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Raquel Ordones
Você sabe amar?
Amar é
Saber escutar e calar quando preciso for.
É entender o silêncio do mistério da flor.
Ler o que escreve o olhar, inda fechado.
É decifrar um recado ainda codificado.
Amar é
Descobrir a angustia no outro, disfarçada.
É enxergar a solidão que está camuflada.
Descobrir uma dor que guarda o coração.
É perceber no sorriso uma dissimulação.
Amar é
Detectar quando for falsa uma emoção.
É ver na cor cinza, toda uma coloração.
Respeitar as pessoas incondicionalmente.
É levantar-se e sempre seguir em frente.
Amar é
Amar, incondicional e sem nada explicar...
ღRaquel Ordonesღ
953
natalia nuno
arroubos da mocidade... trovas
Arroubos da mocidade
São sonhos, são ilusão
Hoje me dão saudade
Bem a sinto no coração.
Arroubos próprios da idade
Que ainda trago na mente
Idade que me dá saudade
Que o meu coração sente.
Arroubos que não esquecem
Tão presentes até no olhar
São estrelas que não falecem
Amores que quero recordar.
rosafogo
natalia nuno
São sonhos, são ilusão
Hoje me dão saudade
Bem a sinto no coração.
Arroubos próprios da idade
Que ainda trago na mente
Idade que me dá saudade
Que o meu coração sente.
Arroubos que não esquecem
Tão presentes até no olhar
São estrelas que não falecem
Amores que quero recordar.
rosafogo
natalia nuno
290
Jorge Santos (namastibet)
Sonho d'Midas ...

Sonho d'Midas ...
Leve o sonho i'nda
Que m'tire do sono,
Dest'ida sen'como,
Dano ou beleza, nau
Inacabada o despertar
E eu por me acabar,
Só porque troquei,
A poeira P'la estrada
A vaidade p'lo ouro,
De verdade não sei
Distinguir treva de
Breu, estrela de céu,
(Nem sequer o vejo),
Suor de calafrio,
Sonho de Midas
Escrito em Basco
Sou eu só, eu sou ...
Desdenhei um trono
E é nele que me torno,
Tornarei também noutro
Tosco tronco e assento,
Perdido no sonho d'ida
Sem a certeza de voltar,
Me persegui a vida inteira,
Como se fosse minha
Sombra falsa ou a máscara
Da própria má sorte ...
Joel Matos (04/2018)
http://joel-matos.blogspot.com
420
Rahna
Poema ao amor que vem
Quero que me venhas nu
de versos e de toda poesia...
Desnudo de antigas peles,
antigos quereres, antigas elegias...
Quero que, sendo o mesmo,
me venhas outro, quase indolor.
Quero que me venhas nu,
como quem há pouco haja nascido
e que tragas apenas os velhos chinelos,
um sonho qualquer - colorido -
e o que em ti, ainda restar de amor...
(Rahna)
475
Antonio Aury
Meu lado A
Quero viver no presente
O que já viví no passado
Sou igual a tanta gente
Que quer Lula livre
Lutando do nosso lado
Quero Lula Presidente
Esperança de nosso povo
Esperança de quem sentiu o gosto da felicidade!
E quer sentir de novo
O gosto da Liberdade!
De quem luta todo dia para o sonho realizar
O sonho do cidadão!
Este sonho não prenderam e nem prenderão!
Está no mundo inteiro, está em todo lugar!
É Lula lá!
É Lula aqui!
Do Oiapoque ao Chuí
É grande a vibração em nosso amado Brasil!
No Japão no Canadá
Em Bruxelas e Paris
No mundo civilizado
no Vaticano
São Lulas se multplicando pelo mundo e
em todo nosso país!
Até na república de curitiba
O povo canta Lula livre
Sem medo de ser feliz!
Somos todos uma nação
Gente que gosta de gente!
Pois somos um só coração!
E neste ano vai votar
para o Brasil retornar aos seus trilhos e o seu caminho
E um gigante governar este país-continente
Só quem tem brilho próprio
e pelo povo carinho!
Em 2018!Salve Lula Presidente!
aury - meus lados de a a z - é lula presidente- gente q gosta de gente
O que já viví no passado
Sou igual a tanta gente
Que quer Lula livre
Lutando do nosso lado
Quero Lula Presidente
Esperança de nosso povo
Esperança de quem sentiu o gosto da felicidade!
E quer sentir de novo
O gosto da Liberdade!
De quem luta todo dia para o sonho realizar
O sonho do cidadão!
Este sonho não prenderam e nem prenderão!
