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Raquel Ordones

Raquel Ordones

Onde está o amor?



Há uma revolução, um ponto de interrogação.
E por onde é que anda esse sentimento nobre?
Por todos os lugares se ouve tanta reclamação
Cadê o amor? Sua ausência deixa o ser pobre!

Onde foi parar o sentimento de soberania mor
Por que é tão difícil senti-lo com toda verdade
Se o interesse até parece no momento ser maior
Mas é passageiro, dissimula trazer a felicidade.

O amor se desanda; a cada dia mais midiático
E só na novela há uma explosão de sentimento
Lá se vai o capítulo e junto esse amor ao vento.

O amor pede auxilio._E o que fizeram comigo?
Sem mim sei que todo o mundo perde o norte
Eu existo naquele que me assume, o faço forte!

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG
978
natalia nuno

natalia nuno

pequena prosa poética...

trago as emoções abrigadas no silêncio da noite, desfolhados os sonhos, o amor é agora utopia onde eu própria me abrigo...fico cada vez mais distante do passado, é o tempo que me arremessa e me obriga a dar mais um passo, me arma o laço, e que anda eternamente preso a mim, deixa-me como o sol com medo da noite...e quando cresce a esperança, logo meu pensar fica torpe, esforça-se por alcançar de novo o sonho e criar o poema esquecido que habita em mim desesperançado, embora com as palavras por perto eu não sei o que escrever ao certo, para escrever necessito de fantasias, faço poesias rainhas, mas ainda que fantasiadas, são verdadeiramente minhas...escrevo sobre fragmentos da vida, noite fora até de madrugada, às vezes com a voz embargada, e um grito na garganta, e a poesia me ouve calada e olha meu rosto que morreu, enquanto no céu a última estrela nasceu...

natalia nuno
http://flortriste1943.blogspot.pt/
262
natalia nuno

natalia nuno

descaminho...

Quanto tempo,
diz-me,
ouvirás o rumor das minhas pétalas
antes que a ânsia das estrelas
ou o desarvorado vento,
nos levem para longe
arrancando nossas vidas...

nataliarosafogo
330
natalia nuno

natalia nuno

pequena prosa poética...

hoje está morta, porque hoje ela casualmente se viu ao espelho, e viu um rosto velho, podia ter ficado indiferente, mas tristemente padeceu quando viu esse rosto sombrio...pensou enlouquecer... ah...pensem o que quiserem, ficou triste sim, tão triste que as nuvens pararam para chorar com ela, e a chorar também o vento que ouviu o lamento, sentiu esmorecer-lhe o coração, e diz-lhe descuidado como quem segreda um recado...no espelho, já foste trigo por colher, agora és uma seara seca à míngua pronta para morrer...
conserva como relíquia um poema maduro mas sem futuro, espreita o tempo a um canto da vidraça e refaz-se abraçada à criança que foi, assim passa o tempo e a dor não dói ...entre a memória da primavera e o outono caído ao chão, traz sonhos a escorrer do verão...e aos ombros uns salpicos de saudade, onde o inverno é já verdade.

natalia nuno
http://flortriste1943.blogspot.pt/
177
natalia nuno

natalia nuno

sonho que o dia sustém...

a lucidez sempre te interroga...
porquê esse vôo até ao obscuro?
porquê esse abismo inesperado
essa inquietude...que é fogo
esse contar de rugas novas...
deixa que te acompanhe a formosura do vento,
a ternura do correr das fontes azuis,
a verdade dos sonhos
nas trovas
despoja tudo o que é dor,
e deixa-te levar num passo doce,
com olhos de criança
como se ontem, ainda hoje fosse

abre as pétalas vermelhas do sorriso

retira os olhos da penumbra
deixa ver o verdor desses gerâneos
trazes a esperança delapidada
acalma a ânsia desolada
atreve-te a sonhar,
avança um pouco mais
e deixa a tristeza nos umbrais
deste poema...

natalia nuno
296
natalia nuno

natalia nuno

questiono-me...

