Lista de Poemas
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kronyer
Silêncio
Refletir-me no mar
É que Lua nunca pensa
E se nega a pensar
Razão que não é sua
— O brilho solar
shadowoftheworld
No tic-tac do relógio
A vida às vezes demora a passar
Do tic-tac eu fugi
Mas a verdade veio me procurar
Esperei o tic-tac cessar
Esperei encontrar uma saída
Seu som me fez pensar
E não consegui fugir da vida
O tic-tac me leva à realidade
À realidade subjetiva de cada mente viajante
Dessa experiência só a alma parte
E a energia preenche todo instante
O tic-tac me mostra com exatidão
Todos irão embora
Não podemos fugir em vão
A verdade se esconde sem demora
Aos poucos ao partir
O tic-tac me mostrou, então
Só posso me permitir ir
Se deixar de ir em vão
O tic-tac é incessante
Assim como é a vida
Cada momento é importante
A verdade é a saída
A vida vivida com essência
Sem medo da dor
Nos leva a transcendência
Nos leva ao amor
O tic-tac nunca para
A cada minuto, o som vem reacender
O tic-tac, minha cara
A vida nos leva a entender
simoni_souza0
Janela da alma
por alguns instantes,
tentando decifrá- lo.
Olhar cálido, enigmático.
Fui atraída por sua alma
ao conectar- me com seu olhar.
Senti- me desnuda,
com a alma completamente exposta.
Não resisti a essa chama
que arde em meu peito,
fazendo meu coração pulsar
cada vez mais acelerado.
Não tenho controle
dos meus sentimentos,
agora eles são seus.
Cada segundo diante desse olhar
é uma eternidade de sensações
que eu quero guardar.
Apenas um toque
e eu cedo.
Gabriela Lages Veloso
À própria sorte
números
Love.
carlos Henrique Rodrigues Roque
pessoas
Em solo infértil,
Oque esperas que nasça dali?
Talvez uma flor!
Mas do que adianta ter tanta esperança?
A esperança por sua vez,
Não ira tornar o solo fértil!
Mas e se dali nascer uma flor?
A flor terá espinhos ora!
E os espinhos por sua vez, Irão feri-lo!
E irão arrancar de você toda a esperança que um dia restava!
Assim são as pessoas
( Carlos Henrique Rodrigues Roque) 30/10/2020
Trouxxana
Sinto um tsunami léxico em mim:
As palavras, expressões e metáforas
Sobrepõem-se e eu, sem âncora,
Afogo-me neste oceano sem fim.
Numa tentativa infrutífera de emergir,
Deixo-me levar pela forte corrente -
Transponho para o papel, desordenadamente,
Todas as ideias provenientes do seu surgir.
E no momento em que sinto elevação,
E capto os raios solares refratados,
Retorno à penetrante e marítima escuridão.
Para sempre assim eu hei de permanecer:
Aprisionada nas profundezas dos meus intrincados
Pensamentos; na minha maresia de ser.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
MALDITOS
Mas agem com deslealdade
Neste mundo de tanta maldade.
paola_
(...)
nada de ter
sem refazer
sem aprender
assim sofrer
assim doer
é assim que é esmorecer
Valmir (Durão)
Estação Poesia
Gratule a florada
O ciclo se rompeu
Mas não a temporada.
Se flores não deu
Remedieis na sala
Nem só com buquê
Beleza se exala.
Se folhas não deu
Tenhas esperança
O galho cresceu
Pode a sua planta.
Se não germinou
Replante a semente
Regue mais um pouco
Seja persistente.
Primavera cubra
Que o outono vente
Inverno atenua
E o verão esquente.
Se aconteceu
Valeu a ciência
E agradeça a Deus
Pela sua presença.
(Durão)
Gabriela Lages Veloso
Sobre viver
Navio sem porto.
Minha comida é esmola.
Chuva no deserto.
Invisível, que sou,
Ando para sempre e nunca.
VELOSO, Gabriela Lages. Poema Sobre viver. In: Revista Cosmopolita, 10 mai. 2021.
A poesia de JRUnder
Realidades
Recostar-me em seu peito e sentir seu calor
Caminhar ao seu lado, falar de amor...
Sonho adolescente, quando a ilusão,
Fazia florir toda a minha emoção.
Ah! Vida! Onde está minha vida?
Aquela que eu tanto quis...
Ah! Sonhos! Onde andam os sonhos?
Aqueles, que me faziam feliz.
O tempo passou e cumpriu seu papel,
Promessas perdidas, jogadas ao léu.
Os anos se foram e em minha lembrança,
São mortas as juras e as esperanças.
As mãos se soltaram, ficaram vazias.
O riso de outrora hoje é agonia...
Das noites de sonhos, restaram saudades,
Assim como do amor e da felicidade.
Em seu peito o frio, a alma vazia,
E da ilusão, ficou a nostalgia.
As flores murcharam e a emoção,
Hoje é tristeza, em meu coração.
Ouça declamado em: https://youtu.be/oe8TV71BWsw
simoni_souza0
Saudade
A saudade dói na alma, as lágrimas que caem são gotas de amor profundo, regando lembranças em nossa memória. Lembro-me de seus sorrisos, de seus olhares, de sua história.
A saudade é o laço invisível que não se rompe e nos mantém unidos, mesmo quando partimos. Ela é o preço que o tempo nos impõe, mas não nos impede que na vida prosseguimos.
