por entre brumas
e neblinas baças.
O céu mal se ajeita
às núvens de chumbo
que nada ultrapassa.
A noite que acabou
deixou-nos como herança
um dia opaco
espesso...
denso
sombrio
compacto
e para viver
a contrapasso.
Niso 4.7.2014
Explore os poemas da nossa coleção
Vinicius Veloso
niso
Elaine Guedes
Paulo Jorge LG
Maria Antonieta Matos
Cessem de se empolgarem dos feitos
Numa sonância sublime enganadora
Que a mentira se desfaz por conceitos
Que tarde ou cedo, se afirma reveladora
Gracejem lá do alto com olhares cegos
Em comunhão na zombaria gloriosos
Acostumai-vos a sugar todos os servos
Com estranhos jeitos miraculosos
Deitem abaixo um país erguido
Que o presente e futuro vê protegido
Arrependam-se amanhã que já tarda
Deitem-lhe fogo que depois de já ardido
O generoso ânimo bem-sucedido
Fraqueja, temeroso, mas não resta nada
11-10-2013 Maria Antonieta Matos
In "Poesia Sem Gavetas III"
Maria Antonieta Matos
Injustiça ao nascer
O berço é desigual
Uns começam logo a sofrer
Sem ainda fazer mal
Ao crescer ainda criança
Anda a pedir para comer
Explorado pela ganância
Sem o adulto nada fazer
Ao brincar é discriminado
Por ser pobre ou diferente
Sempre a ser injustiçado
De uma forma indecente
Em adulto suas qualidades
São de importância menor
No meio de falsidades
É escravo cheio desamor
Quantos se dizem ser amigos
Para o outro cativar
Cheios de muitos sorrisos
E a faca estão a cravar
O fraco sem grande margem
Para se poder manobrar
É sufocado pela ordem
Dum que o queira desgastar
Na justiça se não tiver bens
Que o possam absolver
Culpado fica refém
Sem ninguém para o proteger
O poder é perverso
Subjuga o subordinado
Que faz tudo que é complexo
Com muito pouco ordenado
Com todos os trocos contados
A saúde não é prioritária
Doentes andam esforçados
Numa inexistência diária
O carimbo que se aplica
A qualquer pessoa de bem
Só por má-fé se justifica
E quem não quer ver, também
Maltratar um idoso
Ou pessoa pela cor
Absolver um criminoso
É injusto seja onde for
07-11-2012 Maria Antonieta Matos
Paulo Jorge LG
natalia nuno
Paulo Jorge LG
Maria Antonieta Matos
Fiz uma aterragem
Num campo selvagem
Encontrei a cegonha
No ninho deitada
Com os seus filhos
Numa matraqueada
Encontrei o macaco
Nas árvores a baloiçar
E dentro de um buraco
A cobra a sonhar
A pastar a vaca
O pasto fresquinho
E em cima da fraca
Estava um passarinho
Entretida a ver
Os cisnes no lago
Sem me aperceber
Senti um afago
Beijou-me o macaco
Depois deu um salto
Um salto tão alto
Fiquei em sobressalto
Que me arrepiei
Se caísse em falso
Muito descontraída
Por entre os sobreiros
Dormi protegida
Sob os seus sombreiros
Depois do descanso
Vi o pónei manso
O camelo e a zebra
Olhando uma lesma
Fugindo indefesa
Escondeu-se no solo
E vi o canguru
Com o filho ao colo
Gritei-lhe cucu
E piscou-me o olho
Passava o Chital
Com ar elegante
Arfava, arfava
E parou um instante
Entretanto o Gamo
Com o corno entalado
Num grande ramo
Ficou rodeado
De gente a mirar
Mas muito concentrado
Conseguiu-se soltar
Passava o perú
Com leque elegante
Arrufava, arrufava
E parou um instante
Entretanto a fraca
Com linda casaca
Desfila aprumada
E ficou cercada
De público a olhar
Seu trajo invulgar
Num silêncio absoluto
E a pestanejar
O crocodilo, muito astuto
Põe-se a rastejar
Ali a tartaruga
Virando a cabeça
Saía a espreitar
Fazendo das suas
Para mergulhar
Grande desafio
Saltando e brincando
Cabras num redopio
As folhas trincando
De olhos fechados, a avestruz
Voava e sonhava
Não viu onde estava
E truz catrapus
Espantou o papagaio
Pousado no chão
E grita sabichão,
A olhar de soslaio
