Lista de Poemas
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ania_lepp
Meu canto...(soneto)
Meu canto é verso estranho, que divaga
É loucura, é absinto que embriaga
É ferida na alma, é aniquilamento
Meu canto é saudade, é aprisionamento...
Meu canto é verso duro que não afaga
É grito preso na garganta, é chaga
É sussurro, é suspiro, é lamento
É dor que não quer calar, é tormento...
Ó Deus, devolva meu canto de outrora
Sem lágrimas, sem mar, sem alagamento
Sem atribulação, sem ressentimento...
Um canto com versos sobre a aurora
Que fale de cores, de flores e do vento
Um canto doce, uma poesia, um acalento...
(ania)
(Ouvindo Hungry Ghosts - Nothing Has To Happen)
https://www.youtube.com/watch?v=6e-RGA1DQjE
431
Isabel Pires
da intermitência
encontrei uma imagem de um chão empedrado, com hastes de flores a rebentarem das reentrâncias,
e lembrei-me de ti.
tal como aconteceu com aquela foto desfocada, ou que me parecera desfocada naquele dia,
tal como aconteceu com aquela foto desfocada, ou que me parecera desfocada naquele dia,
em que me lembrei mais de ti por falta das lembranças que queria de ti.
o presente / ausente
do imaterial
é uma massa tão bruta quanto delicada
em que tanto contam os acidentes físicos, palpáveis e que se podem medir,
como as balizas frágeis do tempo:
muito ou pouco, que passa depressa ou escorre devagar, do faltar pouco ou muito,
dos dias que conto para ti ou sem ti.
o sorriso tímido,
aquele que não sabe bem para onde ir,
se para o lado em que se abre mais ou se para a outra banda, a da clausura,
pincelado a açúcar mascavado,
assemelha-se ao redondo mais-que-perfeito do intervalo para ti.

Nathaniel Merz
302
anna_chaves4
Tempos de saudades
Queria tanto voltar no tempo
Voltar nos tempos de criança
E de ver todas aquelas lembranças
Que deixaram para mim
Ah se eu pudesse voltar no tempo
Consertaria todos os meus erros
Que antes não consegui
Se eu pudesse voltar no tempo
Ia curtir ao máximo todas as músicas boas nacionais
Porque nos dias de hoje já falta demais
No meu tempo criança era inocente
Hoje vêem malícia em tudo
Não entendo o mundo de hoje
Está tudo perdido...
461
vitor_miranda
Pipoqueiro
quando
o pipoqueiro
vai embora
nada mais pula
de felicidade
no centro
da cidade
o pipoqueiro
vai embora
nada mais pula
de felicidade
no centro
da cidade
444
ania_lepp
Como te falar de amor...(soneto)
Como poderia te falar de amor
se não tenho como me comunicar,
se as palavras precisam se calar,
camuflando do sentimento o ardor?
Como poderia te falar de amor
se me foi proibido demonstrar,
se até o pouco tive que mascarar,
diluindo do que sentia, o calor?
Como poderia te falar de amor
se nem o vento deve compactuar
e minhas palavras se nega levar?
Como te falar de paixão e de amor
se as portas todas te dispôs a fechar,
se nem nos teus sonhos, me deixas entrar?
(ania)
376
Christian Siqueira
RUBRICA
Cresci, não tenho rubrica
Meu silêncio é grito
Meu laço é súplica,
Ando esquisito.
Minha cabeça anda
Como meu quarto
Desarrumado, tudo fora
Do lugar, fechado.
Quanto mais eu me conheço
Mais me aprisiono.
Insônia me abraça
Eu clamo pelo sono.
Deixei tudo para depois,
No olho ficou a remela.
Hoje sai para ver o
Mundo todo, da janela.
O dever se esconde na cabeceira,
Deixar para depois
É a sentença traiçoeira.
Foi o dia, mas nada se foi,
tudo pendente.
