Escritas

Lista de Poemas

Explore os poemas da nossa coleção

Iago R Carvalho

Iago R Carvalho

O truvão cabe no meus trem

Fico imaginando a dor do gramático ao ouvir meus trem
Meus truvão, minhas coisa e meus toró

Dói nos ouvidos maternos as gírias do filho
 Que tudo tá ok pra gente

Dói no ouvido do paulista e do carioca
Quando o nordestino fala das terra e dos cabra do sertão

-Fala certo, mineiro!- Grita-me o gramático
-Fala certo, filho!- Berra a mãe ao jovem
-Fala certo, nordestino!- Berram paulistas e cariocas

Fico no meu canto, aceito gíria, nordeste e mineiro
porque os meu truvão cabe no meus trem
283
3
rianribeiro

rianribeiro

Porque te amo

Porque te amo, faltam-me palavras
para dizer-te quanto, amor.
Amo-te como jardim em flor,
Cheio de pudores e graças.

Minha doce lira, lírio do val,
Preciosa ninfa aquática;
Rainha poderosíssima das águas,
Meu amor por ti é carnaval.

Em brincadeiras, alegria e folguedos,
Vou as ruas declarando-te amor,
Encho meu peito de bonanças;

Amo-te inteiramente, sem medos.
Amo-te, passarinho, sem dor,
Com amor sincero e esperança.
270
3
fiorileonardo

fiorileonardo

Decadência

Um prego enferrujado
em um pedaço de madeira lascada
já teve seu valor.
O tempo se encarregou
de trazer ferrugem e fungos.

A decadência vem para todos,
e temos o hábito de antecipá-la .
O tempo sempre se encarrega de nos trazer a sentença,
continuo desafiando o tempo...
viro meu copo antes que a cerveja esquente.
O álcool preserva minha sobriedade
em um mundo decadente,
mas não evita ferrugem e fungos.

Ela virá como uma brisa pós chuva de verão em uma tarde de quinta feira
e permanecerá até o domingo.
Continuará na segunda feira,
e assim por diante,
e esse mesmo copo continuará sendo erguido de forma inexorável,
enquanto observo desespero e perdição,
o tempo fazendo seu trabalho.


Fiori,Leonardo.
604
3
Reirazinho

Reirazinho

Mórbida Reflexão

Mais um anoitecer pensando em outrora, nostalgia que deveria me pungir, só me deixa desvairado com uma utópica felicidade. Algo falta para compensar o meu vazio. Aniquilo a mim mesmo com meus devaneios[...]. O perecimento me trará paz.
O desejo de eliminar-se desse mundo funesto, como um solitário no alto de um edifício, um problema qualquer no sistema de controle, emerge e cresce. Refletindo aqui não chegarei a lugar nenhum? Seria eu sadomasoquista mental? Por que tantas questões? Seria eu um alheio ao rebanho ou um inconsequente se preocupando com coisas banais?

''A vida a doce ilusão; a realidade a solidão; o abismo o medo; as correntes o eterno pesadelo''.

Clamo por felicidade nesse universo errôneo. Queria sentir o sabor da famosa felicidade; o paladar da existência. Enquanto isso não acontece, sentirei a dor na pele a doença chamada vida corroer-me por dentro. Agonia infernal inerente, talvez contingente. Para retribuí-la, sinto o sangue mortuário exaurir de minhas veias.
Minha alma aqui jaz...
379
3
A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Choram os céus.

 
Céu cinzento, chuva fina, tarde fria ...
Uma nostálgica névoa, turva minha visão.
Molham os olhos as mágoas,
Que inundam o meu coração.

Apenas restou a tristeza, herança da despedida...
Apenas se viu um aceno. Nas mãos, o sinal da partida.
Restou somente o vazio, na alma de quem ficou.
Assim como as marcas do tempo, que a saudade gravou.

Na velha estação suburbana, sumiram da vista os vagões,
Assim como no peito, findaram as ilusões.
Talvez chorassem os céus, testemunhando a dor,
De quem morria por dentro, vendo partir seu amor.

Os sonhos que foram desfeitos, jamais sairão da memória.
Os dias de felicidade, escreverão nossa história.
Na parede fica uma imagem, retrato de uma paixão...
Que um dia me disse adeus... Deixando-me na solidão.
5 127
3
rianribeiro

rianribeiro

Antes de conhecer o amor

Antes de conhecer o amor, andava as ruas a sua procura.

