Lista de Poemas
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Alma e Gort
A vida e a morte
A vida passou em frente à morte
Toda vaidosa em cores sem conta
E riu da morte gargalhou em pompa
Zombou gracejando dela a má sorte
Correu faceira se pensando eterna
Andarilha do infortúnio descuidada
Não gozou seus dias em quase nada
Nem viu a morte que seguia sorrateira
Então deu-se as vaidades e orgulho
Nas riquezas tesouros fez embrulho
Guardando pro futuro ao Deus dará
No fim o espelho à olhou já velha
Recordando o passado em passarela
Ouviu morte dizer... Enfim vou te levar
Justo em surpresa aparece lá e cá
Morte encrenqueira vem pra chatear
Marcondes Alexandre
No seu mundo
Sendo por encanto ou por amar demais.
Quero estar em seu mundo.
Onde minhas razões se fazem com as suas.
Onde possamos deixar que os sentimentos sejam nossos.
Apenas nossos.
Sem pedir permissão.
Sem fugir de responsabilidades.
Quero estar aqui.
No seu verso.
Na sua melodia simples.
No seu improviso.
No seu ser feminino.
No seu mais profundo intimo.
Sendo para você o agora.
Sentido no prazer de seu querer.
Satisfazendo os desejos.
Como chuva a molhar sua roupa.
Ainda que no seu mundo me faça ser apénas homem.
Sendo ainda diferente.
Sendo um verso.
Sendo a sua poesia.
Sendo o texto que devora com furia.
Apenas ser.
No seu mundo.
A surpresa agradavél.
O suspirar intenso.
O momento vivido de nossas mãos.
O calor a se tocar o corpo.
O movimento suave e os beijos.
O sussurrar no ouvido.
A hora em que poderei dizer te quero sempre.
Assim.
Em seu mundo.
Alexandre Marcondes.
Samuel da Mata
Meus Provérbios
- Ser bom e ser besta são muito parecidos. As vezes somos um pensando ser o outro. (SSM)
- O casamento acontece e também se acaba, quase sempre, pelo mesmo motivo: é melhor ter um insigne ficante do que um extra vagante. (SSM)
- Um mau augúrio, que soa o exprobrar, é ver sua nau algures com sua ex pro bar. (SSM)
- O alveitar melhor medica quando em dor claudica. (SSM)
- Tem sempre alguém achando que pode fazer de você um otário. (SSM)
- Nunca se indigne mais do que a vítima da afronta. Você corre o risco de vê-la fazer corum com os agressores. (SSM)
- Esforça-te para ser um profeta da justiça, mas nunca queira ser a justiça dos profetas. (SSM)
- Pior que a certeza de que vamos morrer um dia, é ver nossas certezas morrerem todos os dias. (SSM)
- A ganância é a catarata da sabedoria e o cancro da justiça.(SSM)
- O medo é a cama da tirania e a omissão o seu cobertor. (SSM)
- O seu mundo nunca será maior nem melhor do que aquele que você for capaz de enxegar. (SSM)
- Se guardássemos a métrica com que julgamos os outros, certamente nos envergonharíamos ao ver quantas vezes já estivemos por ela reprovados. (SSM)
- Julgar-se humilde já é uma soberba! Quem se intitula pequeno, de fato está buscando reconhecimento.Os verdadeiros humildes são ocultos e silenciosos. (SSM)
-Podemos ter várias decepções na vida, mas pelo menos, com pessoas diferentes. (SSM)
- Quem de fato busca o conhecimento, achará por certo um mestre abnegado. (SSM)
- O querer é mais eficaz do que a capacidade. (SSM)
- Só fale aos seus amigos, aquilo que os seus inimigos podem saber. Eles podem mudar de lado quando você menos esperar. ( SSM)
- Quem vive se lamentando das cagadas que fez na vida é porque nunca sofreu uma verdadeira prisão de ventre. (SSM)
- São as atitudes que apagam as palavras, mas não há palavras que encubram o que a atitude escreveu. (SSM)
- Pessoas que prometem te amar enquanto você viver podem querer acabar com a sua vida antes do tempo.! (SSM)
- A pior solidão é aquela na qual se está acompanhado! (SSM)
margaridamaria
DESCASO
Neste viver tenebroso que me afligir a alma
Diante de tantas relevâncias que o tempo nos impera
Ficamos algumas vezes a nos perguntar
Será descaso ou ousadia
Diante de tanta teimosia para que nada tenha êxito
No viver, no pensar, nas articulações
Parecemos algumas vezes meras fantasias desbotadas
Que aguça nossos costumes,
De querer
De busca
De luta
Fazendo com que sejamos tolos de pensamentos
Que ficam agregados sem resolutividade
Em seres inertes vagando pra lá e pra cá
Seremos adormecidos ou impensantes
Diante de tanta hostilidade
Podermos ser até soberanos
Porém sem sobre salto
Então continuamos no saudosismo
A espera de dias melhores
Em busca da felicidade
Margarida Cabral
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Abominação
Abomino o ódio e a farsa
O álcool, o vício e a droga
Corrupção e o comparsa,
A mentira de quem roga
Com maldade radicada
Dentro do seu coração.
