Lista de Poemas
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CORASSIS
O tempo

Qual tempo promove entendimento?
Qual melhor tempo para se viver ?
Doravante
Sejamos
De uma ultilidade anonimata
Pequenos e de grande serventia
Sejamos simples
Lavemos aos poucos
Nossas vestes angustiantes
E façamos aos poucos
A purificação de nossas desordens.
e perfeitos continuemos nossa jornada.
Clareanna V. Santana
Questão
inconsequente,
não há poema
que sustente
minha questão
mais recorrente:
Há quanto tempo,
impaciente,
tive os pés frios
e a buceta quente?
Clareanna V. Santana
@Clareamente
Fayola Caucaia
CHAMA
Tenha chama
Se joga
Na cama
Declama pra mim
Me chama
Derrama em mim
A chama da vida
Do amor
Do prazer
Me incendeia
Na sua chama
Derrama em mim
Na sua cama
Quero seu calor
Em mim
Em chama
Derrama em mim
Sua chama
Matheus Dantas
EXPOSIÇÕES À HADES - PARTE I
E eu, adequo-me ao monstro que arderá nas chamas dos renegados do suplício.
O remorso nessa parte não é algo de extrema importância para mim,
Já que fui amaldiçoado até o dia do meu óbito
Levando uma marca infame
Tendo a ciência que a minha vida poderá acabar a qualquer instante.
Logicamente que o maligno alimenta-se da potestade frívola,
No qual as escolhas que obtemos um dia nesta terra
Irá se refletir na colheita dessa semeadura.
Unindo-se com um foco,
De ter a paz ao nosso lado em dias de clausura.
Sendo algo sem utilidade
Pois poderemos conseguir a concórdia
E nos esquivar da tormenta de diversas maneiras,
Mas infelizmente, não haverá escapatória.
Em breve, os portões se fecharão
E o ressurgimento do tormento se despertará.
O propósito das preces eventualmente irão se cessar,
Com a face deslocada ao fel
Por vergonha das desilusões.
Enquanto isso não acontece,
As guerras raivosas, as crises em ecossistemas e a depressão
Se tornarão o foco no mundo.
Não me desculpo por escrever isso,
Uma vez que é necessário
Pois essas são as regras do jogo.
Este mundo por si só encontra-se num âmbito cômico,
Num coliseu moderno, onde o lema é: ''Ninguém pode nos salvar''
Acompanhado do cunho que permanece na melodia que soa aos ouvidos
Tangendo a sonoridade do caos.
Rotulada na calmaria farsante
A fim de esconder essa mensagem oculta
Sendo nojento,
E odiar isso é a plena sensação do fascínio.
Enfatizando do mesmo modo esta falsificação da tristeza
Que me gera vergonha,
O testemunho da culminação desta tragédia.
Porém há brevidade no desparecimento da nossa gênese
Haja vista que as nações que rodeiam a terra
Estão falidas em essência,
Controlada justamente por essa revolta enraizada.
E as notícias correm o mundo,
Contando mais uma falácia.
E no final disso
Apenas veremos os rostos concordando com essa visão distorcida
E o fascismo que tanto expressam,
Estará a espreita devido a falta de consciência.
RELATOS PSICOGRÁFICOS
São Paulo - SP
08/08/2020.
Kanienga L. Samuel - José
O século paradoxo
Eu sou de um século em que se pedem direitos iguais e, ao mesmo tempo, cavalheirismo e prioridade;
Onde o amor é substituído pela ambição e o bem pela vaidade;
Onde se confundem as coisas importantes com as urgentes;
E as pessoas que se queixam de assédio são as mesmas que se dedicam a ser atraentes.
Este século é um paradoxo!
Um século com tantos meios de comunicação e tanta gente e, ainda assim, com tanta solidão;
Com tantas estradas e meios de locomoção e, ainda assim, com pouquíssimas visitas e tanta solidão;
Com tantas informações e, ainda assim, com tanta ignorância;
Com tanta riqueza e tecnologia e, ainda assim, com pobreza em abundância.
Este século é um paradoxo!