Está no mundo inteiro, está em todo lugar!
É Lula lá!
É Lula aqui!
Do Oiapoque ao Chuí
É grande a vibração em nosso amado Brasil!
No Japão no Canadá
Em Bruxelas e Paris
No mundo civilizado
no Vaticano
São Lulas se multplicando pelo mundo e
em todo nosso país!
Até na república de curitiba
O povo canta Lula livre
Sem medo de ser feliz!
Somos todos uma nação
Gente que gosta de gente!
Pois somos um só coração!
E neste ano vai votar
para o Brasil retornar aos seus trilhos e o seu caminho
E um gigante governar este país-continente
Só quem tem brilho próprio
e pelo povo carinho!
Em 2018!Salve Lula Presidente!
aury - meus lados de a a z - é lula presidente- gente q gosta de gente
239
Darlan de Matos Cunha
Rota da sede
Nessa rota há muitas noites e dias
mas aqui não se abre voz para o que virá
menos ainda por um certo passado
com hierógligos, caracteres, ideogramas
dicionários, enciclopédias e relatórios
dando contas falsas de vertebrados
e invertebrados, mas pela conta da míngua
justiçados - para o bem ou para o mal, tanto
fez e tanto faz, que nada disso a essa rota apraz.
Nada ao furtivo, menos ainda ao lascivo,
os viajantes entram nas linhas do tempo
presente, demente ou não, praticam noções
estranhas às minhas, que assim é o embate
entre o forte e o fraco, e se venço
alguma ilusão numa troca de mercadorias
não abdico de beber luz do Diabo ou de Alá
nessa perigosa rota aberta ao benvirá.
mas aqui não se abre voz para o que virá
menos ainda por um certo passado
com hierógligos, caracteres, ideogramas
dicionários, enciclopédias e relatórios
dando contas falsas de vertebrados
e invertebrados, mas pela conta da míngua
justiçados - para o bem ou para o mal, tanto
fez e tanto faz, que nada disso a essa rota apraz.
Nada ao furtivo, menos ainda ao lascivo,
os viajantes entram nas linhas do tempo
presente, demente ou não, praticam noções
estranhas às minhas, que assim é o embate
entre o forte e o fraco, e se venço
alguma ilusão numa troca de mercadorias
não abdico de beber luz do Diabo ou de Alá
nessa perigosa rota aberta ao benvirá.
781
natalia nuno
agora nada descortino...
Sabendo que não vim para ficar
O meu apego à vida não tem medida
Minha alma se perde de tanto a amar
Em certos instantes a julgo perdida.
Minhas palavras são brasas na garganta
Solto-as quando o tempo me faz medo
Quando me sinto frágil como uma planta
E pouco a pouco entorpeço na solidão do degredo.
Às vezes me invade um infantil contentamento
Vou desfolhando sonhos em confidência
Outras surge em mim a descrença e o a desalento
Acaba-se a harmonia do madrugar da existência.
Agora nada descortino para além do tédio
De caneta na mão deixo vaguear o pensamento a monte
Se a vida é treva cerrada sem remédio?!
Corro atrás da luz do Sol que se queda no horizonte.
A Vida é carta de mão em mão que não pára
Ai de mim que já de tudo me esqueço!
Na neblina dos meus olhos uma tristeza que não sara
Teimo em prender-me à Vida mas já anoiteço.
rosafogo
natalia nuno
O meu apego à vida não tem medida
Minha alma se perde de tanto a amar
Em certos instantes a julgo perdida.
Minhas palavras são brasas na garganta
Solto-as quando o tempo me faz medo
Quando me sinto frágil como uma planta
E pouco a pouco entorpeço na solidão do degredo.
Às vezes me invade um infantil contentamento
Vou desfolhando sonhos em confidência
Outras surge em mim a descrença e o a desalento
Acaba-se a harmonia do madrugar da existência.
Agora nada descortino para além do tédio
De caneta na mão deixo vaguear o pensamento a monte
Se a vida é treva cerrada sem remédio?!
Corro atrás da luz do Sol que se queda no horizonte.
A Vida é carta de mão em mão que não pára
Ai de mim que já de tudo me esqueço!
Na neblina dos meus olhos uma tristeza que não sara
Teimo em prender-me à Vida mas já anoiteço.
rosafogo
natalia nuno
310
natalia nuno
linhas de seda...trovas
Trago um lenço cheio de cor
bem dobrado ao meu jeito
com letras grandes "AMOR"
grande como trago no peito
Caem-me lágrimas soltas
a crescerem-me pelo rosto
enxugando-as dou eu voltas
de manhã até ao sol-posto
Quando o dia se faz escuro
noite criadora, preciosidade
torna o viver menos duro
e lá volta de novo a saudade
Alheia me deixo ao coração
é completamente indiferente
nunca quer saber da razão
mas nunca anda contente...
