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Baal_Otavio
V - Nego o que me condena
V
Nego o que me condena
a seguir em frente
honrando a renúncia
com rescisões de difíceis decisões.
Mas, digna - inclinas-te
entretanto, pela indefinição
neste mundo rasteiro, rareia
a visão da queda e do chão
corrompendo os olhos - sem função?
(Bernardo Almeida)
Nego o que me condena
a seguir em frente
honrando a renúncia
com rescisões de difíceis decisões.
Mas, digna - inclinas-te
entretanto, pela indefinição
neste mundo rasteiro, rareia
a visão da queda e do chão
corrompendo os olhos - sem função?
(Bernardo Almeida)
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Baal_Otavio
III - Fugaz é a mágoa irrisória
III
Fugaz é a mágoa irrisória
da derrota: desistência iminente
penitência convalescente
mas, quase sempre, obediência
reverente - como na escravidão
(Bernardo Almeida)
Fugaz é a mágoa irrisória
da derrota: desistência iminente
penitência convalescente
mas, quase sempre, obediência
reverente - como na escravidão
(Bernardo Almeida)
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943798
Explicação da Vida
Mundo cruel,
Doce fel;
De quem pensa, triste é a decisão
Arcaica e moderna,
Simultâneas a mente fode,
A torre de babel erguendo-se,
No centro da mente, justamente.
E se tenta explicar-se o mundo,
Explicar não se pode mais;
Um, a fé diz ser,
Em inalcançável algo,
Narcísico, onisciente, onipotente e onipresente,
Que a maldade deixar ocorrer,
Por querer a justiça promover,
Somente na rampa dos céus.
Dizer, outro faz,
É um incesto: a vida é incesto,
desejo incestuoso,
Ergue-se o falo quando a genitora marca espaço,
Subir a faca faz, se o acompanhante moral, impede o falo,
E, disso tudo, surge a vida e o pesar.
Na cruz eu preso,
Diz, outro,
Ser somente uma unidade,
Hereditária, fundamental,
De tudo a base;
Gene, oh, majestade és;
Que do acaso,
- Acidente, pois, da matéria, bateu-se o carro -
Do caos pariu-se a ordem,
E da guerra do sem pensar,
Encontramo-nos num acidente,
Uma acaso que nasce e finda.
Sem solução, prossigo à morte;
Lembro-me bem, a caçar água, saí,
Pois a água que eu tinha,
- Ah, a mágica água, como fácil eras -
de beber difícil era;
Agora, cá eu aqui estou,
Ainda à caça d'agua,
Vi que bebendo lama eu poderia,
No passado, estar fazendo;
Quer dor,
Que pranto,
Nada cura,
Nada sara
Solucionada? nada,
nada nada
e nem mesmo nadar pode:
a água, talvez, existir é que não possa.
Doce fel;
De quem pensa, triste é a decisão
Arcaica e moderna,
Simultâneas a mente fode,
A torre de babel erguendo-se,
No centro da mente, justamente.
E se tenta explicar-se o mundo,
Explicar não se pode mais;
Um, a fé diz ser,
Em inalcançável algo,
Narcísico, onisciente, onipotente e onipresente,
Que a maldade deixar ocorrer,
Por querer a justiça promover,
Somente na rampa dos céus.
Dizer, outro faz,
É um incesto: a vida é incesto,
desejo incestuoso,
Ergue-se o falo quando a genitora marca espaço,
Subir a faca faz, se o acompanhante moral, impede o falo,
E, disso tudo, surge a vida e o pesar.
Na cruz eu preso,
Diz, outro,
Ser somente uma unidade,
Hereditária, fundamental,
De tudo a base;
Gene, oh, majestade és;
Que do acaso,
- Acidente, pois, da matéria, bateu-se o carro -
Do caos pariu-se a ordem,
E da guerra do sem pensar,
Encontramo-nos num acidente,
Uma acaso que nasce e finda.
Sem solução, prossigo à morte;
Lembro-me bem, a caçar água, saí,
Pois a água que eu tinha,
- Ah, a mágica água, como fácil eras -
de beber difícil era;
Agora, cá eu aqui estou,
Ainda à caça d'agua,
Vi que bebendo lama eu poderia,
No passado, estar fazendo;
Quer dor,
Que pranto,
Nada cura,
Nada sara
Solucionada? nada,
nada nada
e nem mesmo nadar pode:
a água, talvez, existir é que não possa.
