Lista de Poemas
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Carla Furtado Ribeiro
METAMORFOSE
as palavras de gelo com que esculpo
a tua antevisão inexplorada
se não fosse o silêncio percutido do nada
um hiato atravessou-nos na esfera do tempo
como crisálida desfiando a madrugada
e nós cedemos à metamorfose inesperada
Leide Fuzeto
Me possuo
voltei para casa e me encontrei
estava ali sentada à minha espera
e a despeito de tudo eu me quis
me dei a mao e me tirei do fundo
enxuguei meus olhos
troquei as roupas de mim
dancei comigo
me desejei
tomei-me em meus braços
me conduzi ao extremo de mim
e me possuí como se fôssemos uma
Ama Spisso
Rapto
Ramo de agarrar ao redor, eu fui.
Des-cresci: nua,crua....
Eu entorpeci dias.
Rapto rápido:
comeu-me um roedor...
Roeu, roeu...
Doeu,doeu...
Restou dor.
Eu resto. Eles? - Dó...
Sou como nó, como noz.
Sou como nós... Sou?
Daniel Aladiah
Ascensão
que cortei com o olhar
o teu corpo de maçã.
E vi de olhos fechados,
com o espírito a voar,
que acabaria no divã.
O sexo e a natureza,
fecundos primaveris
de vidas alternantes.
Quisera ter a certeza,
que fora tudo o que quis,
e nada seja como dantes.
Ouço o destino sorrir,
entre cheiros e sabores
de suores e criação.
Não é tempo de partir,
por amor dos meus amores,
vou-me afastando do chão.
Mtlago
O AMOR QUE SINTO
Criou raízes e cresceu sólido como mármore
Às vezes algumas folhas se perdem, mas se renovam
Mesmo com ventos fortes não se deslocam
É um sentimento igual à noite e o luar
Uma hora é escuridão outra luz que reflecte no mar
É o que me acorda, faz sorrir e não me deixa esquecer
Que ao cair da noite nos teus afagos vou adormecer
É algo inexplicável como as estrelas
Que mesmo muito longe consigo vê-las
Olhá-las faz-me suspirar
E até o impossível é possível encontrar
Amor, paixão é tão difícil de explicar e entender
Chegou me invadiu e nem na porta bateu
Não importa o que faça o que pense entender é impossível
Maria Geovana B. de Araújo Melo
INSATISFAÇÃO
Insatisfação
Acordei melancólica, cheia de preguiça
Desejo de nada fazer, apenas espreguiçar
Talvez amar seria a solução
Para terminar com essa melancolia e
Sentimento de solidão
Vontade só de apreciar, paisagens olhar
Ver o verde, a natureza, alongar, rezar
Pedir ao Superior muita saúde, paz, amor
E um pouquinho daquilo que todo mundo quer
Pro meus sonhos realizar
Mudar de vida, correr atrás do impossível
Gritar aos ventos, arrancar o sufoco
Deitar, dormir, sem hora pra acordar
Ficar a ver nada, sem compromisso
No meu canto, quieta, lenta, mole
Adormecida
Ser notada, atendida, compreendida
Amada, desejada, mimada, escolhida
Apreciada, sem pedir atenção, simplesmente
Ser vista, notada, valorizada, sem que sempre
Tenha que fazer muito pra que me enxerguem
Como um alguém..... sou fraca, dependente
Carente, não me coloquem no comando,
Preciso ser dirigida também,
Insatisfação
Acordei melancólica, cheia de preguiça
Desejo de nada fazer, apenas espreguiçar
Talvez amar seria a solução
Para terminar com essa melancolia e
Sentimento de solidão
Vontade só de apreciar, paisagens olhar
Ver o verde, a natureza, alongar, rezar
Pedir ao Superior muita saúde, paz, amor
E um pouquinho daquilo que todo mundo quer
Pro meus sonhos realizar
Mudar de vida, correr atrás do impossível
Gritar aos ventos, arrancar o sufoco
Deitar, dormir, sem hora pra acordar
Ficar a ver nada, sem compromisso
No meu canto, quieta, lenta, mole
Adormecida
Ser notada, atendida, compreendida
Amada, desejada, mimada, escolhida
Apreciada, sem pedir atenção, simplesmente
Ser vista, notada, valorizada, sem que sempre
Tenha que fazer muito pra que me enxerguem
Como um alguém..... sou fraca, dependente
Carente, não me coloquem no comando,
Preciso ser dirigida também,
Rogério Brugnera
o diabo mente
não quer morrer
mas o céu é ali
é só descer
Dilua
Se o mundo
Olharíamos além desse mundo material?
Se o mundo girasse devagar respeitaríamos mas uns aos outros ?
Dialogaríamos mas do que gritar e lutar ?