Abomino a força espada
De quem não tem compaixão
Abomino a hipocrisia
Fingimento, falsidade
A erótica pedofilia
E a falsa dignidade
Abomino a impunidade
Crueldade, selvageria
A fraude, deslealdade
Simulação, velhacaria
A trapaça e a má-fé
Abomino a mercancia
Daqueles que vendem a fé
Aonde mora a *agnosia.
Abomino a injustiça
Ínsita e pertinaz
Como abomino a cobiça
Pelo mal que ela nos traz
Abomino o que não presta
Torpeza, desonestidade
E de tudo o que me resta
É o amor à humanidade
São Paulo, 08/08/2012
Armando A. C. Garcia
*ignorância
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Heloisa Melo
Sentimeto oculto
Passo ao seu lado e ele nem percebe
Que o meu coração se alegra e os meus olhos brilham
Mas ele está tão distraído, e nem prever o quanto eu daria
tudo pra o ter
Até poderia dar muitos sinais,
Mas eu prefiro me calar
Fico a imaginar se tem alguém na sua vida
E o que eu daria pra ocupar o seu lugar
Então eu sigo os teus passos com os meus olhos
Sem você notar o que eu sinto
E é um sentimento que cala , tão calmo, só meu
E por mais que eu nunca te revele , não vou te perder de mim
olharomar
como se verdade fosse
Adam_Flehr
Cegos nós
nem mais um segundo
de meu tempo,
nem mais uma nesga
de minha alegria,
nem mais uma gota
de minha lágrima,
nem mínimo alqueire
de meu coração...
Acabou então, agora,
neste instante, e de há muito
só não havíamos notado
o cadáver em nossas mãos
para que velório, cerimônia
enterro, crematório
neste sepulcro hipócrita
denominado casamento,
simulacro de vida,
feto irrealizável,
corvo em meu ombro,
túmulo do amor
É chegado o momento
em que as duas pontas,
então entrelaçadas,
apertam o vazio,
sufocam o passado,
como cegos nós,
cada uma para diferentes lados
O que inexistia toma forma
e se torna insuportável:
o nojo, o enjôo,
o asco, recíproco e inexorável
escorrem pelas paredes e vísceras,
a culpa é multiplicada, nunca dividida
e somada por cada um,
computada ao outro
Quem deitou sementes de engano
em solo inadequado?
quem jogou sementes de mentira
em terreno arenoso?
Como fomos cegos nós, ao acreditar
que de semeadura desditosa
viríamos ao acaso colher amor...
diego ivan de souza adib
Quadro da vida
Aquela imagem do poeta dentro do retrato
parece que fala, mesmo estando calado;
bem, também, me olha; mexe com eles parados.
Enfim, sai de lá, e já não mais está na parede;
senta no sofá, deita na rede;
diz, ainda, querer um pouco de água para matar sua sede.
Em seguida, me pede um café, e logo de pé,
tira do bolso um cigarro e um isqueiro;
no mesmo instante, o acende e começa a fumar.
Eu acho graça em toda a sala cheia de fumaça;
com o semblante de mágoa, pede-me o cinzeiro,
coloca a mão num papel que estava sobre a mesa.
E, assim, do nada, como mágica,
faz aparecer, entre os dedos, uma caneta.
Escreve um poema que é uma beleza,
e queixa, apesar disso, de seu enredo, de sua inspiração;
faz alguns riscos e rabiscos,
e algumas caretas que não trazem nenhum medo.
Em flagrante, encontro-o com o pensamento distante,
sabe-se onde; pois, pergunto e ele não me responde,
fica, quem diria, dando risada.
Desconsolado, dá uma olhada para o lado;
de um jeito torto, com toda prática e aprendizado,
tenta me convencer ao dizer que bom é o poeta morto.
