Lista de Poemas
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andrecerasi
Gigante Gentil
Na Alvorada voraz
Surge um resplandecente guia,
E ilumina esta maravilhosa nação.
Que é enorme em território e diversidade,
Nação esta que será a maior entre as maiores,
No dia em que aqueles no topo da pirâmide,
Olharem para baixo com o mesmo amor que olham para seus bolsos.
Então o mundo vislumbrará o despertar,
Do gigante gentil,
Que dorme em berço esplendido,
Pois, o amor que o povo nutre por ele o tornará ainda maior.
manoelserrao1234
HOMÚNCULO [Manoel Serrão]
D'ingrata o labéu desdouro amaro-a-bílis negra do vosso fel. Ostento em terra os pés do que servil o insano que abraça o vil, e o vil sano que abraça o homem desfigurado em figurante papel.
Não! Não sou o Pégaso, nem o Ego-rex “solipso” dos vossos desfastos solitários.
Não! Não sou o verme senil, nem a rês do canzil das vossas cobiças inconfessas.
Não! Não sou a presa inútil no calabouço da vossa purga, tampouco o surto suplício de Tântalo: tão perto e, tão longe, tornado a pedra agastada do vosso anel.
Ó vês, sei d’Eu tanto quanto mais sei do que sei quem sou, e do que sei, não sabendo, eu, que não sei o que sou, assim como não sei, também não penso saber que sou: ora uns recheios de nãos, ora Outras vaguezas de sins!
Inda incréu sem me saber sobrevido ao oblívio da morte, solitude soluçada, queiras ou não: por migalhares a verdade da vossa risada; sou O capitão da minha interioridade livre ou sitiada; sou A gota suicida, a bátega afogada sob o crepom azul do papel; sou um par de asas supra no meu caduceu.
Assim, ora homúnculo um pixel de mim; ora Enoque gigante que "andou com Deus" avoante ao céu! Sou O meu próprio e o único Ser-a-afim nessa Babel
manoelserrao1234
AXIOMA DE AZEITONA [MANOEL SERRÃO]

Meu axioma não agrega e nem soma... Meu axioma?
O meu axioma é puro genoma de oleosa azeitona.
É xucro azorrague alma de abobrinha que azucrina.
É gumma de beiju com angu, pirão de puba que assoma.
Meu axioma que não soma e nem adiciona... Meu axioma?
O meu axioma é ázimo, aziago de azinhavre; espique negresco de azevinho;
brinda de zinabre venosa que fermenta a vida com azia.
Meu axioma é azedume de conserva; picles de alho com pimenta; ruge e batom de urucum; o meu axioma é pó compacto de amido com maizena.
Meu axioma que não sonha com o pincel da Faber-Castell,
É rímel, míssil atômico no céu anil da babel.
É azo fétido de arroto azebre, vomito, baba de quiabo, golfa de babosa com conhaque da Barra.
Meu axioma é bafo ofídico, fermento e bacilo no iogurte de Baco.
É lata velha sem ABS e air bag automático, é quão pitiu de sovaco e morrinha bactéria sem Minâncora de bácoro.
Meu axioma é premissa necessária axiomática, verdade auto evidente e oculta que não se demonstra, mas escarra-me demente!
É cusparada nauseabunda de “razões” opostas que dessemelham.
Oh! E quão toda axiomática ilusão: meu axioma é inverdade real
no prato da necessidade... Ó meu axioma, é não ter axioma nenhum!
Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)
Inerente destino
Perturbou-me com teu sorriso,
Seguido de um olhar cativante,
Angustiante desatino,
Quando percebi meu caminho,
Já estava em teus braços,
Afeito de prazer e loucuras,
Juras silenciosas entre sensações.
O tal destino,
Sem interrogar-me,
Levou-me nas asas do tempo,
Sem se importar sobre o amor,
Esta energia multicolorida entre pares,
Divagando entre a vida e a morte,
Apanágios de emoções convergentes,
Apurando emoções itinerantes.
Sirlânio Jorge Dias Gomes
Nilza_Azzi
Príncipe do amor
morri sem querer, me esqueci de tudo.
Deslizei no limbo... Era furta-cor
toda a sensação desse espaço mudo
− minha alma oca estava confusa −
uma concha seca era seu escudo.
Uma sugestão, quase uma recusa,
um desequilíbrio, o dia desperta.
Uma nova linha... Uma ideia cruza
a estranha dormência, sinal de alerta.
Era o meu herói num cavalo branco?
Só o coração, a verdade, acerta:
– Mas que reação... Mas que solavanco!
Sinais da paixão, quase a perecer,
era a exaltação em estado franco.
Príncipe do Amor, sonho do meu ser,
acenas ao longe, de ti preciso...