Se o mundo girasse devagar daríamos mas atenção a ele?
Admiraríamos suas cores ,seus sons, seu cheiro...e nunca ignorar seu valor?
Se o mundo girasse devagar o que seria mas valioso :
Uma joía ou um sorriso?
Haveria mas sorrisos que lágrimas?
Se o mundo girasse devagar será que não haveria religião ou discriminação?
Teria uma troca de respeito ,e carinho por todos ?
Se o mundo girasse devagar eu seria mas feliz ?
Vidente Sergio
Quando Voce Voltar
Quando voce voltar alegre, voando contente do seu vôo maravilhoso e pousar aqui no chão ao meu lado, eu vou estar aqui mesmo neste lugar, imóvel, triste, mas, já não serei eu, será apenas um morto vivo, ou, vivo morto que apesar de tudo esperou durante toda demora pela volta de quem partiu.
Quando você voltar alegre, voando contente do seu vôo maravilhoso e pousar aqui no chão ao meu lado. Meus cabelos que são claros e pouco, serão mais claros e mais pouco, e a minha boca não mostrará mais os frequentes de antes.
Quando você voltar alegre, voando contente do seu vôo maravilhoso, notará o meu whisk sem soda, o meu cigarro apagado, a minha voz emudecida, as minhas mãos já vazias, o meu papel em branco....ausência de tudo.
Quando você voltar alegre, voando contente, do seu vôo maravilhoso e pousar aqui no chão ao meu lado, e eu estiver aqui mesmo, neste lugar, perdoa, a culpa não é minha. Nem sua, nem mesmo da vida, aconteceu simplesmente, seu vôo, meu nada, meu tudo, meu medo, meu coração ficou seco, e eu não pude nem sequer morrer, só pra ficar esperando pelo pouso do seu alegre...se você voltar.
Cristina Miranda
Sonho
Falo-te dum sonho,
Daquele que tantas vezes tenho.
Dispo a ansiedade,
Desapertando,
Botão a botão,
Desejos insaciáveis,
Até ficar despida, um instante...
Aliso o leito,
Aquele mar por ti amado.
Com ele me cubro,
Apagando a luz da realidade,
Deixando apenas acesa,
A lua da imaginação...
Agora, fecho os olhos.
Não há tempo, distância, matéria...
De mim só existe a alma
Coberta por um mar de mil cores
Que não te explico,
Que conheces,
Bem melhor do que eu.
Assim fico,
Escrevendo esta quase imitação de carta
Tão sem tempo!
Tenho frio!
Tardas!
Eis senão quando,
Quase no fim do horizonte,
Onde o teu mar abraça a minha lua,
Vejo uma ave voando,
E que, num bailado único,
Raiado de verde e de azul,
De mim se aproxima,
À minha alma se dirige.
Quase não me mexo...
(e tão ansiosa me sinto!),
Para que de mim se não desvie
O voo daquela ave.
Levanto a ponta do mar,
Preparo um espaço,
Uma praia,
Neste leito onde estou
E peço a Deus
Que o bater do meu coração
A não afugente...
Percebo que és tu!
Ainda assim,
Fico-me neste aparente sossego...
Sobrevoas-me
Sem um bater de asas
Acabando por pousar,
No areal imenso que para ti preparei.
Que mais dizer?
Calar este meu desejo?
Afinal havia tempo!
E é desse tempo que te falo.
Desvendo agora o meu segredo:
Do meu corpo me distanciei,
Para que na minha alma pousasses.
Agora estás em mim!
Sobe pelo meu corpo
E deixa que no teu,
O meu se derrame...
Fiquemos assim,
Tendo como limite
O espelho do nosso encontro:
Um mar, uma lua, uma brisa...
Falei-te dum sonho.
Foi meu,
Talvez teu,
Mas agora é nosso!
Completou-se o triângulo:
Um vértice - Tu!
Outro - o Mar!
O último - Eu!
CM
1998
Marc Santini
MINHA FLOR
MINHA FLOR,
TÔ COM SAUDADE.DO TEU CHEIRO,
TEU NÉCTAR,
TUA COR.
TÔ COM SAUDADE
MINHA FLOR,
TÔ COM SAUDADE.DO TEU TEMPERO,
CONSISTÊNCIA E
ADERÊNCIA INCOMUNS.
TÔ COM SAUDADE
MINHA FLOR,
E QUE SAUDADE!
DE TE PROVAR
GOSTOSO,
TE ABRAÇAR
DITOSO,
TE LEVAR
PRA SEMPRE,
TE GUARDAR PRA MIM
TE PLANTAR
COMIGO,
TER VOCÊ
PRA SEMPRE
NO MEU JARDIM.
ana rafael
Não sei
Não sei...