Linhas de seda eu usei
para o teu nome bordar
bordei até que cansei...
hoje não ouso lembrar
Sem te dirigir o olhar
bordei então a letras pretas
com força maior que o mar
minhas lembranças secretas
Pousei agulhas e linhas
dei descanso ao coração
não sei por onde caminhas
manda agora minha razão
Sento na cadeira de palha
dirijo palavras à lua
não há santo que me valha
esquecer q' um dia fui tua
natalia nuno
bem dobrado ao meu jeito
com letras grandes "AMOR"
grande como trago no peito
Caem-me lágrimas soltas
a crescerem-me pelo rosto
enxugando-as dou eu voltas
de manhã até ao sol-posto
Quando o dia se faz escuro
noite criadora, preciosidade
torna o viver menos duro
e lá volta de novo a saudade
Alheia me deixo ao coração
é completamente indiferente
nunca quer saber da razão
mas nunca anda contente...
Linhas de seda eu usei
para o teu nome bordar
bordei até que cansei...
hoje não ouso lembrar
Sem te dirigir o olhar
bordei então a letras pretas
com força maior que o mar
minhas lembranças secretas
Pousei agulhas e linhas
dei descanso ao coração
não sei por onde caminhas
manda agora minha razão
Sento na cadeira de palha
dirijo palavras à lua
não há santo que me valha
esquecer q' um dia fui tua
natalia nuno
281
natalia nuno
menina do povo...
O cheiro da relva humedecida
A fragância das rosas
O balouço nos ramos da velha arvore
centenária,
tanta e tanta vida!
Ao lado, margaridas mimosas
No balouço uma figura
imaginária.
Um rosto liso na juventude
Foi há tanto
que não
consigo lembrar-me,
como antes... amiúde.
Mas a memória vai ajudar-me!
O tempo cada vez mais me distancia
Da menina descalça no carreiro
E do cantico das cigarras no salgueiro.
E da lua que na noite se perdia.
Ao fim da tarde
Um raio de sol atravessava
As frestas do telhado.
E agora a saudade
Da felicidade que enxergava?
É um rosário delicado.
Misturo-me com as sombras
do crepúsculo ao entardecer
Observo o cair da noite
Ouço o piar da coruja
já me deixo esmorecer.
Lá em baixo o rio serpenteia
a aldeia
E a água me chega à cintura.
Com ternura,
Lembro, esta recordação vaga,
como quem se embriaga!
Mas este sonho é augúrio especial
Tudo passa aos meus olhos,
tão real.
Amanhã, volto a sonhar de novo
Sorrateira uma lágrima teimosa
A aldeia, o rio, o balouço
E a menina que inda ouço
Menina saudosa
Menina do povo.
rosafogo
natalia nuno
A fragância das rosas
O balouço nos ramos da velha arvore
centenária,
tanta e tanta vida!
Ao lado, margaridas mimosas
No balouço uma figura
imaginária.
Um rosto liso na juventude
Foi há tanto
que não
consigo lembrar-me,
como antes... amiúde.
Mas a memória vai ajudar-me!
O tempo cada vez mais me distancia
Da menina descalça no carreiro
E do cantico das cigarras no salgueiro.
E da lua que na noite se perdia.
Ao fim da tarde
Um raio de sol atravessava
As frestas do telhado.
E agora a saudade
Da felicidade que enxergava?
É um rosário delicado.
Misturo-me com as sombras
do crepúsculo ao entardecer
Observo o cair da noite
Ouço o piar da coruja
já me deixo esmorecer.
Lá em baixo o rio serpenteia
a aldeia
E a água me chega à cintura.
Com ternura,
Lembro, esta recordação vaga,
como quem se embriaga!
Mas este sonho é augúrio especial
Tudo passa aos meus olhos,
tão real.