Dali, eu mesmo via que não mais existia no quadro
sua imagem,
dando margem que nasceu de novo.
Dentro dessa "ressuscitação", passou por uma restauração,
para ter de volta a fama, caiu na graça do povo,
e o povo, como ama, o pôs na crucificação.
Mataram-no, deixaram vivo o seu espírito,
mas, mesmo depois de morto, deixou o seu grito.
Dessa forma, permanecia vivo no quadro da vida,
mesmo pregado, agia em forma de poesia;
como eu mesmo prego, mesmo com prego, não nego,
que continua vivenciado.
Enfim, vós vedes
que até assim és um poeta imortal,
e, de repente, somente, voltastes, afinal,
ao quadro da parede.
diego ivan de souza adib
Polícia
Parece que passou, apenas, um segundo;
pois, lembro
das nossas primeiras férias de dezembro.
No fundo, éramos tão crianças;
mas guardo na lembrança,
aquela vez...
Misturando coragem com timidez,
arrependo só de uma coisa que a gente não fez;
que, de repente, foi a única, talvez,
de cada roubar do outro um beijo.
Mesmo com o desejo, tivemos medo;
porém, mais tarde, aquele beijo poderia vir mais cedo.
Como sentíamos, um covarde, de maneira encorajada,
estávamos, assim, do nada,
de mãos dadas.
E logo me veio à pergunta:
O que fazer estando nossas mãos juntas?
E continuando juntas nossas mãos,
como resposta, me levou para a varanda.
Assim, rodou-me feito pião;
e, ali, já depois, estávamos nós dois,
brincando de ciranda.
Por isso digo a importância
da infância;
porque vejo que, naquela época,
não tínhamos nenhuma malícia.
Pensava (não com essa mesma ignorância):
Se eu lhe roubasse apenas um beijo,
poderia você chamar a polícia?
Paulo Jorge
Masoquismo
Cansam-me de tédio, os seus sonhos e ambições ignóbeis e fúteis, as suas frugais maneiras de viver, os seus valores ignominiosos e banais, os seus comportamentos mainstream bacocos, que toda a humanidade almeja alcançar.
Já me bastam e chegam as minhas vicissitudes intolerantes, que são vazias e inenarráveis, mas são de apenas alguns.
Continuo para bingo, insisto na indigência existencial, calcando-a à mais ínfima insignificância espiritual, a obsessão compulsiva do vazio, do nada, do zero absoluto, só assim consigo dar sentido à minha vida, e à própria essência do estar vivo.
Mantenho-me fiel ao princípio tubular antropomorfizado, a eternização da angústia na consciência da morte.
Não é à toa que as pessoas têm religião, para mitigar essa angústia crónica e primordial, posteriormente exorcizada.
Nós como seres desprovidos de religiosidade, estamos condenados às vicissitudes intemporais da mortalidade.
Não podendo negá-la, só nos resta contemplá-la, ou adorá-la no meu caso, vamos absorver a sua presença de diversas maneiras sensorialmente: na música, na literatura, na imensidão dos grandes espaços quer sejam subaquáticos, ou terrestres, montanhosos ou desérticos.
O niilismo incorpóreo absorto e intransigente, inundou-nos o espírito avassaladoramente, há muito tempo, rendidos ao caos absoluto do relativismo apócrifo vigente.
A poesia fatalista e decadentista é um exemplo sublime da exaltação da morte em todo o seu esplendor, e desde sempre eu retiro satisfação pessoal deste saborear tétrico da vida.
Lx, 3-7-2012
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O Agnóstico
Agnóstico, é o nome pomposo de ateu
Aquele que diz, não existir Deus, nem o céu
Diz-se descrente, sem fé, sem religião
Entretanto, preocupa-se com sua condição
Agnóstico é aquele que diz não crer em nada
Todavia, no íntimo recôndito da alma
Tem a semente que procura não germinar
E diz o mundo infestado de mentiras
Diz que a noção de justiça foi subvertida
Por Deus poder torturar a alma humana
Banindo a compaixão dos corações
Transformando homens em demônios
Que o Deus da bíblia é insensível, justiceiro
Que todas as religiões tem concepção errada
E influenicam o homem a sacrifícios e orações
Que Cristo foi uma lenda, um mito, e que,
Dos pagãos, adaptaram a eucaristia:
Que no festival da colheita faziam bolos de trigo
E no preito a Ceres e a Baco bradavam
A Ceres, "esta é a carne de nossa deusa"
E a Baco, "Este é o sangue de nosso deus"
Que não há, nem houve um ser criador
Vez que triunfa a injustiça neste o mundo
Que o dizem governado por um Deus
Um Deus que dizem, criador de doutrinas cruéis
A espalhar guerras e mortes no mundo
Terremotos, inundações, secas noutras regiões
Vulcões vomitando fogo, relâmpagos letais
Onde está a bondade de Deus, eles perguntam.