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Frederico de Castro
Yes...

Sim..
Arranhei todo o silêncio trepando pelas paredes
Desta imensa alumbrada solidão
Fechei cada fissura de tantas desilusões pré-fabricadas
Agonizando em digressões factuais nesta hereditária existência
Condenada ao degredo que recrio nas minhas poéticas digressões
Sim...
Definitivamente acordei todos os silêncios deslumbrados
Afagando o corpo do tempo escorrendo pelo tempo
Sem apelo nem agravo...assim desesperadamente castrado
Sim...
Despistei os ventos reverberando pelos quatro cantos
Da Terra, dividindo emoções, desmembrando corações interditos
Remediando todo desejo embebido num sonho por onde parasito
Sim...
Arquitectei a longura da noite húmida vestindo o
Lombo das mesmas estrelas brilhando no parapeito celestial
Luzindo entre os artelhos deste silêncio bamboleando tão sensorial
Sim...
Descalcei as sombras que passarinham chilreando confidenciais
Inaugurando com festivo ímpeto a intrépida palavra cantarolando
Esparramada entre nosso vocabulário apaixonante e crucial
Sim...
Em cada drink poético me embebedei saturado por tantos
Beijos orquestrados, viciantes , veementemente majorados na oficina
Dos desejos onde promulgo para sempre este amor agora tão revigorado
Frederico de Castro
1 461
ania_lepp
Se vieres...(soneto)
Horas mortas...triste, sozinha,
porque não vens como quem nada quer,
assim de mansinho, sem nada dizer
e me beija...tua boca na minha...
Se vieres, em teus braços me aninha,
me aperta e me sufoca de prazer
a noite toda, até de cansaço ceder
e então, me aconchega e acarinha...
Deixa depois, de sonhos nos cobrir
e no calor do meu corpo te aquecer
e aí, até nos sonhos, nos satisfazer...
E quando o sol, nosso quarto invadir,
com teu beijo me acorda no amanhecer
e faz de novo o amor acontecer...
(ania)
(Ouvindo Kiss & thrills - Hindi Zahra)
https://www.youtube.com/watch?v=t1b0wo8dkIQ
porque não vens como quem nada quer,
assim de mansinho, sem nada dizer
e me beija...tua boca na minha...
Se vieres, em teus braços me aninha,
me aperta e me sufoca de prazer
a noite toda, até de cansaço ceder
e então, me aconchega e acarinha...
Deixa depois, de sonhos nos cobrir
e no calor do meu corpo te aquecer
e aí, até nos sonhos, nos satisfazer...
E quando o sol, nosso quarto invadir,
com teu beijo me acorda no amanhecer
e faz de novo o amor acontecer...
(ania)
(Ouvindo Kiss & thrills - Hindi Zahra)
https://www.youtube.com/watch?v=t1b0wo8dkIQ
360
aureliacambara
Coragem
Coragem
é para poucos
é para loucos
é para fortes
Coragem
é importante
E lhe faz falta
Para dizer
O que lhe consome
Saudade.
é para poucos
é para loucos
é para fortes
Coragem
é importante
E lhe faz falta
Para dizer
O que lhe consome
Saudade.
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Jorge Santos (namastibet)
Não confies na força das tuas asas, confia no ar que sob elas passa …

Não confies na força das tuas asas,
Mas no movimento que as traz detrás
Pra frente e na vontade que faz voar
E ninguém tira ou pode tirar, confia no ar
Que as sustenta no vacuo e onde ir, no prazer
De voar e no uso do saber que é de
Ninguém e o princípio de tudo que é o voo,
Que importam as sensações se a vontade
É tudo e o limite é um céu e a forma
De o olhar é sobretudo sentindo círculos
Circunferências e esferas como um artista
Sem conclusão, acordado à noite agradecido
Por ser humano em óxidos e enxofre,
Não confies na força das tuas asas incorpora-as
Nas mãos por ainda não ter passado
O teu futuro de libélula adormecida,
Oxalá os meus olhos se colem à substancia
De que é feito o cosmos, e ás asas desses anjos
Complexos que me fazem aqui estar e ser
Até tão tarde, viciado em ar e no movimento deste ...
