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ROSA ACASSIA LUIZARI
Para hoje
O que tenho para hoje é suavidade na alma
espero com calma o que me acalma
o que me invade: felicidade.
O que tenho para hoje é lápis na mão
porque nada é em vão
e mesmo que os sonhos se vão
o que me invade: felicidade.
O que tenho para hoje é papel à mesa
porque o homem é natureza
e mesmo que não se admire tanta beleza
o que me invade: felicidade.
O que tenho para hoje é lápis na mão
porque a natureza humana é natureza
e mesmo que se ignore tanta beleza
espero com calma que me acalma:
a poesia.
espero com calma o que me acalma
o que me invade: felicidade.
O que tenho para hoje é lápis na mão
porque nada é em vão
e mesmo que os sonhos se vão
o que me invade: felicidade.
O que tenho para hoje é papel à mesa
porque o homem é natureza
e mesmo que não se admire tanta beleza
o que me invade: felicidade.
O que tenho para hoje é lápis na mão
porque a natureza humana é natureza
e mesmo que se ignore tanta beleza
espero com calma que me acalma:
a poesia.
310
Manuela Barroso
SE
Se vires nascer flores nos espinhos das rosas
não estremeças o teu olhar
queima as pétalas no cálice da tua alma
faz com elas incenso do teu altar.
E respira
deixa que o aroma ecoe em nuvens doces de beijos.
Não corras atrás do fumo, deixa que voe
na pele mansa do lago. São nenúfares em cortejos.
No ar estende-se o musgo dos dias. Fica.
Lê o verde do tempo, sorri com o encanto da vida.
Repousa quando o recolhimento do poente a isso te convida.
Se vires um rebanho de rolas, rasgando a penumbra dos pinheirais
são cordas de anjos à solta em harpas sonantes, de voos celestiais.
E não te perguntes de onde vêm
aceita só a beleza que têm.
Se vires no vale de alfazema, andores suspensos de borboletas,
deixa-te esvoaçar como elas,
paira sobre as flores,
sorve o afeto na luz humilde das violetas.
Se vires andorinhas na alegria dos beirais,
que tragam nas asas água
apaguem a sede de amor
afoguem nos lagos a mágoa
dos que sufocando, engolem a dor.
A vida corre depressa, fica-se preso ao chão da Terra,
incógnito de si, existindo, caminhando, como quem erra.
Se as fontes secarem e faltar o trigo, faz-te mar
na cassiopeia da noite. Adormece tua paz.
O dia é como a vida: existência tão fugaz…
O silêncio espera-te no regato selvagem do monte.
É o Universo fluindo.
Ele está em ti, tua alma é a sua fonte.
Manuela Barroso, “ Luminescências”, Seda Editora
521
bianca_pinheiro
DESATIVEI
ME ISOLEI DO MUNDO
CRIANDO UMA CONFUSÃO
CONFUSÃO BOA
POIS MUITOS VERDADEIROS ME PROCURARAM
MOSTROU PREOCUPAÇÃO COMIGO
MAS EU PREFERIR CONTINUAR EM MEU MUNDO
SENTIR A MINHA NECESSIDADE
DE VIVER NO MEU MUNDO
ONDE ENCONTRO A PAZ
NA PAZ, OS SILÊNCIOS ME DÃO RESPOSTAS...
PARA MINHAS PERGUNTAS PRÓPRIAS
INSTAGRAM? DESATIVEI
POIS ERAM HORAS PERDIDAS
VISUALIZANDO UMA VIDA
QUE SÓ ERA VIDA CARREGA POR BATERIA
CONVERSA É CARA A CARA
MEUS DEDOS SE CANSOU
DE CAÇAR LETRAS
PARA ALGUÉM RESPONDER
EM FIM, QUE EU POSSA DESCANSAR
DESSE NOVO MUNDO MODERNINHO
COM TANTAS FALSAS NOTIFICAÇÕES!