Porque tenho
Esta tristeza
Tão grande
Dentro de mim
Não sei…
Pergunto
A cada lágrima
Que choro
A cada soluço
Que se solta
Da minha garganta
A cada dor
No meu coração
Não sei...
Não sei...
Não sei...
Apenas pergunto
O quê
O porquê
Mas não sei...
De tão perto esta dor
Esta amargura
Que não se afasta
Apenas
Não sei...
O que chora
Dentro mim…
Vinícius P.
Palavra
Serve para lavra do sentido
Tem palavra tudo
Tem palavra nada
Tem o absurdo
Que não diz sentido
Falta de ruído
da palavra surdo
O silêncio doido
Da palavra mudo
Cabe na palavra
Tudo que se diga
O que não se diz
Não se contradiz
Cabe no silêncio
O que contradiz
Cabe mais ainda
Cabe na loucura
Cabe no profeta
Cabe na procura
Cabe no poeta
Tem palavra dura
Dita como golpe
Como uma descarga
Tem palavra pura
Santidade ou fé
Tem palavra amarga
Gole de café
A palavra morte
Tem fatalidade
Serve como norte
ou finalidade
Tem palavra nome
Que não tem um nome
Que só seja seu
Cabe em um nome
Qualquer um que some
Dentro deste nome
Um exemplo disso:
Eu não sou Vinícius
Eu sou este outro
Que também Vinícius
Nas Vinicitudes
Falo deste outro
Que morou no nome
Que agora é meu
O Moraes que mora
Dentro do pronome
Que não sou mais eu
Cabe em um nome
Qualquer um que some um sentido seu
Dentro deste nome
Um qualquer Fernando
Não qualquer pessoa
Que já chega entrando
O Pessoa do Fernando
Mais Pessoa que Fernando
Ou quem sabe menos
Pois ao ser Pessoa
Não Fernando apenas
álvaro, Alberto, Ricardo ou Bernardo
Cabe em um nome
Qualquer um que seja
Pode ser meu eu
Ou quem sabe o teu
Glória Salles
Sou seu destino
"Sou seu destino"
Venha, faz aquele jogo que me enlouquece.
Vem sonhar... Hoje o real não tem valor
Com seus versos, que meu coração aquece.
E eu brinco de acreditar, que sou seu amor.
Venha, deixe seus passos em minhas esquinas.
Vem... Que hoje me deixo ser seu brinquedo
Sou as delicias que te fartam, desnorteiam.
Sua fantasia, seu mais protegido segredo.
Venha... Juntos acordar a lua de madrugada
A sedução do homem, no olhar de menino.
Vem... Porque no meu colo está teu destino
Venha... Vamos ver a chegada da alvorada
Vem, mostre-me no olhar que sempre me quis.
Vem... Esquecer tudo, só por hoje, ser mais feliz.
Glória Salles
Adalto José Sousa
MUDANÇAS
DEPOIS QUE VOCÊ PARTIU,
TUDO MUDOU...
NÃO HÁ BRILHO NO OLHAR,
JÁ NÃO SEI SORRIR...
TUDO MUDOU...
A EXISTÊNCIA É COMO UM FARDO,
MEUS DIAS SÃO VAZIOS,
MINHAS NOITES SÃO TÃO LONGAS...
A ALEGRIA DAS CRIANÇAS
JÁ NÃO ME CONTAGIA,
O CALOR DO SOL NÃO ME AQUECE...
POR MAIS QUE EU TENTE,
MEU CORAÇÃO NÃO TE ESQUECE...
NÃO HÁ VIDA EM MINHA VIDA,
NÃO HÁ ALEGRIA,NÃO HÁ PRAZER,
DEPOIS QUE VOCÊ PARTIU...
Iatamyra Rocha
Calmarias
Esse cheiro de paz
Essa fome de mar.
Aquieta-me respirar tuas palavras
Tuas torrentes e mágoas
Esse teu amar.
Aquieta-me tocar tua tela
Respirar tua aquarela
Pintar teu luar.
Aquieta-me esse sol
Que me lambe o rosto
E me faz pulsar.
Aquieta-me esse vento
Que me leva ao teu templo
Só para te olhar.
Aquieta-me esse sonhar
Que devora meu poema
Só para me aquietar.
Aquieta-me essa calmaria
Essa foz, essa alegria
Esse teu cantar.