Canto eu e canta o vento nos canaviais e de quando em quando vem a chuva e canta mais... eu um chilreio de menina, ele uma canção peregrina, e ela batendo na janela, e assim se abrem as portas do meu olhar em mais uma manhã em contacto com a natureza...e há lá maior beleza?!

natalia nuno
303
RicardoC

RicardoC

BRAVÍSSIMO!

Queres aplausos? Não os tenho.
A árvore de louros secou...
Escreves tu com arte e engenho
Poemas que o século ignorou.

Poeta, o teu século passou!
Baldo é poetar com tanto empenho:
A árvore de louros secou...
Queres aplausos? Não os tenho.

Poeta, o teu século desdenho:
Ouro de tolo, enferrujou...
Baldo é poetar assim ferrenho:
A árvore de louros secou...
Queres aplausos? Não os tenho.

Betim - 14 04 2018
319
fernanda_xerez

fernanda_xerez

ENTRE ESCOLHAS E CONSEQUÊNCIAS

... E quando se carrega
no peito um grande amor, e o destinatário
devolve ao remetente?

O que fazemos, então?
Qual seria a solução?
Rasgar o coração?

Jogar fora todo um sentimento?
Sofrer a perda e o lamento?
E tirar o luto com o tempo?

Ah! quantas questões!
Vou digerindo devagar,
para evitar congestão...

Seguir em frente, confiante
de que, se as coisas sempre
mudam de lugar, elas nos
dão oportunidade para
vivermos novas histórias.

Basta não parar no tempo
e continuar se equilibrando
na ponte, entre escolhas
e consequências.
252
natalia nuno

natalia nuno

a inquietação do meu rio...

Entre a folhagem há um coro
de cânticos subtis
E no rio um curso em quietação
E meu coração me diz
Porque será que choro,
da saudade do meu corpo feminino?
Oh! Absoluto e mal fadado destino!

Ondulam brisas sobre as searas
Vibram as folhas prateadas
Pensar eu que me amaras...!
Em marés arrebatadas.

Já vão as horas perdidas
E os corações distantes
Para quê lágrimas caídas?
Se não haverá prantos bastantes?

Meus medos são trevos em flor
Andorinhas, entre a bruma
do esquecimento.
No fundo dos meus olhos... amor,
já coisa nenhuma!
Já partem, como nuvem em seu labor.

Fica o horizonte tão mudo
E o vento entoa seu balido
Não há nada que desejar
Ou haverá tudo?
Volta o desejo aos corpos
reacendido.
Numa imensa vontade de amar.

Meus sonhos são moinhos de vento
São tiros no ar,
que me trespassam o pensamento
Num tempo inquieto sempre a andar
Quero viver, viver como a pedra que dura!
Não quero morrer de peito oprimido
Não me basta do céu a ventura
Não me basta o tempo já vivido.

natalia nuno
rosafogo

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287
Jorge Santos (namastibet)

Jorge Santos (namastibet)

(Meu lar é uma taberna)






Qualquer brisa de ar me serve,
Mas balouçar no trigo o olhar,
Minh'alma não consegue,
Nem este obedece ao qu'digo,

O mistério são as fontes,
E o que penso a sós comigo,
Sopra-as "Ítalo", o vento grosso
Ou a sombra rente ao chão,

Minha catedral é uma
Caverna escura, loucura
A crença que nem a religião
Daquela forma suspensa,

Sem vestes me veste, largo
Um coração que trago,
Amargo, amarrado junto
Ao crâneo que não é mágico

Quanto o de "Shakespeare",
Evoco um Rei deposto oculto,
Certo que voltarei um outro
Rosto, aposto à luz ou ao luar,

Qualquer brisa breve serve,
Meu sonhar amarelo-pálido
Trigo, leve minh'alma sofre
Um sofrer que não vem só,

Mas obedece ao castigo divino,
Assim seara ceifada a foice,
Como fosse erva da mina,
Ou de uma velha seca fonte.