O olho no olho, a comunhão,
a feição sorridente.
Perdoe meu astral baixo
Perdoe-me, não me encaixo.
Não renovei minha identidade,
Talvez eu que seja lucido de mais
Para essa insanidade.
Meu silêncio é grito
Meu laço é súplica,
Ando esquisito.
Minha cabeça anda
Como meu quarto
Desarrumado, tudo fora
Do lugar, fechado.
Quanto mais eu me conheço
Mais me aprisiono.
Insônia me abraça
Eu clamo pelo sono.
Deixei tudo para depois,
No olho ficou a remela.
Hoje sai para ver o
Mundo todo, da janela.
O dever se esconde na cabeceira,
Deixar para depois
É a sentença traiçoeira.
Foi o dia, mas nada se foi,
tudo pendente.
O olho no olho, a comunhão,
a feição sorridente.
Perdoe meu astral baixo
Perdoe-me, não me encaixo.
Não renovei minha identidade,
Talvez eu que seja lucido de mais
Para essa insanidade.
431
ania_lepp
Acalentando sonhos...
Sigo pela vida
Rezando novenas,
Tecendo as cordas do pensar,
Acalentando sonhos,
Guardados no jogo da memória...
Percorrendo caminhos,
Seguindo trilhas,
Cruzando mares...
Todos os meus passos,
Seguem teus rastros,
Esperando, na curva do amanhecer,
Com o lume do bem querer,
Finalmente, te encontrar!
(ania)
(Ouvindo Love in Dreams)
https://www.youtube.com/watch?v=649frOh-ISg
375
Ella Lorenza
Sublimação
'Sublimação da alma em cárcere
quando sonha, quando tira os pés do chão,
quando fecha os olhos bem abertos,
se enxergar de vez por todas.
Sofre menos quando aceita seu hospício,
sua casa, lar de sugestão.
O velho paradígma, adianta-se no tempo,
expressão artísitica dos falidos persistentes.
Cria do mundo que ela cria,
descubre formas, seu contento, manifestação.
quando sonha, quando tira os pés do chão,
quando fecha os olhos bem abertos,
se enxergar de vez por todas.
Sofre menos quando aceita seu hospício,
sua casa, lar de sugestão.
O velho paradígma, adianta-se no tempo,
expressão artísitica dos falidos persistentes.
Cria do mundo que ela cria,
descubre formas, seu contento, manifestação.
421
ania_lepp
...e se eu partir? (soneto)
E se eu me for e de brumas me vestir
e partir na noite, trilhando distâncias,
me transformar em milhas e em frente ir,
seguindo sob qualquer circunstância?
E se eu me for sem mesmo permitir
um beijo nem gesto em concordância,
e com o olhar no além, somente seguir
em frente, chorando, mas com elegância?
E se depois de algum tempo, a nostalgia
se fizer presente e no som do vento
tu ouvires minha voz em teu pensamento?
Mesmo não vendo ninguém, a tua poesia
me trará, e tu te sentirás tão só
que chorarás por ti...chorarás por nós...
(ania)
(Ouvindo Requiem for a dream)
https://www.youtube.com/watch?v=ZnszLJOIMPU
491
beneditocglimadonquixotepant
EI,VOCÊ!
Ei,você que passa
Toda sem graça
No meio da Praça
Pare e repare no varal
Sem igual
De poemas com mil temas
Que até falam de você.
Deixe de lado o orgulho
E dê um mergulho
Na magia da poesia
Que se escorre na rua
Ou flutua no seu olhar
Veja a beleza da natureza
Que se desenha na Praça
Olhe o Coreto,as Estátuas e o Lago.
Toda sem graça
No meio da Praça
Pare e repare no varal
Sem igual
De poemas com mil temas
Que até falam de você.
Deixe de lado o orgulho
E dê um mergulho
Na magia da poesia
Que se escorre na rua
Ou flutua no seu olhar
Veja a beleza da natureza
Que se desenha na Praça
Olhe o Coreto,as Estátuas e o Lago.