Bianca Pinheiro
CRIANDO UMA CONFUSÃO
CONFUSÃO BOA
POIS MUITOS VERDADEIROS ME PROCURARAM
MOSTROU PREOCUPAÇÃO COMIGO
MAS EU PREFERIR CONTINUAR EM MEU MUNDO
SENTIR A MINHA NECESSIDADE
DE VIVER NO MEU MUNDO
ONDE ENCONTRO A PAZ
NA PAZ, OS SILÊNCIOS ME DÃO RESPOSTAS...
PARA MINHAS PERGUNTAS PRÓPRIAS
INSTAGRAM? DESATIVEI
POIS ERAM HORAS PERDIDAS
VISUALIZANDO UMA VIDA
QUE SÓ ERA VIDA CARREGA POR BATERIA
CONVERSA É CARA A CARA
MEUS DEDOS SE CANSOU
DE CAÇAR LETRAS
PARA ALGUÉM RESPONDER
EM FIM, QUE EU POSSA DESCANSAR
DESSE NOVO MUNDO MODERNINHO
COM TANTAS FALSAS NOTIFICAÇÕES!
Bianca Pinheiro
287
Nilza_Azzi
Selo
À tarde, quando o Outono bate à porta
e o vento sopra baixo, agita as folhas,
se vens falar de amor, a mim não tolhas,
nem faças dessa via a rua torta,
na qual eu vá seguir sem ter perdão.
Os ares já permitem ver encantos,
nas vestes mais charmosas, ou nos mantos
que aquecem corpos... Quero a ti, então,
a fonte mais real que traz prazer
à vida interna, ao mundo azul do centro,
às formas tão intensas, quando adentro
a inércia frágil, própria a todo ser.
Mas, caro, não me beije à luz de velas,
se o nosso amor, de fato, tu não selas...
Nilza Azzi
11
charlesburck
Rebanho
Sonhava, faz tantos anos, e escrever e sonhar, sempre a enfrentar a necessidade de profundidade
Hoje, sentia essa admiração desesperada, viver apenas, não era o suficiente
Transitar entre as coisas banais, triviais e o outdoor que esqueceram de mudar
Para ver estrelas, nem sempre se precisa de céus, mas o imaginário se misturava ao carnal existencial,
Alguma coisa a dificultar o caminho, a justificar o ganho de uma vida
A aldeia cobra entrada, uma cicatriz no coração, um ardor bêbado na alma
Um rebanho subindo a montanha
Uma ovelha que escapa e ganha o céu
Charles Burck
410
Mairon
Confissão
Estou doente, doutor
Não sinto nada.
Já não há mais esperança, senhor
É o fim da estrada.
Qual é o diagnóstico, doutor?
Suspeito que seja contagiante,
Talvez uma peste, senhor
Vinda do estrangeiro.
Me arrebata a indiferença
A falta de crença
Não, não me recomende repouso, ficar deitado
Eu continuarei a pensar, buscar significado
Para algo insuperável.
Ah, doutor, como eu queria ver as estrelas de perto
Qual seria a sensação?
Estaria lá o sopro que precisa meu corpo?
O remédio para meu coração?
Não, doutor, esse eu já tomei, só me faz dormir
Eu não preciso de mais anestesia
Eu só quero sentir!
De verdade, cansei de hipocrisia
Eu quero voltar a cantar e chorar
Doutor, não acredito em você e na sua ciência
As luzes! Era para ser tudo melhor
Talvez hoje eu sentiria algo
Eu deveria despertar para a humanidade, não?
Ah, a alma! O que faria de nós irmãos, o espírito.
Tudo escorre entre as nossas mãos, como um comprado líquido
E eu não espero mais nada
Não sinto mais nada
Já não caminho e já não se faz mais a estrada
Que me conduziria ao meu sonho
Que se perdeu em alguma curva
E se despedaçou como vaso seco atirado ao chão
Agora estou aqui, diante de ti,
Reclamando minha sorte
De ser condenado a viver o absurdo
E na minha liberdade escolher
O que ouvir e ver, já que nada mais posso sentir,
Até o dia de minha morte.
