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Maria Tereza Armonia

Maria Tereza Armonia

Tudo bem!

 

De repente, me deu preguiça de falar
daquele amor doente, inconseqüente...
Desânimo em falar das dores, do fim,
dele, dos nossos planos, de mim...

Do nada, veio o desejo de fazer a paz
tão desejada, mesmo desencantada...
Buscar na vida e em meus momentos
a calma do coração, o esquecimento...

Sem lamentos, chegou a hora de mudar
o rumo do tempo, seguir o vento...
A seu prazer e gosto, me deixar levar,
ser feliz de novo, nas asas de quem me amar...

Segura, escrever nova história inteira
e sem rasura, acordar desta noite escura...
Sugar sem pressa do céu a claridade
e apagar da lembrança o que restou de saudade.

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Carlos Geraldino

Carlos Geraldino

luta de classes

hoje Ernesto arriscou a liberdade
foi pra fábrica sem cueca
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LUIZ GONZAGA DE PAULA

LUIZ GONZAGA DE PAULA

livia

Lívia
Eu nunca estive tão apaixonado,
Não gosto nem de pensar
Não quero nem perceber:
E quando o sol brilhar no seu olhar,
Talvez ai da para dizer.
É isto o amor que tenho por você!


Eu nunca quis estar apaixonado,
por um segundo me ver dividido,
E mais a mais amar assim.
Fiz de tudo para passar despercebido,
Mas fui laçado então por Cupido.
E ao seu lado tudo parece mais bonito.


em Guarujá ou saquarema,
Eu e você mais um poema,

Que se escreve na areia.
Seus  olhos com ternura
descrevem versos que loucura!

Sonhos demais para um sonhador.

 
E vem a noite no cinema
Balas de drops seu batom.
nem a chuva que cai mansa,
Desarruma seus cabelos,
Nem o beijo que lhe dou.
Oh minha linda !


Fim de semana ao seu lado,
Cores um chopp bem gelado,
E muitas luzes de néon.
O amor espreita os sentidos,

Rodando seu belo vestido,

Ao shon da orquestra Tropical,
Até o maestro percebeu,

Com seu gingado estremeceu
Rodopiando nos meus braços



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3
Carolina Caetano

Carolina Caetano

A Ponte

Para Gerana Damulakis e seu livro O Rio e a Ponte.

Eu sou a ponte
suspensa e inevitável
eu sou essa coisa descontinuada e dura
afixada nas pontas com a barriga tocando o vão
O Rio são meus olhos
ou como meus olhos o são
disperso e inevitável
como os filhos.
a concentração do Rio em seu ofício me apavora
como as coisas ininterruptas
e as que menos se movem
O Rio é uma série de coisas sem rotação
sem que deixe tempo e tato
ou mesmo o vão imoto onde me atravessou.
Em verdade o Rio está dizível
e cada vez mais claro em meu arco
enquanto corre e se vai enjambrado
está ainda voltado para dentro
como meus olhos
como os filhos
ou como o Rio os são.
682
3
Madalena Palma

Madalena Palma

Fado

Que te ditam os meus versos
Quando me pedes para te escrever um poema?
Que pele reveste a tua alma
Quando na escrita me encontras?
Que sentimento é este que soa
Por entre as cordas da guitarra?
Um amor lento de final de tarde?
Um olhar quase cansado e caído
Por entre os véus da noite?
Uma lágrima que encontra
Conforto nos lábios que afagas?
Um grito de amor
Numa garganta muda?
Que alma é esta que te procura
No adiar dos dias
E que mata a sede
No teu corpo cevado?
Que pesar este o de te amar
Numa demora que não é a minha
Nesta folhagem de Outono
Quando é de azul-mar que te matizo?
Que sentimento é este
Vivido intensamente nestes dias partidos
Repletos de partidas e chegadas
De abraços e de confissões?
Que amor é este que de tanto se querer
Tudo tem para dar?
Que paixão é esta que não pesa na alma
E liberta o espírito
Sempre que de sorriso te revivo
Serás tu alma igual à minha
Que sente nas veias este fado?
1 239
3
Hemili Scarpinatte