Ai, ai que eu desmaio
No prado a ovelha
Branquinha de neve
Coça a orelha
Por causa da guedelha
Tão enroladinha
Saiu uma bolinha
Muito bem feitinha
Despistado o porco-espinho
Que corria sozinho
Fez um alvoroço
Ao bater com o focinho
No pé da azinheira
Entretém-se a comer
Com grande cegueira
Nem dá por chover
De orelha fitada
Observando tudo
A lebre revirada
Com o olho num canudo
E a cria a mamar
A puxar pela teta
Não pára de brincar
Parece uma vedeta
Faço um intervalo
E fico a ressonar
Surpreende-me o galo
A cantarolar
Mas que belo canto
Para eu acordar
Um tenor, um espanto
Para harmonizar
Nesta fantasia
Estão belas chitas
E tenho a primazia
De ver as mais bonitas
Vejo lamas na cama
Com pijama às listas
A passear o elande
Com muito aparato
É deveras grande
Mas não parte um prato
Lémures fantasiados
Macacos a macaquear
E se forem bem mirados
Canguru parecem achar
Nandus desfilando
Numa linda passadeira
Com o pescoço girando
E o corpo à maneira
Ornamentados os Axis
Têm coroa avantajada
Quando estão a namorar
Por um triz, ai por um triz
Não fica a coroa engatada
Cervicapras cabriolas
Com feitio engraçado
Saltam e pulam no montado
Em jeito de sapateado
No final toca orquestra
E há muita animação
A burrica é a maestra
Ouve-se grande ovação
E eu acordei do sonho
A cantar uma canção
No campo Selvagem
Prima a natureza
Faz uma viagem
Para ver a beleza
Caminhando desprendido
Envolvendo os sentidos
Os sons e os cheiros,
O ver e o tocar
Animais protegidos
Convivendo com a natureza
Saltitando aqui e ali
Esta visita é com certeza
Um momento muito feliz
Vamos ver os animais
Ao parque do campo Selvagem
Conhecê-los por demais
Como brincam e o que fazem
Olha ali, o lindo Pavão
Com seu leque colorido
Come os bichinhos no chão
E é muito atrevido
Olha as cabritas anãs
Tão divertidas que estão
Brincam com as suas irmãs
Fazem muita confusão
Ciumento com sua dama
Com beleza a cortejar
Ecoa com muita chama
Dia e noite sem parar
Convivendo com a natureza
Ao ar livre e muito feliz
Passeando com certeza
Por aqui e por ali
O Perú todo enrufado
Abre o leque gracioso
Na quintinha destacado
Por se mostrar tão airoso
Maria Antonieta Matos 07-12-2011
Cléia Mutti Fialho
RITA FLOR
pepperlegal
A marcha da pedra
'Glória ao Nome Santo
do Senhor, Aquele
que veio e nos presenteou
com o crivo da Vida Eterna.'
Na correria até metrópole
é pequena, por cada reverência
forma o mestiço africâner
a graça do dia,
língua adormecida
no sonar ruivoriental,
quem quer ver
vê de longe.
Bielaformosa!
Os olhares se prolongam
para a gente encontrando
tornados noite
sob a biqueira,
os abraços prolongam-se
para a gente encontrando
tornado dia
sobrenatureza,
se os beijos prolongam
a gente encontrando
tornados nuvens
sobre as tectônicas.
Marceleza!
Rápida na aurora
vemos a voz do pó,
concorre com a pedra
dia-a-dia carburando
a britadeira de chama,
repique microscópico,
que dure mais
no salto das cinzas.
Chamaleste!
Repente o ímpeto
entre ir e vir
fissura cósmica,
ar de compromisso,
inspira a vizinhança
o comentário viandante,
criança e de idade.
Rochachoque!
O pó ilumina o Caminho.
A cinza cria a História.
O viandante trilha longamente...
O filho aprende
encanto e contemplação
primavera infante,
pitilho mestre
cigarro de areia,
panela de volume,
halo madrugadouro
colina de sinhá,
cachimbo de cartola
imita, faz contato
pra vida continuar.
O cigano acende um
saldando enteados,
seixos existenciais.
Praticundum!
Fumar tudo
pode ser seu fim,
incrivelmente
a mesma pedra
faladora
dita plataforma
da rota augusta,
na boca do crente
vira fé
em nuvens de esplendor.
Miráculo!