Não sinto nada.
Já não há mais esperança, senhor
É o fim da estrada.
Qual é o diagnóstico, doutor?
Suspeito que seja contagiante,
Talvez uma peste, senhor
Vinda do estrangeiro.
Me arrebata a indiferença
A falta de crença
Não, não me recomende repouso, ficar deitado
Eu continuarei a pensar, buscar significado
Para algo insuperável.
Ah, doutor, como eu queria ver as estrelas de perto
Qual seria a sensação?
Estaria lá o sopro que precisa meu corpo?
O remédio para meu coração?
Não, doutor, esse eu já tomei, só me faz dormir
Eu não preciso de mais anestesia
Eu só quero sentir!
De verdade, cansei de hipocrisia
Eu quero voltar a cantar e chorar
Doutor, não acredito em você e na sua ciência
As luzes! Era para ser tudo melhor
Talvez hoje eu sentiria algo
Eu deveria despertar para a humanidade, não?
Ah, a alma! O que faria de nós irmãos, o espírito.
Tudo escorre entre as nossas mãos, como um comprado líquido
E eu não espero mais nada
Não sinto mais nada
Já não caminho e já não se faz mais a estrada
Que me conduziria ao meu sonho
Que se perdeu em alguma curva
E se despedaçou como vaso seco atirado ao chão
Agora estou aqui, diante de ti,
Reclamando minha sorte
De ser condenado a viver o absurdo
E na minha liberdade escolher
O que ouvir e ver, já que nada mais posso sentir,
Até o dia de minha morte.
446
charlesburck
Deus
Deus — talvez esteja aqui, na textura da minha língua,
Inerente sem dizer palavras
Talvez espere de mim que eu diga quem somos
Uma alma mexida demais, cingida como as cascas e conchas espalhadas numa praia infinita
Para lá das brisas nômades, das noites insones
Dos amores que não fizemos,
Quem sabe se encolha em meus medos e nos caminhos vazios
Onde as copas frondosas das arvoes gigantes me escondem os céus
Ou nas memorias que eu invoco e não me veem
Em meus dedos feridos de trabalhas nas pedras,
Do tempo que me escreve nas mãos as orações esquecidas
Venha sussurrar ao meu ouvido alguma antiga lembrança de ti e de mim
Alguma sonora melodia onde eu possa vê-lo
Ainda que sejas a imensidão que me engula inteiro, me digira e me vomite como um feto, um verme ou a saliva bendita de um beijo
Charles Burck
Inerente sem dizer palavras
Talvez espere de mim que eu diga quem somos
Uma alma mexida demais, cingida como as cascas e conchas espalhadas numa praia infinita
Para lá das brisas nômades, das noites insones
Dos amores que não fizemos,
Quem sabe se encolha em meus medos e nos caminhos vazios
Onde as copas frondosas das arvoes gigantes me escondem os céus
Ou nas memorias que eu invoco e não me veem
Em meus dedos feridos de trabalhas nas pedras,
Do tempo que me escreve nas mãos as orações esquecidas
Venha sussurrar ao meu ouvido alguma antiga lembrança de ti e de mim
Alguma sonora melodia onde eu possa vê-lo
Ainda que sejas a imensidão que me engula inteiro, me digira e me vomite como um feto, um verme ou a saliva bendita de um beijo
Charles Burck
401
bianca_pinheiro
DE REPENTE
CAMINHAREI COM TODA FORÇA DE UM GUERREIRO
DEIXANDO MEUS PASSOS NA ESTRADA
POIS DE REPENTE O MUNDO GIROU
DEIXANDO MEUS PASSOS NA ESTRADA
POIS DE REPENTE O MUNDO GIROU
316
A poesia de JRUnder
Onde quer que eu esteja
Onde quer que eu esteja, para onde quer que eu vá.
Não estarei distante de você, nem por um momento.
Porque você não está apenas onde meus braços alcançam,
Ou onde a minha visão possa perceber sua presença.
