Lista de Poemas
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Iago R Carvalho
O truvão cabe no meus trem
Fico imaginando a dor do gramático ao ouvir meus trem
Meus truvão, minhas coisa e meus toró
Dói nos ouvidos maternos as gírias do filho
Que tudo tá ok pra gente
Dói no ouvido do paulista e do carioca
Quando o nordestino fala das terra e dos cabra do sertão
-Fala certo, mineiro!- Grita-me o gramático
-Fala certo, filho!- Berra a mãe ao jovem
-Fala certo, nordestino!- Berram paulistas e cariocas
Fico no meu canto, aceito gíria, nordeste e mineiro
porque os meu truvão cabe no meus trem
Meus truvão, minhas coisa e meus toró
Dói nos ouvidos maternos as gírias do filho
Que tudo tá ok pra gente
Dói no ouvido do paulista e do carioca
Quando o nordestino fala das terra e dos cabra do sertão
-Fala certo, mineiro!- Grita-me o gramático
-Fala certo, filho!- Berra a mãe ao jovem
-Fala certo, nordestino!- Berram paulistas e cariocas
Fico no meu canto, aceito gíria, nordeste e mineiro
porque os meu truvão cabe no meus trem
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3
rianribeiro
Porque te amo
Porque te amo, faltam-me palavras
para dizer-te quanto, amor.
Amo-te como jardim em flor,
Cheio de pudores e graças.
Minha doce lira, lírio do val,
Preciosa ninfa aquática;
Rainha poderosíssima das águas,
Meu amor por ti é carnaval.
Em brincadeiras, alegria e folguedos,
Vou as ruas declarando-te amor,
Encho meu peito de bonanças;
Amo-te inteiramente, sem medos.
Amo-te, passarinho, sem dor,
Com amor sincero e esperança.
para dizer-te quanto, amor.
Amo-te como jardim em flor,
Cheio de pudores e graças.
Minha doce lira, lírio do val,
Preciosa ninfa aquática;
Rainha poderosíssima das águas,
Meu amor por ti é carnaval.
Em brincadeiras, alegria e folguedos,
Vou as ruas declarando-te amor,
Encho meu peito de bonanças;
Amo-te inteiramente, sem medos.
Amo-te, passarinho, sem dor,
Com amor sincero e esperança.
270
3
fiorileonardo
Decadência
Um prego enferrujado
em um pedaço de madeira lascada
já teve seu valor.
O tempo se encarregou
de trazer ferrugem e fungos.
A decadência vem para todos,
e temos o hábito de antecipá-la .
O tempo sempre se encarrega de nos trazer a sentença,
continuo desafiando o tempo...
viro meu copo antes que a cerveja esquente.
O álcool preserva minha sobriedade
em um mundo decadente,
mas não evita ferrugem e fungos.
Ela virá como uma brisa pós chuva de verão em uma tarde de quinta feira
e permanecerá até o domingo.
Continuará na segunda feira,
e assim por diante,
e esse mesmo copo continuará sendo erguido de forma inexorável,
enquanto observo desespero e perdição,
o tempo fazendo seu trabalho.
Fiori,Leonardo.
em um pedaço de madeira lascada
já teve seu valor.
O tempo se encarregou
de trazer ferrugem e fungos.
A decadência vem para todos,
e temos o hábito de antecipá-la .
O tempo sempre se encarrega de nos trazer a sentença,
continuo desafiando o tempo...
viro meu copo antes que a cerveja esquente.
O álcool preserva minha sobriedade
em um mundo decadente,
mas não evita ferrugem e fungos.
Ela virá como uma brisa pós chuva de verão em uma tarde de quinta feira
e permanecerá até o domingo.
Continuará na segunda feira,
e assim por diante,
e esse mesmo copo continuará sendo erguido de forma inexorável,
enquanto observo desespero e perdição,
o tempo fazendo seu trabalho.
Fiori,Leonardo.
