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Paulo Sérgio Rosseto

Paulo Sérgio Rosseto

ACERCA DOS ARAMES

                                     Paulo Sérgio Rosseto

Sou sertanejo por opção 
Adotei o campo
Admiro as belezas escondidas nas simples folhas
Pelo cheiro doce da terra úmida quando garoa
Pela poeira que enrijece e o suor que decorre da lida
Onde caleja, queima e salpica o couro ao sol na peleja

A vida criou-me dentro das salas
Mas os meus olhos sempre passearam pelas campinas
No perfume das sombras das tardes

E minha voz interpreta os sons e cantigas
Na fala da palavra e cultivo da poesia
No gosto saudável do que se planta e produz
Daquilo que se colhe sem escolher
Que nasce da bonança ou pena na aridez
Da espera que vingue, na paciência que frutifique

Tudo o mais é sinônimo e já fora dito

Acerca dos arames que divisam e margeiam teus acres
Declaro, por fim, com profusa verdade sob a pena da grande luz
Que a imensidão das tuas glebas
Não apequena meu mundo
Não torna diminuta minha terra
Não escarnece meu quintal
Nem tripudia minha posse
Unicamente agiganta e efervesce
O orgulho que sinto por minha pátria
Feita de soberanas conquistas
Que a torna livre dos grilhões das tuas mãos

@psrosseto

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natalia nuno

natalia nuno

se me entendesses...

A sair de mim teimam
estas palavras que me atiçam
e queimam
deixo-as em versos,
incertos, como a brisa
ao fim do dia, na hora derradeira
são canto saído dos lábios,
palavras sonho duma
vida inteira...
Palavras que me ocorrem
canto de sonhos que não morrem.

Como queria que m'entendesses
sem palavras
como eu entendo o mar
apenas com o olhar
que m'entendesses como os pássaros
que me cantam
como a flor que se abre no campo
ou como a água que brota da nascente
sem palavras, apenas com o sorrir
somente...
Correria então a dizer-te
que é fogo incandescente
o meu amor por ti.

Sem palavras, tudo assim
simples como vôo de rouxinol
abrigar o amor no peito delicadamente
alcançar manhãs vindouras
e novos amanheceres
e sem palavras, renovar
a arte do prazer.

natalia nuno

Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=267699 © Luso-Poemas
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Antonio Aury

Antonio Aury

Ornesto

Nestes tempos tão modernos
eu sempre quis conquistar
Uma virgem alta e loura
De família acolhedora
Bela, recatada e do lar


Com o intuito de me casar
Por ser mais jovem que ela
Combinei com o pai dela
Minha Caixa triplicar!


Meu sogro é alto exportador
É o rei! Da comissão
Tem força de tubarão!
Que homem prá ter valor!


Faz transações com a China
Com Cuba e América do Norte
Eita sujeito de sorte
O pai da minha menina
Tem negócios em todos os cantos
Me deu um porto em santos!
E também uma usina!


Em Goiás me deu uma mina
De ouro e turmalina
Fazenda com cachoeira
e grande bacia leiteira




Nestes tempos tão modernos
Eu sempre quis conquistar
Uma virgem, alta e loura
De família acolhedora
Bela, recatada e do lar!


Por isto sou fã da decência
dos bons costumes e da moral
Vou chegar à presidência
Para prestar continência
Vou acabar todo mal!
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natalia nuno

natalia nuno

quero-te tanto...mas tanto!...trovas

quero-te tanto, mas tanto
q' em alvoroço vou à lua
anda a saudade enquanto
não te vejo na minha rua

guardo na gaveta secreta
versos que são um encanto
gaveta de versos repleta...
eu a olhar-te com espanto

de saudade a transbordar
não vejo hora ou prevejo
de olhar esse teu olhar
ou a esperança dum beijo

teus olhos são malfeitores
olham os meus de soslaio
quando velhinho tu fores
hei-de lembrar-te catraio

quero-te tanto, mas tanto
não consigo dar um passo
se não te vejo entretanto
é em sonho q' eu te abraço

meus sonhos são alquimia
a teus olhos me acorrento
numa prisão noite e dia
lânguidos sonhos invento.