Você está em mim.
Está no meu frio e no meu calor, no meu riso e no meu cansaço.
Está no dia que começa e no sol que desponta lá longe,
Onde começa o infinito e onde qual sonhos de Ícaro, terminam as ambições.
Está no meu passado, no meu presente estará no meu futuro.
Mesmo que ele não exista.
Está nos meus objetivos, nas minhas realizações, nas minhas lutas,
Presente nas vitórias, conforto nos fracassos, confiante nos recomeços.
Triste nas minhas partidas, feliz nos meus regressos, junto em minha presença.
No abrir dos olhos em cada alvorada ao cerrar das pálpebras em cada madrugada.
Nos melhores e inesquecíveis sonhos.
Nas belezas que vejo, nos perfumes que aspiro, nos poemas que escrevo.
Está no coração, na alma, nos sentidos e nos sentimentos mais nobres.
Está nas lembranças, no respirar calmo, nas tardes douradas, nos céus de estrelas.
Onde quer que eu esteja. Para onde quer que eu vá.
Não estarei distante de você, nem por um momento.
Porque você não está apenas onde meus braços alcançam,
Ou onde a minha visão possa perceber sua presença.
Você está em mim.
Está no meu frio e no meu calor, no meu riso e no meu cansaço.
Está no dia que começa e no sol que desponta lá longe,
Onde começa o infinito e onde qual sonhos de Ícaro, terminam as ambições.
Está no meu passado, no meu presente estará no meu futuro.
Mesmo que ele não exista.
Está nos meus objetivos, nas minhas realizações, nas minhas lutas,
Presente nas vitórias, conforto nos fracassos, confiante nos recomeços.
Triste nas minhas partidas, feliz nos meus regressos, junto em minha presença.
No abrir dos olhos em cada alvorada ao cerrar das pálpebras em cada madrugada.
Nos melhores e inesquecíveis sonhos.
Nas belezas que vejo, nos perfumes que aspiro, nos poemas que escrevo.
Está no coração, na alma, nos sentidos e nos sentimentos mais nobres.
Está nas lembranças, no respirar calmo, nas tardes douradas, nos céus de estrelas.
Onde quer que eu esteja. Para onde quer que eu vá.
1 881
Mairon
Um pescador
Vim pescar palavras
Vejo peixes fisgados por gaivotas
Felizes são as gaivotas
Porque vivem sem palavras
Vejo peixes fisgados por gaivotas
Felizes são as gaivotas
Porque vivem sem palavras
474
Paulo Sérgio Rosseto
CALMARIA
Caso um beijo distante
Bata levemente em tua janela
Fecha os olhos
Ouve a magia
Sente a máxima sensação
Da intensa calmaria que a toma
Embevece a alma
E o espírito sabiamente silencia
Sensatos são os momentos
De interna ponderação
O coração aquieta o pensamento
E vice-versa nos tornamos parte
Daquilo que se imagina
Assobia agora qualquer canção
Vai sentir que o sopro da melodia
Distraída te recobre e aquece
O frio de tua mão
Como se agora estivesse
Intensamente ardente
Ainda que virtual
O mundo que você precisa
E o sonho que de você deseja
Que quando bem sonhado
Sossega e sacia
Bata levemente em tua janela
Fecha os olhos
Ouve a magia
Sente a máxima sensação
Da intensa calmaria que a toma
Embevece a alma
E o espírito sabiamente silencia
Sensatos são os momentos
De interna ponderação
O coração aquieta o pensamento
E vice-versa nos tornamos parte
Daquilo que se imagina
Assobia agora qualquer canção
Vai sentir que o sopro da melodia
Distraída te recobre e aquece
O frio de tua mão
Como se agora estivesse
Intensamente ardente
Ainda que virtual
O mundo que você precisa
E o sonho que de você deseja
Que quando bem sonhado
Sossega e sacia
410
umpoetamorto
Chuva
Chuva tão fria, vem e me banha devagar
Me ajuda a sentir novamente meu corpo
Que aos poucos foi ficando anestesiado