Amanhã, volto a sonhar de novo
Sorrateira uma lágrima teimosa
A aldeia, o rio, o balouço
E a menina que inda ouço
Menina saudosa
Menina do povo.
rosafogo
natalia nuno
250
Jorge Santos (namastibet)
Nada me faz encanto

Nada se faz cantando
Nada acontece -a única veleidade é no que digo,
Importância -a falácia menos feliz fútil do mundo,
A felicidade -uma incongruência ilógica, falsa,
De certos loucos, nada me faz encanto,
Excepto a certeza na minha ínfima percepção de fim,
Sinto o que vejo tal como um escaravelho
Empurrando uma anónima vida passada
Como que por engano, sem cura. Ternura ou medo
São elementos consumíveis tal como um cabelo,
Um milhão de velas acesas não evita uma guerra
Nuclear tal como um prego não serve de casquilho,
Frente a frente a realidade é bizarra e bizantina
Tal como toda a liga que não se liga a nada
"Is this the end", Nada se faz cantando,nada me faz
Cantar, é um prazer que não volta, gozo não
É cura para o que sinto, baço sonho e efeito.
Apalpo o destino como num tempo outro, antes
De acabarem os Deuses, antes mesmo de haver nada,
E é com isso que lido por loucura ou medo,
Constipa-me a deslocação do ar e o mínimo
Bocejo me contenta, nada muda o que basta,
Nada se faz cantando, quando pouco falta para
O fim do mundo, acima fica o que sinto,
Já nada se faz sentindo, tudo me faz cansaço ...
(Nada faz sentido)
Jorge Santos (04/2018)
http://namastibetpoems.blogspot.com
417
Cleberson Eduardo da Costa
JUIZ MORO OU NIETZSCHE?
1- Para Aristóteles, filósofo da antiguidade grega, "A VERDADE É A ADEQUAÇÃO DO PENSAMENTO À COISA REAL";
2- Para o juiz Moro, contrariando Aristóteles, "A VERDADE É A CONVICÇÃO" ;
3- Para Nietzsche, contrariando o juiz Moro, "AS CONVICÇÕES SÃO MAIS INIMIGAS DA VERDADE DO QUE AS MENTIRAS...".
2- Para o juiz Moro, contrariando Aristóteles, "A VERDADE É A CONVICÇÃO" ;
3- Para Nietzsche, contrariando o juiz Moro, "AS CONVICÇÕES SÃO MAIS INIMIGAS DA VERDADE DO QUE AS MENTIRAS...".
554
natalia nuno
sonho que o dia sustém...
a lucidez sempre te interroga...
porquê esse vôo até ao obscuro?
porquê esse abismo inesperado
essa inquietude...que é fogo
esse contar de rugas novas...
deixa que te acompanhe a formosura do vento,
a ternura do correr das fontes azuis,
a verdade dos sonhos
nas trovas
despoja tudo o que é dor,
e deixa-te levar num passo doce,
com olhos de criança
como se ontem, ainda hoje fosse
abre as pétalas vermelhas do sorriso
retira os olhos da penumbra
deixa ver o verdor desses gerâneos
trazes a esperança delapidada
acalma a ânsia desolada
atreve-te a sonhar,
avança um pouco mais
e deixa a tristeza nos umbrais
deste poema...
natalia nuno
296
RicardoC
DON'ANA (sextilhas)
Era uma mulher do lar;
D'aquelas para casar
E que se quer sempre sua.
Que sabe bem seu lugar,
Pois, tem recato no andar
Quando passa pela rua.
"Don'Ana" tinha por nome
E um desejo que a consome
Desde que bem pequenina:
Senhora sem sobrenome,
De ser alguém tinha fome
Pois para tal se destina.
Noiva, era muito feliz,
Tendo tudo o que quis
Porque sempre do seu lado.
Por fim, para todos diz:
-- "A minha sorte eu que fiz,
Depois de tê-lo encontrado..."
Sim, entre quatro paredes,
Ei-la sem sedas e suedes
Em face d'ele despida.
E cheia de fomes e sedes,
Tal como sereia nas redes
Deixava-se ser possuída.
Era no mundo uma dama,
Mas uma puta na cama,
Tendo-se melhor mulher,
Do que quem no mundo puta
E na cama só computa
O quanto ou quando querer.
Mas, para sua surpresa,
Era bem da natureza
Do seu noivo, de primeiro,
Na mais pura safadeza
Após deixar a princesa,
Ir pernoitar no puteiro:
Contam à boca pequena
A alguma vaga morena
As visitas do seu amor...
Que sentiam até pena
Da noiva que ele apequena
Por não se lhe dar valor.
Que não o deixava em paz,
Dando-se como lhe apraz
E quando se lhe convém.
Vivia lhe andando atrás...
Mas, tanto fez; tanto faz:
Logo há-de passar também.
-- "Don'Ana é quem é Senhora!" --
Diziam cidade afora
-- "As outras, só vêm e vão..."
