Lista de Poemas
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A poesia de JRUnder
Eu quero
Eu quero correr pelas campinas,
Subir ao cume de uma colina,
E bem lá do alto, poder ver o mar.
Sentir a vida, tranquila e serena
Na brisa que sopra suave e amena,
Trazendo magia à luz do olhar.
Eu quero os anseios de uma criança,
Que faz do futuro um lugar de bonança,
De manhãs douradas, noites de luar.
A vida, um ninho criando esperanças,
As horas passadas somando lembranças,
Da felicidade de quem quer sonhar.
Eu quero as certezas da juventude,
De quem por paixão por vezes se ilude,
E crê em um mundo feito de paz.
Nas asas da ave que passa ligeira,
No tempo da vida, também passageira,
Na força que tem, o poder de amar.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
CALVÁRIO
Sofrimento, desprezível dum inútil invejoso
Com o terço nas mãos ajoelhado
Ferro quente cruel, termo da crueldade humana
Lança perversa, madeiro companheiro
Pregado, sofrido, morto, rastro de sangue derramado
Amado, odiado entre caminho de pedras
Monte calvário, a passos dados, dores de amor
Peito trespassado, sangue do pecado só nosso
Onde foi consumado, madeiro nos ombros
Cordeiro morto inocente, pedras quebradas
Tesouro do mundo, fonte de vida da pouca humanidade.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
SOL NA JANELA
É como um raio de esperança
Que aquece o meu coração
Quando a chuva bate na janela
É como um perfume pelo ar
O cheiro de terra molhada
Gosto de sorrir e de sonhar
De gritar para o mundo
Como é bom amar e ser amada.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
EM CADA TRAÇO
A uma estrela angelical
No hemisfério norte do amor
E em cada letra do teu nome
A um verso rimado de mim
E quando de ti tenho fome
Tu convidas-me ao pecado
E em cada linha do teu corpo
Tem a luz o desejo da tentação
Que me devora num magico sonho
Em cada gesto de loucura num poema
Emílio
Liberdade
Ao me permitires passear no teu mundo
No teu território
Na tua pele
Na tua casa
Abri meu coração.
Adorei cada momento
Cada onda
Cada porta que abriste.
Prometo nunca te invadir
Adoro quem és
Quero a liberdade que há em ti
Para sempre.
(Emílio casanova, "Coisas do Coração" )
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
POSSO PARECER
Mas dentro de mim
Só Deus sabe
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
FAZ-ME SORRIR
A única certeza que eu tenho
O que eu quero é que me dês um abraço
Que recordes sempre do nosso primeiro beijo
Que não esqueças do nosso aniversário
Que nunca esqueças da nossa primeira noite
Que cuides de mim quando eu não estiver bem
E quando eu mais precisar de ti amor
Que estejas ao meu lado em todos os momentos
Que não me critiques e não me julgues
Pois não sou perfeita, quando eu estiver triste
Faz-me sorrir e ama-me com carinho!
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
SEARAS DO MAR PERDIDAS
Nas searas de bilros que deixam sangue
Estremece-me o corpo de bordar sentir
Rendas brancas da sombra do medo
Olho para lá do labirinto dos espíritos
Cemitério de tantos livros esquecidos
Regaço de negras flores, perdidas em mim
Cesta de verga velha num canto lá de casa
Anjo da alma esquecido entre o inferno
Primata no corpo, reverso em faisca ténue
Voz do silêncio, mendigo de tantos caminhos
Brinco no mar de abraços, onde tu descansas
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
SAUDOSO XAILE MINHA MÃE
Que embrulhava-me com carinho, nos teus braços
No teu xailinho de seda, de lã adormecia
O meu xaile de seda, que me faz sonhar
É como o da minha mãe, lembra-me sempre dela
Não o quero nunca largar, cheirava a amor a carinho
Era de flores vermelhas, amarelas, de todas as cores
É e era deslumbrante, o xaile da minha mãe.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
OS FILHOS
São pétalas unidos a nós
São um jardim florido de rosas
Mia Rimofo
MÃE
Todas as lágrimas do mundo. ★
FELIZ DIA DAS MÃES...!
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
A MORTE CRESCE
Num odor de todas as letras
Feitas em ciclos escondidas
Onde a poesia terá sempre alma
Por entre marés de sonhos
E os rios sussurram gritos
Pela ressurreição das águas
Sombras que se escondem nas pedras
E morrem a desenhar estrelas
Sonhos nus de poetas vivos ou mortos
Remendam pesadelos escritos num passado
Presente num pano rasgado de que vive
Reescreve de noite de nefastos sonhos
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
AMOR MEU
que me banha a alma
ou, se quiseres,
ama-me loucamente
pelas searas bordadas de tanto desejo
que eu, te amarei pelas papoilas
entre o trigo plantado ao vento
e se desejares a lua, eu te darei as estrelas.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
É impossível
Sem agradar a ti próprio
danielacavalheiro
Sob a pele
ao qual sou submetido
É o que vem de dentro.
