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melodyte
Entre os Fios
Senti docemente suas mãos tocar em meus fios
Era ternuo, gentil, era um sonho bom..
Se alguém pudesse ver, o quão doce se tornou
minha alma naquele momento exorbitante
Diria que deixaria os demonios delirantes
Diante de tal cena sincera, aonde o amor se
mostrava na sua face mais bela
Assim como Bentinho um dia penteara os cabelos
de Capitu
Tu se perdia diante da imensidão dos meus cabelos
Eu sorri, esse foi o presente mais lindo que já recebi
Se as pessoas soubessem que são nos pequenos
detalhes que se encontram uma imensidão
Veriam o que está ao encontro de suas mãos
Mãos que no já passado penteavam os meus cabelos
Mãos de amor..
Que nos fios do destino se envolveram em mim
Sem tempo, nem data para o fim.
Srt.LRocha
Dedicado ao meu Amado, esse do qual me faz viver
eternamente os mais belos sonhos de amor.
Era ternuo, gentil, era um sonho bom..
Se alguém pudesse ver, o quão doce se tornou
minha alma naquele momento exorbitante
Diria que deixaria os demonios delirantes
Diante de tal cena sincera, aonde o amor se
mostrava na sua face mais bela
Assim como Bentinho um dia penteara os cabelos
de Capitu
Tu se perdia diante da imensidão dos meus cabelos
Eu sorri, esse foi o presente mais lindo que já recebi
Se as pessoas soubessem que são nos pequenos
detalhes que se encontram uma imensidão
Veriam o que está ao encontro de suas mãos
Mãos que no já passado penteavam os meus cabelos
Mãos de amor..
Que nos fios do destino se envolveram em mim
Sem tempo, nem data para o fim.
Srt.LRocha
Dedicado ao meu Amado, esse do qual me faz viver
eternamente os mais belos sonhos de amor.
296
sinkommon
Um escorvo
De manhã a solidão,
enregela os braços e as pernas,
em bafos gélidos de primaveras.
Dos corvos a canção.
Sou eu que aqui estou,
mas não quero estar.
Não preciso de estar.
Um estorvo, o corvo cantou.
Abandono, só.
Um veleiro roto à deriva.
No oceano vasto.
A superfície vazia.
A torre sombria caída,
onde ainda vive o tormento,
Insistente com a vida,
persistente com a morte.
Escrito a 26/04/2018
422
aunntt
Me responda, enquanto vive.

Olhe para suas mãos, agora olhe novamente para seus olhos num espelho, tua pele, teu nariz, tua boca. Lembre-se de quem você era quando pequeno e agora veja quem se tornou. Sorria e observe bem esse teu sorriso, chore e observe bem tuas lágrimas. Você nasceu, e agora esta aqui, por algum motivo? Não sabemos. Você esta sempre em constante mudança, sua fase de amadurecimento só termina quando chegar ao óbito.
Veja suas veias, sinta sua respiração, seu coração bate numa velocidade adequada, seus movimentos do corpo são perfeitos, sua voz é grave ou aguda?
Quais são seus sonhos? Aqueles mais profundos, como um abismo. Conte para si mesmo suas fantasias e depois grite para que todos ouçam aquilo que você achar melhor. O que quer fazer consigo mesmo? O que deseja fazer agora? Faça, abuse de sua existência, deixe marcas registadas, deixe seu rosto em alguma memoria.
Olhe para sua alma, para seu espírito, de uma espiadinha na sua rotina, o que quer fazer? O que acha que deverá enfrentar?...
Desista ou corra atrás, vá ou fique, pois é sua vida, faça o que sua mente pede,o que quiser fazer. Apenas viva, do seu jeito, com o teu "eu" de verdade ou teu "eu" de mentira.
aunnt
2 890
natalia nuno
se triste me vires...
não sei até onde poderei ir
também é verdade que não
me interessa isso agora,
vale tão pouco minha memória pequena
que chega a hora,
que até lembrar de mim me dá pena.