D'ele mais s'enamora
Havendo em conta que mora
Dentro do seu coração.
E, mais dia, menos dia,
Quem se deu tal ousadia
Mal s'engana de que a engana.
Há-de vê-la, todavia,
Desfilando fidalguia:
-- "É aquela que é Don'Ana!"
Belo Horizonte - 10 04 2018
D'aquelas para casar
E que se quer sempre sua.
Que sabe bem seu lugar,
Pois, tem recato no andar
Quando passa pela rua.
"Don'Ana" tinha por nome
E um desejo que a consome
Desde que bem pequenina:
Senhora sem sobrenome,
De ser alguém tinha fome
Pois para tal se destina.
Noiva, era muito feliz,
Tendo tudo o que quis
Porque sempre do seu lado.
Por fim, para todos diz:
-- "A minha sorte eu que fiz,
Depois de tê-lo encontrado..."
Sim, entre quatro paredes,
Ei-la sem sedas e suedes
Em face d'ele despida.
E cheia de fomes e sedes,
Tal como sereia nas redes
Deixava-se ser possuída.
Era no mundo uma dama,
Mas uma puta na cama,
Tendo-se melhor mulher,
Do que quem no mundo puta
E na cama só computa
O quanto ou quando querer.
Mas, para sua surpresa,
Era bem da natureza
Do seu noivo, de primeiro,
Na mais pura safadeza
Após deixar a princesa,
Ir pernoitar no puteiro:
Contam à boca pequena
A alguma vaga morena
As visitas do seu amor...
Que sentiam até pena
Da noiva que ele apequena
Por não se lhe dar valor.
Que não o deixava em paz,
Dando-se como lhe apraz
E quando se lhe convém.
Vivia lhe andando atrás...
Mas, tanto fez; tanto faz:
Logo há-de passar também.
-- "Don'Ana é quem é Senhora!" --
Diziam cidade afora
-- "As outras, só vêm e vão..."
D'ele mais s'enamora
Havendo em conta que mora
Dentro do seu coração.
E, mais dia, menos dia,
Quem se deu tal ousadia
Mal s'engana de que a engana.
Há-de vê-la, todavia,
Desfilando fidalguia:
-- "É aquela que é Don'Ana!"
Belo Horizonte - 10 04 2018
351
Raquel Ordones
Onde está o amor?
Há uma revolução, um ponto de interrogação.
E por onde é que anda esse sentimento nobre?
Por todos os lugares se ouve tanta reclamação
Cadê o amor? Sua ausência deixa o ser pobre!
Onde foi parar o sentimento de soberania mor
Por que é tão difícil senti-lo com toda verdade
Se o interesse até parece no momento ser maior
Mas é passageiro, dissimula trazer a felicidade.
O amor se desanda; a cada dia mais midiático
E só na novela há uma explosão de sentimento
Lá se vai o capítulo e junto esse amor ao vento.
O amor pede auxilio._E o que fizeram comigo?
Sem mim sei que todo o mundo perde o norte
Eu existo naquele que me assume, o faço forte!
ღRaquel Ordonesღ
Uberlândia MG
978
natalia nuno
a inquietação do meu rio...
Entre a folhagem há um coro
de cânticos subtis
E no rio um curso em quietação
E meu coração me diz
Porque será que choro,
da saudade do meu corpo feminino?
Oh! Absoluto e mal fadado destino!
Ondulam brisas sobre as searas
Vibram as folhas prateadas
Pensar eu que me amaras...!
Em marés arrebatadas.
Já vão as horas perdidas
E os corações distantes
Para quê lágrimas caídas?
Se não haverá prantos bastantes?
Meus medos são trevos em flor
Andorinhas, entre a bruma
do esquecimento.
No fundo dos meus olhos... amor,
já coisa nenhuma!
Já partem, como nuvem em seu labor.
Fica o horizonte tão mudo
E o vento entoa seu balido
Não há nada que desejar
Ou haverá tudo?
Volta o desejo aos corpos
reacendido.
Numa imensa vontade de amar.
Meus sonhos são moinhos de vento
São tiros no ar,
que me trespassam o pensamento
Num tempo inquieto sempre a andar
Quero viver, viver como a pedra que dura!
Não quero morrer de peito oprimido
Não me basta do céu a ventura
Não me basta o tempo já vivido.
natalia nuno
rosafogo
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=195601 © Luso-Poemas
de cânticos subtis
E no rio um curso em quietação
E meu coração me diz
Porque será que choro,
da saudade do meu corpo feminino?
Oh! Absoluto e mal fadado destino!
