Lista de Poemas
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca
A MINHA BOCA
"A minha boca segue o instinto
Como o mar doce e salgado
Dos teus lábios, onde saboreio
(...) o teu doce despertar "
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
É A MINHA NOITE
Tantas noites, perdidas em devaneio
Quero voltar a encontrar-me
Mas só o eco da minha tristeza sai
Olho desesperadamente dentro de mim
Quero fugir deste mesmo lugar
Sempre a vaguear noites longínquas perdidas
Ajuda-me, quero voltar a sonhar
Sonhar com o amor, queria tanto voltar a amar
Noite minha, noite luzes cintilantes, brilham em ti
Sombras negras, também as há luz, trevas
Sonho com os teus olhos acariciando o meu corpo
Beijando os meus lábios com desejo e ternura
Perdida em lágrimas de uma saudade profunda
Olho a noite, minha noite perdida no meu peito

31-O8-2020
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
CALVÁRIO
Sofrimento, desprezível dum inútil invejoso
Com o terço nas mãos ajoelhado
Ferro quente cruel, termo da crueldade humana
Lança perversa, madeiro companheiro
Pregado, sofrido, morto, rastro de sangue derramado
Amado, odiado entre caminho de pedras
Monte calvário, a passos dados, dores de amor
Peito trespassado, sangue do pecado só nosso
Onde foi consumado, madeiro nos ombros
Cordeiro morto inocente, pedras quebradas
Tesouro do mundo, fonte de vida da pouca humanidade.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
HÁ CINZENTOS DIAS
De cinzas quentes como o pó na alma
Onde enlaçamos a liberdade no espaço
Sentimos na terra, orvalho da madrugada
São talvez de breves silêncios, os nossos
É amor em gestos das noites e dos dias
Palavras de sombras, sorriso perfumado
Cobre-me com o teu véu poético, não vês?
Se arder então é paixão, é nos teus braços
Que podes aquecer assim o meu coração
Matas todas as sombras que me agonizam
Para beijar o que de melhor há dentro de mim.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
FAZ-ME SORRIR
A única certeza que eu tenho
O que eu quero é que me dês um abraço
Que recordes sempre do nosso primeiro beijo
Que não esqueças do nosso aniversário
Que nunca esqueças da nossa primeira noite
Que cuides de mim quando eu não estiver bem
E quando eu mais precisar de ti amor
Que estejas ao meu lado em todos os momentos
Que não me critiques e não me julgues
Pois não sou perfeita, quando eu estiver triste
Faz-me sorrir e ama-me com carinho!
JORGE FLORENTINO JUNIOR
O SONETO DA LIBERDADE
DE OLHOS ABERTOS E FACA NOS DENTES
LUTADO CONTRA OS DEMENTES
COM CORAÇÃO FORTE E SEMPRE QUENTE,
NO MEIO DA TEMPESTADE TUDO É DIFERENTE
PRINCÍPIOS E MORAL SEMPRE ESTÃO AUSENTES
A LEI SOMENTE PERTENCE AO SOBREVIVENTE
E A HONRA É A FRAQUEZA DOS POBRES DECENTES,
MUITOS FALAM, MAS POUCOS TÊM CORAGEM
POUCOS PENSAM QUANDO A ATITUDE É SELVAGEM:
-TODOS TÊM MEDO DE ENFRENTAR A REALIDADE;
DIANTE DOS OLHOS EU VEJO O PERIGO DESTA MIRAGEM
QUE DEIXO PARA TRÁS PARA CONTINUAR A MINHA VIAGEM
OS MEUS IDEIAIS E OS MEUS PENSAMENTOS GARANTEM A MINHA LIBERDADE.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
É O INVERNO
Manhãs ensolaradas de ventos suaves
Noites melancólicas, voam em pensamentos
procuram um momento, uma lembrança
Essência de amor, ausência de dor
Alma que se desnuda diante da paixão
Quatro paredes quentes, doces de ternura
Adorno dos teus beijos, mimos e sorrisos
Adormeço no dias longos, horas lentas
Como um rio que transborda de agonia.!