Hemili Scarpinatte

Lembranças de Amor

Lembranças de amor
Em meu coração
Me fazem sonhar
Com essa antiga paixão

Ferimentos em meu peito
Apenas solidão e essa dor
Ou apenas lembranças,
Lembranças desse amor

Minha mente sabe
Que não serás meu
Mas meu coração não entende
E insiste em um último beijo seu

Mesmo que seja para viver sempre
Nas lembranças desse amor
Preciso de você um pouquinho aqui
Para curar um pedaço dessa dor

Dor insuportável que surgiu
Em meu coração
Com minhas lembranças
Da nossa paixão
904
3
Carolina Caetano

Carolina Caetano

Cotovelo

Um estreito passou a correr
em minha veia
no lado de dentro, havia cheiro forte, do braço
houve uma propensão no meu índice de umidade
a ser verde.
As cores todas eu fiquei
enquanto alguma ocasião me espreitava os pés
eram minérios e os dedos cravados ao mundo
houve uma propensão em minh'alma
a ser a carne do tomate.

Aos quarenta e três anos eu nasci
sob o nome de Rosa.
632
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Fernando Oliveira Granja

Fernando Oliveira Granja

A Vida

A vida
uma maravilhosa via
para expressar a alegria!

Fernando Granja
910
3
Hemili Scarpinatte

Hemili Scarpinatte

Coração

Lá no fundo,
Escondido no meu coração
Vive esse amor
Que ele não dá valor
Coração que sofre
Por não ser amado
Coração que chora
Por não estar ao teu lado
Coração que não sabe viver
Tão judiado.
836
3
2
Fernando Oliveira Granja

Fernando Oliveira Granja

Melodias suaves

Melodias suaves sinto-as em mim
deixando-as ir no seu balanço
subindo cada vez mais alto,
tendo mais força do que sua própria gravidade
subindo, subindo sem nunca descer 
evoluindo com o universo que começou e ainda não parou.

Fernando Granja
1 019
3
leal maria

leal maria

a palavra na ausência

de que valem as palavras, 
quando tudo não faz sentido?
de que vale uma memória,
que se alimenta do que é já perdido?

nos mais ínfimos gestos,
reconheço em ti o corpo 
do meu amor mais profundo.
e na tua voz,
declamados; 
ouço os poemas todos do mundo

mas há tanto que te aguardo ,
na ponta do desespero…
esse limbo, entre o sonho e realidade,
onde em vão que por ti espero!

e a tua ausência 
Já se faz maior que tudo
de nada me vale
o efémero que entre nós havia
amo-te num grito mudo
amordaçado… 
num absorto lirismo de poesia.


lea maria

809
3
Petra Correia

Petra Correia

8 27 2007

Inesperadamente. Tão rápido e veemente, como se não houvesse amanhã. Vieste.
 
Mostraste-me o teu mundo, a tua vida, as pessoas que te rodeiam e o que te faz constantemente rodar. Ensinaste-me a soletrar os meus e teus pensamentos, sem erro, sem medo, tão dementemente correcto e digno.
Corri atrás do sol, vigiei a lua, contei as estrelas, desmantelei as ondas do mar e colhi conchas perdidas na areia, ao teu lado, somente. Indaguei os meus sentimentos, estavam certos, examinei o meu coração, estava mais que vivo, tudo evidentemente perdido por ti.
Assim vieste, assim foste, deixando para trás esperanças libertadas ao céu, aos pássaros, à terra, à pequena cabana da nossa vida. Foste. Foste decidido a não voltar, e eu tão decidida por ti, fiquei desamparada, estendida em profundas mágoas no aconchego de lágrimas de um rosto que parecia não voltar a mudar de expressão.

Inesperadamente. Tão rápido e intenso, como se não houvesse amanhã. Foste.
 
Para nunca mais voltar, eu sei.