®IatamyraRocha
Blog Efêmero
http://iatamyra.blogspot.com/
Blog Prisma
http://iatamyrarocha.blogspot.com/
Blog Palavras ao Vento
http://iatamyra.wordpress.com/
olharomar
Dança
e a ti me entrego
com a dança tomando conta dos nossos movimentos
viajamos
e juntando o calor do teu corpo ao meu
rezo para que esta dança não se acabe
os corpos rolando
por espaços vazios nunca dantes preenchidos
carregam esse amor que desperta
na força desta dança
que chicoteia nossos corpos adormecidos
e de pecados latentes os extasia
Cristina Miranda
Um poema
mas
só este
digo
e sei
de cor
dizer
d
e
v
a
g
a
r
o teu nome
poder-te-ia dizer tantos
mas não seria
qualquer deles
o mais belo poema de amor
iolanda
POR SUA CAUSA
Por sua causa eu amei,
uma rua,uma musica lenta...
uma rosa vermelha.
Por sua causa eu amei,
um sorriso,um olhar profundo,
uma cor qualquer.
Por sua causa eu amei,
a vida a ternura,o amor...
Por sua causa eu amei voce.
E voce nao amou ninguem,ninguem,nem mesmo eu,
nem mesmo voce...
iolanda 01/07/11 Sao Bento do Sapucai-SP
Lucas Munhoz
A mãe amada e maravilhosa
Como o beijo dói... Que nos vimos a alma!
Beija-me o cálix dáouro! Eis-me o bom fado...
Como a moda seduz... Amo-te a alvura!
Dos amores já vens a amar-me o amado.
Ergue-te o olhar amável... Que és mui doce!
Bela volúpia já vens a amar-me a alma;
Ó mulher do meu viver! Que és mui forte!
Deixa-me alçar os teus olhos sem palma.
Deixo-te amar os meus corações dáouro!
Dos alvores já vens a amar-me o anelo;
À vaga eterna a ti... Quero-te o peito!
Quase a beijar a alva do teu cabelo...
Ó minha querida! Quase a arder o amor!
Amo, mas já me sinto a tua alcova...
Dos ardores já vens a amar-me o leito;
Aos beijos do alvor que sentes a cova...
Bela amiga já vens a amar-me o beijo;
Ali sentiste o meu viver que me amas,
Se me amares o alaúde que és mui bela!
Canta! Brilha! Que vens as belas chamas.
Ó minha donzela! Amo-te o forte alvor!...
Beija-me o colo eterno! Eis-me o perfume!...
Dos lábios já vens a beijar-me o vinho!
Amas, mas já vens o meu forte lume...
À tua amiga eterna... Ama-me o ardor!
Dos teus lábios já sentes a amizade;
A ti que és mui serena e doce em vida,
Beija-me o amor quente a vê-la a vaidade.
Ó minha amiga! Amo-te o forte alvor!...
Dos corações já vens a amar-me o colo;
A mim que és mui bondosa em avidez
Amo-te o amor eterno como Apolo!...
Autor:Lucas Munhoz
*Direitos Autorais Reservados
CARLOS ALBERTO DE MELLO
OCEANOS E MARES ESQUECIDOS
Tormentosos oceanos esquecidos
Onde mares violentos arrebentam
Despertando temores e gemidos,
Em corsários valentes que os enfrentam.
Mares turvos, bravios, desmedidos
Cujas águas de rochas se alimentam.
São oceanos dos sonhos extraídos
Que nas noites mais tristes atormentam.
Se não vemos as ondas que levantam,
Pelos menos ouvimos seus lamentos
Quando em nossas consciências se agigantam.
Mares onde sucumbem vencedores
E vencidos nos mesmos sofrimentos;
Os profundos oceanos dos rancores.
Marc Santini
O bicho não come
chegue lá e
descanse,
ordene.
Que se dane
quem
ficou para trás
quem não correu.
O que é meu
o bicho não come.
Como eu.
28/02/2011
Sainara
Sanas loucuras
Imagino coisas inexplicaveis
Algumas bizarras outras obcenas de mais
As vezes ouço vozes que me fazem
Delirar outras que me fazem
Dormir como um anjo
São sanass loucuras
Que sempre iram me perseguir
Durante a noite...
Domingos Alicata
Guardião da Noite
Guardião da Noite.
Eu sou o guardião da noite...
Dos edifícios apagados,
dos sorrisos adormecidos,
das ilusões desfalecidas...
Restos de vida passam
levados pelos passos
cansados das prostitutas
que se vão...
Na gargalhada que escapa,
da boca amargurada.
Nos passos inseguros que
esquecem de recolher
o eco vazio que deixam
ao passar...
Solitários, abandonados...
Tristes percorrem as
pecaminosas esquinas
da vida...
... e na luz enfraquecida da
solidão, desaparecem.
Apago então as estrelas.
Recolho as últimas cores
da noite.
Adormeço minhas tristezas...
Deixo apenas a ilusão
das ondas que acreditam,
vaidosas, serem delas
o último olhar da Lua...
Lentamente me oculto
do novo dia que chega...
Com novas cores,
novos sonhos,
efêmeros amores...
Domingos Alicata.
Rio, 19.01.2006
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