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
AMOR TU SABES QUE
Que as águas da chuva se alimentam
Nas amoras doces que vou colhendo
Entre a tua boca e a minha
Silêncio das soalheiras tardes
Em que te deitas comigo
Olhar que transborda de alegria
Nas camélias que vivem no meu peito
Luxúria nos lençóis, beijo dado em segredo
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
AMOR DESNUDA-ME
No silêncio desta noite
No arrepio da espinha
De gemidos ofegantes
De tantos carinhos.
LUIZ GONZAGA DE PAULA
já perdeu
JÁ SE PERDEU
Acontecem coisas que eu não sei,
Não pergunte coisas que eu não fiz.
Quantas vezes eu tive o teu olhar,
Esqueci as tantas que não tive.
Só paixão me traz aqui sem ti,
Mesmo que a vejo amiúde.
Nos meus sonhos sei que já perdi,
Muito embora nada disso mude!
Tantos e quantos beijos lhe roubei,
Tantos e quantos versos lhe escrevi.
Das lembranças tudo eu guardei,
Mas seu nome eu já esqueci!
Apaguei momentos da memória,
Fiz de conta que não era eu.
Se já fiz parte da sua historia,
Você para mim já se perdeu.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
BRILHO DO SOL
Existe um lugar especial para nós os dois
Meu amor, vejo-te em tudo que me rodeia
Mesmo distante nunca sais do pensamento
Nada é mais belo meu amor
Que estar nos teus braços
Sentir o calor dos nossos abraços
Trazes o brilho do sol
Para aquecer o meu coração
A beleza do momento
Que ilumina os nossos corações
Meu amor, eu vou esperar
Mesmo que da saudade sinta dor
Não deixarei de amar-te.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
DRAGÃO FINGIDOR
Pesadelos, sofrimento que mortifica a loucura
Amnésias pinceladas de tantas conveniências
Demônio, inferno benevolente, que não nos
Deixa indiferente, mastiga-nos inteiros
A nu descrevendo-nos, tártaro corpo, quente so
Salgada sede, lua intransigente, cega luz
Lágrimas de cegueira, inexplicavelmente permanente
Bastardo, inferno que nos deixa incoerentes
Misturados de gestos, colados, secos na alma
Da chávena, do chá, do reflexo, ao mar
Feitos de desabafos, abafos, de água, de fogo
De sorte, de azar, companheira feita em compaixão
Dragão, benevolente, demônio da nossa mente
Alma cercada pelo sofrimento. desfeita em insônias
Do pensamento, cravado no peito
Do nosso encantamento, fingidor de pesadelos
De amnésias, cegueira nossa, mortifica a carne
Do nosso sentimento, fingindo que é dor
Colados nos ossos da nossa loucura, perdida
Esquecida, sem olhos, sem sangue, sem veias
Do nosso desentendimento.

Jacy Morais
ABSINTO
Meu absinto
Posto que:
Da vida
Só bebi
A ironia
Dos teus
Risos
Só vesti
A nudez
Das tuas
Mentiras
Hoje pálida
Soluço
Um resto
De saudade
Que ficou
Num canto
Empoeirado
Do meu
Coração!!!
Jacy Morais
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
SAUDADES A SANGRAR
Não fales nada agora, que me faz doer
Olha-me nos olhos e dá-me um simples abraço
Ouve o som do meu coração, da minha alma
Que chora que ama-te em silêncio
De tantas saudades que chega a sangrar
Sente o meu silêncio ele vale mais
Que mil palavras ditas ao vento, a chuva
Mostra-me a tempestade que eu não tenho medo
Agita o meu corpo faz-me vibrar
Faz-me sentir como as ondas do mar.!