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Bob J

Bob J

Valor

É tarde pra dizer mas o que sinto agora demorei pra perceber as atitudes d'outrora foram porque não pude ver o que saiu da boca pra fora eu te peço pra esquecer o fato é que ir embora esta me fazendo sofrer meu coração que agora chora percebo que é por causa de você a saudade que sinto me devora sei que não fiz por merecer o que percebi nesta última hora é que não quero te perder Ficou claro que não valorizei e tudo que fiz não posso mudar mas tudo que antes eu imaginei era que essa história não iria durar e essa relação que jamais alimentei foi por medo de me machucar admito que fui eu que errei e dessa culpa não posso me livrar fiz tudo errado e hoje eu sei que quando estou com você quero melhorar queria mostrar que eu mudei e pedir perdão por ti machucar das vezes que eu te magoei foi porque era incapaz de pensar agora que vejo que me apaixonei e me culpo por ti fazer se afastar A má impressão que ficou de mim espero que entenda e possa lembrar que no fundo, no fundo eu não sou assim você me conheceu antes de eu mudar não gostaria de pensar que este é um fim desejaria recomeçar
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Alex Zigar

Alex Zigar

Águas de Janeiro

As chuvas que regam os campos
Enchem os rios e os ribeirões
Não sabem dos homens
Das suas construções parcas e inclinadas
Não conhece a casa dos Silvas,
Dos Oliveiras e dos Pereiras.

E o morro desce no Rio de Janeiro
A TV anuncia os caos
E o Rio é longe, longe das minhas mãos
Mas suas águas me atingem
Afogando-me.

E o morro desce
Alcança meu corpo
Traz barro e pedra
Vigas, ferros e objetos irreconhecíveis
O morro apaga tudo.
Mas o barro não enterra a dor dos moradores
E nem a vergonha dos prefeitos incapazes.

E o morro desce em Janeiro no Rio
E as águas do Rio em Janeiro descem.

E as chuvas não sabem o que levam
Nem o que trazem
Apenas despencam em gotas graves
Para encherem os Rios e os Ribeirões.


(http://letradestoante.blogspot.com)
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3
Maria Tereza Armonia

Maria Tereza Armonia

Como-ser

Uma certa grande melancolia...
um enorme pesar por não-ser,
não-poder, não-querer, não sei!..
Há, por vezes, um distanciamento incômodo
entre o coração e a razão:
um diz que sim, a outra, não!...
Um sentimento atordoado e oco
rasgando o peito, querendo se expor...
uma tomada de consciência
que impede o coração demonstrar amor...
um vento rasgado impregnando o coração,
criando intenções...
uma pedra de gelo envolvendo a razão,
obedecendo convenções...
o sim e o não, o belo e o feio,
a mão que auxilia,
o coração que aconchega...
o ser e o não-ser, fogo e aço,
apenas negações...
e o arrependimento doído
por não entregar-se a mão...
um angustiante aperto no peito
a alimentar lamentos,
obscurecendo a razão.
Ser ou como-ser - esta é a questão!
585
3
Carolina Caetano

Carolina Caetano

Da hora em que o dia está só

A casca do dia enrubesceu
acerca das providências ordinais

Meu peito alvorece os pensamentos, errôneo
por causa da hora
(a que o próprio do meu peito transpassa)
O meu peito ensurdece e sabe
pois onde não se diz se cabe
tudo em peito cabe quando calo
os olhos
O meu peito cabe na caixa do corpo
e alegra-se mudo
O meu peito descabe esta hora do enrubescer
(o precaver):
ou se estilhaça ele
ou se extrai todo vermelho
endireita-se o mundo.
A esta hora a crista das minhas pétalas
estilhaça o mundo
não havendo sossego maior que o deste zumbido
e extrai-me o vermelho.