Nos faz
perceber e a eternidade...
Nos faz
melhor e a infinitude!
Bom sinal
as cores da fumaça
acelerarem os passos
das pólis do Senhor,
chama seu povo
às vias superiores,
à terra verdejante
corre o suor,
expurga a água,
alma fiel
de uma vida inteira.
joao euzebio
É
TE ESQUECER
ME DESPRENDER
DOS OLHOS TEUS
DEIXAR QUE OS MEUS
SE AFASTEM ASSIM
POIS EM MIM
VOCÊ GRUDOU
PREENCHEU MEU VAZIO
SÃO COMO ONDAS
NESTE RIO
QUE CORRE PARA O MAR
VOCÊ
VEM MERGULHAR
EM MEUS DESEJOS
NOITE ADENTRO
ASSIM QUE O VENTO
PASSA
BATE NA VIDRAÇA
E ENTRA
BALANÇANDO A CORTINA
DEIXANDO RASTROS PELAS
ESQUINAS
EM MADRUGADAS FRIAS
SÃO APENAS LUZES QUE O DIA
TRAZ
SÃO MOMENTOS DE PAZ
E RECORDAÇÃO
LÁGRIMAS QUE NO CHÃO
SE PERDEM NA POEIRA
FOGO NA LAREIRA
BRASAS
QUEIMANDO
CINZAS
LEVANDO A EXTINÇÃO
SÃO BATIDAS DE UM CORAÇÃO
QUE NÃO PARA
APENAS EMBALA
NESTE SENTIMENTO
SEI QUE AQUI DENTRO
SOBREVIVE
ENQUANTO ELE BATE
ENQUANTO ELE SUSSURRA
ENQUANTO ELE DESCOMPASSA
ENQUANTO ELE TE ABRAÇA
E TE FAZ SONHAR
SERIA O PALADAR
DOS LÁBIOS TEUS
SERIA OS DESEJOS QUE ME DEU
QUE ME DEIXARAM ASSIM
QUERENDO EM MIM... TEU CORPO NU.
natalia nuno
posso queimar todas as folhas
há só um senão
nada restará, nem o sonho
que ainda ouço de noite às vezes,
que a seu tempo acabará
quando a respiração for sustida
ao final desta alameda que é a vida
aos poemas dou nova oportunidade
retiro a condenação,
mas há um senão
que faço da saudade?
poemas ilusões por mim geradas
fazem parte de mim mesma
são mais fortes que todas as razões
são minha carne, meu pão
meu prazer, minha paixão
ilusões? pois que sejam ilusões!
o bálsamo com que mitigo a dor
o azevinho com que enfeito o natal
a quietude e o vendaval
a corda que me prende ao cais
custa-me a acreditar
que os queimaria e não os sentiria vivos
jamais...
vou mantê-los em liberdade
como o perfume das flores pela campina
e dizer-lhes da minha saudade
desse tempo de menina.
as flores encherão a terra
os versos flutuarão alheados ao tempo
só o eco da adolescência passada
virá ao ouvido ainda
derradeiro eco
neste poema que finda.
natalia nuno
rosafogo
Enide Santos
Então ela retorna
Novamente aflora
Tão grande foi
que ainda há eco sobre eco.
Ela regressa
como que quem é bem vinda,
chega se instala
e reflete a minha sina.
Dar-me a conhecer
o sonho de minha face
pois nela não posso reter
o sorriso que me apraze.
Densa e cretina
fornica com minha vida.
Expande as feridas
demonstrando-se infinda.
Então ela retorna
como a dona do poder.
Não se lembra do obvio
O amor tem mais poder.
Enide Santos 03/07/14
Fernando Oliveira Granja
Maria Antonieta Matos
Gostava de ter nascido
Perto dessa imensidão
Nunca teria sentido
Um só minuto, solidão
Me deitava na areia
Ondas me vinham tapar
Olhava à noite as estrelas
Ficava sempre a sonhar
Com os peixinhos brincava
Conversava com a lua
O sonho me aconchegava
Meu amor, seria tua
03-09-2012 Maria Antonieta Matos
Vinicius Veloso
Tu és o nome que eu dei para minha saudade
Em um dia que o mundo chorou tua ausência
Para tentar suportar a triste realidade
Que o rastro do teu cheiro
Abandonou-me em abstinência.