há lembranças que me deixam triste
por isso choro quando a saudade insiste,
hoje não quero mesmo lembrar-me
de coisa alguma,
chegaram demasiado tarde as palavras
hoje não escrevo nenhuma,
secaram-me a alma, mas também me deram
conforto e alegria, fico a chorar baixinho
lembrando a cada momento que tenho
de seguir caminho e esquecer a melancolia
não sei até onde poderei ir
sei lá da alegria que tinha de vencer,
lembrar ou esquecer?
um dia, um dia vou ter de partir!
não sei quem me roubou meu arco-iris
pinto agora meus dias de negro
se triste me vires, ou de qualquer jeito
lembranças e sonhos adiados,
é o tempo a doer no peito
e a névoa nos meus olhos toldados.
natalia nuno
rosafogo
também é verdade que não
me interessa isso agora,
vale tão pouco minha memória pequena
que chega a hora,
que até lembrar de mim me dá pena.
há lembranças que me deixam triste
por isso choro quando a saudade insiste,
hoje não quero mesmo lembrar-me
de coisa alguma,
chegaram demasiado tarde as palavras
hoje não escrevo nenhuma,
secaram-me a alma, mas também me deram
conforto e alegria, fico a chorar baixinho
lembrando a cada momento que tenho
de seguir caminho e esquecer a melancolia
não sei até onde poderei ir
sei lá da alegria que tinha de vencer,
lembrar ou esquecer?
um dia, um dia vou ter de partir!
não sei quem me roubou meu arco-iris
pinto agora meus dias de negro
se triste me vires, ou de qualquer jeito
lembranças e sonhos adiados,
é o tempo a doer no peito
e a névoa nos meus olhos toldados.
natalia nuno
rosafogo
293
alice24
Um pouco de você.
Eu tento, eu juro que tento.
Mas no fim eu não consigo.
Eu tento fazer você sorrir,
Mas a verdade é que nunca sei quando esta sorrindo de verdade.
Você diz ser solitário,
Diz que ninguém se importa com você.
Como pode dizer isso se eu estou aqui,
Sim eu estou aqui ao seu lado, tentando te fazer sorrir.
Por que você não pode ver isso?
Você vê apenas as pessoas que não ligam para você.
Por que se eu estou aqui?
Talvez eu nunca entenda o que você sente, talvez eu não te faça tão bem quanto penso, mas queria saber que faço alguma diferença.
- Alice-
Mas no fim eu não consigo.
Eu tento fazer você sorrir,
Mas a verdade é que nunca sei quando esta sorrindo de verdade.
Você diz ser solitário,
Diz que ninguém se importa com você.
Como pode dizer isso se eu estou aqui,
Sim eu estou aqui ao seu lado, tentando te fazer sorrir.
Por que você não pode ver isso?
Você vê apenas as pessoas que não ligam para você.
Por que se eu estou aqui?
Talvez eu nunca entenda o que você sente, talvez eu não te faça tão bem quanto penso, mas queria saber que faço alguma diferença.
- Alice-
274
Paulo Sérgio Rosseto
A DOR DA HORA DA MORTE
A dor mais desnecessária
É a da hora da morte
As demais ensinam a viver
Amar, proteger, buscar, crescer
Encontrar o caminho
Refletir interminavelmente.
É diferente de sofrer
Com a intensa geleira
Que revolve os porões da alma
Também não significa
Desapropriar-se do amor esvaído
Quando o coração não desapega.
A paz escala as mais altas torres
Nas sabidas valsas de adeus
E não há munição nem tecnologia
Capazes a dimensionar a inteligência
Dos peitos castigados em ebulição.
Entretanto em meio a tantas provações
Os corpos reagem às guerras diárias
E se acostumam a reinventar a ordem.
Todo o animado deve a vida
À luz da ilusão de ser eterno
Mas nunca se pode fazer quanto ao fim
Da dor da hora da morte.
É a da hora da morte
As demais ensinam a viver
Amar, proteger, buscar, crescer
Encontrar o caminho
Refletir interminavelmente.
É diferente de sofrer
Com a intensa geleira
Que revolve os porões da alma
Também não significa
Desapropriar-se do amor esvaído
Quando o coração não desapega.
A paz escala as mais altas torres
Nas sabidas valsas de adeus
E não há munição nem tecnologia
Capazes a dimensionar a inteligência
Dos peitos castigados em ebulição.