604
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Reirazinho
Mórbida Reflexão
Mais um anoitecer pensando em outrora, nostalgia que deveria me pungir, só me deixa desvairado com uma utópica felicidade. Algo falta para compensar o meu vazio. Aniquilo a mim mesmo com meus devaneios[...]. O perecimento me trará paz.
O desejo de eliminar-se desse mundo funesto, como um solitário no alto de um edifício, um problema qualquer no sistema de controle, emerge e cresce. Refletindo aqui não chegarei a lugar nenhum? Seria eu sadomasoquista mental? Por que tantas questões? Seria eu um alheio ao rebanho ou um inconsequente se preocupando com coisas banais?
''A vida a doce ilusão; a realidade a solidão; o abismo o medo; as correntes o eterno pesadelo''.
Clamo por felicidade nesse universo errôneo. Queria sentir o sabor da famosa felicidade; o paladar da existência. Enquanto isso não acontece, sentirei a dor na pele a doença chamada vida corroer-me por dentro. Agonia infernal inerente, talvez contingente. Para retribuí-la, sinto o sangue mortuário exaurir de minhas veias.
Minha alma aqui jaz...
O desejo de eliminar-se desse mundo funesto, como um solitário no alto de um edifício, um problema qualquer no sistema de controle, emerge e cresce. Refletindo aqui não chegarei a lugar nenhum? Seria eu sadomasoquista mental? Por que tantas questões? Seria eu um alheio ao rebanho ou um inconsequente se preocupando com coisas banais?
''A vida a doce ilusão; a realidade a solidão; o abismo o medo; as correntes o eterno pesadelo''.
Clamo por felicidade nesse universo errôneo. Queria sentir o sabor da famosa felicidade; o paladar da existência. Enquanto isso não acontece, sentirei a dor na pele a doença chamada vida corroer-me por dentro. Agonia infernal inerente, talvez contingente. Para retribuí-la, sinto o sangue mortuário exaurir de minhas veias.
Minha alma aqui jaz...
379
3
A poesia de JRUnder
Choram os céus.
Céu cinzento, chuva fina, tarde fria ...
Uma nostálgica névoa, turva minha visão.
Molham os olhos as mágoas,
Que inundam o meu coração.
Apenas restou a tristeza, herança da despedida...
Apenas se viu um aceno. Nas mãos, o sinal da partida.
Restou somente o vazio, na alma de quem ficou.
Assim como as marcas do tempo, que a saudade gravou.
Na velha estação suburbana, sumiram da vista os vagões,
Assim como no peito, findaram as ilusões.
Talvez chorassem os céus, testemunhando a dor,
De quem morria por dentro, vendo partir seu amor.
Os sonhos que foram desfeitos, jamais sairão da memória.
Os dias de felicidade, escreverão nossa história.
Na parede fica uma imagem, retrato de uma paixão...
Que um dia me disse adeus... Deixando-me na solidão.
5 127
3
rianribeiro
Antes de conhecer o amor
Antes de conhecer o amor, andava as ruas a sua procura.
Minha alma ia ao mundo e caminhava sem voz entre outras almas.
A mim, foram revelados os seus olhos. Só conhecia a noite.
Antes disso, eu nao havia nascido. Jurei imediatamente ser devoto deles.
Minha alma ia ao mundo e caminhava sem voz entre outras almas.
A mim, foram revelados os seus olhos. Só conhecia a noite.
Antes disso, eu nao havia nascido. Jurei imediatamente ser devoto deles.
262
3
1
rianribeiro
Pares
Ela disse: os melhores beijos são os de tua boca; tua língua um pássaro livre que transcreve prazeres.
