Olha...são rosas
Frederico de Castro

Nesse jardim plantei um mar de rosas viçando
Depois reguei todas elas com o perfume que roubo
A cada pétala embalsamada e embebida no bálsamo
Da poesia anfitriã do amor que aprimoro a cada verso
Espantando o senil alzheimer do tempo chegando
Chegando litigante e viril
Olha como as rosas nascem assim estonteantes
Compondo e colorindo o puzzle destas palavras pujantes
Aplaudem e eclodem no universo literário onde colecto
Cada letra transbordando a condizer
Redimindo toda a rima que se amontoa no cosmos da
Poesia contagiada de prazer
Deixa que as rosas perfumem o ar que nos alimenta
Roguem à fé toda uma oração descrita na ementa do amor
Suprindo à razão o exercício da mais fiel adoração
Ó Deus meu...seja o temor e a obediência a imagem
Que acalenta minha fé e toda a minha inspiração
Onde pernoitar a mais bela rosa, então bebo-a
Sugando todos os fluídos perfumados do dia vasculhando
Cada odor que exalam assim conclamados, arregaçando as
Mangas do tempo que ressuscita agora fiel e mais apaixonado
Frederico de Castro
Comentários (1)
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SergioRicardo
2017-09-21
Obrigado por nos dar palavras de verdade e sentidos de verdade e língua nacional de verdade em meio a tantos 'rugidos de sapos'.
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