natalia nuno
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natalia nuno

natalia nuno

prosa poética...

sem saber de mim procurei recordar... e dei com uma tormenta, quebrei a solidão fiquei atenta, o sol brilhava e dizia-me que era ainda primavera, fiquei à espera, a amendoeira floria, mas o que eu mais queria, era encontrar-me, para defender-me do inverno, esquecer o inferno que é o frio na alma, a noite que desce sobre mim, e aquecer meus dias sombrios, por fim, romper a névoa que é forte no meu olhar, esquecer a morte e o tempo que me atraiçoou que fugaz me levou, e me faz procurar...onde estou?! cruzo o olhar com a vida mas até ela duvida...finda o dia com ele me afundo, sou afinal esta hora do entardecer...a morrer.

natalia nuno
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Sonia M.Gonçalves (Son Dos Poemas)

Sonia M.Gonçalves (Son Dos Poemas)

FIDELIDADE



FIDELIDADE""

O cardeal lá da colina...
Abre asas sobre nós
quando o sol descortina
felicidade se arrima entre aspas
tanto nos foge como abrange
o pensamento de nós
Vai das entranhas ás falanges
e voa feitas as aves de rapina...
Mas feito o galo da campina
e o pintassilgo lá longe...
Nos encanta...
Entorpece em clorofílica
numa poesia à beira etílica
em verdade com fidelidade
fidedigna da tinta acrílica
da poesia exposta
da lírica artista que amostra
a natureza que pinta.

Son Dos Poemas SôniaMGonçalves
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natalia nuno

natalia nuno

tudo porque é hoje...

cansei das horas iguais
dos mesmos sonhos desfeitos
repetidos, do morrer dos dias,
lentamente, das tardes frias
e as minhas mãos na minha frente
paradas indiferentes, apoiados
os cotovelos, pálidos os abraços
a alma cor de cinza, cansados os passos
tudo de hoje, o que sobreviveu ao tédio
tudo de hoje, como húmida folha
caindo sem remédio...

eu escondendo a idade
e o tempo que me foge
antes quero lembrar a outra
de quem trago saudade
sofro porque é hoje
temo, porque é hoje
não quero mais, estas horas iguais
os mesmos sonhos banais
repetidos, nos dias do tempo que m' foge

esta vida já não me prende
só me tolhe e me ofende
é assim porque é hoje
causa-me dano e o tempo foge, vai passando ano a ano
sempre a levar-me ao engano
a solidão comove-se com o o meu cair
levanto os olhos do chão e sigo,
aguardando o que há-de vir.

natalia nuno
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RicardoC

RicardoC

ACONTECIMENTOS

Em face das recentes desventuras,
Que tenho atravessado em meu caminho,
Parece-me que nunca me avizinho
Senão de noites mais e mais escuras.

Resta-me além de tolas conjecturas,
De todas as verdades, a do vinho.
Na multidão percebo-me sozinho,
Ouvindo-os me espalhar as imposturas...

As coisas que me têm acontecido
Deram o que pensar e o que falar
A algum juízo alheio irrefletido.

Mas fica ainda a dúvida pelo ar,
Se a vida, para além de todo o olvido,
Não mais que um permanente mal-estar.