Pelas duras pancadas que a vida me deu
Chuva, vem e se faz tempestade em mim
E desaba com vontade, como nunca fez
Passeia, se faça córrego pelo meu corpo
Lava e leva tudo que ainda me faz pesar
Chuva, preenche os buracos que deixaram
Vem, toca a minha alma tão desesperada
E me deixa molhada de fora para dentro
Até que se afoguem todos os meus males
Chuva, por fim, vem fraquinha, vem serena
Para que agora, eu sensível ao teu toque
Possa sentir por tuas gotas o carinho
Que nunca foram capazes de me dar
@umpoeta.morto
Me ajuda a sentir novamente meu corpo
Que aos poucos foi ficando anestesiado
Pelas duras pancadas que a vida me deu
Chuva, vem e se faz tempestade em mim
E desaba com vontade, como nunca fez
Passeia, se faça córrego pelo meu corpo
Lava e leva tudo que ainda me faz pesar
Chuva, preenche os buracos que deixaram
Vem, toca a minha alma tão desesperada
E me deixa molhada de fora para dentro
Até que se afoguem todos os meus males
Chuva, por fim, vem fraquinha, vem serena
Para que agora, eu sensível ao teu toque
Possa sentir por tuas gotas o carinho
Que nunca foram capazes de me dar
@umpoeta.morto
237
bruno_araujo
Aflição
“A felicidade é só um poço fundo
de ambição, a luta contra o ódio é
só uma tentativa, não retiro a
verdade em troca da ignorância
mas juro que não queria saber ela
me machuca todos os dias.”
-Bruno Araújo
201
Nilza_Azzi
Avesso
A poesia, quando nasce, as rimas finas
esparrama pelo vão das entrelinhas.
A saudade já não cresce mais sozinha;
pelo tempo, uma esperança descortina,
num futuro que procura, que adivinha.
Ao dormir e ao despertar qualquer menina
tem um sonho e um coração que não combina
com o cinza do borralho da cozinha.
Quando a rama já vai longe e bem viçosa,
batatinhas são colhidas com cuidado
e se enxutas vão render um bom purê...
Adormece o coração e ninguém vê
que o poema tem avesso, um outro lado:
— certo humor que a desventura enfrenta e glosa.
Nilza Azzi
775
Romildo
Mãe
Ainda continua como uma menina.
Digo no bom sentido!
Ainda tem a delicadeza de escolher um belo vestido,
ainda tem um olhar revestido de amor.
Ainda cuida de nós como se cuida de uma flor.
Tem um sentido incalculável,
uma amizade verdadeira,
Mulher amável,
mulher guerreira.
Pena que o calendário te reserva só um dia!
Na real... Dia de mãe é todo dia.
Os pássaros cantam para você!
Você consegue perceber?
Assim como eu estou aqui para te dizer...
Com nobre licença,
e com verdadeira essência...
“Hoje compreendo a sua experiência”.
251
Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)
Pecado
Foi a rosa causa do teu encanto,
A ofereci como quem poetiza o amor,
Teus olhos sorriram brilhantes,
Acenando com os lábios o convite,
Quando de mãos estendidas,
Recebeu de mim o fresco presente,
Colhido com zelo no jardim.
Beijei tuas mãos suavemente,
Antevisão dos teus braços nos meus,
Dançando sublimes em sedução,
Sentindo o perfume dos teus cabelos,
Distração do meu corpo cativo,
Em insana loucura atraído,
Selvageria suave do meu silêncio.
És uma feiticeira cruel linda donzela,
Capaz de fazer tremer minha coragem,
Que de tanto desejo entregou-se,
Fazendo-me escravo dos teus mimos,
Deixando meu coração a mercê da tua vontade,
Espada afiada que me corta a sobriedade,
Declarado amor meu peito evoca.
Sirlânio Jorge Dias Gomes
A ofereci como quem poetiza o amor,
Teus olhos sorriram brilhantes,
Acenando com os lábios o convite,
Quando de mãos estendidas,
Recebeu de mim o fresco presente,
Colhido com zelo no jardim.