Entretanto em meio a tantas provações
Os corpos reagem às guerras diárias
E se acostumam a reinventar a ordem.
Todo o animado deve a vida
À luz da ilusão de ser eterno
Mas nunca se pode fazer quanto ao fim
Da dor da hora da morte.
1 352
Annarchya
Ícarus
Seja justo teu juízo,
seja branda tua pena,
para meu crime sem perdão...
Aquele que mente a quem ama,
mente a si mesmo, e chora,
pela morte da ilusão...
Nenhuma solidão deste mundo,
é maior que o vazio de estar,
perdido entre o brilho de um olhar...
Nenhum amor deste mundo,
resiste ao tempo e o passar,
mostra o erro em guardar...
A vã ilusão humana,
a perfeita vida a dois,
possivel no poema, e só...
O sol é mais quente para quem,
sem medo das asas queimar,
se lança intrépido ao ar...
Aquele que mente a quem ama,
mente a si mesmo, e chora,
pela morte da ilusão...
Nenhuma solidão deste mundo,
é maior que o vazio de estar,
perdido entre o brilho de um olhar...
Nenhum amor deste mundo,
resiste ao tempo e o passar,
mostra o erro em guardar...
A vã ilusão humana,
a perfeita vida a dois,
possivel no poema, e só...
O sol é mais quente para quem,
sem medo das asas queimar,
se lança intrépido ao ar...
545
Cedric Constance
ESTRADAS DA VIDA
A vida é cheia de estradas,
Tantos caminhos a percorrer.
Pegamos curvas erradas,
Por errar sem perceber.
Mas tudo é aprendizado,
Cada dor é uma lição.
Nada aqui é desperdiçado,
É tudo parte da evolução.
Há dias de chorar,
E há dias de sorrir.
Como flores a murchar,
E outras que hão de florir.
Se acaso se perder,
Então ouça uma canção.
Saberás o que fazer,
Basta seguir o coração.
- Cedric Constance
Tantos caminhos a percorrer.
Pegamos curvas erradas,
Por errar sem perceber.
Mas tudo é aprendizado,
Cada dor é uma lição.
Nada aqui é desperdiçado,
É tudo parte da evolução.
Há dias de chorar,
E há dias de sorrir.
Como flores a murchar,
E outras que hão de florir.
Se acaso se perder,
Então ouça uma canção.
Saberás o que fazer,
Basta seguir o coração.
- Cedric Constance
306
sinkommon
Na cara
A chuva que cai
lá fora a jorrar
do céu não pode parar.
Quero ir lá e ficar,
de pé,
debaixo dela,
para me molhar
mesmo.
Escrito a 08/04/2018
450
tiamat
Parasitas
Que o sangue das minhas feridas
seja cativo de suas sedes mundanas.
Que suas línguas imundas suguem a paz, o amor, a dor
e todo o sentir
que ainda flui, com deficiência,
nesse pedaço de carne podre e rejeitada
que por fim, aqui vus fala.
Absorvam minha essência...
Consumam minha existência...
Suguem até a última gota!
Cuspam minha vitae ainda fresca sobre meu corpo...
Esbaldem-se repetidas vezes...
Não deixem nada.
Apaguem tudo.
Só apaguem.
seja cativo de suas sedes mundanas.
Que suas línguas imundas suguem a paz, o amor, a dor
e todo o sentir
que ainda flui, com deficiência,
nesse pedaço de carne podre e rejeitada
que por fim, aqui vus fala.
Absorvam minha essência...
Consumam minha existência...
Suguem até a última gota!
Cuspam minha vitae ainda fresca sobre meu corpo...
Esbaldem-se repetidas vezes...
Não deixem nada.
Apaguem tudo.
Só apaguem.
1 567
Cedric Constance
No Silencio da Noite
No silencio da noite, eu penso ti..
Abraço seu casaco, sinto seu cheiro,
Imagino que esta aqui.
Eu choro, berro, alucino.
Mas não te vejo comigo...
Saiba que não te esqueci,
Diga que vai voltar pra mim..
Diga que quer me amar...
Diga que não é o fim...
Não é tarde pra recomeçar.