Onde todos querem a paz mundial, mas cada um busca apenas o seu próprio bem;
Onde todos querem e amam o bem, só não mais do que desejam ser alguém;
Onde quem pouco tem, tem pouca importância;
E esperam colher a paz semeando armas e intolerância.
Este século é um paradoxo!
África, Angola - Luanda, 2020.
meesperanoportao
Inteira
Porque o mundo foi feito para corroer
Preserva-te completa
Porque a rotina vai insistir em te esmagar
Preserva-te louca
Porque os que se denominam sábios dirão sandices
Preserva-te em ti
Porque estarás segura cuidando de si.
Jéssica Bastos
helderduarte
POR CÁ
como sempre sai lindo, santo, puro e perfeito,
o meu ser, nesse acto tem para isso efeito,
Pois nisso, vim eu para cantar por cá.
Cantai comigo povo, este cântico, qu'eu sinto.
Então sentireis, alma vossa voando, vivendo,
e aos outros, vida esta sempre estendendo.
Sim! A isso eu no tempo, muito insisto.
E faço isto até que em vós haja, a música,
que a alma nossa, muito e sempre, educa,
e juntos demos as nossas unidas mãos.
Até que entre os homens, para sempre,
se cante este, sem que haja mau vento,
E os homens, sejam, de facto irmãos!
Brenda Aleixo
SONHO ILUSÓRIO
gabicarnavale
MATERNIDADE
Como pode uma mulher não ser mãe, se até a lua dá luz às estrelas?
***
Me encheram de bonecas
Instigando a ser mãe
Dei luz às alegrias e tristezas
Cresceram bem
Hoje são sabedoria e mais nada
***
Meus ouvidos não cederam aos preconceitos
E meu ventre ignorou as velhas crenças
***
Mulher já nasce com um bocado de obrigações e deveres
Logo nós, que temos um pássaro cantando liberdade no peito.
filho4
QUEM DISSE...
Que a alma não chora
A vida esconde um sorriso
A alegria vai embora
No coração o aviso.
Aflição e ansiedade
Vejo a hora desabar
O mundo sem claridade
Onde vamos chegar.
Lutar contra a solidão
Desses dias que se esvazia
Só nos resta a oração.
Na proteção de Jesus
Assim seguimos a vida
Em busca de uma luz.
Santo Estevão - BA – Brasil
Márcio Barbosa
ROSÁLIA
Me atingiu com dois brilhantes
De maneira estonteante
Atordoado me rendi
Esfomeado aprendi
A respeitar o instante
Nem depois, nem antes
É agora e aqui.
Márcio Barbosa
Instagram : @marciobar07
paola_
patologia
Completamente vazia
Acho que meu conteúdo se esgotou
Não vi sentido em retê-lo
Tudo que escrevo está ao vento
Seja bem-vindo
Meu caro embotamento
Matheus Dantas
ELOS DESALINHADOS
E este se torna o meu único ponto pacífico
Quando estou num momento ardil.
Anseio a simplicidade,
Pois os aspectos materiais não me cabem mais
E a cada dia percebo
Que estou morrendo para essa terra,
E nascendo ao âmbito metafísico.
O ar da incompetência que tanto dizem se difere neste plano,
Onde o julgamento, o sofrimento e a dor não persistem
E a solenidade é o principal fator unitário
Com o intuito de que a trégua reine.
O ostracismo é o contexto pregado na mundanidade hodierna,
E contemplo isto num céu tão puro
Em que esse substantivo nem possui subsistência.
Ao qual tem a amplitude essencial para discernir a sua luz,
Diante de toda criatura
Sendo o fator ausente em palavras jogadas ao vento entre os indivíduos.
Complementando-se na atitude paupérrima e destrutiva,
Em meio a movimentos ativos
Contra os costumes habituais
Que mata uns aos outros.
A fim de elevar a assistência ao próximo,
E consagrando posteriormente a hipocrisia
Tornando-se triste ter o entendimento disso,
Mas é o que temos para estes dias.
Somente cuido dos muros que estão caídos nessa guerra,
Da qual nem foice, armas ou quaisquer ferramentas bélicas foram usadas.
E assim, tento reconstruí-las
Com o apoio de outros feridos pelos mesmos estilhaços.