Ondulam brisas sobre as searas
Vibram as folhas prateadas
Pensar eu que me amaras...!
Em marés arrebatadas.
Já vão as horas perdidas
E os corações distantes
Para quê lágrimas caídas?
Se não haverá prantos bastantes?
Meus medos são trevos em flor
Andorinhas, entre a bruma
do esquecimento.
No fundo dos meus olhos... amor,
já coisa nenhuma!
Já partem, como nuvem em seu labor.
Fica o horizonte tão mudo
E o vento entoa seu balido
Não há nada que desejar
Ou haverá tudo?
Volta o desejo aos corpos
reacendido.
Numa imensa vontade de amar.
Meus sonhos são moinhos de vento
São tiros no ar,
que me trespassam o pensamento
Num tempo inquieto sempre a andar
Quero viver, viver como a pedra que dura!
Não quero morrer de peito oprimido
Não me basta do céu a ventura
Não me basta o tempo já vivido.
natalia nuno
rosafogo
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=195601 © Luso-Poemas
287
natalia nuno
eco da minha voz...trovas
aguenta a quadra é nobre
rima e tem sempre valor
quem diz que ela é pobre
não é dela merecedor...
se minha rima é pobre
também rimo com a rica
se a pobre fica tão nobre
com a rica nobre fica...
pássaros trazem cantigas
de chilreios enchem o ar
n' promessas nem intrigas
que não me deixo enganar
o sol me olha de frente
já pouco a mim me basto
trago a morte presente...
mas da vida não m'afasto
escrevo verso com m' mão
minh''alma ao céu entrego
quero a Deus pedir perdão
do mal que fiz...não nego!
se amanhã deixar de ver
ou meu coração parar...
sempre tu podes dizer
feliz, porque soube amar
meu coração vive triste
por não dizer o que sente
a tanto amor não resiste
vive a sofrer e não mente
que esperam de mim então
não nada mais pra dizer
tenho comigo só solidão
só a saudade sei escrever
assim neste correr d' dias
q'deslizam nada os detém
vou escrevendo poesias
e assim, me sinto bem...
rima e tem sempre valor
quem diz que ela é pobre
não é dela merecedor...
se minha rima é pobre
também rimo com a rica
se a pobre fica tão nobre
com a rica nobre fica...
pássaros trazem cantigas
de chilreios enchem o ar
n' promessas nem intrigas
que não me deixo enganar
o sol me olha de frente
já pouco a mim me basto
trago a morte presente...
mas da vida não m'afasto
escrevo verso com m' mão
minh''alma ao céu entrego
quero a Deus pedir perdão
do mal que fiz...não nego!
se amanhã deixar de ver
ou meu coração parar...
sempre tu podes dizer
feliz, porque soube amar
meu coração vive triste
por não dizer o que sente
a tanto amor não resiste
vive a sofrer e não mente
que esperam de mim então
não nada mais pra dizer
tenho comigo só solidão
só a saudade sei escrever
assim neste correr d' dias
q'deslizam nada os detém
vou escrevendo poesias
e assim, me sinto bem...
249
natalia nuno
pequena prosa poética...almas penadas
falta apenas um passo para que o sol caia no mar, o céu está dum azul transparente, sem uma nuvem, apenas uma brisazinha a lembrar que ainda estamos em abril, nos montes as giestas estão em flor e a urze negra parecendo envernizada com florinhas brancas despontando, um ribeiro vai cantando, vem serpenteando por entre os freixos e medronheiros como se tivesse pressa de chegar a qualquer lugar ou viesse a fugir de qualquer coisa, mais ao longe um rebanho enfeitando a paisagem, as árvores agarram-se à terra com raízes fortes, ostentam galhos novos e folhas no seu verde esperança avisando que a primavera está por aí... também a passarada jorra a sua sinfonia, e outra bicheza tal como as perdizes perdidas nos matagais procurando com ansiedade correr os campos ágeis e felizes, é hora de pensar na prole de procurar um esconderijo onde os pequeninos seres possam nascer sossegadamente sem perigos, as carriças fugidias assustam-se com pouca coisa e escondem-se no caniçal, nas silvas e tojos andam os insectos numa roda viva, alheios a todo o resto. O entardecer vai ficando cada vez mais escuro, já se ouvem os guizos das ovelhas que retornam ao curral, ouvem-se os sinos tocando às orações da noite, os carros de bois rangem estrada fora de volta à aldeia, e na encruzilhada ouvem-se passadas e vozes baixinhas, dizem ser almas perdidas, penadas, almas do outro mundo que vagueiam sem que se saiba porquê... a noite traz a sua magia e a quietude, assim como a certeza dos sonhos, e a esperança num mundo melhor...olho com lentidão o horizonte e ouço bater o coração e no assombro do momento tudo me parece realidade mas, é só a saudade.
natalia nuno
natalia nuno
340
Antonio Aury
Sao Vicente Ferrer
São Vicente Ferrer
Como é bom ver no teu dia
estampado no rosto das crianças
um sorriso farto e puro de alegria!