- Cedric Constance
Abraço seu casaco, sinto seu cheiro,
Imagino que esta aqui.
Eu choro, berro, alucino.
Mas não te vejo comigo...
Saiba que não te esqueci,
Diga que vai voltar pra mim..
Diga que quer me amar...
Diga que não é o fim...
Não é tarde pra recomeçar.
- Cedric Constance
304
sinkommon
Vista da Margem
Em cima duma ponte,
sentados os elefantes.
Duas moscas radiantes,
deitam pedras numa fonte.
água azul e amarela.
é o espelho mole do sol.
Ninguém quer beber dela,
a não ser um rouxinol
Vão os elefantes embora,
e as moscas apagadas,
na água escura escondidas,
nadam para longe agora.
Escrito a 22/02/2018
448
EDUARDO POETA
'HORA MARCADA'
CORREMOS CONTRA O TEMPO!
A TODO INSTANTE,
DESDE O NOSSO SURGIMENTO,
ATé O NOSSO DERRADEIRO MOMENTO,
CORREMOS CONTRA O TEMPO!
A ROTINA NOS DOMINA!
O QUE NOS OCUPA,
é O TEMPO!
O QUE NOS FALTA,
é O TEMPO!
CORREMOS CONTRA O TEMPO!
1 100
sinkommon
Beco sem fim
O invólucro carniço,
constelação de vida
devida à morte
franca mentira.
Abre-te para nós
como um leque
de penas coloridas.
Penas sentidas
mas não espremidas.
Gotas de gargalhadas
em poças derramadas.
São sons ajuntados
a desenhos pregados
com dardos desconjuntados
atirados de olhos fechados.
Porque aqui estão
como num caixão
culpada paixão
sem salvação.
Pois caímos enfim
e caminhamos assim
neste beco sem fim.
Escrito c. 31/03/2017
constelação de vida
devida à morte
franca mentira.
Abre-te para nós
como um leque
de penas coloridas.
Penas sentidas
mas não espremidas.
Gotas de gargalhadas
em poças derramadas.
São sons ajuntados
a desenhos pregados
com dardos desconjuntados
atirados de olhos fechados.
Porque aqui estão
como num caixão
culpada paixão
sem salvação.
Pois caímos enfim
e caminhamos assim
neste beco sem fim.
Escrito c. 31/03/2017
410
Cedric Constance
NO MAR
Nas águas do mar te perdi,
Engolido pelo oceano profundo.
Mas amor, nunca te esqueci,
Para mim, você foi meu mundo.
Restou apenas a saudade,
Da nossa história tão linda.
Mergulhei na intensidade,
Fostes o amor da minha vida.
Um sentimento avassalador,
Que deixou marcas dolorosas.
Restou a mim, apenas a dor,
Por sua morte tão penosa.
Em meus sonhos te vejo,
Posso ouvir sua voz.
Na solidão, eu te desejo,
Devora-me essa dor atroz.
Se eu pudesse pedir ao mar,
Que te devolvesse a mim.
Para sempre iria te amar,
E viver um romance sem fim.
- Cedric Constance
Engolido pelo oceano profundo.
Mas amor, nunca te esqueci,
Para mim, você foi meu mundo.
Restou apenas a saudade,
Da nossa história tão linda.
Mergulhei na intensidade,
Fostes o amor da minha vida.
Um sentimento avassalador,
Que deixou marcas dolorosas.
Restou a mim, apenas a dor,
Por sua morte tão penosa.
Em meus sonhos te vejo,
Posso ouvir sua voz.
Na solidão, eu te desejo,
Devora-me essa dor atroz.
Se eu pudesse pedir ao mar,
Que te devolvesse a mim.
Para sempre iria te amar,
E viver um romance sem fim.
- Cedric Constance
315
Cedric Constance
DESEJO NOTURNO
Saio de noite, na rua a vaguear,
Procuro teu rosto na multidão.
Quem sabe possa te encontrar,
Em meios ao caos e a confusão.
Saio assim mesmo, sem destino,
Da escuridão não tenho medo.
Me sinto como um menino,
Que perdeu o seu brinquedo.
Cruzando becos e esquinas,
Atravesso a cidade tristonha.