Betim - 10 02 2018
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natalia nuno

natalia nuno

outono da minha memória... trovas

Outono ruivo menino
de tons embriagado
olhar brilhante irritado
de caminhar sem destino

o tempo em agressividade
pergunta: que fazes aqui?!?
quero usufruir da saudade
dos tempos que já vivi!

vou vestir-me de giestas
calçar sapatos de jasmim
pronto para ir às festas
não queiras tu ir sem mim

outono assumes mil faces
morrem dias enrubescendo
agasalhos esperam q'passes
e as saudades vão crescendo

de névoa se põem cortinas
vais morrendo aos pedaços
e já nas horas matutinas...
o inverno em teus passos

vão-se cores e o fascínio
ficam ninhos ao abandono
fica o silêncio que é domínio
cigarras em chão de sono

outono de olhar verde
já meu sonho esmorece
em teus dias matar a sede
mas o amor não aparece

e há sol que não caminha
e há abraço que não vem
e na memória redemoinha
sempre a saudade de alguém

natália nuno
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mogrego

mogrego

Mo

Desde que comecei a te orbitar
tentei girar como um cometa errante
como uma rocha perseverante
Que tenta o orbe contemplar

Mesmo sendo obstinado
A Lei de Newton não erra
E ao entrar na atmosfera
Sabia que seria queimado

Se sentires saudades desta estrela cadente
Olhe para o céu e espere anoitecer
E lá, serei a primeira estrela a aparecer

Nunca lamente meu destino ardente
Valeu a pena ter queimado para te conhecer
Pois mesmo não existindo mais, sempre farei parte de você
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natalia nuno

natalia nuno

assim te quero...

assim te quero... apesar da proximidade, morro de saudade...
um sol pequenino desprende-se do teu olhar e vem aquecer a sombra outonal do meu peito,
e num abraço, um delírio percorre a nossa pele,
neste sentimento firme só nós o silêncio e o desejo sedento de mel...
nada se desperdiça deste amor que fala a nossa língua,
que traz o cheiro dos nossos corpos,
a ternura das nossas mãos,
os sonhos e afagos, num perpétuo suceder...
que dá sentido ao viver!

natalia nuno

EM - ESTREMECIMENTOS DE ALMA - NATÁLIA CANAIS NUNO - EDIÇÕES VIEIRA DA SILVA
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natalia nuno

natalia nuno

trovas d'amor....soltas

saltam os olhos em pranto
o coração salta no peito
de tanto, eu te amo tanto
é o amor... amor perfeito

entre flores surge formosa
com sua modesta graça...
d'entre os lírios formosa rosa
veste os olhos de quem passa

do mar, pérola ou sereia
da terra papoila menina...
meu rosto de água e areia
o céu azul o fascina...

depois do tempo passado
passa por mim e abala...
trago o peito tão agitado
quando vem comigo à fala

tudo volta a ter sentido
dentro o meu coração
anda de amor perdido
não quer saber da razão

tudo aquilo que te dou
o tempo não leva não...
o coração se entregou
morre agora de paixão

natalia nuno
rosafogo
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Victoria C.

Victoria C.

Insigne paixão

O perfume que as flores exalam
não se compara com o teu.
Nem o sol, nem a lua e nem as estrelas
brilham mais que os teus olhos castanhos.

Queria eu poder acariciar o teu corpo,
Desnudar a tua alma
E te fazer só meu;
eu que já sou tua
Enquanto vejo as constelações reluzirem em teus olhos.
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Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)

Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)

Signatário

Quem sou ao cair da noite?
Quem sou ao alvorecer?
Ainda que eu pense,
Sigo sem saber para onde,
Na direção do livre arbítrio,
Este caminho de provações,
Que todos os dias sigo,
Ao pensar na morte,
Finjo não ter medo,
Entre as trocas da vida,
Minha humanidade treme,
Este animal selvagem,
Preso em sua própria fúria,
Desconhecido em si mesmo,
No confuso pensar,
Inúmeras interpretações,
Deste eu em rebeldia.
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Isabel Pires

Isabel Pires

Levar-te à boca

O açucareiro era de alumínio, alto e gordo, e servia para guardar o açúcar louro que tinha uma cor acastanhada, mas nem isso fazia com que dissesse açúcar castanho como também ouvia.Castanhas eram aquelas pedrinhas que se formavam no açúcar e eu apanhava para levar à boca, como se fossem rebuçados. Remexia o açúcar na esperança de apanhar mais, de que estivessem sempre a nascer pérolas e não sabia de onde vinham aqueles tesouros nem me preocupava com isso.
Uma vaga ideia de prémio. Apenas isso. As pérolas aconteciam-me. Os tesouros apareciam-me.