175
Christian Siqueira
QUERO
Agora a caminhada parou
O sorriso da multidão se desvaneceu,
O que era belo padeceu.
Vou continuar a caminhar...
Sem o olhar de criança,
Mas como uma criança chorando pelo seu colo.
Quero voar de novo como uma andorinha,
Mas uma sozinha não faz verão.
Quero mergulhar profundo em minha solidão
Para ver se nela te acho,
E assim, encontrar uma solução.
Quero andar sozinho para não mais me esquecer
Do teu caminhar
Quero apenas andar, entre vários caminhos que não me leve
A nenhum lugar.
Quero me achar em teus braços
Mesmo sabendo que não os detenho.
Quero passar por aquele caminho cheio de espinho
Para que você me encontre sozinho,
E veja o quanto dependo de ti.
Que minhas preces elevem a DEUS meus pedidos
Mais egoístas,
Não me dê as costas, me responda,
Sonde-me, verás que o que te peço não é muito,
Se não puder me dar, faz a tua vontade e desliga meus aparelhos
Para que eu possa enxergar no fim do túnel a luz na retina
De um alguém que apenas com um sorriso me reanima.
464
Ella Lorenza
Eu e a vida
Amiga minha mesma não sou,
Me falta sempre um não sei o que de vida,
Uma vontade, um respirar macio.
Judio? Me faço pequena e me enterro,
sou rala vivendo pelas bordas.
Me falta vida dada,
certo sentido, alguma certeza.
Um olhar para dentro, saber de alguma coisa.
Ver sem deixar de enxergar,
Sou sempre pelas metades,
sem talentos de viver.
Passo pelo resto dos caminhos,
beiro a vida e ela me beira, me abandona.
Passa batida, um esbarro, negligenciando
o ser, me indifere.
Insisto ralhando comigo e também com
a vida.
Mas nessas tristezas periódicas, acho beleza,
coisas vidas nessa vida meio morte,
aparições encantadas.
Procuro disfarçadamente essa beleza,
esse espírito,
para me fazer viva também.
Um dia eu mesma me acharia coisa inteira,
coisa viva?
Me falta sempre um não sei o que de vida,
Uma vontade, um respirar macio.
Judio? Me faço pequena e me enterro,
sou rala vivendo pelas bordas.
Me falta vida dada,
certo sentido, alguma certeza.
Um olhar para dentro, saber de alguma coisa.
Ver sem deixar de enxergar,
Sou sempre pelas metades,
sem talentos de viver.
Passo pelo resto dos caminhos,
beiro a vida e ela me beira, me abandona.
Passa batida, um esbarro, negligenciando
o ser, me indifere.
Insisto ralhando comigo e também com
a vida.
Mas nessas tristezas periódicas, acho beleza,
coisas vidas nessa vida meio morte,
aparições encantadas.
Procuro disfarçadamente essa beleza,
esse espírito,
para me fazer viva também.
Um dia eu mesma me acharia coisa inteira,
coisa viva?
293
felipelarson
PARA MEU FILHO
No céu
Criança feita de papel
Buscando as nuvens de algodão
Riscando o chão com giz
Gritando eu sou feliz
Venha ver o que eu fiz
Então,
Brincar com bolha de sabão
E perguntando o por quê?
De ter novos desejos
Criar novos desenhos
Mandar alguns beijos
Eu sou assim inocente
E é por isso que eu vim ao mundo
E é por isso que estou aqui
E é por isso que mudo seu rumo
Pai e mãe, esse é o meu sorriso
Criança feita de papel
Buscando as nuvens de algodão
Riscando o chão com giz
Gritando eu sou feliz
Venha ver o que eu fiz
Então,
Brincar com bolha de sabão
E perguntando o por quê?