Porém, lá no fundo de seus corações
No recôndito da alma, eles crem num Deus
Talvez à sua maneira e conveniência
Um Deus que atenda e entenda suas intenções.
São Paulo, 12/08/2012
Armando A. C. Garcia
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Alma e Gort
Ainda rainha dos meus sentimentos
Vivi um tempo de sonhos irreais
De intensa paixão e de ciúmes
E aquele novo coração imune
Não pensava em sentir dor jamais
Esse passado existe so lembraça
Que de tudo o que passou valeu
Vi ocasos de alguns amôres meus
Perderam-se nas desesperanças
Na vida os sonhos são as aqualelas
Choros, risos da vida são paralelas
Estações mudando em momentos
Entre meu coração suas fases nuas
Preparei o caminho em suas ruas
Ainda rainha de meus sentimentos
Fernando Cartago
BORBOLETA
na realidade do momento.
Sentir o corpo fortalecer,
a alma amadurecer,
a mente crescer.
Olhar do alto, sentindo o
espírito chamejar.
Voar depois do tempo.
No ápice da alegria
na mania do contato,
esquentando as palmas, lábios
e o coração pulsando.
Voar depois do tempo.
Buscando um lugar, vivendo o amor
flutuando... Rosto brilhando no olhar,
um corpo louco para descansar.
Voar depois do tempo.
Mesmo sem momento, no círculo da vida
tudo se transforma em prioridade.
Na certeza da metamorfose, resta apenas
nascer e morrer.
E voar pra muito além do tempo.
Fernando Cartago
olharomar
posso sentir o vento da noite
Alma e Gort
O bosque dos sonhos
Volto a caminhar outra vez
Pelo bosque dos sonhos
Ando no vale das recordações
Ouvindo o canto repetido
Do calmo rio das esperanças
Deslizo em meus desejos
E sento a margem dos sentidos
Meu eu enternece suavemente
Meus olhos teem a imagem
De tua presença.
Em águas cristalinas
Ouço como sonhando tua voz
E de repente olho o infinito
Volto a ouvir os pássaros da noite
É hora de voltar a realidade
Entro no lar abrigo sagrado
Onde minha a paz repousa
Junto ao coração, é aqui onde
Desperto para a realidade
Numa oportunidade única
Depois das paragens sôfregas
De um longo caminhar desértico
E das solidões marinhas em que expus
A minha alma cansada de guerra
Num dia qualquer voltarei
Ao bosque dos sonhos.
Isabella Nascimento
Noites de tormentas
Tento dormir, não consigo
Os lençóis são águas profundas
À frente e atrás de mim
Nadar não sei, e água sufoca-me
Ir adiante não consigo
Voltar já não posso mais
Escuridão, nada vejo
Tenho sede, bebo dessa água
Que apenas faz-me mais sedenta ainda
Numa prece peço ao Senhor
Que me mande uma ilha
Preciso de terra firme
Que meus pés toquem o chão
Pois em águas tão profundas
Não sei até quando aguentarei...
Danilo de Jesus
Apelo
Desde que chute com ódio e força, versos sobre mim;
Que preencha com paz tudo e tudo que for folha dentro de mim;
Que seja puro e sujo, concentrado e sem medida;
Não se cale, mas que encontre alivio no silencio;
Nunca morra por mais que nem chegue a nascer;
Seja desobediente e não me espere sofrer para se fazer e me fazer feliz;
Não pare para continuar depois e também nunca termine;
Que seja meu, porém de todos;
E que no meu ultimo respirar encontre vida e para sempre viva livre;
Quero sem querer um Tema que me dê asas para sair correndo dessa incerteza que anula meus pés e prende meus passo no chão;
Sorria estas lagrimas que aprendi a chorar com palavras e gestos de Adeus;
Não anule a existência, mas com sua magia de Poesia dê novo presente ao meu passado;
Me veja por um outro lado, que não desse - onde insistir em não existir;
Que seja minha Bandeira e a liberdade o vento a tremular-me!