Jorge Santos (03/2017)
http://namastibetpoems.blogspot.com
766
Jorge Santos (namastibet)
Bizarro

Bizarro
Uma bizarra noção, a da palavra dita,
Pronuncia-se e acabou, se a escrevo
Se fixa, se vale ou não, depende do
Compositor e não da validade oportuna
E do espécime, mas bizarras, quanto
Mais melhor e belas, as ditas por nós
E os silêncios pelo meio e dentro, graças
À voz, outra noção bizarra, fraca ou grossa,
Dependendo do conjunto, corpo e alma
E a faculdade de ouvir, a crença, se de noite
Quando sente ou nota o coração mais,
Se dia, dita perfeita e com fé que haja
Alguém ou algum caminho tal como o meu,
Bizarro, igual a ninguém, apenas a uma
Lembrança que em minha pronuncia há,
Bizarra noção a da palavra escrita,
Magnífica quando nem o entendimento
Entende, quanto mais o coração que
Não soa ao eu poético, mas à razão, bizarra qb
Para ser poesia e ilusão de pertencer a gente
Duma bizarra nação, a da palavra "ditada-
-Por-mim" ...
Joel Matos (02/2017)
http://joel-matos.blogspot.com
770
Jorge Santos (namastibet)
É a poesia parte …

É, de inegável maneira arte, a poesia,
Só por isso existo e esta alma que pensa,
Inconsciente que está sonhando, suave
O sonho, claro qu'é "vida-sentido-único",
Só porqu'isso existe e são meus braços e
Cansaços, sonho sem sentir aquele sonhar
Perfeito que se pode afirmar ser maior arte
Ou apenas consumo de mercearia, detergente,
Mercadoria "a-metro", falo p'los cotovelos,
Ensinei-os a mentir com sentimento qb.
No entanto não canso de prometer a mim
Mesmo um fio de cabelo com o pensar d'prata
Numa ponta, assim oval quanto o imenso
Universo, que é a esperança de ser tud'isso,
Só pra isso existo tod'eu, suposto Rei-Sol,
Deposto quando a serenidade da manhã
Acaba e se torna relento de fim-de-tarde,
Que sentido esta'arte de ser o tempo todo
Eu e não ser minha a fé, que a outros sabe
Tanto a sucesso e o meu falar implora
Essa inigualável maneira e forma d'arte.
Joel Matos (07/2017)
http://joel-matos.blogspot.com
701
ania_lepp
Entoar versos, o coração afaga...(soneto)
A noite é longa sem um acalanto,
horas vazias de cruel solidão,
o breu tudo cobre, feito manto
que envolve, aperta sem compaixão...
Da janela, avisto cada canto
da rua, pensando na aceitação
de ser tão sozinha e nos tantos
dias solitários que ainda virão...
Pego a viola, encontro guarida,
a saudade é menos dolorida,
a canção, aos pouquinhos, afaga...
Entoar versos sana a ferida,
mima e deixa a alma nutrida
e de carinho, o coração alaga...
(ania)
(Ouvindo Tears From My Eyes - Detroit Blues Band)
https://www.youtube.com/watch?v=75xRuoQV_BY
horas vazias de cruel solidão,
o breu tudo cobre, feito manto
que envolve, aperta sem compaixão...
Da janela, avisto cada canto
da rua, pensando na aceitação
de ser tão sozinha e nos tantos
dias solitários que ainda virão...
Pego a viola, encontro guarida,
a saudade é menos dolorida,
a canção, aos pouquinhos, afaga...
Entoar versos sana a ferida,
mima e deixa a alma nutrida
e de carinho, o coração alaga...
(ania)
(Ouvindo Tears From My Eyes - Detroit Blues Band)
https://www.youtube.com/watch?v=75xRuoQV_BY
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ania_lepp
...e fico assim...(soneto)
E fico assim vagando em meu mundo
no vazio do tempo o olhar perdido
o coração pela tristeza cingido
enterrando os sonhos sempre mais fundo...
E fico assim nesse marasmo profundo
medonho esmorecer anoitecido
remoendo lembranças de dias vividos
em que a poesia não calava um segundo...
E fico assim com minha mão calada,
como uma sentença, de versos vazia
sem rimas, sem letras, sem nada...