251
3
1
paola_
inflamação
Quando estamos na bolha
Só vemos aquele espaço
Não há pontes
Nem fontes
Parece impenetrável
Mas na verdade é permeável
De dentro não temos visões
Quem dirá soluções
Por conta de sua leveza
Somos levados sem nenhuma sutileza
E assim, nossa energia se esvai
Se retrai
Mas a bolha não se desfaz
Sem atentar
Continuamos matutando
Boicotando
Qualquer ideia
E assim alardeia
A mesma reação em cadeia
Só vemos aquele espaço
Não há pontes
Nem fontes
Parece impenetrável
Mas na verdade é permeável
De dentro não temos visões
Quem dirá soluções
Por conta de sua leveza
Somos levados sem nenhuma sutileza
E assim, nossa energia se esvai
Se retrai
Mas a bolha não se desfaz
Sem atentar
Continuamos matutando
Boicotando
Qualquer ideia
E assim alardeia
A mesma reação em cadeia
791
3
paola_
fisgar
desaprendi como alucinar
aquela falta de ar
que prejudicava meu pensar
aquele riso sem sentido
e a preocupação em não parecer ridículo
ficar horas imaginando cenários
enquanto emendava atalhos
tudo ao redor cintilava
mesmo quando o sol não raiava
aquela falta de ar
que prejudicava meu pensar
aquele riso sem sentido
e a preocupação em não parecer ridículo
ficar horas imaginando cenários
enquanto emendava atalhos
tudo ao redor cintilava
mesmo quando o sol não raiava
796
3
Lagaz
Hai kai
Pudera ser eu
Outrora não fosse
Continuo ser
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3
Lagaz
Hoje em dia
Hoje em dia
não há mais poesia.
A palavra é a mesma
velha rima,
sobre a mesa;
É conforto;
É encanto;
Desacato nunca mais.
Hoje a poesia,
é sempre mais do mesmo;
É miséria em tratamento;
A mãe que chora sem pesar;
É uma garrafa vazia;
Vela sem altar.
não há mais poesia.
A palavra é a mesma
velha rima,
sobre a mesa;
É conforto;
É encanto;
Desacato nunca mais.
Hoje a poesia,
é sempre mais do mesmo;
É miséria em tratamento;
A mãe que chora sem pesar;
É uma garrafa vazia;
Vela sem altar.
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3
Matheus Dantas
RESSALVAS AO EXÍCIO
Prefiro obter o meu fenecimento, semelhante a este dia displicente:
ao qual apresentou-me um clima irresoluto, infeliz e pungente,
na representação de um adormecer sutil, com este repouso brevemente neutro,
tomando o meu ser sem optar por vida neste período fúnebre.
Quero ter o conhecimento de vozes que temem esta partida,
rezando uma prece de salvação, para uma alma tão confusa
elevando o espírito em meio ao choro que enaltece a recáida súbita,
e o físico devoto a infelicidade, que possa expressar com delírios, a execução do óbito.
Anseio o luto, assim como o sossego das pétalas que caem de uma rosa negra,
ou na tranquilidade dos pássaros que decoram lindamente o céu,
mas tenho o ensejo de compreender, o que este dia tem me reservado em meio a outros planos,
— possivelmente o descanso eterno numa bonança infinda.
E mesmo tendo estes pensamentos ainda preciso sentir a áurea da vida,
já que ela se torna doce e amarga assemelhando-se ao fim:
onde há de trazer a perseverança perdida, numa vivência que deverá ser emergida,
sendo o segredo disto designado a nossa existência, enquanto a morte não se aproxima.
São Paulo - SP
17/04/2020.
ao qual apresentou-me um clima irresoluto, infeliz e pungente,
na representação de um adormecer sutil, com este repouso brevemente neutro,
tomando o meu ser sem optar por vida neste período fúnebre.
Quero ter o conhecimento de vozes que temem esta partida,
rezando uma prece de salvação, para uma alma tão confusa
elevando o espírito em meio ao choro que enaltece a recáida súbita,
e o físico devoto a infelicidade, que possa expressar com delírios, a execução do óbito.
Anseio o luto, assim como o sossego das pétalas que caem de uma rosa negra,
ou na tranquilidade dos pássaros que decoram lindamente o céu,
mas tenho o ensejo de compreender, o que este dia tem me reservado em meio a outros planos,
— possivelmente o descanso eterno numa bonança infinda.
E mesmo tendo estes pensamentos ainda preciso sentir a áurea da vida,
já que ela se torna doce e amarga assemelhando-se ao fim:
onde há de trazer a perseverança perdida, numa vivência que deverá ser emergida,
sendo o segredo disto designado a nossa existência, enquanto a morte não se aproxima.