(Meu lar é uma taberna)



Jorge Santos (04/2018)
http://namastibetpoems.blogspot.com
396
natalia nuno

natalia nuno

hoje pus-me a pensar...trovas

o que é mais importante
não é o que fiz... ou não!
é ver a vida tão distante
o tempo ter sempre razão

do grão se faz a farinha
que é pão para o sustento
já minha vida caminha
sem vontade nem alento

bom mesmo era esquecer
que a vida não é senão...
nascer ...viver e morrer
Que... dolorosa desilusão!

diamantina é a madrugada
vai-se a tarde já escurece
cabelos brancos são geada
tranquila solidão aparece

trago os olhos sem sossego
e os passos sem esperança
se mais à vida me apego
mais s'afadiga a lembrança.

natalia nuno
310
natalia nuno

natalia nuno

pensamento...

olho o silencio que passa... perco o rumo da força e diluo-me inteira, indiferente à solidão dos anos que me levam...

natalianuno
https://pensador.uol.com.br/colecao/nataliarosafogo1943/
263
natalia nuno

natalia nuno

lugares...

todo o tempo que perdurou em mim,
deixou recordações
dos lugares onde ainda
a minha memória procura
os dias iluminados da minha infância...

nataliarosafogo
314
Raquel Ordones

Raquel Ordones

EU

Em meu silêncio me perco
e minuciosamente me acho.
Ando por todo o meu ser
em uma inquietude calada.
Perdida entre as estrelas de mim,
Me encontro no mundo da lua: azul.
Onde às vezes não caibo
talvez por eu ter
uma extensão infinita de poesia!

ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG
316
RicardoC

RicardoC

AUTÓFAGA (sextina: fome, carne, pele, mente, toque, mesma.)

Das entranhas lhe vem estranha fome
Que lhe consome toda a sua carne.
Frêmitos de sentir-se à flor da pele
Lhe agitam os desvãos da vaga mente
Ao perceber-se entregue ao próprio toque,
N'uma exploração húmida em si mesma.

Os dedos que percorrem a alma mesma
Têm no êxtase o saciar d'aquela fome
Certa de que, no corpo, o ser se toque.
Assim, a aura que envolve a nua carne
Revele-lhe os recônditos da mente
Em seu dedilhar de harpas pela pele.

Exsude todo o ser por sobre a pele
E, entorpecida, saía de si mesma
No alheamento de quanto tinha em mente.
Autófaga, de si sentia fome...
Era o saciar da carne pela carne
Ao s'entreter consigo em suave toque.

Das entranhas se vê estranha ao toque
Que lhe provoque ardor em toda a pele
E lhe revele a si apenas carne...
Não obstante, perceba-se ela mesma
Como fome de si a sua fome
A ponto de absorver de todo a mente.

Incerta se de pele ou se de mente
Sua explosão de si àquele toque;
D'ela trazer consigo tanta fome.
Incerta se de mente ou se de pele,
Resta-lhe conhecer-se ora a si mesma
No afã de se sentir na própria carne!...

Entenda-se na fome em sua carne,
-- O que for: seja pele; seja mente --
Ser ela toda ao toque d'ela mesma.

Betim - 13 04 2018
372
Marcio Santos

Marcio Santos

Rebentos

Meus filhos têm grandes asas
e começam a ganhar o mundo

Há nisso um orgulho enorme...
e uma angústia maior que tudo.
488
Antonio Aury

Antonio Aury

Conversa com Lunga 1

Lunga é de longas datas um amigo muito querido!
Ele diariamente me traz de bom dia a saudação!
É homem de confiança de Lavras da Mangabeira!
Não confundir com o folcórico Lunga do Juazeiro!
É homem de bom proceder e de grande educação!
Desde que nos falamos em nosso contato primeiro!
Considero este amigo como um irmão verdadeiro!
E partir de hoje registrarei a nossa conversação!
E responderei sempre que possível a sua indagação!
Ao amigo engajado na luta do bom povo brasileiro!

Aury
1 072
deadheartboy

deadheartboy

Pensamento Reprimido

Um assovio noturno ecoa pelos ares
Na noite escura um voz sussura
Me contando em lentas palavras os meus males
Como um soco no estomago me esmurra

Coragem me falta com força para que eu possa conquistar
E continua a voz me dizendo que deveria me expressar
Meus pensamentos, deveria me arriscar a executar
O que eu sinto em minha alma deveria expressar

Tão dificil é pelo temor que me assombra os sentimentos
O medo da perda é constante
E afastar tudo se eu liberar meus pensamentos

E no meu intimo deixo a voz se calar
E tudo que sinto reprimir em meu ser
Para assim essa vida aprisionada continuar.
91
natalia nuno

natalia nuno

pequena prosa poética...

