Lista de Poemas
Explore os poemas da nossa coleção
fernanda_xerez
DEUS DO IMPOSSÍVEL

Darlan de Matos Cunha
Soma
O corpo sofre variações sob sol maior
e racha no gelo, a pressão variando
sob o salário do medo
no atacado e no varejo murmura-se
"vou me jogar debaixo de algum amém."
Na aldeia com seus climas psíquicos
deteriorados, procura-se tábua de salvação
nem sempre apta, mas tubarões há
na rampa do navio, porque corpo é danação
e tu somatizas o que não queres
sofrendo variações em ré sustenido menor.
José Brandão
O púcaro pícaro
é então que eu me acabo.
Eu te quero toda inteira: da ponta
do cabelo à ponta do rabo.
A vida é breve para o meu desejo.
Ah, aproveita o ensejo: me dá a flor
essencial da floresta negra.
és uma flor. Por que não floresces
para mim?
Um dia o abismo
vai chegar e nesse dia serás (seremos)
sombra absurda. O que me darás
já não quererei mais.
mari_80s_ana
Aquela leda madrugada
Recordo aquela leda madrugada,
No cais, sentada a ver o mar,
Pensando em ti, meu amor,
Sob o amargo consentimento do luar;
As ondas arrastavam-se, preguiçosamente,
Como se não me quisessem ver sofrida,
A brecha de luz que da lua vinha
Permitia a muitos ver-me ferida;
Lembro-me que comecei a sorrir,
Se por desdém ou paixão, não sei,
Talvez pela mágoa de te ver partir;
Deixei o meu pássaro voar,
Não encontrará quem o ame tanto,
Mas, para mim não ouse, nunca mais, voltar.
Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)
Audácia
Ádito de um amor tão tímido,
Que de tanto feitiço,
De temor me espanto.
Vai a poesia em seus ensaios,
Permeando a ânsia dos sentidos,
Do seu amor não meu,
Nuances paixão inócua,
De mim que deseja amar.
Tétrica existência me inflama,
Neste folhetim sem tramas,
Que talvez em grata sorte,
Haja engano e me ame,
Me deixe adorar,
Prosaica sorte clamo,
Que em mim a solidão se acabe,
Morrendo em teu belo sorriso,
Sem hesitar aos teus braços,
O amor me encontre além do mar.
Sirlânio Jorge Dias Gomes
Matheus de Andrade
Vazio de esperança .
As vezes pende mais para esperança, outras vezes para o vazio .
mas o vazio já é a esperança da maioria .
Darlan de Matos Cunha
Têmpera
Reiterando sua rede de percepções
um homem vai a mais dúvidas, mais pedras, que a ele
não lhe cabe nada ameno, só babar pelo risco dos metais.
Vida de voo está mais além disso.
Quem sabe se com os ossos de ontem, as dívidas a cobrar,
e se bem medida a reação dos vivos abra-se o assombro
por trás do qual há pessoas rindo-se
à vaca solta, desatentos ao teor dos véus
em sua crista, que um homem sabe o que fazer de outro:
pasta espelho relho ralo tambor cinzas.
natalia nuno
no fundo do tempo...
é tão grande o silêncio que nem
me atrevo, e levo apagada a voz
e a angústia desliza no peito
desfeito...
a noite enferma é violência atroz
perco-me nas sombras
desejando horizontes onde possa
prolongar meu vôo
sem jeito, assim me vou...
a vida empurra-me para o nada
o sonho distante, a realidade presente
as sensações batem obscuramente
e vão morrendo na mente soterradas
aquietadas na dor do dia
e da noite, numa frágil porfia.
lentas são as horas
palavras caídas são vento da recordação
e tu que demoras!... recordando-te
sinto o frio irremediável da solidão.
emerjo na firmeza de seguir
vou pespontando os velhos sonhos
de esperança...visto-os com traje de menina
e como se regressasse do fundo do tempo
invento-me como outrora e uma nova luz
me acaricia e ilumina ...dou-te de novo o
coração, e tu me dás a mão.
natalia nuno
rosafogo
Darlan de Matos Cunha
Sete anéis
1.