E fico assim, a alma paralizada
emudecida de poemas...insana afasia,
pela inspiração, não mais sustentada...
(ania)
(Ouvindo I Left - Hunt)
https://youtu.be/JUBNVxl88qg
no vazio do tempo o olhar perdido
o coração pela tristeza cingido
enterrando os sonhos sempre mais fundo...
E fico assim nesse marasmo profundo
medonho esmorecer anoitecido
remoendo lembranças de dias vividos
em que a poesia não calava um segundo...
E fico assim com minha mão calada,
como uma sentença, de versos vazia
sem rimas, sem letras, sem nada...
E fico assim, a alma paralizada
emudecida de poemas...insana afasia,
pela inspiração, não mais sustentada...
(ania)
(Ouvindo I Left - Hunt)
https://youtu.be/JUBNVxl88qg
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Jorge Santos (namastibet)
Sempre que desta falo …

Sempre que desta falo,
Metade é dom do luar, a ilusão,
A outra, humana completa,
A fala, ela com que conto
Como e do que é feito o pensar,
Tal é o caso daqui e agora,
Os sentidos mais são sobra,
Atraiçoam a imaginação,
Como ind'agora ao sonhar
Sonhos múltiplos disto pintados
De fresco e framboesa citrinos,
Todos em tons de laranja,
Omiti infelizmente do luar o tom
Metade e o espírito deste conversa
Não expressa, o que deveras
Sinto na humana metade minha
Que resta, que fala sempre que
Falo e me detesta sempre que
Falo desta na voz que Deuses
M'emprestam e consentem em
Parte, a palavra pequena, pequenina,
Pequenininha, minha ...
Jorge Santos (02/2017)
http://namastibetpoems.blogspot.com
699
Wagner
Viver?
Uma dia me perguntaram, o que é viver? e eu sem pensar respondi.
Viver é compreender o por quê de estarmos aqui,
Viver é saber que tudo tem um começo,meio e fim.
Viver é ser livre, e não aprisionar para não acabar aprisionado.
Viver é uma arte, que não pode ser expressada, que não pode ser escrita e nem pouco ser desenhada.
Viver é não se privar do que a vida tem a te oferecer.
Viver é não deixa que outros façam escolhas por você.
Pois no final vc é quem vai conviver com o resultado.
Viver é compreender o por quê de estarmos aqui,
Viver é saber que tudo tem um começo,meio e fim.
Viver é ser livre, e não aprisionar para não acabar aprisionado.
Viver é uma arte, que não pode ser expressada, que não pode ser escrita e nem pouco ser desenhada.
Viver é não se privar do que a vida tem a te oferecer.
Viver é não deixa que outros façam escolhas por você.
Pois no final vc é quem vai conviver com o resultado.
206
Baal_Otavio
Volúpia errante
Navegar é ir de encontro
Ao som inaudito do verso
Ainda a ser concebido
É uma tara, um manifesto
Contra a homofonia
De tudo que já está mapeado
Visto, lido e digerido
É partir em busca de si próprio
Lançando-se ao desconhecido
Sob o risco de encontrar-se
Emaranhado nas rédeas soltas pela loucura
Lendas, mitos e estrofes - o mar a desferir golpes
Para o navegante não triunfar
Inconsequência, eis a arrogância do desbravador
Ah! A pequenez de governar
Deixo aos monarcas de todas as eras
Corruptos, medíocres, medrosos
Dos tronos, escravos irreparáveis
Eu quero é desbravar!
Entrar para a história por uma outra porta
Que já existia, mas estava oculta
Até antes de eu chegar
(Bernardo Almeida)
293
MinSaurica-Len
O fim de um nós
Meu peito está acelerado
Minha mente está a milMeus ossos estão se quebrando,
Me sinto tão vil!
Seus olhos vejo ao longe
Clamando por meu ficar
Caso fosse antes,
poderia funcionar.
Meu sangue se esparrama
Meus olhos esbugalham
Não sou mais eu,
Minha vida foi para o ralo.
473
Jorge Santos (namastibet)
O sabor da terra …

sabor da terra ...
