Escritas

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kronyer

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Silêncio

Quem me dera ser Lua
Refletir-me no mar

É que Lua nunca pensa
E se nega a pensar
Razão que não é sua

— O brilho solar
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shadowoftheworld

shadowoftheworld

No tic-tac do relógio

No tic-tac percebi
A vida às vezes demora a passar
Do tic-tac eu fugi
Mas a verdade veio me procurar 

Esperei o tic-tac cessar
Esperei encontrar uma saída 
Seu som me fez pensar
E não consegui fugir da vida 

O tic-tac me leva à realidade
À realidade subjetiva de cada mente viajante
Dessa experiência só a alma parte
E a energia preenche todo instante

O tic-tac me mostra com exatidão 
Todos irão embora
Não podemos fugir em vão
A verdade se esconde sem demora

Aos poucos ao partir
O tic-tac me mostrou, então
Só posso me permitir ir
Se deixar de ir em vão 

O tic-tac é incessante
Assim como é a vida
Cada momento é importante
A verdade é a saída 

A vida vivida com essência 
Sem medo da dor
Nos leva a transcendência 
Nos leva ao amor

O tic-tac nunca para
A cada minuto, o som vem reacender
O tic-tac, minha cara
A vida nos leva a entender







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simoni_souza0

simoni_souza0

Janela da alma

Sustentei o seu olhar 
por alguns instantes,
tentando decifrá- lo.
Olhar cálido, enigmático. 
Fui atraída por sua alma
ao conectar- me com seu olhar. 
Senti- me desnuda,
com a alma completamente exposta. 
Não resisti a essa chama
que arde em meu peito,
fazendo meu coração pulsar 
cada vez mais acelerado. 
Não tenho controle 
dos meus sentimentos, 
agora eles são seus.
Cada segundo diante desse olhar 
é uma eternidade de sensações 
que eu quero guardar. 
Apenas um toque
e eu cedo.
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Gabriela Lages Veloso

Gabriela Lages Veloso

À própria sorte

In memorian às vítimas da COVID-19

“Ei, hoje eu tô aqui, porque preciso da ajuda de ocês. Eu sô pobre, eu passo nicissidade. Eu e minha filha precisamu de dinhero pra comprá carvão, farinha e arroz. Eu só tô pedindo aqui, porque passo nicissidade” – na porta de uma agência bancária, gritava, cada vez mais alto, a velha senhora, em uma espécie de monólogo. Aparentemente, esse é somente um dia comum. Quantas pessoas como ela não vivem  mendigando para sobreviver? Porém, estamos bem distantes do que antes era conhecido como normalidade. Um ano já se passou. Tantos entes queridos partiram. Em média, estamos perdendo 4.000 brasileiros, diariamente, para a COVID-19.

Lembro-me bem, em um dia todos estávamos trabalhando, estudando, caminhando... vivendo. No instante seguinte, fomos bombardeados com a notícia de que deveríamos ficar em casa por apenas 15 dias, mas disseram que não deveríamos entrar em pânico. O tempo passou e os dias foram multiplicando-se. Nas ruas, nas casas, nos estabelecimentos, o medo se instalou permanentemente, pois a morte, com seu vento devastador, passou a levar a cada dia mais vítimas. Agora estamos nas trincheiras dessa guerra invisível, lutando pela vida, com armas simples, mas eficazes – higiene, máscaras e distanciamento social.

Entretanto, a negligência seletiva, aprendida desde o início dos tempos, tem prevalecido. E, agora, não somente as súplicas dos necessitados tem sido ignoradas, mas também a dos governadores, médicos e cientistas. Apesar das milhares de mortes, para muitos o negacionismo impera. “Nada está acontecendo, isso é só uma gripezinha, vai passar logo logo” – em uma esquina, dois amigos conversam, rindo da preocupação mundial. E, assim, a pandemia tem se agravado e prolongado. Até quando essa situação irá perdurar? Somente o tempo dirá.

VELOSO, Gabriela Lages. Crônica À própria sorte. In: Revista Minerva, 26 abr. 2021.
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números

números

Love.

         O amor é lindo. É como se fosse um arco-íris num dia nublado, que faz seu dia ficar feliz, colorido, animado. Você sai da sua zona melancólica e começa a pensar no lado bom da vida, você começa a pensar o quão sortudo você é por ter aquela pessoa.
         O amor... Tão complicado, mas tão simples ao mesmo tempo, esse é o porquê de eu te chamar de Meu Amor. Você é complicado às vezes, mas continua sendo simples.
Difícil de entender na maioria das vezes, mas mesmo assim não me canso de tentar desvendar os enigmas que você é... não me canso de tentar te entender.
          O amor é lindo e você é o meu amor.
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carlos Henrique Rodrigues Roque

carlos Henrique Rodrigues Roque

pessoas

Quando se rega uma semente, 
Em solo infértil,  
Oque esperas que nasça dali? 
Talvez uma flor! 
 
Mas do que adianta ter tanta esperança?  
A esperança por sua vez,  
Não ira tornar o solo fértil! 
 