Mia Rimofo
DESCOBRI
Que o sol queima
Que amo ver o mar
Descobri
O amor nos teus braços
Que a dor mata
Que os pássaros voam
Descobri
Que a oliveira dá flor
Que a maldade não tem cor
Que as palavras nos ferem
Descobri
Que o silêncio faz bem
Que Deus está em mim
Descobri, descobri
Que estar vivo é bom.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
QUERO QUEIMAR RASGAR TECER
Para perder-me nos teus longos abraços
E fiquem eternos sempre no meu coração
Regaço de ternura de tanta sofrida luz
Quero rasgar as vestes que me tapam
Para me despir arrancando todas as linhas
Onde despida eu consiga ver as vestes
Que dilaceram-me a carne até ao tutano
Quero queimar as vestes que me tapam
Para que as cinzas sejam lançadas ao vento
Nos gritos rasgados que a minha alma sente
Descosendo com as linhas do meu ser contigo.
A poesia de JRUnder
Deixe-me ser.
Deixe-me ser seu pedaço, a sua outra parte, sua outra metade.
Ser o seu complemento, seu motivo de espera, sua ansiedade...
Deixe que eu seja a razão, sua nostalgia e a sua saudade...
Deixe-me ser seu abrigo, o seu ombro amigo, sua mais pura verdade.
Deixe-me ficar ao seu lado, ser sua companhia, seu lugar de chegar,
Ser seu sonho em desperto, sua realidade e seu jeito de amar.
Ser sua brisa no rosto, o seu ar da montanha, o seu sopro do mar,
Ser o vento que passa e o velame da vida, se faça inflar.
Deixe-me ser a presença, a diferença que mude o viver,
Ser enfim seu calor, seu grito de amor, seu modo de querer.
Quero ser a alegria que ilumine seus dias, seu amanhecer...
Ser o seu alimento e a paz que precisas... Seu enternecer.
Ladybird
Aprendendo a voar
e virei
poesia
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
PERDOAR
Esqueça quem fala mal de si
Deixe que a vida se encarregue disso.
simoni_souza0
Espadas
Muitas eram as espadas cravadas em sua alma
E ela sangrava sem cessar.
Uma dor constante e infinita.
Em solitude, decidiu ela mesma
Cada espada arrancar,
Curar cada ferida.
O processo foi lento, doloroso e necessário.
A cada espada arrancada
Um vazio ficava em seu lugar.
O sangramento aumentava, mas ela sabia que com o tempo as feridas irão cicatrizar.
Ela não mais permitiria ser ferida.
Chegaria o dia em que irão lhe perguntar :
" Onde estão seus sentimentos? "
E ela responderia :
" Enterrados, junto com as lembranças dos que me fizeram sangrar ".
Luciana
Amor eterno ,Diamante
Eu sorrio,meus labios largos que mal cabem no rosto
as maçãs rosadas em plena primavera
onde as flores brotam no peito como um buquê de amor.
onde eu estava este tempo todo?
meu magnifico sorriso se escondia,
ja posso te amar denovo,
em toda a melodia.
como te amo a todo ano
entre toda essa ventania,
meu anjo de cabelos longos,
eu jamais irei te deixar,
meu coração se inebria ao te olhar,
suas costas fortes ,sua pele
meu coração dispara sem exitar.
como estou feliz nesta era,
essa jornada que se iniciou
esse amor tão louco
que jamais esfriou.
Luciana Aparecida Schlei-Praia grande SP
28-07-2020
Lagaz
Coisas tolas escrevem os poetas..
tens razão
não leia-os
acerca da vida e do amor
simples assim
odeio os auto criticos
que ignoram o coração
não tenho mais alma
para isso...
nem a paciência infinita
para anseios finitos
.... coisas tolas escrevem os poetas..
predadores infames
de ingenuidade juvenil
tenham certeza
mais fácil é passar pela vida
sem ser percebido
Pedro Rodrigues de Menezes
o poeta, o poema e o fantasma
suspenso nu
fantasma sem cor
com forma de fantasma
candura obliterada
interrupção incomum
cadáver assombroso
terra inclinada na chuva
um poeta sobre uma poça
milenar
o sangue coagulando todo
vertical
a veia míope tocando o
horizonte
a vírgula expansiva da sua artéria
cavernosa
os pés, uma chaga infernal do
caminho
as mãos, um claustro negro de
silêncio
o poeta salta
o poeta corre
o poeta também ri
mas o poeta está morto.
(Pedro Rodrigues de Menezes, "o poeta, o poema e o fantasma")
A poesia de JRUnder
O quanto amo
Quer saber o quanto eu amo?
Pergunte ao vento, que pela fresta assovia...
De como a dor, a angústia ou o lamento,
Destroem a calma e instalam a agonia.
Porque o amor nada é mais que o sopro,
Que agita a alma e alimenta a ilusão...
O que se ama, além da nostalgia,
Que troca em sonhos, o que era solidão?
E a identidade se considera perdida.
Viver agora é tão só, revolução...
Um bombardeio, que nas noites e nos dias,
De forma insana, dilacera o coração.
Amar é o quanto enfim desprendo,
Da própria luz, para iluminar a dois.
O quanto amo é o que deixo de ser,
No meu agora, para ser talvez, depois...
Clareanna V. Santana
Poesia Dilatada
há um problema profundo
que me rouba o mundo
e me tira o sossego.
Se eu conto o segredo
ninguém acredita
como pausa e palpita
aqui dentro do peito.
Me aperta de um jeito
que me falta o ar,
e se falo a respeito
me faz marejar.
É uma bola de carne
que cresce constante,
não para um instante
até me matar.
Clareanna V. Santana
@Clareamente
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