São Paulo - SP
17/04/2020.
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3
simone_moura3
Monstro mitológico
O amor é como uma Hidra
Quando o cortamos
Brota novamente
Com mais força
Causa um reboliço
Que tira a paz
E só conseguimos
Pensar no ser amado...
E as forças movem
O universo
No qual o caos
Ora instalado
Torna-se o recomeço
Mais forte
Mais intenso
Vencendo até
Mesmo nosso
Próprio medo
Esse medo perverso
De perder
Ou de receber desprezo...
Simone Moura.
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Brenda Aleixo
Meus destroços
Eu fugi
Não tinha mais forças para prosseguir
Não espero que ninguém entenda
Porque decidir ir
Eu fiz o que era melhor pra mim
E não me arrependi
Eu estava destruída
Diria até que sem vida
Ainda doi lembrar
Ainda doi lembrar
De como conseguir te assustar
Lembro da sua preocupação
Eu te devo perdão
Nunca foi minha intenção
Nunca foi minha intenção
Eu só estava perdida
Não via nenhuma saida
Eu procurei uma solução
Mas nada adiantava
Eu estava quebrada
E se eu ficasse não me perdoaria
Por tirar sua alegria
Eu precisava melhorar
E decidi fazer isso isso sozinha
Agora estou tranquila
Mas sei que a qualquer momento
Tudo vai voltar
Eu sou uma bomba relógio
E não queria
Ninguém perto dos destroços
É doloroso de mais
Para alguém ter que lidar
Eu só queria me desculpar
Antes de tudo acabar
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3
rianribeiro
Sou teu escravo por querer...
Sou teu escravo por querer, tua propriedade, teu prisioneiro;
tua mão de obra cativa, amante dos teus olhos.
Não careço de salário, teus olhos são minha recompensa;
Quando quiseres me dar algo olha-me e darás à minha vida mais alegria.
E se quiseres me punir, nega-me os teus olhos, e eu serei brutalmente açoitado. Porque os teus olhos é o destino a que estou fadado, meu rumo, minha fatalidade, meu emprego, minha fortuna.
tua mão de obra cativa, amante dos teus olhos.
Não careço de salário, teus olhos são minha recompensa;
Quando quiseres me dar algo olha-me e darás à minha vida mais alegria.
E se quiseres me punir, nega-me os teus olhos, e eu serei brutalmente açoitado. Porque os teus olhos é o destino a que estou fadado, meu rumo, minha fatalidade, meu emprego, minha fortuna.
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Lagaz
Crónica de uma vida perdida.
..escrevi os rascunhos de alguns versos de um poema e não lembro mais onde deixei.
Assim muito de improviso sem inspiração,mas necessário...sei lá...
talvez fossem tão ruins que devessem ficar esquecidos.
A tarde voltei ao trabalho,com um embrulho no estômago... inquietação... falta da nicotina com certeza...
perder um poema e deixar de fumar .... num único dia.... Vou enlouquecer...
Assim muito de improviso sem inspiração,mas necessário...sei lá...
talvez fossem tão ruins que devessem ficar esquecidos.
A tarde voltei ao trabalho,com um embrulho no estômago... inquietação... falta da nicotina com certeza...
perder um poema e deixar de fumar .... num único dia.... Vou enlouquecer...
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rianribeiro
Como eu te amo, querida?
Como eu te amo, querida?
Faltam palavras para dizer-te quanto;
Toma-me o amor em encantos.
Amo-te como se ama a vida.
Amo-te tanto querida, amo-te assim,
em silêncio, com graça e carinho,
Sem medo de ser sozinho,
Amo-te sem ter fim.
É por isso que minha voz te chama,
nascendo nas espumas,
Em rugidos amorosos como um puma.
É por isso que minha voz te chama, querendo em ti beber os aromas das flores: te chama para morrer de amores.
Faltam palavras para dizer-te quanto;
Toma-me o amor em encantos.
Amo-te como se ama a vida.