às vezes sinto-me só, num mundo estranho, de esperanças poucas, e sentindo que nada posso mudar avanço nas horas sem remos, debaixo de calor, onde basta saber-me viva...perco até as palavras e aguardo pela paz em mim...então faz-se aurora e eu sou a viagem e sigo minha trajectória...

natalia nuno
241
natalia nuno

natalia nuno

canção d'amor...

aos meus olhos és
a frescura do vento
que nasce nas montanhas,
a canção dum pássaro
que se eleva em nostalgia,
a palavra azul com que escrevo AMOR..

nataliarosafogo
277
RicardoC

RicardoC

CARÍCIAS (vilanela)

Amemo-nos sem pressa, suavemente,
Ainda que a cidade a todo instante
Se faça com mil sons sempre presente.

Olhemo-nos nos olhos, frente a frente:
Tudo há-de acontecer ao teu talante...
Amemo-nos sem pressa, suavemente.

Busquemos o sorriso mais contente,
À espera que o prazer no peito arfante
Se faça com mil sons sempre presente.

Porque doce é o amor quando se sente
O rosto aberto em gozo d'uma amante:
Amemo-nos sem pressa, suavemente...

E, alheados do que tínhamos em mente,
Teu corpo no meu corpo d'oravante
Se faça com mil sons sempre presente.

Assim talvez o amor -- tão inconstante... --
Se faça com mil sons sempre presente
Até que em nós o gozo se agigante!...
Amemo-nos sem pressa, suavemente...

Belo Horizonte - 10 04 2018
372
Ricardo Santos de Souza

Ricardo Santos de Souza

SENTIMENTO PURO

SEU OLHAR É NATURAL E RICO EM CERTEZAS, O SEU AMOR É MUITO EVIDENTE E VERDADEIRO NAS SUAS AÇÕES, CARINHOS E NO SEU DOCE E RESPONSÁVEL COMPANHEIRISMO; SEU JEITO DE ENXERGAR O NOSSO MUNDO A DOIS ME FASCINA; QUANTOS PLANOS PARA O FUTURO DA NOSSA RELAÇÃO VOCÊ ALIMENTA COM TANTO PREPARO E CUIDADOS; QUANDO ESTOU PERTO DO SEU ROSTO SINTO SEUS SENTIMENTOS ME DIZEREM QUE SÃO VERDADEIROS E ÚNICOS, ENTENDO DE CARA QUE JAMAIS ENCONTRAREI EM OUTRA MULHER UM AMOR TÃO PURO...
549
natalia nuno

natalia nuno

é primavera...

a ave...chega, mas já traz com ela um adeus no olhar, parte, e pousa noutro lugar,
são as pupilas da primavera,
as meninas dos nossos olhos,
fazem um traçado de comoção e confortam-nos o coração...

natália nuno
287
natalia nuno

natalia nuno

ao rio da minha aldeia... trovas

Almonda quando passas
voa o pássaro pra te ver
toda a aldeia tu abraças
passas por ela a correr

vens correndo da nascente
por aqui não vais parar...
trazes grandeza no ventre
que levas direito ao mar...

ponho os olhos na vidraça
e ainda sonho contigo
era moça cheia de graça
amei-te pra meu castigo

olhámos o céu perdidos
nesse reino q' nos pertence
e tantos sonhos paridos...
já a memória me vence.

vais entre pedras e cansaços
contigo vão sonhos d'água
nada te atormenta os passos
salgueiros te olham com mágoa

lembro sempre da promessa
um ao outro prometemos
talvez um de nós se esqueça
se de saudade... padecemos.

deixo-te palavras de ternura
descobri-me a envelhecer
dá-me da tua água tão pura
não me deixes d'amor morrer

Almonda, olho-te embebecida
rio que corres despreocupado
na corrente da minha vida
levo-te de maresia perfumado.

natalia nuno
310