De ter novos desejos
Criar novos desenhos
Mandar alguns beijos
Eu sou assim inocente
E é por isso que eu vim ao mundo
E é por isso que estou aqui
E é por isso que mudo seu rumo
Pai e mãe, esse é o meu sorriso
521
ania_lepp
Plenitude...(Soneto)
Quero o florir e o reflorir da magia
de instantes, sempre no hoje, no agora,
no momento atual...por dentro, por fora,
das coisas tangíveis, sensíveis, a euforia...
Quero a surpresa do sussurro e a alegria
do frêmito no corpo e que na pele aflora
e que se espalha e que na alma ancora
e que incendeia, explode...se faz sinfonia...
Quero o que ainda não me permiti, o devaneio
do oculto, o vibrar do espanto no grito,
quero do acontecer o pleno, o cheio...
Quero sem pressa a emoção do anseio,
sem medidas, sem mistérios no rito,
quero a descoberta do que ainda não veio!
(ania)
de instantes, sempre no hoje, no agora,
no momento atual...por dentro, por fora,
das coisas tangíveis, sensíveis, a euforia...
Quero a surpresa do sussurro e a alegria
do frêmito no corpo e que na pele aflora
e que se espalha e que na alma ancora
e que incendeia, explode...se faz sinfonia...
Quero o que ainda não me permiti, o devaneio
do oculto, o vibrar do espanto no grito,
quero do acontecer o pleno, o cheio...
Quero sem pressa a emoção do anseio,
sem medidas, sem mistérios no rito,
quero a descoberta do que ainda não veio!
(ania)
494
Antonio Aury
Vida em Construção(refrão)
Ando de cabeça erguida
Sigo minha caminhada
Realizando os meus sonhos
Sempre dentro da medida!
Pois limites são necessários
Para prosseguir com vida!
Barão Mandês
Sigo minha caminhada
Realizando os meus sonhos
Sempre dentro da medida!
Pois limites são necessários
Para prosseguir com vida!
Barão Mandês
234
ania_lepp
Toques meus...
Quando todo o resto
de mim,
em ti fenecer,
por certo,
apesar de tudo,
sentirás na brisa
que te afaga,
leves toques meus...
Toques que te trarão,
ainda que não queiras,
lembranças de um tempo
de vinho e rosas,
um tempo de beijos,
risos e festas,
onde, mesmo sem querer,
foste muito feliz!
(ania)
356
Christian Siqueira
RETRATO SUJO
Meio que citando vários poetas alheios
Somos recreio de uma fase de felicidade interrompida,
Fomos criados do pecado, somos matéria esculpida.
Sintoma é grave, várias portas abertas e todas elas têm chave.
Escrevo em pergaminhos letras que o vento levou como uma ave.
As desventuras vividas e não contadas por cada Zé de esquina
Torna mais forte a esperança na medida que vem a neblina,
O futuro revelado é o passado na história que não declina.
Fadiga, cansado, no olhar do pescador que vive marejado
Esperando a ordem de jesus para jogar a rede para o outro lado.
Cada esquina conta o que ninguém quer escutar,
Indiferentes, a esmos, crentes com medo no olhar.
A vida é insaciável, as ruas fazem hora para tragar,
Traga mais um para contemplar, no beco da folia a folia levar.
Vai, foi... mais um por bala, por droga, por mina,
Por grana, inclina a cabeça e volta para rotina.
Político empacotado entra no carro chega a ter indigestão.
Calma, que não tem mais volta, esse a gente parcela no cartão.
Tristeza é banzo, vida sofrida,
Muita vivência para pouca avenida.
Labuta diária, o sol nasce mais cedo, tarrafa na costa.
Olhar frio sem medo, sobe a temperatura, dobra a aposta.
Os olhares de bichos afoito consomem o que consomem o rim,
Cada canto tem um gênio perdido ou matemáticos de botequim.
O asfalto ferve, filmo cada ação que minha mente descreve;
Monetizar é sobreviver, viver é não esfriar como a neve.