A casca do dia enrubesceu
acerca de meu peito.
697
3
Orlando Monteiro

Orlando Monteiro

Desespero Segundo Søren Kierkegaard

Continuam a existir

 escolhas

uma única vida

angustia da decisão

consequências

trajecto

erros

e o desespero

466
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Anatoli

Anatoli

Mar Revolto

Minha vida se alicerça,
Em ruínas de um barco em tormenta,
Nada tem rumo nem norte,
Flutuo em crespas revoltas
De ondas que batem em mim....
Sem Deus, sem alma,
Sem nada que me socorra,
Me afogo num mar de escuridão,
Mas de mão estendida,
Com pouca fé,
Mas mesmo assim,
Esperando que uma mão amiga,
Me resgate desse mar
Sem porto, sem fundo, sem fim.
772
3
O maltês

O maltês

Poetas

Poetas
indecifráveis seres
trazem nos recantos da alma
palavras e sonhos
A face oculta dos Homens
porta cuja chave se encontra no fundo do mar

O maltês

Por vezes também eu mergulho no fundo do tempo...
506
3
Fernando Oliveira Granja

Fernando Oliveira Granja

A Dança

A dança
liberdade da alma
a navegar os diferentes portos
ligando o visivél com o invisivél

A dança
criação de gestos sensuais
em que me dou
aos ritmos musicais

A dança
uma dinâmica do espirito
que gira em energia
e espraia em alegria

F. Granja



 
 
 
 
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3
Madalena Palma

Madalena Palma

Laço

Não posso dizer-te que te amo

Quando já antes o disse centenas de vezes

Não pode ser amor o que sinto

Quando nunca antes o tinha sentido

Não sendo amor, que outra coisa pode ser

Quando no laço do abraço

O meu corpo é essência

E a minha alma é mais do que o meu ser

1 014
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fatima

fatima

Amar

Amar é lidar com as diferenças.. é amar as diferenças..
É o olhar de ambos para um ponto comum...
É ter planos...
Amar não é olhar um para o outro,
nem é buscar a mudança do outro..
mas olhar para si mesmo, algumas vezes com os olhos do outro..
Amor é o que sentimos por nós mesmos..que, unido ao que o outro sente por si mesmo,
resulta em planos comuns, sonhos idealizados que pretendem ser realizados.
Amar é simples..difícil é encontrar o amor verdadeiro, companheiro, amigo, despreendido......
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Carmem Gomes

Carmem Gomes

Desafio

As palavras fogem quando me transporto a tí
Me permito apenas as expressões de algumas sensações
 que reacende o fulgor das lembranças
Impulsiva dimensão do tempo
que transcende todo um sentir...!
Íntimas verdades, incontido querer
que não existe distâncias
Explícita apenas no brilho do olhar
Na vontade diária desafiadora
Chama que reacende
Fogo, caos, abismo
Que me desorganiza,
Que duela com contrários
À favor apenas de um  querer imenso
Revelando que tudo em mim é espera
Que tudo em mim é logicamente incorreto
Mas... mesmo assim fico muda
e à deriva dessa força que desafia até mesmo
o imaginários das palavras!
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Carla Furtado Ribeiro

Carla Furtado Ribeiro

SEGREDO

segredo ao teu ouvido
o silêncio das manhãs enfeitiçadas por luz
e tu segues o meu olhar como quem busca um deus
eu não profetizo a beleza que te conto
vejo-a como quem acredita no vento
e na existência do amor
vejo-a como quem acredita no tempo
(que tudo purifica meu amor)
segredo ao teu ouvido
o silêncio dos nenúfares a vogar
e sei que não entendes
porque para ti as flores não têm alma
mas eu digo que nós somos a alma das coisas
o términus de todos os significados
em nós desagua o simbolismo da vida
não há quem entenda
eu segredo ao teu ouvido
não porque entendas
mas para que entendas
as metáforas imprecisas
dos motivos e dos porquês
e tu debruças-te como se
pela primeira vez
sobre o lago da existência
mas a essencial pergunta não te ocorre
não vês que é no vagar e no silêncio que se morre?
não vês que sou eu que não entendo?
não vês que eu sou uma pergunta irretratável?
não vês que eu não tenho respostas?
por isso me nutro de beleza e de silêncio
as únicas coisas do mundo que não precisam explicação
espelhos que são a minha casa
 

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