Que esse Tema surja e cure as feridas que em Dezembro a ausência Abril ,
Restaure momentos que a saudade com uma velha pintura deixou,
Abra a porta de um peito por mais que peito não tenha porta, mas que dele saia amor e não desejo;
Diga á perpetua Vitoria que não venha depois da Desmedida Derrota, porque para mim antes nunca do que depois do infinito perder para imediatamente ganhar;
Mas que convença a amada de que sem ela não pode não pode ser;
De que sem ela não dá não dá pra ser;
E que sem ela não quero não quero ser não!
Já o quero esse Divino e que dê vida a morte e infinito ao que existe;
Traga ausência ao túmulo e eterno descanso á flor do jardim no jardim;
Que peça paciência ao amanhã quando o hoje tiver que ser infinito;
Que diga aos monstros que mesmo o pesadelo é um sonho, mas a realidade ainda que falha e bela;
E que grite comigo que não pare de tentar que não pare de procurar e não pare não pare de escrever não.
Larissa Rocha
Adoração
Amo tua face pálida
Quando em sonho descansas
Amo teus lábios silenciosos
Tocando-me dos cabelos as tranças
Amo teu corpo inerte
Em sono profundo e demente.
No seio gélido nem um suspiro
E o coração que repousa inocente
Se soubesse a dor em meu peito
Agora dorme no amor dos anjos
Envolto no calor do leito.
Retrato de um amor que não deu fruto
Adoração! À luz fraca das velas
E do silêncio do luto.
margaridamaria
PARAÍSO
Exale um suspiro
Prenda a respiração
Libere um sorriso
Sinta o coração
Num paraíso de ilusão
Que guarda os amores
As incertezas
As desilusões
Os segredos
As fantasias
Se transformando num paraíso de contos
Agregados uns aos outros
Atados em cordões de sentimentos
Que podem ser verdes ou amarelos
Dependendo do sentir
Veja a metamorfose
Que transformação
Tudo se espalhando num assoalho de cores
Que ficam interligados ao coração...
Margarida Cabral
Larissa Rocha
Despedida
I
Se um dia, de mim te lembrares,
Faz de conta que morri
E quando te entregares
Aos lábios de outra paixão
Lembra-te dos versos que escrevi
Que falavam desta emoção.
II
Pensa em mim como saudosa lembrança
Que tens do teu passado
Passado cheio de esperança,
De desejos vãos,
De um sonho renegado
Que morreu em minhas mãos!
III
Não passarei de lembrança vaga
Que em teu coração virou dor
Até que um velho poema traga
Recordação para teus dias
E lembra-te do sonho de amor
Que no vazio tecias.
Larissa Rocha
Foi então que o encontro
Subitamente virou desentendimento
Deixou na boca o gosto amargo
De tristeza e desalento.
E o que antes eram suspiros de deleite
Hoje são soluços de saudade,
Chegou ao fim nossa ilusão...
Despertamos para dura realidade.
“Não será sempre assim”, ele dissera,
Mas com a distância entre nós
Também, pudera!
Tudo acabou como dissabor
Só não acabou ainda
Oh não, o nosso amor!
Alma e Gort
O que aprendi
O QUE APRENDI
APRENDI A RIR EM TODO TEMPO
A VIDA EMBRUTECIDA PELA DOR
JAMAIS FARÁ POR LONGO TEMPO
MEUS OLHOS SE BAIXAREM EM DOR
JAMAIS DEIXAREI QUE OS HOMEM
FAMINTO PELA DESGRAÇA ALHEIA
ALIMENTE FOME DA INFELICIDADE
NÃO COMIGO E NÃO FARÃO AMIM
A INQUIETUDE QUASE MOMENTANEA
AVISA OLHOS QUE VEEM PODEM
SE DAR AO LUXO DE OLHAR O CÉU
E A NATUREZA VIVA E MAIS AINDA
O AMOR E A PAZ DE DEUS SINGULAR
EXPLENDIDO E DELEITOSO SUBLIME
EM MILAGRES EM MINHA VIDA
JAMAIS DEIXAREI DE FALAR SEMPRE
EU QUE TE AMO VIDA...TE AMO
Heloisa Melo
Consolo
O quanto eu te quero
Quanto estás no meu pensamento
Quanto de ti há em mim
Quanto eu te desejo
Quanto eu te venero
Quanto eu me derreto
Quanto eu me desarmo
Mas você não está ao meu lado pra me consolar
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