Beijei tuas mãos suavemente,
Antevisão dos teus braços nos meus,
Dançando sublimes em sedução,
Sentindo o perfume dos teus cabelos,
Distração do meu corpo cativo,
Em insana loucura atraído,
Selvageria suave do meu silêncio.
És uma feiticeira cruel linda donzela,
Capaz de fazer tremer minha coragem,
Que de tanto desejo entregou-se,
Fazendo-me escravo dos teus mimos,
Deixando meu coração a mercê da tua vontade,
Espada afiada que me corta a sobriedade,
Declarado amor meu peito evoca.
Sirlânio Jorge Dias Gomes
270
Ricardo Santos de Souza
Vitórias Infinitas
Uma batalha vencida atrás da outra, após cada luta sobraram apenas alguns arranhões,a valentia foi forjada nas trincheiras do medo e das dores e prevaleceu. Os inimigos se apresentaram sujos, sorrateiros e fedidos, vieram de joelhos estendendo a bandeira branca de paz, então perguntei os seus nomes e foram revelados como o soldado, egoísmo, o egocêntrico e o bobo da corte ou seja o ciúmes. Não tive piedade, foram todos jogados na sarjeta aonde permanecerão cumprindo a prisão perpétua.
Na minha jornada de vida, prometo proteger o meu reino e mante-lo abastecido de amor, paz e felicidade, pois seguirei lutando as minhas guerras contra os males do coração.
Na minha jornada de vida, prometo proteger o meu reino e mante-lo abastecido de amor, paz e felicidade, pois seguirei lutando as minhas guerras contra os males do coração.
58
allycia
Numa mesa de bar
Um dia a gente se encontrará,
numa mesa de bar
e eu te direi
o quanto te amei
sem poder te amar.
Volta Redonda, RJ/ 14/05/19
numa mesa de bar
e eu te direi
o quanto te amei
sem poder te amar.
Volta Redonda, RJ/ 14/05/19
1 209
Heinrick
Chorar e Morrer
Era de se esperar
Não disseram que era bom
Disseram - "melancólico, vou chorar"
Mas não capturam a essência
Foda-se chore mesmo, condolências
Viva de amor, ou exista por aparência
Por favor, quanta inocência
Amar é para os fortes, para os tolos e para os animais obedientes
Mas os animais não são obedientes
E nós não somos fortes
Talvez tolos, talvez
Mas nunca fortes
317
Nilza_Azzi
Borboletas
E se não mais houvesse as borboletas
azuis, riscando o ar no céu de agosto?
Seguidas de monarcas, por suposto,
em pretas e amarelas piruetas...
Vacila o pensamento, predisposto
a crer nesses ardis, fazer gazeta,
deixar que a forma inerte se derreta,
cair na realidade, a contragosto.
Se mesmo aquelas simples e amarelas
fugissem dos recantos do jardim,
teria o meu olhar, quais alegrias?
— Apenas as crisálidas vazias,
a imaginar que a vida é mesmo assim,
um campo de passagem, sem sequelas.
Nilza Azzi
731
leosants
É você
Costumava buscar amores além-mar
Mas olhei para o lado e você estava lá
Para me abaçar
Para me consolar
Costumava de dores viver
Mas dores não sinto se estou com você
Você tira minha dor
E só me dá amor
Costumava amar a solidão
Mas me mostrou o fogo da paixão
Só sei pensar em ti então
E por ti bate este coração
Costumava a vida odiar
Mas agoraso quero amar
Amar você
Para uma vida finalmente viver
Mas olhei para o lado e você estava lá
Para me abaçar
Para me consolar
Costumava de dores viver
Mas dores não sinto se estou com você
Você tira minha dor
E só me dá amor
Costumava amar a solidão
Mas me mostrou o fogo da paixão
Só sei pensar em ti então
E por ti bate este coração
Costumava a vida odiar
Mas agoraso quero amar
Amar você
Para uma vida finalmente viver
67
Nilza_Azzi
Bucólica
A sombra da mangueira compensava
o peso do calor. Era agradável
notar que além do voo de uma ave
o céu era imutável como estava.