Mas e se dali nascer uma flor? 
A flor terá espinhos ora! 
E os espinhos por sua vez, Irão feri-lo! 
E irão arrancar de você toda a esperança que um dia restava! 
Assim são as pessoas  
( Carlos Henrique Rodrigues Roque) 30/10/2020
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Trouxxana

Trouxxana

Sinto um tsunami léxico em mim:

Sinto um tsunami léxico em mim:
As palavras, expressões e metáforas
Sobrepõem-se e eu, sem âncora,
Afogo-me neste oceano sem fim.

Numa tentativa infrutífera de emergir, 
Deixo-me levar pela forte corrente -
Transponho para o papel, desordenadamente,
Todas as ideias provenientes do seu surgir.

E no momento em que sinto elevação,
E capto os raios solares refratados,
Retorno à penetrante e marítima escuridão.


Para sempre assim eu hei de permanecer:
Aprisionada nas profundezas dos meus intrincados
Pensamentos; na minha maresia de ser


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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

MALDITOS

Malditos são os que pregam a conciliação
Mas agem com deslealdade
Neste mundo de tanta maldade.
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paola_

paola_

(...)

nada pra fazer 

nada de ter 

sem refazer 

sem aprender 

assim sofrer 

assim doer 

é assim que é esmorecer
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Valmir (Durão)

Valmir (Durão)

Estação Poesia

Se frutos não deu
Gratule a florada
O ciclo se rompeu
Mas não a temporada.

Se flores não deu
Remedieis na sala
Nem só com buquê
Beleza se exala.

Se folhas não deu
Tenhas esperança
O galho cresceu
Pode a sua planta.

Se não germinou
Replante a semente
Regue mais um pouco
Seja persistente.

Primavera cubra
Que o outono vente
Inverno atenua
E o verão esquente.

Se aconteceu
Valeu a ciência
E agradeça a Deus
Pela sua presença.

              (Durão)
Publicado na revista Litera Livre - 26ª edição - 2021

Publicado na Antologia Poética Sarau Brasil 2020
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Gabriela Lages Veloso

Gabriela Lages Veloso

Sobre viver

Minha casa é o mundo.

Navio sem porto.


Minha comida é esmola.

Chuva no deserto.


Invisível, que sou,

Ando para sempre e nunca.


VELOSO, Gabriela Lages. Poema Sobre viver. In: Revista Cosmopolita, 10 mai. 2021.
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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Realidades


Recostar-me em seu peito e sentir seu calor
Caminhar ao seu lado, falar de amor...
Sonho  adolescente, quando a ilusão,
Fazia florir toda a minha emoção.

Ah! Vida! Onde está minha vida?
Aquela que eu  tanto quis...
Ah! Sonhos! Onde andam os sonhos?
Aqueles, que me faziam feliz.

O tempo passou e cumpriu seu papel,  
Promessas perdidas, jogadas ao léu.
Os anos se foram e em minha lembrança,  
São mortas as juras e as esperanças.

As mãos se soltaram, ficaram vazias.
O riso de outrora hoje é agonia...
Das noites de sonhos, restaram saudades,
Assim como do amor  e da felicidade.

Em seu peito o frio, a  alma vazia,
E da ilusão, ficou a nostalgia.
As flores murcharam e a emoção,
Hoje é tristeza, em meu coração.



Ouça declamado em: https://youtu.be/oe8TV71BWsw
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simoni_souza0

simoni_souza0

Saudade

Na solidão da noite a saudade aperta o peito, lembro-me dos entes queridos que se foram. A saudade é uma ponte que une céu e a terra, onde nossos amores eternamente moram.

A saudade dói na alma, as lágrimas que caem são gotas de amor profundo, regando lembranças em nossa memória. Lembro-me de seus sorrisos, de seus olhares,  de sua história. 

A saudade é o laço invisível que não se rompe e nos mantém unidos, mesmo quando partimos. Ela é o preço que o tempo nos impõe, mas não nos impede que na vida prosseguimos.
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Mia Rimofo

Mia Rimofo

DESCOBRI

Descobri
Que o sol queima
Que amo ver o mar
Descobri
O amor nos teus braços
Que a dor mata
Que os pássaros voam
Descobri
Que a oliveira dá flor
Que a maldade não tem cor
Que as palavras nos ferem
Descobri
Que o silêncio faz bem
Que Deus está em mim
Descobri, descobri
Que estar vivo é bom.
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

QUERO QUEIMAR  RASGAR TECER

Quero tecer as vestes que me cobrem 
Para perder-me nos teus longos abraços 
E fiquem eternos sempre no meu coração 
Regaço de ternura de tanta sofrida luz

Quero rasgar as vestes que me tapam
Para me despir arrancando todas as linhas 
Onde despida eu consiga ver as vestes
Que dilaceram-me a carne até ao tutano

Quero queimar as vestes que me tapam
Para que as cinzas sejam lançadas ao vento 
Nos gritos rasgados que a minha alma sente   
Descosendo com as linhas do meu ser contigo.
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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

Deixe-me ser.