Amo-te tanto querida, amo-te assim,
em silêncio, com graça e carinho,
Sem medo de ser sozinho,
Amo-te sem ter fim.
É por isso que minha voz te chama,
nascendo nas espumas,
Em rugidos amorosos como um puma.
É por isso que minha voz te chama, querendo em ti beber os aromas das flores: te chama para morrer de amores.
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adrianoperalta
A convivência com os MENTIROSOS
“Embora pareça bobagem, as conversas do primo Joel, carecem de peneiragem. Muitos fatos ele aumenta e da verdade se afugenta. Pra entender, é preciso de prática e adoção de uma tática. É questão de CALIBRAGEM, com trinta por cento de defasagem, a gente fecha a contagem. Quando ele fala de dez, numa pesca de traíra, a gente já entende sete, descartando os três da mentira. Pior é sua irmã do meio, que precisa de mais calibre, na taxa do manuseio; dela só se aproveita a metade, e o resto vai pro escanteio. No convívio com o sujeito, vai se pegando o jeito, identificando o trejeito e descartando o rejeito.”
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izasmin
Notas
Bloco de anotações, estúpidas emoções,
Ainda me lembro de típicas feições,
Mas não é algo a ser restaurado,
Simples abalo no reinado.
Folhas soltas que reúnem significado,
Memórias que se desgastam,
Nomes jamais revelados.
Ainda me lembro de típicas feições,
Mas não é algo a ser restaurado,
Simples abalo no reinado.
Folhas soltas que reúnem significado,
Memórias que se desgastam,
Nomes jamais revelados.
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Lucas de Medeiros Hipolito
À Kine
Òh! Astros boreais! - D’onde vem esta mulher?
-
Saltei por sob os montes da América… Oh, Deus…
E fomos n’um voo dantesco - Costas d’América Central.
Voamos longe! Quase que pelos suspiros dos céus.
Puseste-me aos altos ares!… um largo imenso e astral!
… Vibrante!… Trepidante! - lábios meus com os teus.
Òh! Montanhas de Guatemala!…
-
Que pelos vulcões d’Atitlán quero rugir meus sonhos,
e por todo o lago o meu sussurro chegar!
E quero, minh’amada, avistar teus olhos risonhos
e pelas rochas de Pavones, te namorar.
… Adeus! Adeus! aos meus passados tristonhos.
Òh! Cintilantes luzes cadentes!…
-
Os suores s’excitam!… a se beijarem entre peles desnudas,
como as águas que namoram as pedras de Costa Rica…
Eu fui louvar os teus beijos em noites longas e profundas!
E quand’estrelas apagam no’spaço, é alvorada p’ra vida.
… È o levante?!… parece mar, mas é uma pele com ternuras.
Òh! Àguas d’oceano infinito!… és tua mulher!
-
Já vivemos os prazeres e os gozos de uma inteira noite!
Assim como deliramos n’uma imensa eclipse da lua…
Sinto os suspiros d’estas lembranças n’uma só estrofe,
E inda lembro a sombra tua a passar… delicada e nua.
… Gritemos Avante!… aos amores vividos antes da morte.
Òh!… As luzes vieram p’ra ‘luminar tuas pupilas!…
-
As vezes castanhos, as vezes verdes… outras azuis.
Teus olhos são como galáxias cuspindo cores p’ra o universo!
E são em noites de Cogumelos, como em Santa Cruz,
Que o verde cintila pelas beiradas de meu mundo inverso…
… Quand’os Azuis, Castanhos… viram orquestra de luz
Òh!… Às flores, florestas… Òh!… aos oceanos, mares!…
-
Brilhastes as manhãs com os sorrisos luzentes de tua boca,
Criastes os arrebóis exuberantes das tardes minhas!…
E dançastes os meus desejos… quando beijaste-me sem roupa.
Mas lembro-me as noites que te vestes como as rainhas…
... Desfilante! Assim como a borboleta que dança livre e solta!
Òh!… Às auroras universais!… Òh!… Às alvoradas boreais!
-
Suspiramos os prazeres do empíreo!… vivemos um amor sim.
