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Antonio Aury

Antonio Aury

Resposta ao Chanceler Celso Amorim


Chanceler Celso Amorim é dever de quem gosta do Brasil
quem gosta desta nação
por isso eu digo sim e assino o manifesto
pois quero a democracia como direito
não em forma de protesto
Digo não ao estado de exceção
pois quero ser governado por aquele que é honesto
progressista e reto
Que governa para o povo
Ver meu país ativo e altivo,
dono do seu próprio chão e dono do seu próprio intelecto
Tenho certeza que o povo tem clareza
Quem fez crescer a nação
Fez mudar de patamar e atingir o seu mais alto teto
orgulhoso o brasileiro assina a tão justo manifesto!

Espero que o sol não tarde
Não aceito mais violação
Não aceito traição
#EleiçãoSemLulaÉfraude

samba
201
Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

As estradas fora d’alcance …





As estradas fora d'alcance ao Homem,

Eu sou o oposto de tudo que é nítido, sonho déjà-vu,
Que não procura factos verídicos no seu conteúdo,
Desejo e Sonho a sequela do sonho que detesto,
Sou aquele que procura semear em terra alheia
A discórdia por deuses que não tiveram seguidores,

Sou o engaço de mim mesmo, margem de rio-
-Meio. Sinto-me um contabilista ilógico
E contar ouro, não sendo importante,
A bem da verdade não conto, faltam-me números,
E os axiomas que afirmo, meus não são

Mas d'outros, assim como a opinião, pouca
Tenho, creio no que conheço por simpatia,
Mas principalmente se tiver "patine" preta,
E um pouco mais que eu, em altura ao peito,
Flutuo sobre cidades e serras ao jeito de um mago.

Acima delas me inspiro ainda que poucos percebam
O sentido que é imperceptível a olho nu, o buraco
Da agulha e o palheiro, não existiriam fábulas
Sem mim, nem lugar pra Aleister Crowley no cais
Dos Infernos. O paradoxo é um sufismo com 4 vias,

Todas elas escolhas adequadas, explicam a criação
Do bem e do mal, do real e do sonhado, do mistério
Ancestral dos anjos terem asas nas costas e voarem
E os homens pés, meias e botas que prendem ao chão
Cientes das estrelas se acharem eternamente no céu,

Fora d'alcance ao Homem, não às gaivotas do mar
Pra quem as estrelas são estrada e o temporal casa...

Joel Matos (02/2018)
http://joel-matos.blogspot.com
677
natalia nuno

natalia nuno

na serenidade da noite...

Levamos séculos a aprender
tantas coisas desta vida
outros tantos a desaprender
o que nos fere e penetra no corpo
e de algumas jamais
nos conseguimos desfazer
agora trazemos nas mãos calosidades
e no coração saudades
o cabelo embranquece
o olhar toma um modo transcendente,
e quem se lembra da gente?
Mas há gente,
que a gente não esquece.

Tempos de namoricos e paixões
visões que nos marcam toda a vida
e na quietude da noite
no meio da serenidade
surge sempre a saudade
a lua ilumina lá em baixo o rio
há uma ténue neblina
e lá estou eu ainda menina.
Contemplo a aparição
meu rosto lívido,
aos pulos meu coração.
Tempo de aprender toda a ternura
do mundo
tempo de balouçar o corpo ao andar
e aquele sorriso que dizia
sem nada dizer
levamos séculos a aprender
hoje cravo o olhar no chão
e guardo, guardo a recordação.

natalia nuno
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Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

A dor é púrpura …






(A dor é púrpura, não ...)


A dor é púrpura, e
O que me doi é
A imensidão, sei
"De cór" a tristeza,

Não vejo o fim à
Dor nem à culpa,
Não creias em mim,
A dor nem púrpura é

Nem eu o tal "poeta"
Que possas chorar,
Se nem conheço
O original a preto

E branco ou vermelho
Sangue e o orvalho
Apenas seca
Quando as folhas

Debotam o chão
De amarelo seco
E isso apenas eu
Sei, me dói sê-lo, sabê-lo

Me doi imenso,
A floresta púrpura,
O silencio e o eco
Não sei, nem donde vem,

Mas meu não é,
Nem é o teu,
Mas do medo
Que sempre terei,

De ouvir soprar na porta,
A oscilação do ar
No outono, a dor é pura,
Oscila entre o céu e a dura terra,

Púrpuro será meu coração,
Não sei bem, de nada serve
Saber, não o sinto bater...
-A dor é púrpura, minto ...