Carlos Geraldino
lágrima
alivia
nuvens
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
DIÁRIO
A quem eu chamei de amor
Ferido, congelando, guardei
Trancado numa caixinha de dor
Está o diário sonhador
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
ETERNO INVERNO
Feitas de montanhas mudas e ventos cortantes
Noites de sonho ou realidade carregadas de volúpia
Vestiu-me de amor e despiu-me de saudade
Desapareceu escurecendo os sonhos
Que trazem lembranças, nas asas velozes
Há noites que tornaram-se pequenas torturas
Lutam de esperanças entre nuvens, aurora vencida
O canto do pássaro à janela, cansado do silêncio já vencido
Sentimentos apalpados ao toque dos sonhos adormecidos
Aquecido pelas notas musicais, nos ponteiros do relógio
Bebo o doce o amargo da agônia para esquecer
A sombra dos teus olhos, tento esquecer a realidade
Cega de lembranças, adormeço e sonho noites melhores.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
ACREDITAR É TER FÉ
Senhor aumenta a minha fé porque eu amo-te senhor
Hoje vamos rezar e estender as nossas
Mãos por todas as famílias, quando vemos
O olhar triste de uma criança, que tem fome que vive na miséria
Uma mãe que chora, um pai que corre contra o tempo
Para alimentar a sua família, antes que seja tarde demais
Sem emprego, sem nada, deixaram de acreditar
Eles deixaram de ter esperança, para a sua família
Quantos projectos começaram e não terminaram?
Quantas vezes disseram que desta vez ia ser diferente e não foi
A atitude positiva pode levar-nos longe e tornar tudo possível
Nascemos para viver bem e ser felizes
Para estarmos atentos a todas as oportunidades
Os nossos sonhos são convites para irmos
À luta sempre até ao final da meta, temos de ter fé
na nossas capacidades e realizá-las, facilitará a vida de toda a família
Os passos que dermos são necessários. para sermos abençoados
Com dádivas, que nos permitem aumentar as nossas capacidades
Podemos estar tristes hoje, mas o amanhã poderá dar-nos
Grandes vitórias, após uma tempestade o sol brilha sempre
Quanto maior for a sua luta, maior é a vitória que o Senhor
Tem preparado para todas as famílias, entregamos os nossos propósitos
A Ti, para que tudo se realize conforme a Tua vontade
Desistir? Nunca! Retroceder? Jamais! abençoa todas as famílias
Para que possam ter o pão nosso de cada dia
Pois acreditar é ter fé, ter esperança é acreditar.

A poesia de JRUnder
Alquimia do tempo
Mornas eram as tardes em que te amava,
Entre cálidos beijos com sabor de verão.
As brisas leves ao passar anunciavam
Esse tempo, marco maior da nossa paixão.
Ah! Horas... Por que tanta pressa em passar?
Segundos correndo atrás de segundos...
Não sabem dos amores que como o tempo,
Transformam os corpos amantes em vultos?
Restou somente em nossas memórias,
Um sonho que poderia ser eterno...
E como doce lembrança, sobrevive,
Ao gélido sopro do amor no inverno.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
ORGULHO DO NORTE
Com o coração quente cheio de emoção
No orgulho de ser trasmontano até morrer.
afonso rocha
CASA QUE HABITO
Rostos
perdidos
ausentes
irmãos
abandonados
em selvas de promessas e ilusões.
Olhos
tristes
velados
ovelhas
tresmalhadas
em campos estéreis como celas.
Casa
que habito
onde seres à deriva
procuram afetos
e o amor
se pode comprar
em cada esquina.
Jardins
de mortos-vivos
entregues a feras
onde as flores murcham
e ervas daninhas
passeiam
incólumes
serenas.
Jorge Santos (namastibet)
Ainda hei-de partir por esse mundo afora
Ainda hei-de partir por esse mundo afora montado na alma d'algum estivador
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
INVASÃO DA NOITE
São do coração e das mãos vazias
Das horas vividas e passadas
Invasão de sentidos e sonhos
De um ser que quer dormir
Do sono que esqueceu-se de vir
Um pobre corpo que implora o sol da manhã
E sente a chuva a cair do céu
Há noite a alma e o corpo descansam
Com os desejos contidos nesta noite triste
Perco a emoção e os meus passos
É só vazio e solidão neste pobre coração.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
EU SEI, EU SEI
Que as lágrimas que correm na minha alma
Ele seca-as e jamais desampara-me
Apesar disso queria reciclar a minha alma
O meu corpo frágil ferido de dor
Para começar de novo, apagar alguns rastros
Algumas feridas, olhar para as coisas e a vida
De uma outra maneira esquecer este sofrimento
Que me rasga por dentro, ficando em carne viva.