Sinto a brisa leve e fina,
Acalmar minha alma que sonha.
Iluminado pela lua tão bela,
Irei até onde você mora.
Gritarei alto em sua janela,
"Ainda é teu este coração que chora!"
- Cedric Constance
Procuro teu rosto na multidão.
Quem sabe possa te encontrar,
Em meios ao caos e a confusão.
Saio assim mesmo, sem destino,
Da escuridão não tenho medo.
Me sinto como um menino,
Que perdeu o seu brinquedo.
Cruzando becos e esquinas,
Atravesso a cidade tristonha.
Sinto a brisa leve e fina,
Acalmar minha alma que sonha.
Iluminado pela lua tão bela,
Irei até onde você mora.
Gritarei alto em sua janela,
"Ainda é teu este coração que chora!"
- Cedric Constance
290
Jorge Santos (namastibet)
I can fly ...

I can fly ...
Luar sem telha, casas sem telhado,
Coração vidraça, prova de mudança
Dentro o meu pensar, total o caos,
Rarefeito ar, meu pensamento hélio,
Luar sem telha, casa sem telhado,
Rara substância, mudo de ser eu,
Cada noite mais escuro, cada dia
Mais breu, a prova-minha covardia,
Coragem sumida, assumo o luar,
Assomo estrelas quase extintas
Por decreto, sol morto, labirinto,
Sala de jantar, vinho sem gosto,
Luar sem telha, casa sem telhado,
Partida a taça, hálito é vácuo o resto
É existir como se aqui o além fosse
Fragmento, e o que assomo, lugar
Que ainda preciso pra dispersar
Na morte os membros próximos
Do voar, can I fly, flor d'cimento,
Lugar sem peso, natural o medo,
Voar artificial e falso o que penso,
Luar sem telha, casa sem telhado,
Asfalto, folha ao vento, façam-me
Estátua vulgar, branco pra ser ave
"I can fly", imperioso ser-se vento,
Pra que se possa voar í'preso.
Joel Matos (05/2018)
http://joel-matos.blogspot.com
319
cabo36
A garota do amor
Senti que amar era forte, percebi que era incontrolável e com ele não se pode,
eu vi em você escrito amor, mas como eu senti sei que devo prosseguir continuar em diante sempre pra frente com essa tal explicação.
Mas oque é amor?
Só sabia que vinha do coração então escrito em você,
Só sabia que vinha do coração então escrito em você,
e você me ensinou descobrir o que senti,
percebi agora aqui estou,
louco louco de amor não tem lugar pra dor pois sei que com você
sempre sou um descobridor.
124
evelinbast
Se eu chorar...
Quando me deixou
não pude perceber,
seria para sempre.
Esquecer é tão dificil!
Está doendo,
mas eu sei...
você não vai querer voltar.
Seu orgulho é maior
que a vontade de amar!
Se eu chorar,
ninguém verá...
há dor no coração.
Faço tudo por você,
mas agora é tarde...
Sigo tentando esquecer,
o quanto fui covarde.
E que sem nenhuma chance
Esse amor no meu peito arde!
224
aleomar_fbi
TUDO ISSO... E NADA!
TUDO ISSO... E NADA!
Fui criança no sertão
Fui criança na cidade
Fui inocente na razão
Fui conhecendo a realidade
Fui até o melhor da classe
Também fui adolescente sonhador
Com espinhas pela face
Fui bonito e namorador
Fui casado
Fui querido
Fui amado
Fui marido
E, agora, bem ferido
Sou apenas separado
Fui barão
Fui gastador
Fui patrão
Fui servidor
Fui, do palco, o cenário
Fui romântico
Fui bonzinho
E, também, muito otário
Enganado com carinho
Fui traído
E traidor
Fui sincero
E carinhoso
Fui punido
E vingador
Fui austero
E orgulhoso
Fui um pouco de tudo
Fui de tudo, um pouco
Fui sem barba
Fui barbudo
Fui até meio louco
Fui tudo isso e mais um tanto
E achei suficiente
Mesmo assim, no entanto,
Não encontro uma querente
Tanto amor que está sobrando
E de nada, hoje, serve
Não há ninguém me olhando
Não há uma só que me observe.