Não sei o que fiz por te merecer,
por entrar contigo no paraíso,
no mundo perfeito das terras altas,
de horizontes vastos, que além diviso.
Se meu corpo avisa que tu me faltas
e minh’alma busca o amor distante,
entre nós se ajusta uma nova pauta:
– Sei que vou te amar... Que seja o bastante!
Nilza Azzi #terzarima
Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)
Interstício
Que até o amor será tedioso,
Qualquer palavra poderá ofender,
Momentos que a tua humanidade,
Pensará em desistir da vida,
Tudo por um mal entendido.
Haverá beijos sem graça,
comida sem sabor,
Trabalho sem valor,
Tantas coisas questionáveis,
Que muitos valores ficariam confusos,
Aos olhos ofuscados pela falta de silêncio.
Eis a alma necessitada de um tempo,
O corpo implorando uma pausa,
Para a continuidade segura do caminho,
No intuito do eu reconhercer-se,
Na beleza que o cerca,
Na força da existência então sufocada.
Haverá sinais em tua face,
Gritos interiores expansivos,
Balançando a bandeira branca,
Pedido trégua entre os combates,
Tudo pela paz de espírito,
Apelação do ser pela felicidade.
Sirlânio Jorge Dias Gomes
Mairon
Rock Rural Nupcial
Cheia de flores
Cheia de mel e cores
Onde a gente possa se encontrar
Uma casa no campo
Onde haja muita sombra
Onde todo ar é puro
E tenha água limpa pra nadar
Meu amor, vem comigo
Vamos construir nosso lar
Longe desse movimento urbano
Pra onde a gente é livre para amar
Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)
Fim
Deixamos murchar a flor do amor,
Abusamos da nossa liberdade,
Na frieza das emoções entristecidas,
Atrasando o relógio dos nossos corações,
Perdidos nos atalhos da amargura,
Cansados ao buscar o inatingível.
As estações deixaram de ser obsequiosas,
Apagou-se a chama da lareira,
A casa tornou-se fria na ausência do inverno,
O verão escondeu de nós a beleza do sol,
O outono desfolhou nossas esperanças,
Da primavera não restaram flores,
Ressequiram-se quando nos traímos.
Formidáveis foram os dias ao teu lado,
Egrégios momentos soberanos de intimidade,
Fortuita atração distraída em si,
Subtraída pelo egoísmo do olhar,
Singular silêncio da despedida,
Aceno corpóreo emudecido pela dor,
Ressentida paixão meneada em cinzas.
Sirlânio Jorge Dias Gomes
Nilza_Azzi
A lua
Bela ela brilha e reina no céu.
deixa seu rastro em sinais de luz.
Quando se esconde, perde-se, é fato,
grande beleza em noites escuras,
onde se esconde a ave e a caça.
Falte o luar, então, nem por graça,
pode-se achar o rastro cruel,
de um sorrateiro lobo que aduz,
a perseguir as pobres criaturas
com aguçado ouvido e olfato.
Mas se um poeta ama de fato
e a lua cheia, pelo céu passa,
a inspiração se agita e reluz:
e não escapa tinta e papel
que não descreva suas agruras.
Se a companheira, pelas alturas,
sabe que a dor sentida é um fato,
o sonhador não faz escarcéu
e, disfarçando, bebe da taça:
bebida estranha, sabe a alcaçuz...
Lua formosa, minha fé pus,
busquei azeite e doces canduras;
deixei as flores, lá onde grassa
água da fonte. Não falte o tato.
Ao meu amado, o pote de mel.
Nilza Azzi
#cinquina
Ricardo Santos de Souza
O Mundo do Amor
Um sistema que anda com os desejos e caminha com a inteligência;
Nele existe, tamanho notável, quantidade, qualidade e muita atividade;
Concentração de fenômenos, abrangência dos prazeres, o seu Sol serve de energia para alimentar o Sol dos outros;
O mundo do Amor tem um começo, um meio e um infinito processo de rotação, translação e evolução.
scarlate
A verdade é como o Sol e invadirá seu coração
A ignorancia é uma benção
Ignorantes abençoados
Felizes
Condenados
A uma felicidade fácil
Simples
Sem palavras difíceis
Felicidade não se entende
Quem entende, não entende
Porque quem não entende, sente
Omitir não é mentir
É a parte boa da mentira
Aquela que não machuca
Dribla todo o ruim
Transformando no bom
Acertando nas risadas
Sorrisos tímidos inesperados
Tocados pela bondade e boas intenções
Quando aprendemos a omitir
E não a mentir?
