a inquietação do meu rio...
natalia nuno
Entre a folhagem há um coro
de cânticos subtis
E no rio um curso em quietação
E meu coração me diz
Porque será que choro,
da saudade do meu corpo feminino?
Oh! Absoluto e mal fadado destino!
Ondulam brisas sobre as searas
Vibram as folhas prateadas
Pensar eu que me amaras...!
Em marés arrebatadas.
Já vão as horas perdidas
E os corações distantes
Para quê lágrimas caídas?
Se não haverá prantos bastantes?
Meus medos são trevos em flor
Andorinhas, entre a bruma
do esquecimento.
No fundo dos meus olhos... amor,
já coisa nenhuma!
Já partem, como nuvem em seu labor.
Fica o horizonte tão mudo
E o vento entoa seu balido
Não há nada que desejar
Ou haverá tudo?
Volta o desejo aos corpos
reacendido.
Numa imensa vontade de amar.
Meus sonhos são moinhos de vento
São tiros no ar,
que me trespassam o pensamento
Num tempo inquieto sempre a andar
Quero viver, viver como a pedra que dura!
Não quero morrer de peito oprimido
Não me basta do céu a ventura
Não me basta o tempo já vivido.
natalia nuno
rosafogo
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=195601 © Luso-Poemas
de cânticos subtis
E no rio um curso em quietação
E meu coração me diz
Porque será que choro,
da saudade do meu corpo feminino?
Oh! Absoluto e mal fadado destino!
Ondulam brisas sobre as searas
Vibram as folhas prateadas
Pensar eu que me amaras...!
Em marés arrebatadas.
Já vão as horas perdidas
E os corações distantes
Para quê lágrimas caídas?
Se não haverá prantos bastantes?
Meus medos são trevos em flor
Andorinhas, entre a bruma
do esquecimento.
No fundo dos meus olhos... amor,
já coisa nenhuma!
Já partem, como nuvem em seu labor.
Fica o horizonte tão mudo
E o vento entoa seu balido
Não há nada que desejar
Ou haverá tudo?
Volta o desejo aos corpos
reacendido.
Numa imensa vontade de amar.
Meus sonhos são moinhos de vento
São tiros no ar,
que me trespassam o pensamento
Num tempo inquieto sempre a andar
Quero viver, viver como a pedra que dura!
Não quero morrer de peito oprimido
Não me basta do céu a ventura
Não me basta o tempo já vivido.
natalia nuno
rosafogo
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=195601 © Luso-Poemas
Português
English
Español