Fui criança na cidade
Fui inocente na razão
Fui conhecendo a realidade
Fui até o melhor da classe
Também fui adolescente sonhador
Com espinhas pela face
Fui bonito e namorador
Fui casado
Fui querido
Fui amado
Fui marido
E, agora, bem ferido
Sou apenas separado
Fui barão
Fui gastador
Fui patrão
Fui servidor
Fui, do palco, o cenário
Fui romântico
Fui bonzinho
E, também, muito otário
Enganado com carinho
Fui traído
E traidor
Fui sincero
E carinhoso
Fui punido
E vingador
Fui austero
E orgulhoso
Fui um pouco de tudo
Fui de tudo, um pouco
Fui sem barba
Fui barbudo
Fui até meio louco
Fui tudo isso e mais um tanto
E achei suficiente
Mesmo assim, no entanto,
Não encontro uma querente
Tanto amor que está sobrando
E de nada, hoje, serve
Não há ninguém me olhando
Não há uma só que me observe.
Aleomar Tolentino
440
Madalena_Daltro
Manifestação da dor...
É dor pra todo lado,
a vida em tormentas,
e há quem só pense
em estocar alimentos.
Eu, de choro farto,
já nem faço questão
de sobreviver, em meio a
caos e caminhão.
Brasil, 26 de maio de 2018.
Madalena Fonseca.
2 589
natalia nuno
versos à toa...
Minha mesa quando está posta
Até parece um altar
Branca toalha que se gosta
E o pão de Deus a sobrar.
Queria parar a Primavera
A esperança agasalhar
Dos sonhos ficar à espera
De os puder concretizar.
Trago minhas mãos vazias
Meus sonhos embaciados
No viver destes meus dias?
Trago risos encurralados.
Minha vida já está traçada
Muro que hei-de transpôr
Com pranto fiz a chegada
Ao partir seja o que fôr.
Mais um passo, mais espinho
Mesmo assim é curta a vida
Caminho, é o fim do caminho
Trago a esperança falecida.
Mas prendo-me à Primavera
Entôo cantigas de saudade
Recordo a juventude, bela era!
E como se foi o tempo da Mocidade
De saudade tenho o peito cheio
Do futuro pouco adivinho
Como pássaro no ramo com seu gorgeio
Canto à Vida com carinho.
Hoje os campos estão em festa
Atapetados de bonitas cores
- Em minha morada modesta
Na mesa uma jarra de flores.
Que venha quem vier por bem
Esta casa é Portuguesa com certeza
Pão, vinho e amizade sempre tem...
Pois se é uma casa Portuguesa?!
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=132235 © Luso-Poemas
Até parece um altar
Branca toalha que se gosta
E o pão de Deus a sobrar.
Queria parar a Primavera
A esperança agasalhar
Dos sonhos ficar à espera
De os puder concretizar.
Trago minhas mãos vazias
Meus sonhos embaciados
No viver destes meus dias?
Trago risos encurralados.
Minha vida já está traçada
Muro que hei-de transpôr
Com pranto fiz a chegada
Ao partir seja o que fôr.
Mais um passo, mais espinho
Mesmo assim é curta a vida
Caminho, é o fim do caminho
Trago a esperança falecida.
Mas prendo-me à Primavera
Entôo cantigas de saudade
Recordo a juventude, bela era!
E como se foi o tempo da Mocidade
De saudade tenho o peito cheio
Do futuro pouco adivinho
Como pássaro no ramo com seu gorgeio
Canto à Vida com carinho.
Hoje os campos estão em festa
Atapetados de bonitas cores
- Em minha morada modesta
Na mesa uma jarra de flores.
Que venha quem vier por bem
Esta casa é Portuguesa com certeza
Pão, vinho e amizade sempre tem...
Pois se é uma casa Portuguesa?!
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=132235 © Luso-Poemas
289
rubenpais
Ainda os mesmos
Mostram-nos um caminho a talha dourada
que acaba, sem bote, frente a uma ilha.
Estendem-nos um Game Boy com meia pilha
e nele uma cassette que não contém nada.
E mais meia dúzia de palavras inspiradoras, desgastadas,
Já sem tinta, tiradas de um velho conto de fadas
com o aroma inconfundível da naftalina
e que é só para o menino, ou só para a menina.