Do teu constante sorriso
Restou-me apenas o silêncio
Onde houvera um olhar preciso
Agora só encontro o prenúncio
Dos dias de solidão que suportarei,
Mas enquanto o teu amor for só verdade
O teu nome seguirá se chamando ‘saudade’.
Elaine Guedes
Paulo Jorge LG
Paulo Jorge LG
TITOpsico
A CURVA DO SORRISO
A Curva do Sorriso
não está restrita à região bucal. Os olhos sorriem energizando todo um
ambiente. Os braços sorriem ao curvarem-se diante de um caloroso abraço. O
Sorriso que só é possível ser manifesto através de curvas que influenciam
satisfatoriamente todas as demais curvas do corpo.
A Curva do Sorriso
está até em posturas menos conscientes como num aperto de mãos, ou beijo no
rosto, ou num aceno de despedida ou mesmo num aplauso espontâneo.
O cérebro, composto
por centenas de curvas, sorri diante de imagens e/ou visualizações proativas
liberando elementos energéticos que alimentam os mais diversos paradigmas
gerando efeitos psicossomáticos importantes para o bem estar.
Até nas relações
íntimas as Curvas do Sorriso estão presentes, seja na recepção, nos toques e/ou
na reação típica do prazer. Os lábios das partes íntimas do corpo sorriem
conforme suas configurações provocando reações de satisfação, prazer e
felicidade. Prova disto são os hormônios gerados durante o ato sexual, que só
pode ser entendido e manifesto sob clima do bom humor, ou do sorriso e jamais
sob cenários de tensão ou estresse.
A Curva do Sorriso é
paradigma inerente ao Ser Humano Inteligente, sob ponto de vista Emocional. Ser
Inteligente Emocional é cursar as Curvas do Sorriso, pois o oposto desta
premissa é algo similar à Depressão, ao Mau Humor, ao Pessimismo; quadros estes
que somente se justificam serem praticados pelas pessoas com limitações
afetivo-emocionais.
Curtir as Curvas do
Sorriso é no mínino não se tornar declaradamente medíocre e prisioneiro de
estados negativistas que não produzem resultados proativos.
Claro que durante a
vida temos momentos ou fatos que geram dores, tristeza, ou sofrimentos. Tais
situações fazem parte de nossas vivências, mas nada está declarado que temos
que nos fixar em tais quadros para os momentos posteriores. Por exemplo,
enlutar-se para o resto da vida, diante da perda de alguém muito querido, não é
saudável e muito menos decisão inteligente no aspecto emocional.
A prática da Curva
do Sorriso passa por uma seqüência mental que resumidamente pode ser entendida
nas fases: da imaginação ou visualização de imagens proativas + sensibilização
+ expressão manifesta e sentimentos de satisfação ao sorrir.
A escolha é sua!
A
CURVA DO SORRISO: Meus avôs e Wando
Embora
tenha como componentes a simplicidade e naturalidade a chamada aqui “Curva do
Sorriso”, facilmente compreendida em sua importância, ainda não é devidamente
praticada ou explorada em diversos cenários humanos. Como referência, ainda é
muito comum a falta desta ‘figura inventada’ nos ambientes comerciais, nos
quais atendentes e/ou vendedores parecem ter dificuldade em entender que tal
prática faz bem para si mesmos e para o eventual cliente.
Atender
alguém com ‘cara fechada’, como se diz popularmente é um atestado de limitação
quanto a excelência organizacional principalmente hoje em dia, em tempos de
concorrência, lucratividade e fidelidade.
Mais
grave ainda é a tal ‘cara fechada’ gerando, ao longo dos anos, reações
invisíveis e doentias à saúde emocional do próprio funcionário, pois este ser
humano, supostamente inteligente, não percebe que está sendo corrido pela falta
costumeira das Curvas do Sorriso.
Esta
comparação me fez lembrar quando pré-adolescente, dos tempos de coroinha de uma
igreja, na qual o padre, que era merecedor de muito respeito e consideração da
população, jamais emitiu diante de mim um sorriso. Sempre sisudo e cabisbaixo
nos passava uma imagem que gerava medo também. Bem diferente do perfil de
alguns líderes religiosos dos tempos atuais, como exemplo o Padre Marcelo.
Outro
cenário interessante que está vinculado à Curva do Sorriso é nas relações
conjugais e nos meios organizacionais. Na maioria das vezes, depois de alguns
anos de convivência, parece que uma lei invisível é aplicada: a do mau humor
e/ou das críticas. Em alguns casos ocorrem o registro do que chamo “Sorriso
Falso” que é mera figura de expressão para ‘fazer de conta’ que se é gentil ou
educado.