Notas não aquecem, os morros brancos refletem ouro raro,
Caminho, sente o pigarro busco algo genuíno, canso, respiro e paro.
Quero um amparo como de um colo materno, me parece difícil;
Na falta promete, finge que faz e repete tudo vira comício.
Comemora o que é de direito procura respeito e ver que se foi,
Junto com sua moral as telhas o tijolo tudo, aplicado nas cabeça de boi.
Engravatado de terno seduz sua lábia, aumenta o conflito interno.
Vivência sozinho, no veneno da vida cresce mais um sem amor paterno.
Papo cabeça, conversa de visão está faltando, ser mais um eu não quero.
Os problemas se resolvem sem bula, sem receita, o nosso marco é zero.
Manhãs quentes, noites são frias, almas se fecham em bares abertos.
O medo arredio, oportunidades escassas formam gênios não descobertos,
Cada história contada pela boca de um senhor que não morreu
Mostra o amor no peito de um simples morador que aqui já viveu.
413
ania_lepp
...de um jeito só meu...
...e se eu, sussurrasse teu nome,
de um jeito só meu,
um jeito que só tu
reconhecerias...
de um jeito que até o vento, em reverência,
silenciaria...
ah...amor...eu sei que teu coração,
mesmo além montanhas,
meus sussurros ouviria...
e de amor,
em resposta, também
meu nome...
...sussurraria...
(ania)
366
LuisCarlos05
Desencontro.
Enquanto busco seguir seus passos
Seus desejos, seu olhar e gestos
Nada recebo nem mesmo um simples gesto
De carinho e de aprovação.
Seus passos seguem distantes, por atalhos
Dos quais não tenho como trilhar
Mesmo que ás vezes tento lhe acompanhar
Pairando a sombra do seu reprovar.
Seus cabelos bailam ao receber
Ao sabor do vento do norte ao sul
A brisa refrescante ao passear
E colher flores do jardim natural.
Não permite que eu lhe diga
Do meu sentimento, do meu sonho
E da dor da solidão
Que teima em morar no meu ser.
Olho o vazio sem encontrar o seu destino
Escondes em cada esquina o seu corpo
Dissimula seu perfume
Para burlar meu eterno encontro
Tudo me leva sempre ao desencontro
Para gritar na solidão dos dias
O meu querer
O seu ser.
Gyn, setbro 2017
Licroceh usalsolo
259
Paulo Sérgio Rosseto
SÓRDIDA MÃO
Sórdida mão esta, que assegura o lucro
Que apara a lente, sulca os sentimentos
Redireciona o ar, reendireita a vértice
Reapruma o leme, estribilha o mote
Mata a pastilha exangue, enxagua o molde
Se deita vaga, vagamente boia
Copula lerda entre as pernas tortas
Das tardes martas, corpulentas bolhas
Algas magras, estas brandas nesgas
Endiabradas, aferidas, federadas
Quando ajoelham pedem resolutas
Absolutamente anoitecidas, reclusas
Repletas de calos que incomodam
As incoincidências, e discriminam
Adoidadas tudo que de lúcido enseja
E rasteiramente rastreia e arrasa
Convexa aurora, então desconecta da noite
Adiciona o dia intersol sob as asas puas
E se não voa, cavalga ao menos no longo apelo da lua
Fazendo chegar inteira a satisfação da mera escolha
Nos labirintos arcanos, desformados, sem cheiros,
Sem gruas e nexos, ceifando as falsas hipóteses
De se encontrarem as duas, nos momentos
Raros e rarefeitos no afio laminado da navalha
Que apara a lente, sulca os sentimentos
Redireciona o ar, reendireita a vértice
Reapruma o leme, estribilha o mote
Mata a pastilha exangue, enxagua o molde
Se deita vaga, vagamente boia
Copula lerda entre as pernas tortas
Das tardes martas, corpulentas bolhas
Algas magras, estas brandas nesgas
Endiabradas, aferidas, federadas
Quando ajoelham pedem resolutas
Absolutamente anoitecidas, reclusas
Repletas de calos que incomodam
As incoincidências, e discriminam
Adoidadas tudo que de lúcido enseja
E rasteiramente rastreia e arrasa
Convexa aurora, então desconecta da noite
Adiciona o dia intersol sob as asas puas
E se não voa, cavalga ao menos no longo apelo da lua
Fazendo chegar inteira a satisfação da mera escolha
Nos labirintos arcanos, desformados, sem cheiros,
Sem gruas e nexos, ceifando as falsas hipóteses
De se encontrarem as duas, nos momentos
Raros e rarefeitos no afio laminado da navalha
1 341
Gerson Carvalho
Pensamentos
Meus pensamentos borbulham, agitados como as ondas do mar
Meu corpo à espera de um abraço, não consigo o dominar.