Sou inspirado pelos monumentos fantásticos e celestiais!…
Tu és a colibri musa, que s’apaixona pelas terras d’onde vim,
e caio em teu leito como as águas em cachoeiras colossais…
… Despistes o teu corpo como a nudez d’um mar sem fim.
-
Saltei por sob os montes da América… Oh, Deus…
E fomos n’um voo dantesco - Costas d’América Central.
Voamos longe! Quase que pelos suspiros dos céus.
Puseste-me aos altos ares!… um largo imenso e astral!
… Vibrante!… Trepidante! - lábios meus com os teus.
Òh! Montanhas de Guatemala!…
-
Que pelos vulcões d’Atitlán quero rugir meus sonhos,
e por todo o lago o meu sussurro chegar!
E quero, minh’amada, avistar teus olhos risonhos
e pelas rochas de Pavones, te namorar.
… Adeus! Adeus! aos meus passados tristonhos.
Òh! Cintilantes luzes cadentes!…
-
Os suores s’excitam!… a se beijarem entre peles desnudas,
como as águas que namoram as pedras de Costa Rica…
Eu fui louvar os teus beijos em noites longas e profundas!
E quand’estrelas apagam no’spaço, é alvorada p’ra vida.
… È o levante?!… parece mar, mas é uma pele com ternuras.
Òh! Àguas d’oceano infinito!… és tua mulher!
-
Já vivemos os prazeres e os gozos de uma inteira noite!
Assim como deliramos n’uma imensa eclipse da lua…
Sinto os suspiros d’estas lembranças n’uma só estrofe,
E inda lembro a sombra tua a passar… delicada e nua.
… Gritemos Avante!… aos amores vividos antes da morte.
Òh!… As luzes vieram p’ra ‘luminar tuas pupilas!…
-
As vezes castanhos, as vezes verdes… outras azuis.
Teus olhos são como galáxias cuspindo cores p’ra o universo!
E são em noites de Cogumelos, como em Santa Cruz,
Que o verde cintila pelas beiradas de meu mundo inverso…
… Quand’os Azuis, Castanhos… viram orquestra de luz
Òh!… Às flores, florestas… Òh!… aos oceanos, mares!…
-
Brilhastes as manhãs com os sorrisos luzentes de tua boca,
Criastes os arrebóis exuberantes das tardes minhas!…
E dançastes os meus desejos… quando beijaste-me sem roupa.
Mas lembro-me as noites que te vestes como as rainhas…
... Desfilante! Assim como a borboleta que dança livre e solta!
Òh!… Às auroras universais!… Òh!… Às alvoradas boreais!
-
Suspiramos os prazeres do empíreo!… vivemos um amor sim.
Sou inspirado pelos monumentos fantásticos e celestiais!…
Tu és a colibri musa, que s’apaixona pelas terras d’onde vim,
e caio em teu leito como as águas em cachoeiras colossais…
… Despistes o teu corpo como a nudez d’um mar sem fim.