O sabor da terra é parecido ao da água,
A acrescentar os meus sentidos a chuva
Que cai e molha, não importa de que mar
Distante ela é, de que mundo que não vejo
Mas sinto cheiro de terra molhada e cerro
Os olhos pra que não fuja por eles o desejo,
O prazer do odor que nunca foi meu, mas inunda
O meu sossego e leva-me pela mão,
Longe da terra não existo nem soa real
O sonho que tento viver, imerso no verde
A pastar gado na bruma, indistinto é o serro,
Ermo o pensamento meu, quando escuto
É apenas o meu coração batendo ou não,
O sabor da terra é parecido com o a água,
O que eu não esperava é a própria imitação
De silêncio com que chuva cai no meu rosto,
Como se conhecesse meus inúteis segredos,
Ou sabendo da ausência de ruído no meu peito
Real ou faso. Ausente abaixo dum céu
Que lembra o que pra lá dele há, pressinto outro céu,
O meu ...
Joel Matos (03/2017)
http://joel-matos.blogspot.com
722
Ella Lorenza
Espalhar os olhos na vida
Dizia meu pai,
para não entortar de caminhos
para ter mais visão,
bastava espalhar os olhos na vida,
pela frente mesmo, em reta,
carecia de desvios não.
Tinha que ser alegre mesmo
ele dizia.
Se esparramar na vida,
''sem pensar demais em coisa nenhuma''.
Pensar demais machuca, judia.
Eu judio, em silêncio comigo.
Penso emaranhado,
vou perdendo o tempo do viver,
assim, só pensando.
Machuco e me dôo por costume,
Perdi o senso da vida pequena,
devagarinha,
tão bonita, tão distante de mim.
Me guardei em congestionamento
ideológico qualquer,
acabei me esquecendo.
Onde foi que me guardei?
Me perdi no jogo de perguntas e
constatações.
Me perdi em desculpas cínicas para
a vida mesma, nunca viver.
Medo?
para não entortar de caminhos
para ter mais visão,
bastava espalhar os olhos na vida,
pela frente mesmo, em reta,
carecia de desvios não.
Tinha que ser alegre mesmo
ele dizia.
Se esparramar na vida,
''sem pensar demais em coisa nenhuma''.
Pensar demais machuca, judia.
Eu judio, em silêncio comigo.
Penso emaranhado,
vou perdendo o tempo do viver,
assim, só pensando.
Machuco e me dôo por costume,
Perdi o senso da vida pequena,
devagarinha,
tão bonita, tão distante de mim.
Me guardei em congestionamento
ideológico qualquer,
acabei me esquecendo.
Onde foi que me guardei?
Me perdi no jogo de perguntas e
constatações.
Me perdi em desculpas cínicas para
a vida mesma, nunca viver.
Medo?
294
ania_lepp
Afloração da dor...(soneto)
Quando a noite surge e se agiganta
Queda em silêncio tudo lá fora,
Em meu coração, a tristeza é tanta
Sonhos não há...solidão ancora...
Lembranças trazem o nó na garganta
Desconsolada minh'alma chora
Nem mesmo a lua, essa dor espanta
Quando a pungente saudade aflora...
Tudo acabou...não há mais sentido
Não ter mais teus beijos...cruel castigo
Dos teus abraços, meu corpo tolhido...
Nada mais há, só lamento contido
Como barco sem rumo, a esmo, sigo
A magia, o encanto do ontem, perdidos...
(ania)
(Ouvindo "Silence" Music by Vadim Kiselev)
https://www.youtube.com/watch?v=OPtLphcT3lk
398
beneditocglimadonquixotepant
SOU POETA DEL MUNDO
Meus versos são asas internacionais
que voam pelo Universo
da Imaginação
da paixão
do Amor
e de repente pára
Nas Vielas da Saudade
e descobre que a realidade
tem um nome só:você!
Sou poeta del Mundo
na busca da paz
Sou afro-descendente-latino-americano!
que voam pelo Universo
da Imaginação
da paixão
do Amor
e de repente pára
Nas Vielas da Saudade
e descobre que a realidade
tem um nome só:você!
Sou poeta del Mundo
na busca da paz
Sou afro-descendente-latino-americano!
240
ania_lepp
Nem o blues consola...(soneto)
É noite...só escuridão mais nada,
os pirilampos em sua rotina
de iluminar a noite não estrelada,
dançam, procurando a lua bailarina...