Minha alma ia ao mundo e caminhava sem voz entre outras almas.

A mim, foram revelados os seus olhos. Só conhecia a noite.

Antes disso, eu nao havia nascido. Jurei imediatamente ser devoto deles.
262
3
1
rianribeiro

rianribeiro

Pares

Ela disse: os melhores beijos são os de tua boca; tua língua um pássaro livre que transcreve prazeres.
251
3
1
paola_

paola_

inflamação

Quando estamos na bolha
Só vemos aquele espaço
Não há pontes
Nem fontes
Parece impenetrável 
Mas na verdade é permeável 
De dentro não temos visões
Quem dirá soluções 
Por conta de sua leveza
Somos levados sem nenhuma sutileza  
E assim, nossa energia se esvai
Se retrai
Mas a bolha não se desfaz 
Sem atentar
Continuamos matutando
Boicotando
Qualquer ideia 
E assim alardeia
A mesma reação em cadeia
791
3
paola_

paola_

fisgar

desaprendi como alucinar 
aquela falta de ar 
que prejudicava meu pensar 
aquele riso sem sentido 
e a preocupação em não parecer ridículo 
ficar horas imaginando cenários 
enquanto emendava atalhos 
tudo ao redor cintilava 
mesmo quando o sol não raiava
796
3
Lagaz

Lagaz

Hai kai

Pudera ser eu
Outrora não fosse
Continuo ser
3 087
3
Lagaz

Lagaz

Hoje em dia

Hoje em dia
não há mais poesia.
A palavra é a mesma
velha rima,
sobre a mesa;
É conforto;
É encanto;
Desacato nunca mais.

Hoje a poesia,
é sempre mais do mesmo;
É miséria em tratamento;
A mãe que chora sem pesar;
É uma garrafa vazia;
Vela sem altar.
3 191
3
Matheus Dantas

Matheus Dantas

RESSALVAS AO EXÍCIO

Prefiro obter o meu fenecimento, semelhante a este dia displicente:
ao qual apresentou-me um clima irresoluto, infeliz e pungente,
na representação de um adormecer sutil, com este repouso brevemente neutro,
tomando o meu ser sem optar por vida neste período fúnebre.

Quero ter o conhecimento de vozes que temem esta partida,
rezando uma prece de salvação, para uma alma tão confusa
elevando o espírito em meio ao choro que enaltece a recáida súbita,
e o físico devoto a infelicidade, que possa expressar com delírios, a execução do óbito.

Anseio o luto, assim como o sossego das pétalas que caem de uma rosa negra,
ou na tranquilidade dos pássaros que decoram lindamente o céu,
mas tenho o ensejo de compreender, o que este dia tem me reservado em meio a outros planos,
— possivelmente o descanso eterno numa bonança infinda.

E mesmo tendo estes pensamentos ainda preciso sentir a áurea da vida,
já que ela se torna doce e amarga assemelhando-se ao fim:
onde há de trazer a perseverança perdida, numa vivência que deverá ser emergida,
sendo o segredo disto designado a nossa existência, enquanto a morte não se aproxima.

São Paulo - SP
17/04/2020.

16 849
3
simone_moura3

simone_moura3

Monstro mitológico


O amor é como uma Hidra

Quando o cortamos

Brota novamente

Com mais força

 

Causa um reboliço

Que tira a paz

E só conseguimos

Pensar no ser amado...

 

E as forças movem

O universo

No qual o caos

Ora instalado

Torna-se o recomeço

 

Mais forte

Mais intenso

Vencendo até

Mesmo nosso

Próprio medo

 

Esse medo perverso

De perder

 Ou de receber desprezo...

Simone Moura.

 

 

135
3
Brenda Aleixo

Brenda Aleixo

Meus destroços

Eu fugi
Não tinha mais forças para prosseguir
Não espero que ninguém entenda
Porque decidir ir

Eu fiz o que era melhor pra mim
E não me arrependi
Eu estava destruída
Diria até que sem vida

Ainda doi lembrar
De como conseguir te assustar
Lembro da sua preocupação
Eu te devo perdão

Nunca foi minha intenção
Eu só estava perdida
Não via nenhuma saida
Eu procurei uma solução

Mas nada adiantava
Eu estava quebrada
E se eu ficasse não me perdoaria
Por tirar sua alegria

Eu precisava melhorar
E decidi fazer isso isso sozinha
Agora estou tranquila
Mas sei que a qualquer momento

Tudo vai voltar
Eu sou uma bomba relógio
E não queria
Ninguém perto dos destroços

É doloroso de mais
Para alguém ter que lidar
Eu só queria me desculpar
Antes de tudo acabar
166
3
rianribeiro

rianribeiro

Sou teu escravo por querer...