A luz do sol cegava de tão forte.
O lago cintilava. Ao longe o gado
bebia a água com algum enfado,
o vento não soprava mais do Norte.
Os olhos descansavam sonolentos,
nas garças brancas por ali perdidas,
as formas adelgadas e compridas,
o mundo a espiar por um momento.
O ronco de um trovão feriu a cena
− A paz não perdurou, foi tão pequena.
Nilza Azzi
15
rafaelpedro
pro homem oblíquo
quando for caco
junte-se
quando errado
releve-se
quando poço
escale-se
quando inerte
revele-se
quando cinza
matize-se
quando deixado
mereça-se
junte-se
quando errado
releve-se
quando poço
escale-se
quando inerte
revele-se
quando cinza
matize-se
quando deixado
mereça-se
633
Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)
caos
Onde está a loucura?
O amor que me beija me escarra,
Afinidades metamórficas da morte silenciosa,
Desejos escusos ociosos sob a fúria,
Tempestade de sentimentos bestiais,
Inflando o ego doentio.
Eu te amo muito!
Também te amo!
És a mulher da minha vida,
Você é o homem que sempre quis,
O tempo passa...
A flor da juventude e das emoções murcham.
Onde está a paixão?
Nunca ouvi falar,
Na verdade nunca te amei,
Era só interesse,
Você era linda e agora!?
Você mudou tanto!
Muitas mentiras maquiadas.
Diálogos homicidas,
Objetos masculinos e femininos,
Macho e fêmea ferindo-se na igualdade!?
Disparidade de uma política suja,
Inversão de valores contraditórios,
Guerra entre os sexos impostos.
Mercenário amor de faces assombrosas,
Infiéis palavras imposturadas,
Estupidez aos ouvidos carentes,
Vítimas condescendentes de si mesmas,
Armadilhas da vida aos sem vida,
Matando-se em migalhas venenosas.
Mulheres e homem assassinos,
Vomitando seus vazios em suas celas,
Procela de almas perdidas,
Viciadas em suas íntimas corrupções,
Escravizados em suas vaidades famintas,
Lamentando-se após o funeral.
Dou-te a flor da dor,
Linda promessa simulada,
O que não tenho é teu,
Até que a vida nos sangre,
Réus desta sentença,
Condeno-te ao caos alucinante.
O amor que me beija me escarra,
Afinidades metamórficas da morte silenciosa,
Desejos escusos ociosos sob a fúria,
Tempestade de sentimentos bestiais,
Inflando o ego doentio.
Eu te amo muito!
Também te amo!
És a mulher da minha vida,
Você é o homem que sempre quis,
O tempo passa...
A flor da juventude e das emoções murcham.
Onde está a paixão?
Nunca ouvi falar,
Na verdade nunca te amei,
Era só interesse,
Você era linda e agora!?
Você mudou tanto!
Muitas mentiras maquiadas.
Diálogos homicidas,
Objetos masculinos e femininos,
Macho e fêmea ferindo-se na igualdade!?
Disparidade de uma política suja,
Inversão de valores contraditórios,
Guerra entre os sexos impostos.
Mercenário amor de faces assombrosas,
Infiéis palavras imposturadas,
Estupidez aos ouvidos carentes,
Vítimas condescendentes de si mesmas,
Armadilhas da vida aos sem vida,
Matando-se em migalhas venenosas.
Mulheres e homem assassinos,
Vomitando seus vazios em suas celas,
Procela de almas perdidas,
Viciadas em suas íntimas corrupções,
Escravizados em suas vaidades famintas,
Lamentando-se após o funeral.
Dou-te a flor da dor,
Linda promessa simulada,
O que não tenho é teu,
Até que a vida nos sangre,
Réus desta sentença,
Condeno-te ao caos alucinante.
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