É noite...se arrasta a madrugada
pela janela esvoaça a cortina,
o pensamento flutua...divaga
e a solidão vem, aperta e alucina...
No quarto o som do blues na vitrola
na memória, réstias de um passado
feliz...lembrança que me assola...
A lágrima surgue quieta e rola
o peito, pela saudade, apertado
nem o blues, nessa noite, consola...
(ania)
(Ouvindo Turn me on - Norah Jones)
https://youtu.be/UUbqn9d4fj0
350
IcaroJosue
De longe...
Se longe, divido-me
Se perto, diviso-te
De longe, sinto o aperto
De perto, sinto-me monge
De longe, a melhor dádiva
De perto, eu sou da diva
De longe, sinto saudade
De perto, sinto que Deus deu...mas ela quem é a divindade
Sinto de verdade...
De longe, eu te espero
Se perto, eu te Contemplo
De longe, me Desespero
Se perto, não tem prazo
Me agarro no teu abraço e faço-o de meu templo
Mas faz tempo, que não enxergo
Que não te vejo de perto
Esse poema veio de perto pra dizer que:
De longe, eu só queria estar perto dos dias mais longes, que estaremos pertos...
Se perto, diviso-te
De longe, sinto o aperto
De perto, sinto-me monge
De longe, a melhor dádiva
De perto, eu sou da diva
De longe, sinto saudade
De perto, sinto que Deus deu...mas ela quem é a divindade
Sinto de verdade...
De longe, eu te espero
Se perto, eu te Contemplo
De longe, me Desespero
Se perto, não tem prazo
Me agarro no teu abraço e faço-o de meu templo
Mas faz tempo, que não enxergo
Que não te vejo de perto
Esse poema veio de perto pra dizer que:
De longe, eu só queria estar perto dos dias mais longes, que estaremos pertos...
134
Wagner
Sou assim
Há se tivéssemos noção de quanto é curto o tempo que nos foi reservado pra essa vida, o que faríamos ?
Poderíamos só deixar a vida nos levar ou escrever nossa história?
Se entregar as derrotas ou buscar a vitória?
Eu optei em escrever a minha história, sigo apenas o roteiro que eu criei pra mim, não me deixo ser influenciado, não vivo por rótulos, vivo pelos princípios que mesmo criei, sigo meus ideais, muitos me criticam, outros me aplaudem, alguns até comentam, mas sou assim, louco consciente, amigo fiel, irmão para todos os momentos...
Poderíamos só deixar a vida nos levar ou escrever nossa história?
Se entregar as derrotas ou buscar a vitória?
Eu optei em escrever a minha história, sigo apenas o roteiro que eu criei pra mim, não me deixo ser influenciado, não vivo por rótulos, vivo pelos princípios que mesmo criei, sigo meus ideais, muitos me criticam, outros me aplaudem, alguns até comentam, mas sou assim, louco consciente, amigo fiel, irmão para todos os momentos...
189
ania_lepp
Sonhos dispersos...
De tudo
Nada mais restou
Nem toque, nem verso
só sonhos, no vento,
dispersos...
(ania)
320
Frederico de Castro
Olha...são rosas

Nesse jardim plantei um mar de rosas viçando
Depois reguei todas elas com o perfume que roubo
A cada pétala embalsamada e embebida no bálsamo
Da poesia anfitriã do amor que aprimoro a cada verso
Espantando o senil alzheimer do tempo chegando
Chegando litigante e viril
Olha como as rosas nascem assim estonteantes
Compondo e colorindo o puzzle destas palavras pujantes
Aplaudem e eclodem no universo literário onde colecto
Cada letra transbordando a condizer
Redimindo toda a rima que se amontoa no cosmos da
Poesia contagiada de prazer
Deixa que as rosas perfumem o ar que nos alimenta
Roguem à fé toda uma oração descrita na ementa do amor
Suprindo à razão o exercício da mais fiel adoração
Ó Deus meu...seja o temor e a obediência a imagem
Que acalenta minha fé e toda a minha inspiração
Onde pernoitar a mais bela rosa, então bebo-a
Sugando todos os fluídos perfumados do dia vasculhando
Cada odor que exalam assim conclamados, arregaçando as
Mangas do tempo que ressuscita agora fiel e mais apaixonado
Frederico de Castro
1 543
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