Joel Matos (01/2018)
http://joel-matos.blogspot.com
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natalia nuno

natalia nuno

poesia amantíssima...

Um poeta toma refeições ligeiras
um bom poema é a sua dieta
predilecta...
uma fatia de nuvens, salpicada de nevoeiro
ou uma fatia de neblina matinal
salpicada de orvalho, e impregnada
de cheiro a flores...
e a adoçar uma luz sobrenatural.

e no rosto dos demais,
porque os julgam loucos
é visível o desprezo,
mas as estrelas não são mensageiras do céu?!
no caminho de vento agreste e de escuridão cerrada
só a poesia têm de seu,
assim retomam a caminhada,
o sol rompe o nevoeiro, volta ao poeta
a quimera, e a sua vida
é urdida por um destino maior,
a poesia que é um acto de amor!

natalia nuno
265
manoelserrao1234

manoelserrao1234

DÊS] . [CENTRO [Manoel Serrão]



Dês] . [Dês
Dês] . [Centro
Dês] . [Cético
Dês] . [Concerto
Dês] . [Concreto

Dês] . [Dês
Dês] . [Juízo
Dês] . [Parâmetro
Dês] . [Julgado
Dês] . [Engano

Dês] . [Dês
Dês] . [...

Dê] . [Dê
Dê] . [D’ modo ético: o alvo, a meta, o plano.
Dê] . [D’ modo o imanente, o urgente.
Dê] . [D’ modo múltiplo, o plural, o singular, o simultâneo.
Dê] . [D’ modo expressão ao potencial inerente.

Dês] . [Dês
Dês] . [Centro
Dês] . [Nó emergente
Dê D o modo D crescente sem cetro [O] crescente.
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natalia nuno

natalia nuno

fita de veludo encarnado...

Á noite a terra parece vazia
Deserta, mas de luar coberta
E em mim uma estranha melancolia
Hoje me sinto inquieta, saudosa
Num tempo infantil de pureza
Recordo minha mãe jovem, mimosa
Ah... mas é apenas um sonho concerteza.

Um sonho que depressa se desfaz
Tudo o que perdi está em mim ancorado
Neste sonho sorrio e encontro paz
Embora o caminho nem sempre de rosas semeado.
Mas o passado é fonte de vida
Exige minha atenção,
Hoje nada mais, nada mais, só há uma saída
Deixar-me neste tempo, sem duração.

Deixar-me nesta minha verdade
Recordar o bibe branco bem lavado
Os caracóis pretos, com saudade
Atados com fita de veludo encarnado.

rosafogo
natalia nuno




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218
natalia nuno

natalia nuno

sigo em frente...

meu poema é feito de vida
do aroma do cravo e da rosa
da água do rio vagarosa
do perfume que me corre no peito
de promessas ao vento
com pedaços do pensamento
e meu sonho a ele sujeito.

da razão, tempo e vontade
bens que trago da idade
e sempre me surpreendem
prendo-me a esta verdade
sentimento que nasce
em mim e é Saudade.
desajeitada,
bato asas de contente
e sigo em frente...

natalia nuno
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natalia nuno

natalia nuno

madrugada fria...

