui me encontro, humildemente reconhecendo minha limitação verbal, mas celebrando a tentativa de moldar o intangível em frases que mesmo capengas, buscam um eco de compreensão no vasto universo das palavras.
daviipps
Amor Inafável
Motivos enfim
De amor ou dor
Não sei
Se saberei
Ou que apenas não sei
Revelar o amor...
Reescrevo minha literatura
Em forma de leitura
Feita de amargura
E de fofura
Mas mesmo assim
Não cabe no fim
O tanto de amor dentro de mim...
Israel Vitorino
Sombras e ideias
Sonhos, um quebra-cabeças
Uma caixa vazia e um porta-retratos
Somos mesmo o que somos?
ou só personagens de um livro ilustrado?
Vejo minha história na sua
O que eu disse já foi dito!
É tão engraçado
Para que estudar tantos verbos ?
Se o futuro de ontem amanhã é o passado.
Para que lutar as guerras santas dos homens?
Se quem triunfa é o Diabo!
Está tudo errado!
Sou quem eu penso que sou?
Ou apenas mais um porta-retratos?
Faço o que quero fazer ou já está tudo escrito e eu só cumpro o contrato?
Evoluir, regredir, não sei mais distinguir
É tão complicado, predefinimos o que é certo e o que não compreendemos chamamos de errado.
Está tudo errado.
Vou perseguir meus sonhos
Deixar de ser sombra e um porta-retratos
Vou quebrar as correntes depois separar o concreto e o abstrato.
Solte a sombra e agarre a ideia: presente e futuro são filhos do passado !
Solte a sombra e agarre a ideia ou morra às margens do livro desgastado !
Solte a sombra e agarre a ideia ou receba a herança de um fato mal contado!
Espie por trás da cortina do tempo,
Cave um buraco ou volte à caverna mas não estará salvo.
Ninguém está salvo!
Tudo é risco!
E o tempo implacável!
Por Israel Vitorino - novembro de 1999
Pedro Rodrigues de Menezes
anel de Saturno
o interior do mediterrâneo
o mundo pesado e venoso
tudo isto é belo e terrível
porque sonhei que o teu dedo
caberia num anel de Saturno.
Pedro Rodrigues de Menezes, "anel de Saturno")
A poesia de JRUnder
O vento e o tempo
Sopra vento e leve o tempo, que em seus braços parece voar,
Sopra constante e carregue o instante, que vi passar neste mesmo lugar.
Vento que surge no mesmo momento, em que a vida criança desponte,
Tempo que voa ao sabor dos ventos, que sopram os anos por sobre estes montes...
Sopra a vida como fosse o tempo, assim como sopram as brisas do mar,
Sopram os sonhos que o tempo desfolha e os carrega soltos no ar.
Passa o tempo, nos braços do vento e leva o amor que igual ao perfume,
Deixa no tempo levado ao vento apenas a luz desprendida do lume.
No vendaval que traduz cada vida, passa o tempo do amor e da dor,
No atropelo das horas que passam, nasce um botão quando morre uma flor.
Sopra vento, sopra ligeiro, que o tempo tem pressa, não pode esperar,
Corre tempo, que a vida só para, antes que o vento volte a soprar.
José António de Carvalho
NUNCA QUISESTE
NUNCA QUISESTE
Nunca quiseste sentir
o pulsar da terra húmida,
nem o fulgor das manhãs
a lançarem o sol na vida.
Nunca ousaste dizer
que o mundo parava
quando o dia bebia a luz
e a noite à noite sonhava.
Nunca sonhaste sonhar
com o dia a meio do meio-dia,
nem o que a noite sentia
com o rio adentrar o mar.
José António de Carvalho, 23-março-2022
simoni_souza0
Solitude
Entre pensamentos sussurados ao vento, descubro uma riqueza na simplicidade da minha existência. Enquanto o mundo dança em seu ritmo acelerado lá fora, escolho dançar comigo mesma, encontrando uma harmonia singular na música da minha própria alma.
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