Sou teu escravo por querer, tua propriedade, teu prisioneiro;
tua mão de obra cativa, amante dos teus olhos.

Não careço de salário, teus olhos são minha recompensa;
Quando quiseres me dar algo olha-me e darás à minha vida mais alegria.

E se quiseres me punir, nega-me os teus olhos, e eu serei brutalmente açoitado. Porque os teus olhos é o destino a que estou fadado, meu rumo, minha fatalidade, meu emprego, minha fortuna.
191
3
Lagaz

Lagaz

Crónica de uma vida perdida.

..escrevi os rascunhos de alguns versos de um poema e não lembro mais onde deixei.
Assim muito de improviso sem inspiração,mas necessário...sei lá...
talvez fossem tão ruins que devessem ficar esquecidos.

A tarde voltei ao trabalho,com um embrulho no estômago... inquietação... falta da nicotina com certeza...
perder um poema e deixar de fumar .... num único dia.... Vou enlouquecer...
1 538
3
rianribeiro

rianribeiro

Como eu te amo, querida?

Como eu te amo, querida?
Faltam palavras para dizer-te quanto;
Toma-me o amor em encantos.
Amo-te como se ama a vida.

Amo-te tanto querida, amo-te assim,
em silêncio, com graça e carinho,
Sem medo de ser sozinho,
Amo-te sem ter fim.

É por isso que minha voz te chama,
nascendo nas espumas,
Em rugidos amorosos como um puma.

É por isso que minha voz te chama, querendo em ti beber os aromas das flores: te chama para morrer de amores.
702
3
adrianoperalta

adrianoperalta

A convivência com os MENTIROSOS

“Embora pareça bobagem, as conversas do primo Joel, carecem de peneiragem. Muitos fatos ele aumenta e da verdade se afugenta. Pra entender, é preciso de prática e adoção de uma tática.  É questão de CALIBRAGEM, com trinta por cento de defasagem, a gente fecha a contagem.  Quando ele fala de dez, numa pesca de traíra, a gente já entende sete, descartando os três da mentira. Pior é sua irmã do meio, que precisa de  mais calibre, na taxa do manuseio; dela só se aproveita a metade, e o resto vai pro escanteio. No  convívio com o sujeito, vai se pegando o jeito,  identificando o trejeito e descartando o rejeito.”

129
3
izasmin

izasmin

Notas

Bloco de anotações, estúpidas emoções,
Ainda me lembro de típicas feições,
Mas não é algo a ser restaurado,
Simples abalo no reinado.


Folhas soltas que reúnem significado,
Memórias que se desgastam, 
Nomes jamais revelados.
806
3
Lucas de Medeiros Hipolito

Lucas de Medeiros Hipolito

À Kine

Òh! Astros boreais! - D’onde vem esta mulher?
-
Saltei por sob os montes da América… Oh, Deus…
E fomos n’um voo dantesco - Costas d’América Central.
Voamos longe! Quase que pelos suspiros dos céus.
Puseste-me aos altos ares!… um largo imenso e astral!
… Vibrante!… Trepidante! - lábios meus com os teus.

Òh! Montanhas de Guatemala!…
-
Que pelos vulcões d’Atitlán quero rugir meus sonhos,
e por todo o lago o meu sussurro chegar!
E quero, minh’amada, avistar teus olhos risonhos
e pelas rochas de Pavones, te namorar.
… Adeus! Adeus! aos meus passados tristonhos.

Òh! Cintilantes luzes cadentes!…
-
Os suores s’excitam!… a se beijarem entre peles desnudas,
como as águas que namoram as pedras de Costa Rica…
Eu fui louvar os teus beijos em noites longas e profundas!
E quand’estrelas apagam no’spaço, é alvorada p’ra vida.
… È o levante?!… parece mar, mas é uma pele com ternuras.