A fim de que as próximas criações possam ver,
Que alguns escombros foram recuperados
Com a intenção de manter a viva,
A esperança em momentos semelhantes a esse.
No qual a tragédia vigora,
Porém sempre é esperada a volta da paz interna
Em períodos de subversão.
São Paulo - SP
03/09/2020.
kennedy Araújo
Os olhos cegos da noite
A tristeza rompida em lágrimas
desvanece-se
na morna luz desse luar...
Na porosidade dos instantes,
o edifício caiado da paixão
ruína-se
em si e para sempre...
Encarei os olhos cegos da noite
e no silêncio abismal desse momento
tornei-me inteiro com minha dor.
A poesia de JRUnder
Sonata
Na gravura do sol que se escondia no horizonte
E prenunciava horas de profunda solidão.
Chegou assim sorrateiro, mansamente...
Tão logo a luz apagou-se por detrás dos morros.
Dia após dia... Semanas ... Meses ... Anos ...
Como se o tempo não contasse,
Como se a história se repetisse, incansavelmente.
Como se os cabelos embranquecessem, sem que se notasse...
A mesma partitura amarelada, repousa sobre o piano,
Como se esperasse a hora de acariciar as lembranças,
Revolver as ilusões empoeiradas, empilhadas na alma.
Quase um ritual, assemelhando-se a um filme antigo,
Daqueles que assistimos milhares de vezes, mas nunca recordamos o final.
Os primeiros acordes soam tingindo o branco silêncio.
São tons róseos, como as saudades que pendem em cachos perfumados
Adornando os galhos da árvore de cada vida.
O coração não mais acelera, apenas acompanha o compasso
E bate nota a nota, pulso a pulso, pauta a pauta...
E na mente, confundem-se anseios, desejos, esperas...
Os dedos deslizam sobre o teclado puído, desgastado.
Já sabem onde devem ir. Sabem como falar da dor,
Sabem como dimensionar distâncias, sabem como lembrar do amor.
Fayola Caucaia
SILÊNCIO
As vezes um sussurro do vento,
um miar do gato ou um uivo do cão
O silencio é interrompido pelo som da chuva,
constante,
estica a ressonância
estoa um saber
o silêncio é tenebroso, mas é acolhedor
As vezes solidão, querendo solitude
cause efeito a atitude
O som da chuva aumenta,
de sussurro a estrondo do vento,
a chuva me adormece
o cobertor me acolhe
aquele friozinho no pé
querendo um aconchego pra esquentar
A chuva aumenta mais, som constantes
as gotas se transformam em cachoeiras
ressoando mais uma vez a limpeza
esclarecedor
A chuva diminuie,
o sono chega,
a cachoeira agora é goteira no meu coração.
vickcofer
O Destino
thalina
a podridão está no auge da vida, e não no ápice da morte
Cheiro ruim, azedo, amargo
carne braca, verde, roxa
textura mole, pegajosa, fria.
Mas estou vivo, me sinto mais vivo
neste estado decadente
onde todos os dias tenho que me provar
para ver se o gosto da minha carne
ainda é de carne viva.
Habib
meu amor vi os lugares mais lindos do mundo
sei que é difícil de acreditar, mas existem
se encontra onde o ser humano não põe a mão
onde a linha humana acaba e da natureza começa
como podemos salvar estes secretos e lindos lugares
basta vê o homem cair, e apodrecer na própria construção
tão patético querer destruir o que chegou primeiro que ele
penso que esta degraça que nos acomete é pura beleza
meu amor, meus pensamentos tem a cor de seu terno
e seu cabelo vivído na minha lembrança
enquanto assisto tudo cair e nascer de novo
para aqueles que realmente merecem estar aqui
a males que vem para o bem
devaneio excessivo
Onde me encontro sempre caminhando
nas estradas escuras de Jan Mayen
com uma lanterna e um livro
busco paz e pessoas
para poder falar do que estou lendo
e o que pesno sobre as estradas escuras de Jan Mayen
acordo, deste devaneio que sempre tenho
de ter a paz e a curiosidade em estar em outro lugar
como as estradas escuras de Jan Mayen
Soneto para Keaton Henson
Cada parte estridente do concerto me toca
e mostra que a carne azeda e esverdeada é a que mais chama atenção
cada som meramente tocado de forma silenciosa e baixa
mostra que a voz mais cautelosa e tímida é a mais bela
seu concerto vale mais do que mil gritos e dores
silêncio desconfortável e mal estar no corpo
algo que todos sentimos e vamos esconder até nós acabarmos com a dor
ou ela acabar com a gente.