Eu não sabia quem eu era
Mesmo antes de parar pra pensar nisso
Eu sempre fui alguém que não entende o porquê
O porquê de mim
Dos sorrisos, omissões, confissões
O porquê das complicações
De entenderem sentimentos de pessoas que nem se entendem
Tudo vasto e confuso para alguns
E simples e eficaz para outros
Outros ignorantes
Felizes de não entenderem o porque das coisas assim
Nilza_Azzi
Tolices
Ah, se de fato não se consentisse
que nada se dissesse assim, à toa,
por vaidade, até mesmo por tolice,
ou só porque o silêncio descorçoa.
E se da voz, o som não mais se ouvissse,
levando essa canção que só destoa,
a mesma loa em forma de sandice,
a frase que compõe qualquer pessoa.
Reservaria um tanto dos meus sonhos,
poemas que jamais escreveria,
os ninhos de algodão, meus pensamentos.
E como os anjos, róseos e risonhos,
viveria nas nuvens, noite e dia,
bem longe deste mundo barulhento.
Nilza Azzi
manoelserrao1234
BÁRBARA (MANOEL SERRÃO)
Eia, tu onde vais! Onde vais que desliza entre m'alma e mim, mascando-me o corpo até que o sangue espanave-me a carne!Eia, tu onde vais! Onde vais que desarvora-me das ameias, pondo-me de joelhos até que o rés condene-me à mea-sorte!
Eia, tu onde vais! Onde vais que voraz e perfídica feriste-me por érea forte a gratidão, e a rima inobrecida até a morte!
Eia, e tu onde vais! Onde vais? Onde vais para que todos saibam que te sofre aquilo
Que te faz sofrer na tua brutidão?
Eia, inda, assim, ó purusha, bárbara podridão?
Serei completa ação espiritual e eterna poesia aos olhos do coração!
E eia tu, ó Bárbara, diz-me: onde vais? Quem te morreu!
* purusha: humano ou humana no sânscrito.
A poesia de JRUnder
Me leva, poesia.
A poesia me leva, mesmo que por momentos,
A um mundo diverso, onde o pensamento,
Torna-se matéria, volátil que seja,
Mas solidifica o que a mente enseja.
Se não quero a discórdia, apenas o amor,
Na poesia ressalto uma flor,
Que para afastar nosso medo da morte,
Sem luta oferece seu caule ao corte.
Se trovões e raios estremecem o céu,
No anuncio da vinda de uma tempestade,
Na poesia imagino que os deuses,
Festejam lá em cima, a felicidade.
Se o ódio transforma os homens em feras,
E eles decidem por mais uma guerra,
Cubro com véus que imagino, as cidades,
Que ficam imunes à bestialidade.
Falo do voo de um pássaro azul
Para inundar nosso céu de beleza
E encobrir todo lixo que existe,
Lançado a esmo sobre a natureza.
Porque ser poeta, não é ser especial,
Quando se trata do essencial:
Levar a beleza, sentimentos de paz,
Na diferença, que um poema faz.
Frederico de Castro
Sol da meia noite

No silêncio intimo da noite
Converge para a alcova da solidão
A luz que respinga seus últimos raios
De sol acalentados com tanta emoção
Respiro os derradeiros momentos de
Ilusão com uma intuição quase excitada
Saboreio cada brisa metamorfoseada
Por palavras e caricias tão abençoadas
À meia-noite em ponto o silêncio castra
Uma hora que mergulha na escuridão funesta
Repleta de lamentos e memórias quase indigestas
Escapa pela maresia entristecida uma fiada de lágrimas
Alimentando cada onda que navega entorpecida, até
Embebedar a noite para gáudio desta rima bem guarnecida
Frederico de Castro
miguelvieira
Hoje
A poesia de JRUnder
Certeza
Finda meu corpo, mas não meu amor
Porque ele não vive escravo da carne.
Ele está no espaço, faz parte do todo,
Não se abalará, por um desencarne.
Enquanto em você a lembrança existir
Enquanto em você a saudade viver,
Não haverá no universo um motivo,
Humano ou maior, que me faça morrer.
A poesia de JRUnder
Inverno em mim
Senti que esta estação estava mais rigorosa.
Senti assim neste primeiro inverno, depois que nos separamos...
Senti que os ventos estão mais gelados e mais penetrantes,
Senti que minha roupa não me basta, que minhas cobertas não me protegem.
O café queima na boca, mas não aquece o corpo,
O travesseiro é frio, o lençol parece úmido,
O quarto transformou-se em uma caverna de pedras.
O telefone está emudecido. Quase se faz esquecido sobre a cômoda.
Nos últimos minutos, olhei para o relógio a cada um. As horas parecem não passar.
Preciso urgente de um amanhecer, mesmo que o sol não brilhe!
Mas como aquecer um corpo, uma cama, um quarto,
Se o frio fez morada no meu coração?
Quando imaginei gelar meus sentimentos por você,
Me fiz inverno...