as cortinas corridas, os estores corridos
soa-me o bater de asas aos ouvidos
com a chávena do café em frente
penso que talvez a morte que temo
me seja agora indiferente
a luz não entra, doem-me os sentidos
fecho os olhos e finjo que anoiteceu para mim
e assim, permaneço de mim esquecida
cansada do sonho,
cansada da vida
louca me reconheço, meus versos
são vagos, sem rumo,
longe da realidade
mas sem sonho ninguém vive
e vive sim, em mim a saudade

a vida não sei se tive
nem sei porque ando perdida
vou-me extinguindo como uma chama
que se apaga no cinzeiro do tempo,
as palavras afastam-se do que quero dizer
e, a alma esvazia-se de emoção
no rosto é visível a solidão...
entreabro as cortinas, o sol raiando lá fora
já não há treva que me assuste agora.
esqueço a obscuridade, sou livre como ave
trago comigo ainda amor e muita saudade
contemplo o horizonte sem sombra de melancolia
fico a ouvir o assobio do vento
nesta madrugada fria,
e sonho... iludida numa falsa eternidade.

natalia nuno
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Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)

Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)

Segredo

Vejam os astros celestes,
Quanta poesia sob seus segredos,
Cantigas de amor,
A luz da lua,
Ao som das águas dos rios,
Das ondas do mar,
Do canto dos pássaros,
Infinidades de versos,
Nos lábios confessam,
Aos corações encantados,
De alma arrebatados,
Num canto todo seu.
Passam as nuvens despercebidas,
Na solidão da noite,
Se encanta com os sonhos,
Que o vento testemunhou,
Contou à lua e o sol,
No alvorecer cheio de confidências.
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natalia nuno

natalia nuno

no vai-vem do amor...

Espero que apareças...
Espero-te aqui na esquina
mas não esqueças!
Traz contigo o perfume campestre
o mesmo que me ofereceste
quando era menina.
Chorei,
no dia em que nos despedimos
só eu sei!
O gosto das lágrimas salgadas
as vozes enamoradas
o beijo exasperado
a lembrança de mão na mão
O coração trémulo, calado.

A nossa sede, o nosso abraço
A minha oração sem esperança
O meu rosto sem traço
Aquele que me viste em criança.

Sangue sem sangue, sem pulsação
E a noite, a mansidão?
Meu vestido branco, flores no cabelo
louco, louco este meu desvelo.
Com meus olhos digo que amo
Meu andar fica cativo
No meu sonho por ti chamo
Amo-te, amo-te!
Docemente te digo.

Espero que apareças
Recolhe-me no teu olhar
e não esqueças
traz contigo a magia do luar,
e uma ou duas lágrimas para às minhas juntar.
Faremos um lago a soluçar,
e dos meus olhos cairão rosas
que crescem ainda, por entre pedras preciosas.
E nossos dias serão de marfim
Falaremos de magnólias, de jasmim
enquanto os nossos sonhos adormecem.
E depois, por fim...
o tactear que buscámos tanto
Milagrosos sonhos que permanecem
E vamos sonhando por enquanto.

rosafogo
natalia nuno




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305
Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)

Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)

Solidão

Hoje meu dia está em luto,
Estou sem você,
Não posso ouvir a sua voz,
Não poderei sentir o teu abraço,
Sentir teus lábios nos meus.
Não demore a voltar,
Acabar com este tédio torturante,
Não sou completo sem a tua presença,
Saber que estás tão longe,
Faz de mim um pássaro sem asas.
A noite será longa,
Ao saber que não estás,
Aqui neste quarto frio,
Distante do calor do teu corpo,
Todo instante desejando o seu retorno,
Sentir o calor deste amor incontrolável.
A saudade é tanta,
Que te vejo em todos os lugares,
Ouvindo sua voz em cada canto,
Chamando por mim em meu desejo,
Sorrindo e convidando-me para uma dança,
Enquanto me dou conta da sua ausência,
Esta sofreguidão louca,
Que me arrebata a memória,
Levando-me até onde se encontra,
A razão deste amor tão grandioso.
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Antonio Aury

Antonio Aury

Droga

Droga



Ilusão!
Depreciante
Alucinação!
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natalia nuno

natalia nuno

aragem...

É fina aragem que corre
A vida,
me persegue numa pressa amarga
Já o sorriso em mim morre
Com este tempo que não me larga.
Como flecha me mata
Me tira do meu encantamento
Tempo que não ata nem desata
Me destroça,
e me deixa em desalento.