querido Keaton
este concerto ficará para sempre em minhas lembranças
e de quem a ouvir
um mergulho sem fim
num mar de memórias e palavras
nunca esquecidas
CORASSIS
Para Augusto dos Anjos

Qual dia a humana carne não sente medo ?
é o pecado original, uma sordida vingança?
sofrendo o homem trevas, a luz não avança!
assiste tão calmo a morte às vezes cedo
Momentos de paz ,ou vida que finaliza!
homem observado no patio como um bicho
um numeral fraco, costela sem capricho
Vive ainda, mas de perto a morte sinaliza?
Quando Deus, homem a sua imagem o ajustará ?
quanto de fé ao homem, a perfeição o santificará?
qual vida fértil e purificada humana se mostrará ,
Quando pois, saberá, o que é não sofrer ?
decerto nenhum homem consegue entender
todos mistérios da vida, antes de morrer
raiane_paiva
pratos
Quase caem ao malabarismo poético,
Com eles vem alguns presentes,
Daqueles que enchem o bucho e enchem a gente,
Mas também tem dos limpos,
Quase anjos, vejo os veios reluzentes amarelos incandescente,
Um prato nunca foi bonito assim,
Mas agora, por ora, é o que tenho,
Prato de gente, prato de garçom,
vejo vários deles assim,
Brancos por si só, cheios de gente.
Claudio Silva
Conflitos
Era feito de magia.
Enquanto uns levam tristezas,
Outros trazem alegria.
À tantos pobres de espírito,
Mais são ricos de dinheiro.
E com pedaços de papéis,
Dominam o mundo inteiro.
Enquanto uns cometem crimes,
Outros pregam paz e amor.
Por um pedaço de terra,
Ouve se um grande clamor.
Em vários pontos da terra,
Ouvem se gritos de dor.
É mãe chorando seu filho,
Que da guerra não voltou.
Mais por meio de tratados,
Não conseguiremos jamais.
Porque a paz e a união de todos,
São só noticias de jornais.
Se fala muito em igualdade,
Separando raça e cor.
Mais somos todos iguais,
Filhos do mesmo criador.
Que criou o céu e a terra,
E tudo o que neles há,
E se acaso ele for negro,
O racista o que fará.
raiane_paiva
entardecer das frutas
izasmin
Versos Vazios
Compartilhando feitos já passados,
Relembrando castigos acumulados.
Mas como seria se não houvesse sentimento?
É complexo não pensar em arrependimento...
Afinal, são memórias que fico remoendo.
Na rua dos crimes não cometi nenhum delito,
Contudo, na rua dos anjos haveria um conflito,
Em outras escolhas, existiria enredo? Reflito.
A calmaria dos versos não me sustentariam,
Afinal quem dirá que um dia seriam construídos?
No mar das palavras, as águas acabariam
De tão rasas e talvez leitos poluídos.
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02.08.2020
Jorge Pimenta
Soneto sobre a arte do palhaço
Uma alegria inocente... Um sorriso infantil...
Chorar... A mágica irreverente da realidade.
Uma arte reticente... Um desejo, enfim, sutil.
Palhaço... O diálogo de uma arte tão sincera.
Um olhar, então, triste... Uma voz engraçada...
Criança...A ingenuidade juvenil da quimera.
Um grito espontâneo... Uma bela gargalhada.
Palhaçada... Uma arte fantástica, humorística.
Uma cena... Um cenário singular de maestria
E fantasia. Uma canção mundana, uma poesia...
Brincadeira...Uma eterna saudade, nostálgica.
Uma magia... Um ensejo espetacular de folia
E melodia. Uma estrela no céu, uma filosofia.
(Jorge Pimenta)
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