Algo tão simples, mas tão complicado
As vezes me pego a pensar:
Será que um dia o terei?
Meu corpo à espera de um abraço, não consigo o dominar.
Algo tão simples, mas tão complicado
As vezes me pego a pensar:
Será que um dia o terei?
205
felipelarson
TANTO FAZ
QUANDO CHEGO EM CASA
ONDE ESTA VOCÊ?
TEUS LIVROS, RETRATOS E TEU CHEIRO
PARO E ME PERGUNTO
O QUE É QUE VOU FAZER?
SEGREDOS DE UMA VIDA
INTEIRA PARA VIVER
SENTIMENTOS
QUE NÃO VOLTAM MAIS
PENSAMENTOS
TANTO FAZ
UM QUARTO TÃO VAZIO
LEMBRANÇAS SEM QUERER
RECADOS DE BATOM NO ESPELHO
ENTRE JURAS E PROMESSAS
QUE FIZEMOS PARA VALER
FICA A SAUDADE DE UMA HISTÓRIA
QUE NÃO VOU ESQUECER
TEMPO ESCORRE PELAS MÃOS
FOI EMBORA!
VENTO LEVA EMBORA OU TRAGA AGORA MINHA RAZÃO
MAS TANTO FAZ!
ONDE ESTA VOCÊ?
TEUS LIVROS, RETRATOS E TEU CHEIRO
PARO E ME PERGUNTO
O QUE É QUE VOU FAZER?
SEGREDOS DE UMA VIDA
INTEIRA PARA VIVER
SENTIMENTOS
QUE NÃO VOLTAM MAIS
PENSAMENTOS
TANTO FAZ
UM QUARTO TÃO VAZIO
LEMBRANÇAS SEM QUERER
RECADOS DE BATOM NO ESPELHO
ENTRE JURAS E PROMESSAS
QUE FIZEMOS PARA VALER
FICA A SAUDADE DE UMA HISTÓRIA
QUE NÃO VOU ESQUECER
TEMPO ESCORRE PELAS MÃOS
FOI EMBORA!
VENTO LEVA EMBORA OU TRAGA AGORA MINHA RAZÃO
MAS TANTO FAZ!
287
ania_lepp
Todas as manhãs...
Todas as manhãs,
vestida de poesias,
ela trilha estradas
a procura de sorrisos,
de mãos, de acenos
e sonha...
Todas as manhãs,
ela em pensamentos,
em esperanças se envolve
e devaneia...
Cria asas, voa,
flutua...
Todas as noites,
ela sepulta os sonhos
e adormece a chorar,
mas todas as manhãs,
ela, novamente,
volta a sonhar...
(ania)
(Ouvindo Magic Dreams - Stephen Schlaks)
https://youtu.be/hOdIQimupSg
360
deyseribeiro
(Re)generação
Escorre, se nega,
Arde!
Meu corpo transborda,
Ele queima!
Renasce
Ressurge das cinzas.
Arde!
Meu corpo transborda,
Ele queima!
Renasce
Ressurge das cinzas.
251
Português
English
Español