A
ausência da prática da Curva do Sorriso nos meios grupais, organizacionais e
conjugais é costume medíocre que só tem
como resultado a quebra das relações ou vínculos mais saudáveis. Parece-me que
em tempos passados, nos tempos de meus bisavós, muitos casais ‘ficavam’ juntos,
depois de anos de casados, sem ao menos trocarem momentos de sorrisos e
elogios. Vivenciei parte deste cenário com meu avô, que vivia conosco. Embora
um profissional da mais alta qualidade em sua ocupação, não emitia nenhuma
palavra diante de nós, jamais sorriu e refletia uma fisionomia de mau humor
declarado. Na hora do jantar, todos sentados ao redor da mesa, os únicos sons
que me lembro eram dos talheres para tomar a sopa de caldo de feijão. Somente
quando o ‘nôno’ levantava da mesa era que ‘podíamos’ conversar, pois o perfil,
mesmo sem declaração alguma, impunha o silencio durante a soja.
Claro
que naqueles tempos tínhamos exceções e também tenho registro até hoje de uma
delas. Esta referência é em relação ao outro avô, paterno, que era uma figura
atraente, cativante e candidato a ‘rei da Curva do Sorriso”. A começar pelo seu
apelido: Bastião Peludo. Personagem sempre caloroso e sorridente que resultava
em relações de aconchego familiar, tanto entre os filhos, netos e bisnetos.
'Bastião
Peludo' era uma figura marcante nos contatos e certamente seu bom humor lhe
fazia enfrentar as dificuldades e obstáculos do trabalho com mais energia
proativa.
Estes
dois casos reais mostram algo que a presença ou ausência da Curva do Sorriso
gera: memória emocional! Eis aqui mais um detalhe que poucos levam em
consideração em suas caminhadas ou vivências. Optar por alimentar memórias
negativistas, dramáticas, de perdas e/ou sofrimento não geram outra coisa a não
ser renovação da dor emocional.
A
Curva do Sorriso é de outra forma alimento para memórias proativas, positivas,
alegres e saudáveis que nutrem o sistema corpo-mente-espírito. Creio que daqui
há algumas décadas ou séculos algum legislador irá propor que os maus humorados
e os negadores da Curva do Sorriso deverão pagar impostos pois geram problemas
reais ao nível social e de saúde emocional. Por outra forma, no mesmo projeto
poderia constar que os praticantes da Curva do Sorriso teriam descontos nos
impostos de rendas e prioridade nas filas de espera, pois contaminam
positivamente seus círculos de contatos. Alguns poderiam até ser contratados
para praticarem as Curvas do Sorriso nas salas de espera de hospitais e
unidades de saúde, assim diminuindo relatos de acidentes, doenças e negativismo
hoje muito comum.
Finalizando
me lembro de um exemplar modelo típico da depressão que é cantado por Wando, na
canção “Aquele Amor Que Faz Gostoso Me Deixou”. O Saudoso cantor declara na
letra: “E isso dói demais, Ô ô ô, De dia eu chorei, De tarde eu penei, De noite
não tem mais”.
Mas temos escolha e aproveito o próprio cantor em outro exemplo mais proativo, que nos encanta com a canção: Na Sombra de Uma Árvore, quando declara a letra:
“Larga de ser boba e vem comigo,
Existe um mundo novo e quero te mostrar,
Que não se aprende em nenhum livro,
Basta ter coragem pra se libertar, viver, amar“
Então
praticantes do mau humor ou do Sorriso Falso é só ter a coragem para se
libertar, viver e amar.
Então
cante....e com a Curva do Sorriso é mais fácil.
niso
Canto hoje a minha vida de quedas
Com o zelo de um coleccionador de moedas
A minha primeira queda
Foi tiro e queda.
A minha segunda queda
Foi brutal e cega
A minha terceira queda
Foi um simples desarreda
A minha quarta queda
Foi como deslizar num escorrega
Ai, a minha quinta queda
Não a troco por qualquer moeda
A minha sexta queda
foi triste mas também leda
Minhas inúmeras quedas
Por veredas
Barrancos e alamedas
Às vezes são cinzas
Outras labaredas.
Nem nos Vedas
Há tão infindas.
Niso 4.6. 2014