Escritas

corpo franzino, cara miúda...

natalia nuno
Nas noites de insónia vou lembrando
Chamo ao pensamento emoções com ternura
Em turbilhões ao meu peito se estreitando
Não me sinto só enquanto a noite dura.

Hora tardia, noite deserta
Só a minha alma desperta.
Nesta bendita solidão
Procuro refúgio, encontro a recordação
Hoje tem o olhar mais brilhante
Voltou a usar folhos e laços
Ficou feliz por um instante
Esqueceu a Vida feita em pedaços.


Corpo franzino, cara miúda
Pés descalços, mal sabia a idade?!
Mas era forte, não queria ajuda
Mais perdida que achada,
A lembro com saudade.
A levo no coração guardada.

Sem histórias para adormecer
Apenas o Sol com o propósito de a aquecer
Julgava-se a dona do Mundo!
Corria as ruas com o arco p'la mão
Cabelos ao vento dum negro profundo
Do futuro? Sem inquietação.
Mas hoje o seu olhar perdeu a idade
Soltaram-se as asas está querendo voar
É criança novinha, velha na saudade
Querendo razões para acreditar.

É essa a grande vontade
Dizer não ao desencanto, sonhar
Não será tarde? Na verdade...
É bom viver e recordar.

rosafogo
natalia nuno


Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=113879 © Luso-Poemas
274 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão ToPostComment