Cada falha, cada rasgo de meu ser
É analisado com minúcia.
Coisas que passam batidas
aos olhos dos outros
Da proximidade que vejo,
me parecem terríveis.
Preciso de distância,
Para ter paz.
Me tirem de mim!
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
DISSOLVEU-SE
Num tempo que nutria-se a alma
Entre o cantar das cigarras
Na pacatez dos campos de trigo
Aconchego das mãos já velhinhas
Na esperança de belos sorrisos
No rosto enrrugado pelo tempo
De uma rara beleza sem fim
Sonho acordado de amor
Como o ventre da minha mãe
Onde se dissolvem os versos
Na voz de encantada poesia minha.ღ╭✿
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
LUTO NEGRO
Está consumada a morte esquecida, sentida
Sono entre as pedras frias da funda sepultura
Dorme no nosso silêncio, nossa triste solidão
Vigília do coração, calvário de fragas tão nosso
Sigo a brisa do vento procurando o sal do mar
Gaivota presa da linguagem na areia vulcânica
Que voa baixo para não perder as asas no oceano
Verbo da lua, das estrelas perdido no luto negro
Silêncio que sinto em cada folha que se move
Em cada sombra do caminho que ando piso
O alcatrão quente no toque das rosas feridas
Que sinto lá fora na fria sepultura esquecida
Espera acordar do sonho prometido imperfeito.
Alex Zigar
O Tempo
E o Tempo não morre na barriga do homem.
Ele aumenta e aumenta.
Incha a barriga
E devora o homem de dentro pra fora.
O Tempo é assim
Como um bicho pragento
Que come aos pouquinhos
E a gente ri, canta e vive
E só depois se dá conta que o Tempo nos devorou
Devorou a cor dos cabelos,
O brilho dos olhos,
A pele, os dentes, os ossos...
Por fim é o Tempo que engole o homem
E o homem some na enorme barriga do Tempo.
Para saber mais: http://letradestoante.blogspot.com
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
HOJE SILENCIEI-ME
Assim totalmente
Permaneci, esquecida
Magoada, perdida
Revoltada, desnudada
Mas sabes, hoje não morri
Mas parte de mim, sim essa morreu
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
CEBOLA AO VENTO
Em terra de orvalho
Nasce em milagre
Uma bela cebola
Comida crua
Num amor faz-se
Salada de várias cores
De grande frescura
Pétalas frescas
Em formosura
Aparência desnudada
Temperada de mel e limão
Poético sentimento
Ao vento de uma desfolhada cebola.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
ENCONTRO
Solte a dor acomodada no seu corpo
De tudo aquilo que faz mal
Prende-te e não deixa-te viver
Solte as amarras que prendem
E não deixavam voar
De tudo que assusta e que faz chorar
Deixe ser amada e ame
E voe um voo sublime
Cheio de amor, paz e liberdade
Mia Rimofo
CARDO DE MIM
Uma flor, uma lágrima, um sorriso, uma raiz
Nas tardes outonais por todas as palavras
Que nunca escrevi ou ouvi
Entre as suas paisagens em poesia
E quando a noite vem
As andorinhas palram em segredo
Na minha janela com as silabas em silêncio
Já os melros são a foice dos meus poemas
Pássaros alinhados das minhas penas
Nos sonos longos de inverno
Em que tu anoiteces ao meu lado
Onde teço o teu nome no que tropeço
Cardo que me abraça no meu próprio grito
Pois quando a noite vem peço a Deus
Que me acolha enquanto bordas o meu coração
afonso rocha
CASA QUE HABITO
Rostos
perdidos
ausentes
irmãos
abandonados
em selvas de promessas e ilusões.
Olhos
tristes
velados
ovelhas
tresmalhadas
em campos estéreis como celas.
Casa
que habito
onde seres à deriva
procuram afetos
e o amor
se pode comprar
em cada esquina.
Jardins
de mortos-vivos
entregues a feras
onde as flores murcham
e ervas daninhas
passeiam
incólumes
serenas.
Raimundo Candido
Teorema pra nos tanger
Há um pequeno porém
ao ultrapassar travessias;
o trabalho é na espora,
todavia, o lume da carga
nem pende, nem pesa,
parece flutuar nos arreios.
Só o bornal descontente
sem empenho transporta
uma época de intenções
e travessuras pelas veredas
penosas, longas e sinuosas,
como obrigação imposta
até a armadura do gibão
treme por conta do som
estridente da ave de rapina
e do chicotear do couro cru
que lembra como é a morte
cruel no lamber das esporas.
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