É a certeza que no amanhã,
que em vossos corações
cultivam a fé e a esperança!
Oh! Meu Bom Padroeiro!
Sei que pregas o amor divino
sob a égide dos sonhos matutinos!
E no futuro estes infantes se formarão
defensores dos ideais vicentinos!
Continuarão a carregar no peito
o verdadeiro amor!
Em vez de armas nas mãos
Levarão uma rosa ou uma flor!
Serão homens a se mirar no teu espelho
com o olhar certeiro no verdadeiro e mais puro amor!
Agradeço por tudo que para minha família representa
Pelas quantas vezes que livrou-nos dos males e da tormenta!
Amém!
Aury
aury - toada- oração para SVF-
Padre Evaldo, Padre Adauto e Padre Alzir!
Como é bom ver no teu dia
estampado no rosto das crianças
um sorriso farto e puro de alegria!
É a certeza que no amanhã,
que em vossos corações
cultivam a fé e a esperança!
Oh! Meu Bom Padroeiro!
Sei que pregas o amor divino
sob a égide dos sonhos matutinos!
E no futuro estes infantes se formarão
defensores dos ideais vicentinos!
Continuarão a carregar no peito
o verdadeiro amor!
Em vez de armas nas mãos
Levarão uma rosa ou uma flor!
Serão homens a se mirar no teu espelho
com o olhar certeiro no verdadeiro e mais puro amor!
Agradeço por tudo que para minha família representa
Pelas quantas vezes que livrou-nos dos males e da tormenta!
Amém!
Aury
aury - toada- oração para SVF-
Padre Evaldo, Padre Adauto e Padre Alzir!
360
natalia nuno
P'la calada da noite...
anda o vento rumorejando
por perto
traz a madrugada p'la mão
e eu trago a emoção bem dentro,
dentro do coração.
há pétalas a abrir
nas pálpebras da primavera
e ainda que me doa,
o tempo por mim não espera.
levo na boca o gosto a terra,
nos lábios a palavra liberdade,
sou garça a deslizar...
na campina da saudade.
levo nos olhos a voz dos pinheiros
e as mãos a rirem da morte
a brisa no rosto...e eu gosto
e parto à sorte!
levo poemas de amor
e alguns versos nus
nada acrescento à dor
da escuridão se fará luz
ando de pé sobre o tempo
há quem diga que morri!
deixei meu canto em Setembro
é inútil o pranto aqui.
do poema já me arrependo
mas foi um instante achado,
nas veredas desta vida...
e depois de terminado,
ficarei de mim esquecida.
tão já sem nada...
é agora uma da madrugada
e o poema me devorando
e o vento aqui tão perto,
rumorejando
pela calada...
natalia nuno
289
fernanda_xerez
MARCAS DO QUE SE FOI - I
Apesar de, no momento,
nada saber de mim, presumo que, com
a convivência possa arriscar que sei algo
de ti, minimamente falando:
(...) dos teus abismos,
das tuas sombras, dos teus sonhos, dos
teus vazios,
(...) então sim,
eu sei o que sentes, pelo menos ao que se
refere toda uma solidão que um
deserto impõe...
Posso afirmar (sem medo de
ser mais infeliz), que estou passando por
um deserto, com todas as sombras
e vazios de direito...
Penso que não vai passar mas,
por experiência própria, sei que tudo é uma
questão de tempo e,
(...) quando eu me virar
para ver os rastros do que se foi, (ou não),
terá sido com olhares de quem quer tirar lição
de vida, para evitar repetir
os mesmos erros...
nada saber de mim, presumo que, com
a convivência possa arriscar que sei algo
de ti, minimamente falando:
(...) dos teus abismos,
das tuas sombras, dos teus sonhos, dos
teus vazios,
(...) então sim,
eu sei o que sentes, pelo menos ao que se
refere toda uma solidão que um
deserto impõe...
Posso afirmar (sem medo de
ser mais infeliz), que estou passando por
um deserto, com todas as sombras
e vazios de direito...