Diáriamente invento uma alegria
Retiro qualquer pedra do caminho
E procuro de ti uma carícia
Um momento íntimo, um carinho.
Já o desânimo me cerca
Quase o nada me aniquila
Já o tempo faz com que me perca
Minha visão me mutila.

Assim vou fazendo a travessia
Deserto e mais deserto
Já se me priva o dia
Já a noite vem por perto.

natalia nuno

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natalia nuno

natalia nuno

bordadura de hera...

Ontem vazio de palavras meu diário.Nada escrito!
Olhei furtivamente para o meu dia.
Recordações baralhadas,um sentir esquisito.
E a vida astuta como serpente, me dizia:
O tempo voa, tem cuidado inocente coelhinho
Que nalguma esquina acabará teu caminho!

Mas hoje desenhei no diário uma cercadura
Assim, como que lembrando uma bordadura de hera!
Um canteiro mimoso para esquecer a vida dura
Também p'ra não me sentir objecto d'outra era.
Desenhei com uma pontinha de nostalgia
Já que o tempo se cola à minha ilharga, sem me deixar.
Recarreguei esperanças, em abastança, também alegria.
E assim saboreio em passo vagaroso este chão p'ra andar.

E é um previlégio esta ausência de mim, este abandono.
Fico na minha solidão, felizarda na ventura!
Esqueço as rugas do rosto, assomos de revolta e o Outono.
Aos altos e baixos que me envenenam, levanto muro.
Não faço com a Vida pacto, nem combinação...
Ela me virá à fala,me quererá ludibriar, mas será em vão.
Porque hoje estou em paz,o tempo me acirra, mas não me vence não!

natalia nuno


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natalia nuno

natalia nuno

quadras soltas

Plantei rosmaninho n' quintal
Salva e pé de erva cidreira
Farei chá... que passo mal!
Amor por ti trago cegueira

Já o Mundo me encantou
Tudo o que era de encantar
E a Vida a correr passou
Minha amizade soube dar!

Mas como as arvores de pé
A amizade criou raízes!
Confiei e na boa fé!?
Fiz outros seres felizes.

natalia nuno

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natalia nuno

natalia nuno

minha luz quebrada...

Quando dei por mim o Sol se punha
Com a Saudade, fiquei desatenta.
A Vida é testemunha
Do meu calar, desta memória sonolenta.
Não sei o que é feito de mim!?
Ouvi rumor trazido pela ventania
Que na estrada, já lá bem no fim!?
Uma silhueta imprecisa se via.

Raio a raio vai-se o Sol a diluir
Cansei de remar contra maré e até de lembrar
Perdi agilidade tropeço ao seguir
Repouso agora na inquietação
Nu trago o olhar e o coração
Apenas os sonhos continuo a desabotoar.

Já se fecha o dia, minha luz quebrada
Os pássaros regressam ao ninho com saudade
Eu sinto-me nesta viragem mutilada
E aos meus dedos vai faltando vontade.
Da terra o cheiro a tojos e giestas
Em mim a estranheza de mais um dia passado
Balouçam as folhas a que o vento faz festas
E eu sou a menina sonhadora,
Num sonho encantado,
Já da Vida perdedora...

natalia nuno


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237
natalia nuno

natalia nuno

eu sou...trovas soltas

sou aranha que tece a teia
sou folha levada p'lo vento
ou onda que avança na areia
sou ai dum extinto lamento

sou a lua que olha a terra
sou do rio a outra margem
ou notícia que anda na berra
buscam outros minha imagem

sou uma tarde abrasadora
trago interrogação na boca
uns me julgam sonhadora
e outros me acham louca

sou espelho onde me vejo
sou água a subir-me ao pé
sou mulher feita desejo
reconheço-me forte na fé

sou noite fresca de verão
a lua caindo nas águas...
sou esquecimento e solidão
um mar fechado em mágoas

sou a que fiz e a que faço
de rosas murchas, poemas
afirmo a vida e nela enlaço
num grito as minhas penas.

rosafogo
natalia nuno

 


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299
natalia nuno

natalia nuno

és meu vício...