Dar cobro aos assuntos
cobertos, nem mesmo apostasias a salvo
2.
o tempo será abolido, mãe pressa
espaço perderá memória, memória de dois tempos de verbo
coisa pouca, danação é viver
para trás
3.
nomes no muro
não há notícia de que o céu
da boca tenha caído em desuso
e o inferno
desistido de suas causas. Correr corremos
enquanto lutamos
4.
eis o homem e sua corte: fala
riso andadura
cuspo sêmen suor lágrima fatura
5.
se o peito se faz museu
onde cavalos antigos trotam sobre a inércia ou solução final
de tantos, ir ao circo - palhaços são emplastro talvez panaceia
não eufemismo
6.
os loucos estão em fila os prepostos do malsão
dispostos em fila indiana no pátio
desgarrados riem
e só baratas percevejos pulgas e ratos parecem sabê-los como são
de fato
7.
buscar pelo pormenor em falta
o que nos distingue anuros micruros ou macruros
fernanda_xerez
E DESTE AMOR

natalia nuno
entre ser e não ser nada...
deixa meu coração ermo
e minha face amadurecida
na solidão...
minhas mãos me parecem alheias
de rabiscos cheias
com poesia inacabada
entre ser e não ser nada.
ao redor a escuridão me cerca,
na mão a bagagem triste
percorro um corredor sombrio
meu tempo se enche de vazio
e frialdade...já nem sei o que existe
sou solidão e saudade!
mais uma hora morta
como impedi-la de passar?!
ouço os passos do tempo,
deste tempo que teima meu sonho
quebrar.
esta hora é tudo que resta
vejo passar os dias um a um
e já nem sei a idade
e como se não restasse nenhum,
meu sonho
permanece na obscuridade.
tudo parou na tarde que morre
parar o tempo como queria!
rente à sombra das àrvores a escuridão
a noite desce, não há saída
morreu o dia,
a noite traz-me o sonho p'la mão
amanhã haverá novo sentido
para a vida.
natalia nuno
rosafogo
natalia nuno
no vazio do verso...
cheia de mel e de fel
meu passado não é água nem espelho
é um cesto onde guardo vivências dum tempo velho
q' apaziguam meu coração
chão outonal sem folhas nem flores
raízes que crescem dentro de mim
onde só os sonhos tem odores
a jasmim...
os meus ombros dobram-se ao peso da idade,
enquanto o inverno estás prestes
a trazer-me a nostalgia
na última sombra do último dia
nos meus lábios há suspiros que a saudade
sustenta,
e me sinto menina que sonhos inventa,
mas na minha tarde já o sol declina
e os ventos avançam no corredor da mente
fustigam os pensamentos,
e quebram-me a alegria.
só o sol nascente
me trará com clemência, um outro dia
a minha taça está cheia
do ontem e do hoje
ficou meu rosto ausente
e já a vida me foge.
se insisto em ficar,
ela insiste em me desfolhar
despejo mais um cálice na estação que nada traz de volta
mas o sonho me impede de acordar
e no vazio do verso minha alma se solta...
natália nuno
rosafogo
007007007007007
malditos malditos !! (kMARGO OJJAS.)
ORA MANDANTES...
QUE DESFAZEM O POVO/COMO LIXO...!!
ORA MANDANTES...
VÃO PAGAR O PREÇO DE SUAS LINGUAS MALDITAS,,,
AH VÃO...
OS MORTOS SE LEVANTARÃO...
CREIO EU..E NÃO EM VÃO!!!
Antonio Aury
Acróstico para Tia Zaíra
Zelosa e linda
Alegria infinda
Incomparável coração
Refúgio da compostura
Anjo de caridade e ternura!
Darlan de Matos Cunha
Trevos
De uma forma ou de outra
vamos à cata de grãos que vinguem
e de água que nos lave os erros.
Anda-se nos calcanhares
com a linha do equador nos cotovelos
e o amor mastigando dúvidas
e se no verso infinito da solidão
um homem corre com outro, demente,
o dia fecha em baixa
porque outro homem foi morto
a toque de caixa, por juros pendentes.
soniabrandao
Memória
do sol poente.
O velho poço tira as estrelas lá
do alto.
A terra se mistura com o pó
dos pássaros e
das borboletas
e cega os olhos ressequidos dos velhos.