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Mairon
Andante
Sigo andando pelas ruas
Contando os dias pelas luas
Sem conseguir esquecer
Só, com lenço e documento
Empurrado pelo vento
Para qualquer direção
Vou mirando as estrelas
Atravessando por vielas
Parando só pra beber
Ando sempre a passo lento
Sou o senhor do meu tempo
Mas a liberdade é ilusão
Se o caminho se faz mesmo ao caminhar
Quero ver ao fim em que isso vai dar
Se ao chegar grades mais fortes prenderão-me
Ou se como um rio,
Por leito torto, chego ao mar
Se o caminho se faz mesmo ao caminhar
Quero ver ao fim em que isso dará
Se as espirais do inferno descerei
Ou se, finalmente, Beatriz ali estará
Contando os dias pelas luas
Sem conseguir esquecer
Só, com lenço e documento
Empurrado pelo vento
Para qualquer direção
Vou mirando as estrelas
Atravessando por vielas
Parando só pra beber
Ando sempre a passo lento
Sou o senhor do meu tempo
Mas a liberdade é ilusão
Se o caminho se faz mesmo ao caminhar
Quero ver ao fim em que isso vai dar
Se ao chegar grades mais fortes prenderão-me
Ou se como um rio,
Por leito torto, chego ao mar
Se o caminho se faz mesmo ao caminhar
Quero ver ao fim em que isso dará
Se as espirais do inferno descerei
Ou se, finalmente, Beatriz ali estará
384
3
Mairon
Dia dos Pais
É um dia de memórias
Poucas
Que vazio
Inexplicável
Como sob sol sentir frio
Saudade tolerável
Importante é viver
Pelas luzes da cidade
Pelos vagalumes dos campos
Tenho ainda pouca idade
Eu queria mesmo é chorar
Cair em pranto
Lavar a alma
Mas a fonte secou
E a dor é seca, no peito
São memórias poucas
E ruins
Ferragens, curva, chuva
Você roxo, com faixa e caixão
São flores e flores, coroas
Foste rei
E fazes falta
Demais
Poucas
Que vazio
Inexplicável
Como sob sol sentir frio
Saudade tolerável
Importante é viver
Pelas luzes da cidade
Pelos vagalumes dos campos
Tenho ainda pouca idade
Eu queria mesmo é chorar
Cair em pranto
Lavar a alma
Mas a fonte secou
E a dor é seca, no peito
São memórias poucas
E ruins
Ferragens, curva, chuva
Você roxo, com faixa e caixão
São flores e flores, coroas
Foste rei
E fazes falta
Demais
383
3
1
Vilma Oliveira
AMOR DO MEU AMOR!
Eu hei de suspirar os teus desejos
Em cântaros perfumosos nos rosais
Eu hei de aventurar milhões de beijos
Em sopros de favônios nos pombais!
Eu hei de amainar os teus anseios
Em luas prateadas frente ao mar
Eu hei de evocar prantos alheios
Em campos de alvos véus a florear!
Fizemos do amor ondas de espuma,
A flutuar em nós uma após uma...
A ilusão dispersa dos outeiros;
Ah! Se eu tivesse asas a ruflar os céus...
Um pássaro a sonhar os sonhos meus,
e beijar todas as flores do canteiro!
Em cântaros perfumosos nos rosais
Eu hei de aventurar milhões de beijos
Em sopros de favônios nos pombais!
Eu hei de amainar os teus anseios
Em luas prateadas frente ao mar
Eu hei de evocar prantos alheios
Em campos de alvos véus a florear!
Fizemos do amor ondas de espuma,
A flutuar em nós uma após uma...
A ilusão dispersa dos outeiros;
Ah! Se eu tivesse asas a ruflar os céus...
Um pássaro a sonhar os sonhos meus,
e beijar todas as flores do canteiro!
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paola_
enguiçada
Li por aí pra não perdermos o interesse pela vida mas sim dar um significado pra ela.
Comecei a pensar: como significar algo que foi esvaziado?
Uma pintora consegue significar sua vida por meio da tinta, cada pincelada pode ser ensaiada ou improvisada, texturas, cores, profundidade, movimento…
Estou inerte como nunca
Ando uns passos pra frente
Mas retrocedo uma caminhada
Pensei: é melhor ficar parada!
Olho ao meu redor
Pessoas avançando
Buscando
Exercitando
E eu aqui, vegetando
Minha mente tem algo de muito errado
Não é apenas um ato falho
Antes fosse um mero embaraço
Buscando algum estardalhaço
Comecei a pensar: como significar algo que foi esvaziado?
Uma pintora consegue significar sua vida por meio da tinta, cada pincelada pode ser ensaiada ou improvisada, texturas, cores, profundidade, movimento…
Estou inerte como nunca
Ando uns passos pra frente
Mas retrocedo uma caminhada
Pensei: é melhor ficar parada!
Olho ao meu redor
Pessoas avançando
Buscando
Exercitando
E eu aqui, vegetando
Minha mente tem algo de muito errado
Não é apenas um ato falho
Antes fosse um mero embaraço
Buscando algum estardalhaço
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3
Português
English
Español