Òh! Àguas d’oceano infinito!… és tua mulher!
-
Já vivemos os prazeres e os gozos de uma inteira noite!
Assim como deliramos n’uma imensa eclipse da lua…
Sinto os suspiros d’estas lembranças n’uma só estrofe,
E inda lembro a sombra tua a passar… delicada e nua.
… Gritemos Avante!… aos amores vividos antes da morte.

Òh!… As luzes vieram p’ra ‘luminar tuas pupilas!…
-
As vezes castanhos, as vezes verdes… outras azuis.
Teus olhos são como galáxias cuspindo cores p’ra o universo!
E são em noites de Cogumelos, como em Santa Cruz,
Que o verde cintila pelas beiradas de meu mundo inverso…
… Quand’os Azuis, Castanhos… viram orquestra de luz

Òh!… Às flores, florestas… Òh!… aos oceanos, mares!…
-
Brilhastes as manhãs com os sorrisos luzentes de tua boca,
Criastes os arrebóis exuberantes das tardes minhas!…
E dançastes os meus desejos… quando beijaste-me sem roupa.
Mas lembro-me as noites que te vestes como as rainhas…
... Desfilante! Assim como a borboleta que dança livre e solta!

Òh!… Às auroras universais!… Òh!… Às alvoradas boreais!
-
Suspiramos os prazeres do empíreo!… vivemos um amor sim.
Sou inspirado pelos monumentos fantásticos e celestiais!…
Tu és a colibri musa, que s’apaixona pelas terras d’onde vim,
e caio em teu leito como as águas em cachoeiras colossais…
… Despistes o teu corpo como a nudez d’um mar sem fim.
178
3
Mairon

Mairon

Andante

Sigo andando pelas ruas
Contando os dias pelas luas
Sem conseguir esquecer

Só, com lenço e documento
Empurrado pelo vento
Para qualquer direção

Vou mirando as estrelas
Atravessando por vielas
Parando só pra beber

Ando sempre a passo lento
Sou o senhor do meu tempo
Mas a liberdade é ilusão

Se o caminho se faz mesmo ao caminhar
Quero ver ao fim em que isso vai dar
Se ao chegar grades mais fortes prenderão-me
Ou se como um rio,
Por leito torto, chego ao mar

Se o caminho se faz mesmo ao caminhar
Quero ver ao fim em que isso dará
Se as espirais do inferno descerei
Ou se, finalmente, Beatriz ali estará
384
3
Mairon

Mairon

Dia dos Pais

É um dia de memórias
Poucas
Que vazio
Inexplicável
Como sob sol sentir frio

Saudade tolerável
Importante é viver
Pelas luzes da cidade
Pelos vagalumes dos campos
Tenho ainda pouca idade

Eu queria mesmo é chorar
Cair em pranto
Lavar a alma
Mas a fonte secou
E a dor é seca, no peito

São memórias poucas
E ruins
Ferragens, curva, chuva
Você roxo, com faixa e caixão
São flores e flores, coroas
Foste rei
E fazes falta
Demais
383
3
1
Vilma Oliveira

Vilma Oliveira

AMOR DO MEU AMOR!

Eu hei de suspirar os teus desejos
Em cântaros perfumosos nos rosais
Eu hei de aventurar milhões de beijos
Em sopros de favônios nos pombais!

Eu hei de amainar os teus anseios
Em luas prateadas frente ao mar
Eu hei de evocar prantos alheios
Em campos de alvos véus a florear!

Fizemos do amor ondas de espuma,
A flutuar em nós uma após uma...
A ilusão dispersa dos outeiros;

Ah! Se eu tivesse asas a ruflar os céus...
Um pássaro a sonhar os sonhos meus,
e beijar todas as flores do canteiro!

457
3
paola_

paola_

enguiçada

Li por aí pra não perdermos o interesse pela vida mas sim dar um significado pra ela.
Comecei a pensar: como significar algo que foi esvaziado?

Uma pintora consegue significar sua vida por meio da tinta, cada pincelada pode ser ensaiada ou improvisada, texturas, cores, profundidade, movimento…

Estou inerte como nunca
Ando uns passos pra frente
Mas retrocedo uma caminhada 
Pensei: é melhor ficar parada!

Olho ao meu redor 
Pessoas avançando
Buscando
Exercitando 
E eu aqui, vegetando

Minha mente tem algo de muito errado
Não é apenas um ato falho
Antes fosse um mero embaraço
Buscando algum estardalhaço
804
3