Hoje, à procura de rios para ti,
braços em alfabeto, pinturas com asas e janelas debruadas a olhos grandes com uma pitada de triste,
vi a mão da miúda a abrir buracos no açúcar para encontrar pedacinhos de ti.

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natalia nuno

natalia nuno

poeta d'alma... trovas

tem a alma expressiva
fica dela a recordação
poeta de alma emotiva
de anseio e inquietação

faço m'versos doloridos
os sentimentos espaireço
dolentes ficam os sentidos
em devaneio tudo esqueço

poesia do poeta expressão
som do grito ou do rumor
ímpetos que vêm do coração
elegias, essência do seu amor

que será?sonho, delírio, amor
momento de êxtase ou saudade
quem sabe, talvez seja só dor
o que o Poeta sente de verdade.

natalia nuno
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natalia nuno

natalia nuno

loucura... II

fria obscuridade que me está
levando, constante e cega
no silêncio da tarde onde só há
um fio de sol no horizonte
meu pensamento anda a monte.
perdido, sem saber por onde
querendo romper a solidão
à procura da felicidade
buscando-a em vão...

meus olhos não sabem porque choram
não sabem o porquê do pranto
já sorriram de júbilo
só o coração sabe quanto!

natalia nuno

265
natalia nuno

natalia nuno

mãe...trovas

Igual à espiga de milho
que cresce no campo livre
livre quer a mãe o filho
vê-lo a crescer, feliz vive.

Mãe é doce... é rebuçado
que filho não vai esquecer
mãe cuida dele com cuidado
seu menino sempre há-de ser

Os olhos da mãe são belos
naturais como uma fonte
quem me dera ainda vê-los
à minha espera na ponte

Choro com alegria secreta
ao relembrar minha mãe
ai se eu fosse poeta...
fazia-lhe versos também

Igual à espiga de milho
que o sol ajuda a crescer
também a mãe p'lo filho
amor eterno há-de ter...

natalia nuno
rosafogo
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natalia nuno

natalia nuno

corpo franzino, cara miúda...

Nas noites de insónia vou lembrando
Chamo ao pensamento emoções com ternura
Em turbilhões ao meu peito se estreitando
Não me sinto só enquanto a noite dura.

Hora tardia, noite deserta
Só a minha alma desperta.
Nesta bendita solidão
Procuro refúgio, encontro a recordação
Hoje tem o olhar mais brilhante
Voltou a usar folhos e laços
Ficou feliz por um instante
Esqueceu a Vida feita em pedaços.


Corpo franzino, cara miúda
Pés descalços, mal sabia a idade?!
Mas era forte, não queria ajuda
Mais perdida que achada,
A lembro com saudade.
A levo no coração guardada.

Sem histórias para adormecer
Apenas o Sol com o propósito de a aquecer
Julgava-se a dona do Mundo!
Corria as ruas com o arco p'la mão
Cabelos ao vento dum negro profundo
Do futuro? Sem inquietação.
Mas hoje o seu olhar perdeu a idade
Soltaram-se as asas está querendo voar
É criança novinha, velha na saudade
Querendo razões para acreditar.