A lata deles não é a mesma lata onde vem toda a sacarose,
toda a falsa doçura, todo o gás que não absorvemos como nutrientes,
toda a cafeína que nos deixa exaltados, depressivos ou doentes,
conforme a percentagem, o sabor, a marca e a dose.
Não, a lata deles é outra, é vil...
É a de uma criança que constrói um castelo de areia
e culpa o irmão mais novo quando o mar o rodeia
e engole, torre a torre... Uma lata pueril.
Eles, lá na frente, no fim do rasto de lesma
que deixaram pelo chão fora, quando a idade era a mesma,
e nós, sem equilíbrio, arrastamo-nos pelo escorregadio chão...
É que já nem de porra de um lírio e um canivete nos dão!
que acaba, sem bote, frente a uma ilha.
Estendem-nos um Game Boy com meia pilha
e nele uma cassette que não contém nada.
E mais meia dúzia de palavras inspiradoras, desgastadas,
Já sem tinta, tiradas de um velho conto de fadas
com o aroma inconfundível da naftalina
e que é só para o menino, ou só para a menina.
A lata deles não é a mesma lata onde vem toda a sacarose,
toda a falsa doçura, todo o gás que não absorvemos como nutrientes,
toda a cafeína que nos deixa exaltados, depressivos ou doentes,
conforme a percentagem, o sabor, a marca e a dose.
Não, a lata deles é outra, é vil...
É a de uma criança que constrói um castelo de areia
e culpa o irmão mais novo quando o mar o rodeia
e engole, torre a torre... Uma lata pueril.
Eles, lá na frente, no fim do rasto de lesma
que deixaram pelo chão fora, quando a idade era a mesma,
e nós, sem equilíbrio, arrastamo-nos pelo escorregadio chão...
É que já nem de porra de um lírio e um canivete nos dão!
272
RafaVtres
O tempo passa
As mentiras estão me aprisionando
O receio me conduz a uma vida de fracasso
A força não está mais aliada à vontade
E o corpo veleja no barco do cansaço
Cadê a inocência ? Pergunta retórica...
Tem que ser malandro para se viver
Neste mundo dominado por heranças históricas
Por que tanto preconceito,
Se a vida do próximo não lhe é de direito?
Aonde foi parar o respeito.... Aonde ?
É com grande pesar
Que te informo neste verso
Que o mundo gira para um lado
E os valores pro lado inverso
Mediocridade e hipocrisia
Imperam no nosso dia a dia
O sonho acabou, o garoto cresceu
A realidade lhe prendeu e lhe transformou
Quão besta é esse jovem
Que nada da vida aprendeu?
A inocência, o medo de julgamento
Causando o seu sofrimento
O tempo passa
O mundo se transforma
Tudo que disseste que não iria ser
Você se torna
Nem percebe, mas se afasta
O mundo te gasta, te desaponta, te apaga
Acaba com sua essência
Enquanto as pessoas vivem
Porém não admitem
Que o "pra sempre" e o "nunca"
Não existem
O receio me conduz a uma vida de fracasso
A força não está mais aliada à vontade
E o corpo veleja no barco do cansaço
Cadê a inocência ? Pergunta retórica...
Tem que ser malandro para se viver
Neste mundo dominado por heranças históricas
Por que tanto preconceito,
Se a vida do próximo não lhe é de direito?
Aonde foi parar o respeito.... Aonde ?
É com grande pesar
Que te informo neste verso
Que o mundo gira para um lado
E os valores pro lado inverso
Mediocridade e hipocrisia
Imperam no nosso dia a dia
O sonho acabou, o garoto cresceu
A realidade lhe prendeu e lhe transformou
Quão besta é esse jovem
Que nada da vida aprendeu?
A inocência, o medo de julgamento
Causando o seu sofrimento
O tempo passa
O mundo se transforma
Tudo que disseste que não iria ser
Você se torna
Nem percebe, mas se afasta
O mundo te gasta, te desaponta, te apaga
Acaba com sua essência
Enquanto as pessoas vivem
Porém não admitem
Que o "pra sempre" e o "nunca"
Não existem
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