Todas as canções se
apagaram.
É terrível o silêncio na garganta dos mortos.
fernanda_xerez
Ó TU QUE VIVES DESTERRADO AO DESERTO

Antonio Aury
Momento
Me sinto caído
Como vou renascer?
Mesmo entristecido
Mesmo dolorido
Mesmo ensandecido?
Não serei abatido
Não sucumbirei nem à própria morte
Pois sou um homem forte
Que traça a própria a sorte
No segundo que virá!
toada
PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT
VÓS VOS PENSAIS DEMASIADAMENTE BONS
___ na análise psicológica do ser,
quanto mais
a pessoa se autoculpa de tudo,
mais tendência também tem de, exercendo
a inconsciente id, querer ser
___ um deus,
quando mais
a pessoa pensa ser luz e se pousa
como constante luz, também tem,
do mesmo modo, a tendência
de querer ser toda
___ sombras
e quano mais a pessoa
se pensa boa religiosa, espirituosa,
conselheira. e leal esposa
___ e amiga
por soberbia
e pelos mesmos motivos,
mais chances tem de, ao marido
ou cmpanhiero, meter um par de chifres
___ na cabeça!
justzig
Aquilo
Eu por ti sofri, chorei e me magoei...tantas noites mal dormidas por tua culpa... pergunto-me se tu realmente gostavas de mim, aquilo que me fizeste destroça qualquer um... é fodido saber que a pessoa que tu mais amavas simplesmente nao sente nada por ti...
LuisCarlos05
O nascer do sol
Trouxe harmonia
Para estar em você, em nos
Somente com passos
E olhos de esperança
Onde fixamos o olhar
E para lá que vamos.
Não podemos esquecer
Do sentir e sonhar.
Licroceh Usalsolo
11/17
Darlan de Matos Cunha
João em Sevilha
Dias de cão quem não os teve, quem
não os viveu na conta da língua ?
quem não os absorveu dolorosa míngua ?
Dias de negativas, de más assertivas
quem não engoliu saparia, noite e dia ?
Somos o que à mesa pomos: a sopa
ou o amargo das sementes de mamão.
Pelo caminho há sempre alguma onda
de espanto, mas de vez em quando
os ombros sentem as mãos do encanto
e assim a apostasia e os cálculos renais
dissolvem-se sem menos e sem mais
nos dias e noites de um pão que a vida fatia.
Ó, quem não percebeu em si estes rituais,
chame-se Laura, Rafael, João ou Maria ?
*
NOTA: Poema escrito sob a lembrança, a admiração,
ou seja lá o que for, dos anos em que o diplomata
João Cabral de Melo Neto trabalhou na cidade de
Sevilha - cidade pela qual tomou grande afeição.
vinicius rosa dos santos
as estações
em tudo que possa ver,
continuando em meu mundo,
quando a poesia das quatro estações
vem na felicidade de se ter,
no outono as folhas cai no chão,
os frutos começam a nascer,
na juventude dos tempos
que se encontram na vida,
nas terras dos milagres
que veem as luzes do ceu,
é o poder que vem do misterio
na mais linda estação,
no inverno,o congelamento derrete
por mais gelo tenha aquelas almas
as chamas do coração,ouvira a voz de deus,
não havera desabrigados nesse temido frio,
sombras e pensamentos,ficarão claros,
as brasas na madrugada tem o fogo desejado,
a cerração da noite deixou noutro dia as matas prateadas.
na primavera o amor renasceu,
com as flores em seus sois,
apareceu o beija-flor levando a esperança
a cada campo de sentimento,
dali se teve a descoberta dos momentos
quando a vida venho em nos,
no verão veremos os sonhos,de toda noite,
que surgira estrelas por toda parte,
e vai amanhecer em nos,
e ai aparecera o belo nas chuvas,
que caira suaves em nossos corpos,
veremos os verões das aves da liberdade
em meio dos raios do sol.
autor.vinicius rosa dos santos
manoelserrao1234
DELIRIUM [Manoel Serrão]

Distorce-me
O real pelo avesso...
Ó delusao? Mentir para o meu“eu”? Não!
Nunca fui (ao) mundo oposto.
Português
English
Español