Escritas

Explicação da Vida

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Mundo cruel,

Doce fel;

De quem pensa, triste é a decisão

Arcaica e moderna,

Simultâneas a mente fode,

A torre de babel erguendo-se,

No centro da mente, justamente.



E se tenta explicar-se o mundo,

Explicar não se pode mais;

Um, a fé diz ser,

Em inalcançável algo,

Narcísico, onisciente, onipotente e onipresente,

Que a maldade deixar ocorrer,

Por querer a justiça promover,

Somente na rampa dos céus.



Dizer, outro faz,

É um incesto: a vida é incesto,

desejo incestuoso,

Ergue-se o falo quando a genitora marca espaço,

Subir a faca faz, se o acompanhante moral, impede o falo,

E, disso tudo, surge a vida e o pesar.



Na cruz eu preso,

Diz, outro,

Ser somente uma unidade,

Hereditária, fundamental,

De tudo a base;

Gene, oh, majestade és;

Que do acaso,

- Acidente, pois, da matéria, bateu-se o carro -

Do caos pariu-se a ordem,

E da guerra do sem pensar,

Encontramo-nos num acidente,

Uma acaso que nasce e finda.



Sem solução, prossigo à morte;

Lembro-me bem, a caçar água, saí,

Pois a água que eu tinha,

- Ah, a mágica água, como fácil eras -

de beber difícil era;

Agora, cá eu aqui estou,

Ainda à caça d'agua,

Vi que bebendo lama eu poderia,

No passado, estar fazendo;

Quer dor,

Que pranto,

Nada cura,

Nada sara

Solucionada? nada,

nada nada

e nem mesmo nadar pode:

a água, talvez, existir é que não possa.
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Comentários (1)

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SergioRicardo
SergioRicardo
2017-09-28

Pura acidez!