Penso que não vai passar mas,
por experiência própria, sei que tudo é uma
questão de tempo e,
(...) quando eu me virar
para ver os rastros do que se foi, (ou não),
terá sido com olhares de quem quer tirar lição
de vida, para evitar repetir
os mesmos erros...
226
robsonceron
Andante
Ficou confuso:
A pedra que guardara
ontem, no bolso,
hoje era pó.
E o pó de seus
sapatos, restava
planta e lama.
Estremecera:
Cem passos
deixou-o no
mesmo lugar.
Estendeu a mão
e tocou
Andrômeda.
O caminho do sul
tornou-se mote
do norte.
Não se amedrontou:
Soprou o pó
no vento, poeira.
E de atrás do monte,
a chuva trouxe
novas, as formas.
(de Corre o rio, penso!)
A pedra que guardara
ontem, no bolso,
hoje era pó.
E o pó de seus
sapatos, restava
planta e lama.
Estremecera:
Cem passos
deixou-o no
mesmo lugar.
Estendeu a mão
e tocou
Andrômeda.
O caminho do sul
tornou-se mote
do norte.
Não se amedrontou:
Soprou o pó
no vento, poeira.
E de atrás do monte,
a chuva trouxe
novas, as formas.
(de Corre o rio, penso!)
263
natalia nuno
hoje pus-me a pensar...trovas
o que é mais importante
não é o que fiz... ou não!
é ver a vida tão distante
o tempo ter sempre razão
do grão se faz a farinha
que é pão para o sustento
já minha vida caminha
sem vontade nem alento
bom mesmo era esquecer
que a vida não é senão...
nascer ...viver e morrer
Que... dolorosa desilusão!
diamantina é a madrugada
vai-se a tarde já escurece
cabelos brancos são geada
tranquila solidão aparece
trago os olhos sem sossego
e os passos sem esperança
se mais à vida me apego
mais s'afadiga a lembrança.
natalia nuno
não é o que fiz... ou não!
é ver a vida tão distante
o tempo ter sempre razão
do grão se faz a farinha
que é pão para o sustento
já minha vida caminha
sem vontade nem alento
bom mesmo era esquecer
que a vida não é senão...
nascer ...viver e morrer
Que... dolorosa desilusão!
diamantina é a madrugada
vai-se a tarde já escurece
cabelos brancos são geada
tranquila solidão aparece
trago os olhos sem sossego
e os passos sem esperança
se mais à vida me apego
mais s'afadiga a lembrança.
natalia nuno
310
PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT
A POUCO NOBRE VISÃO DO ESPELHO!
O que melhor
poderíeis fazer na vida
é exatamente reconhecerdes
a vós próprios;
afinal,
só assim podereis perceber,
embora dolorosamente,
que pensando-vos demais
é que menos sois e, ainda assim,
mais espalhais sonhos incautos
e esperanças exíguas
por aí,
enquanto provocais
recorrentes e cruciantes quedas,
elucubrando, julgando e condenando
aos vossos sapiens
semelhantes.
poderíeis fazer na vida
é exatamente reconhecerdes
a vós próprios;
afinal,
só assim podereis perceber,
embora dolorosamente,
que pensando-vos demais
é que menos sois e, ainda assim,
mais espalhais sonhos incautos
e esperanças exíguas
por aí,
enquanto provocais
recorrentes e cruciantes quedas,
elucubrando, julgando e condenando
aos vossos sapiens
semelhantes.
575
Jorge Santos (namastibet)
(Meu lar é uma taberna)

Qualquer brisa de ar me serve,
Mas balouçar no trigo o olhar,
Minh'alma não consegue,
Nem este obedece ao qu'digo,
O mistério são as fontes,
E o que penso a sós comigo,
Sopra-as "Ítalo", o vento grosso
Ou a sombra rente ao chão,
Minha catedral é uma
Caverna escura, loucura
A crença que nem a religião
Daquela forma suspensa,
Sem vestes me veste, largo
Um coração que trago,
Amargo, amarrado junto
Ao crâneo que não é mágico
Quanto o de "Shakespeare",
Evoco um Rei deposto oculto,
Certo que voltarei um outro
Rosto, aposto à luz ou ao luar,
Qualquer brisa breve serve,
Meu sonhar amarelo-pálido
Trigo, leve minh'alma sofre
Um sofrer que não vem só,
Mas obedece ao castigo divino,
Assim seara ceifada a foice,
Como fosse erva da mina,
Ou de uma velha seca fonte.
(Meu lar é uma taberna)
Jorge Santos (04/2018)
http://namastibetpoems.blogspot.com
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