Nilza_Azzi
Retrato de alguém
Sou assim sem graça, sem glamour ou dramas
o que em mim se passa, guardo lá nas tramas
de um pensar distante.
Nada por dizer, passo a voz adiante.
Meu modo de ser desafia a norma
pouco sei de mim
do que me transforma nesse ser que, enfim
arrebenta a casca e quer redefinir
aquilo em que se enrasca...
Nilza Azzi
kenedygalo
TRÊS I’s
O melhor que eu produzi.
E dos versos
Que minh’alma versa,
Os mais belos são três I’s.
São eles que me dão alento.
E me fazem suportar os trancos.
Fazem o corpo ir além do físico.
Fazem esse velho engolir o pranto.
São eles que me mantém de pé,
Quando o corpo não quer mais seguir.
E quando a alma sente os golpes
Que o mundo vem desferir,
São as três exclamações inversas
Que me servem de esteio,
E não me deixam cair.
Foram elas que me mudaram
E mudaram o meu mundo.
Antes eu era apenas barco
Hoje eu sou mar profundo.
Foram elas que me alçaram do chão,
De onde um dia eu brotei.
Me deram asas que eu não tinha
E foi por elas que eu voei.
Se antes eu era cordeiro,
Por elas me tornei Leão.
Se antes eu era semente,
Por elas virei plantação
Se antes eu era um cantinho,
Hoje eu sou vastidão.
São três exclamações inversas,
O melhor que eu produzi.
E dos versos
Que minh’alma versa,
Os mais belos são três I’s.
Kenedy Galo – 17/05/2019
*Para minhas três exclamações inversas - Iohan, Iurguen e Iohana - meus filhos amados.
A poesia de JRUnder
Alquimia dos sonhos
Nessa alquimia em que construo os meus sonhos
E me proponho a ser feliz, ao lado seu.
Em mil quimeras justifico meus apelos,
Do céu de angustias, chovem desejos meus.
Levem-me anjos, ou destruam-me demônios,
Só não me deixem nessa vida sem saber
Se meu destino ainda está no seu destino
Se meus caminhos ainda cruzam com os seus.
Sou mar aberto, sou a brisa, sou o vagar,
De um veleiro, que não tem onde chegar.
Sou peregrino, andarilho de ilusões,
Sou viajante, carregado de emoções.
Folhas vazias e nos projetos de uma vida,
Nenhuma letra se escreve do amanhã.
Do ontem só se fala em despedida,
Do hoje, só do raiar da manhã.
pheebs
Ausência
a sede apenas existe pela ausência de algo
a fome manifesta-se pela vontade de consumir
a dor surge quando sabemos o que é a tranquilidade
o sufoco vêm após reconhecermos a tal da liberdade
temos quando não notamos
sentimos quando não temos
vivemos enquanto reclamamos
morremos quando já temos
Orion Bernardes
Planeta desolação
"Atmosfera diferente
Aonde será que pousou minha mente?
parece algo como um
"planeta desolação"
Oh por favor aonde todos estão?
apagaram as luzes sem me avisar
da escuridão repentina que iria chegar
da solidão noturna que iria me abraçar
em seu manto sólido e esguio
o vento sibila a mais triste canção
pelos deuses! que lugar mais melancólico!
nem mesmo o solo sustenta tal crueldade
nem mesmo a poeira encontra lar
em tamanha ausência e frialdade
de luz e de luar
Aonde será que o último poeta recitou suas víceras
aos ventos traiçoeiros?
Raios! Aonde andam os ventos?
Nem mesmo os raios, muito menos a chuva...
ousa esquiar nas entranhas estranhas
do oceano de desespero pálido
Apenas oceanos
apenas excesso de vazio
a esperança morreu desiludida e afogada
nas profundezas mórbidas do lugar aonde ousei desafiar
e agora me encontro estirado
no solo de ruínas sagradas
explodindo cada pensamento
em frações de infinito
sentindo-me incrivelmente louco
não por estar em tal heresia de espaço e tempo
mas por estar gostando
e arrisco-me a dizer!
querendo ficar...
Aqui, aonde as risadas flutuam a ecoar
no lugar aonde o céu morreu, solitário
nem vida, nem chão
na esfera sem ar
no planeta desolação"
Orion Bernardes
Instagram: @orionnn_27
evandro_canuto_sa
O doce do sonho
Ela me acolhe.
Me acolhendo,
Ela me deixa quente,
Deixando a minha alma,
Vagar na minha mente.
Graças a mente,
Fui ao espaço.
Apreciando a beleza das estrelas,
Vi a beleza em mim,
Brilhando como Sol,
Como o Sol brilha a mim.
Navegando pelo universo,
Fui sugado misteriosamente.
Quando abri os olhos,
Estava na cama,
Olhando para o teto,
Pensando, que sonho.
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