Escritas

À Kine

Lucas de Medeiros Hipolito
Òh! Astros boreais! - D’onde vem esta mulher?
-
Saltei por sob os montes da América
 Oh, Deus

E fomos n’um voo dantesco - Costas d’AmĂ©rica Central.
Voamos longe! Quase que pelos suspiros dos céus.
Puseste-me aos altos ares!
 um largo imenso e astral!

 Vibrante!
 Trepidante! - lábios meus com os teus.

Òh! Montanhas de Guatemala!

-
Que pelos vulcĂ”es d’AtitlĂĄn quero rugir meus sonhos,
e por todo o lago o meu sussurro chegar!
E quero, minh’amada, avistar teus olhos risonhos
e pelas rochas de Pavones, te namorar.

 Adeus! Adeus! aos meus passados tristonhos.

Òh! Cintilantes luzes cadentes!

-
Os suores s’excitam!
 a se beijarem entre peles desnudas,
como as águas que namoram as pedras de Costa Rica

Eu fui louvar os teus beijos em noites longas e profundas!
E quand’estrelas apagam no’spaço, Ă© alvorada p’ra vida.

 È o levante?!
 parece mar, mas Ă© uma pele com ternuras.

Òh! Àguas d’oceano infinito!
 Ă©s tua mulher!
-
JĂĄ vivemos os prazeres e os gozos de uma inteira noite!
Assim como deliramos n’uma imensa eclipse da lua

Sinto os suspiros d’estas lembranças n’uma só estrofe,
E inda lembro a sombra tua a passar
 delicada e nua.

 Gritemos Avante!
 aos amores vividos antes da morte.

Òh!
 As luzes vieram p’ra ‘luminar tuas pupilas!

-
As vezes castanhos, as vezes verdes
 outras azuis.
Teus olhos são como galáxias cuspindo cores p’ra o universo!
E sĂŁo em noites de Cogumelos, como em Santa Cruz,
Que o verde cintila pelas beiradas de meu mundo inverso


 Quand’os Azuis, Castanhos
 viram orquestra de luz

Òh!
 Às flores, florestas
 Òh!
 aos oceanos, mares!

-
Brilhastes as manhĂŁs com os sorrisos luzentes de tua boca,
Criastes os arrebóis exuberantes das tardes minhas!

E dançastes os meus desejos
 quando beijaste-me sem roupa.
Mas lembro-me as noites que te vestes como as rainhas

... Desfilante! Assim como a borboleta que dança livre e solta!

Òh!
 Às auroras universais!
 Òh!
 Às alvoradas boreais!
-
Suspiramos os prazeres do empíreo!
 vivemos um amor sim.
Sou inspirado pelos monumentos fantásticos e celestiais!

Tu Ă©s a colibri musa, que s’apaixona pelas terras d’onde vim,
e caio em teu leito como as águas em cachoeiras colossais


 Despistes o teu corpo como a nudez d’um mar sem fim.