és meu vício...
és sol que me aquece
trazes de calor as mãos cheias
teu olhar manso lago
onde meu sonho adormece
razão do meu poema,
hoje és o meu tema!
me entrego a ti insaciada
nesta embriaguês que sinto
neste desejo de ser beijada
nestes versos que não calo
de repente, nada me segura
e docemente
com loucura,
tomo conta da tua boca
louca...sentidos agitados
por teus beijos viciada
sinto, meus dias dobrados
e no cume deste prazer
me deixaria morrer...

natalia nuno
316
Alberto de Castro

Alberto de Castro

APÓS

Após tantas esperanças,

após tantas verdades,

após tantas mentiras,

após tantas derrotas,

após tantas vitórias,

após tantos sonhos,

após tantos momentos,

após tantos sorrisos,

após tantos dias,

amanhã
eu quero tudo outra vez.
525
natalia nuno

natalia nuno

o suavizar do dia

Ah se não fosse o ponto
esse minúsculo ponto
donde parti
pequenino, que me trouxe até
aqui,
me traçou o destino e é raiz
em mim.

Ah se não fosse essa linha
traçada, essa estrada
onde vive a minha liberdade
e a saudade
neste cair da tarde,
onde ainda mora em segredo
o sonho, sem medo.

Ah se não fossem os becos
da aldeia e o rio , lembrança
que à minha alma se enleia
tecendo teia
e é melodia ao ouvido,
vinda lá donde
era criança.

Ah se não fosse o salgueiro
a emprestar-me a raiz
e a suavizar-me a travessia
a destruir a barreira do tempo
até ser outra vez dia.

Ah se tardasse o anoitecer
como seria bom viver
renascer, habitar de novo
a vida em abundância
e voar, voar na estrada da distância.

Ah mas como tudo está longe,
longe e perto dos sentidos
ontem, hoje, aqui e agora
onde sonho acordada
onde agasalho como outrora
a vida.

natalia nuno
305
fernanda_xerez

fernanda_xerez

MEU CORAÇÃO


Meu coração
é delicado
feito flor;

Dentro dele
mora o
amor;

Irá aonde
você
for;

Cuida
dele, por
favor.
Meu coração
é delicado
feito flor;

Dentro dele
mora o
amor;

Irá aonde
você
for;

Cuida
dele, por
favor.
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Nick

Nick

Tio Zé!

Fusca do Tio Zé

Visitar a mamãe, nós viemos bem feliz,

Na chuva, escuro, na neblina, como é,
Que voltaremos de Pitanga com o Zé?
Se não se vê nada a diante do nariz!

Mas a estrada ele já muito conhecia,
E o Fusca voltou bem, quase sozinho,
O Zé acelerou, para virmos rapidinho,
Olhando a janela,o Murilo então dizia:

Tio Zé, olha ali curva da estrada!
Tio Zé, o Tio tá indo na contramão!
Tio Zé, os postes não são de borracha!

Pisa fundo Tio Zé, dá outra boa acelerada!
Essa aquaplanagem emociona o coração!
E o caminho pode deixar o Fusca acha!

Nick - 2017
1 179
natalia nuno

natalia nuno

trovas campesinas...

Colhi um cesto de amoras
Vermelhas lá no silvado
Até me esqueci das horas
Só de te ter ao meu lado.

Olhei então as amoras!
Desejos havia à solta
Esqueci-me até das horas
Por te ter à minha volta.

Olhei teus olhos nos meus
Fiozinhos duma nascente
Brilharam os meus nos teus
No caminho me fiz gente.

Esqueci-me até da fadiga
Ao olhar-te ao meu lado
Cantastes-me uma cantiga
Escutei-te mas com cuidado.

Apanhei pedaços de estrelas
Das que me deste do teu céu
Colhi amoras mas ao colhê-las
Deu-me a fome... ai se me deu!

Nas tenras folhas do milho
Fui escrevendo, sonhos meus
Regressei envolta em sarilho
Porque acreditei, meu Deus?!

Promessas, promessas são!
E tudo ouvi da tua boca
Entreguei-te meu coração
Mas tua paixão era pouca.

rosafogo
natalia nuno

Quadras populares, escritas na aldeia em 2002.
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