Deixe-me ser seu pedaço, a sua outra parte, sua outra metade.
Ser o seu complemento, seu motivo de espera, sua ansiedade...
Deixe que eu seja a razão, sua nostalgia e a sua saudade...
Deixe-me ser  seu abrigo,  o seu ombro amigo, sua mais pura verdade.

Deixe-me ficar ao seu lado, ser sua companhia, seu lugar de chegar,
Ser seu sonho em  desperto, sua realidade e seu jeito de amar.
Ser sua brisa no rosto, o seu ar da montanha, o  seu sopro do mar,
Ser o vento que passa e o velame da vida, se faça inflar.

Deixe-me ser a presença, a diferença que mude o viver,
Ser enfim seu calor, seu grito de amor, seu modo de querer.
Quero ser a alegria que ilumine seus dias, seu amanhecer...
Ser o seu alimento e a paz que precisas... Seu enternecer.
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Ladybird

Ladybird

Aprendendo a voar

Eu flutuei
e virei 
poesia
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

PERDOAR

Perdoe quem tiver que perdoar
Esqueça quem fala mal de si
Deixe que a vida se encarregue disso.
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simoni_souza0

simoni_souza0

Espadas

Muitas eram as espadas cravadas em sua alma
E ela sangrava sem cessar.
Uma dor constante e infinita.
Em solitude, decidiu ela mesma
Cada espada arrancar,
Curar cada ferida.
O processo foi lento, doloroso e necessário.
A cada espada arrancada
Um vazio ficava em seu lugar.
O sangramento aumentava, mas ela sabia que com o tempo as feridas irão cicatrizar.
Ela não mais permitiria ser ferida.
Chegaria o dia em que irão lhe perguntar :
" Onde estão seus sentimentos? "
E ela responderia :
" Enterrados, junto com as lembranças dos que me fizeram sangrar ".

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 Luciana

Luciana

Amor eterno ,Diamante



Eu sorrio,meus labios largos que mal cabem no rosto
as maçãs rosadas em plena primavera
onde as flores brotam no peito como um buquê de amor.
onde eu estava este tempo todo?
meu magnifico sorriso se escondia,
ja posso te amar denovo,
em toda a melodia.

como te amo a todo ano
entre toda essa ventania,
meu anjo de cabelos longos,
eu jamais irei te deixar,
meu coração se inebria ao te olhar,
suas costas fortes ,sua pele 
meu coração dispara sem exitar.

como estou feliz nesta era,
essa jornada que se iniciou
esse amor tão louco
que jamais esfriou.



Luciana Aparecida Schlei-Praia grande SP
28-07-2020
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Lagaz

Lagaz

Coisas tolas escrevem os poetas..

... coisas tolas escrevem os poetas..
tens razão
não leia-os
acerca da vida e do amor
simples assim
odeio os auto criticos
que ignoram o coração

não tenho mais alma
para isso...
nem a paciência infinita
para anseios finitos

.... coisas tolas escrevem os poetas..
predadores infames
de ingenuidade juvenil
tenham certeza
mais fácil é passar pela vida
sem ser percebido
2 113
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Pedro Rodrigues de Menezes

Pedro Rodrigues de Menezes

o poeta, o poema e o fantasma

o corpo pairando
suspenso nu
fantasma sem cor
com forma de fantasma
candura obliterada
interrupção incomum
cadáver assombroso
terra inclinada na chuva
um poeta sobre uma poça
milenar
o sangue coagulando todo
vertical

a veia míope tocando o
horizonte

a vírgula expansiva da sua artéria
cavernosa

os pés, uma chaga infernal do
caminho

as mãos, um claustro negro de
silêncio

o poeta salta
o poeta corre
o poeta também ri
mas o poeta está morto.

(Pedro Rodrigues de Menezes, "o poeta, o poema e o fantasma")
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A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

O quanto amo


Quer saber o quanto eu amo?
Pergunte ao vento, que pela fresta assovia...
De como a dor, a angústia ou o lamento,
Destroem a calma e instalam a agonia.

Porque o amor nada é mais que o sopro,
Que agita a alma e alimenta a ilusão...
O que se ama, além da nostalgia,
Que troca em sonhos, o que era solidão?

E a identidade se considera perdida.
Viver agora é tão só, revolução...
Um bombardeio, que nas noites e nos dias,
De forma insana, dilacera o coração.

Amar é o quanto enfim desprendo,
Da própria luz, para iluminar a dois.
O quanto amo é o que deixo de ser,
No meu agora, para ser talvez, depois...

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Clareanna V. Santana

Clareanna V. Santana

Poesia Dilatada

No meu lado esquerdo,
há um problema profundo
que me rouba o mundo
e me tira o sossego.

Se eu conto o segredo
ninguém acredita
como pausa e palpita
aqui dentro do peito.

Me aperta de um jeito
que me falta o ar,
e se falo a respeito
me faz marejar.

É uma bola de carne
que cresce constante,
não para um instante
até me matar.


Clareanna V. Santana
@Clareamente
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