É essa a grande vontade
Dizer não ao desencanto, sonhar
Não será tarde? Na verdade...
É bom viver e recordar.

rosafogo
natalia nuno


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273
natalia nuno

natalia nuno

ouço as cotovias...

ouço as cotovias nocturnas
tenho sede de tempo
tempo que possuí
meus olhos estão cheios
de tempo que vivi
nascem flores azuis
no meu esquecimento,
e eu perdida vou e venho
na crista dos sonhos com que me
entretenho...

já nada me arranca lágrimas
trago recordações amontoadas
apoio-me na felicidade d'outros dias
liberto a dor presente, na palavra
o coração diz o que sente,
semeio esperança que pode germinar
se o tempo ainda deixar...

natalia nuno
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natalia nuno

natalia nuno

SAUDADES SÃO HERAS (Natalia Canais Nuno)

SAUDADES SÃO HERAS (Natalia Canais Nuno)

abro as gavetas às escondidas e meus dedos leves
dedilham memórias, e enternecida recolho palavras
debaixo da língua cheias de saudades de tudo que só
eu sei... saudades tão grandes que não cabem no peito,
respiro fundo e sinto o coração a bater, cada lembrança
faz ninho em meus olhos e cura-me da solidão... vim
voando desde a Primavera, até que o Inverno me tocou,
e poisei no chão da desilusão, morreu-me o tempo dos
sonhos, despi-me de papoilas, vesti violetas, esfacelei
o riso e agasalhei a saudade que é na verdade, a giesta
que desembacia a poeira do meu dia...

EM - ESTREMECIMENTOS DE ALMA - NATÁLIA CANAIS NUNO - EDIÇÕES VIEIRA DA SILVA
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12sa34mu56el

12sa34mu56el

JARDIM OU PONTO DE TRAFICO

NO JARDIM TUDO É BONITO, TUDO É BEM FEITO
CRIANÇAS BRINCAM E FAMÍLIAS FAZEM PEQUINIQUE,
ADOLESCENTES SOLTAM PIPAS E BRINCAM DE PIQUE-ESCONDE
NO JARDIM A MAIORIA LEÊM LIVROS E MEXEM NO SEU LAPTOP
..............................
MAS O MUNDO VIROU DE CABEÇA PARA BAIXO,
A DROGA TOMOU CONTA DOS JARDINS,
O TRAFICO MATOU AS AMIZADES BOAS,
OS BANDIDOS ACABOU COM A BRINCADEIRA DAS CRIANÇAS,
A PROSTITUIÇÃO FEZ NOSSA FAMÍLIA FICAR GUARDADA DENTRO DE CASA.
..............................
ONDE IREMOS PARAR COM TANTA AVAREZA DESTE MUNDO,
ONDE VAMOS MONTAR NOSSO PEQUINIQUE?
O QUE IREMOS SOLTA NO JARDIM? FUMAÇA OU PALAVRAS MAL FALADAS.
..............................
A TRISTEZA INVADIU NOSSO JARDIM DE INFÂNCIA
O NOSSO JARDIM TEVE UM FIM.
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natalia nuno

natalia nuno

chão de beijos...trovas

de onde vem esta tristeza
de noite ou nas horas claras
da nostalgia é com certeza
saudade q' em mim deixaras.

na concha dos meus ouvidos
falaste-me tão devagarinho
arrepiaram-se meus sentidos
com os arrulhos desse carinho

vencida p'lo espasmo ardente
cercada de sonhos e visões...
logo o rosto de rubor palecente
chão de beijos... aos milhões!

fui rosa tremulando à aragem
enamoradamente em harmonia
sou rosa murcha sou miragem
entre sóis, ora noite, ora dia

espantam as cigarras a solidão
entre vivos ocupando seu lugar
pisa-me o peito, o coração
escuto meu lento desagregar.


natalia nuno
rosafogo
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12sa34mu56el

12sa34mu56el

InQuIeTo

Passo horas e horas inquieto
no frio sinto calor
no calor eu sinto frio
e quando esta estável,
não sei o que dizer..
.....
O tempo não se espera
e continuo inquieto
vontade de gritar
e de sair correndo
.....
Horas e horas procurando o que fazer
momentos de tristeza vem
mas ao mesmo tempo a alegria também
vai entender.
......
Poesias chegam
poemas vêm
mas a insperação
não me contêm.
como posso ser poeta
se não existe poesias além do que é REAL?.
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