AXIOMA DE AZEITONA [MANOEL SERRÃO]
manoelserrao1234

Meu axioma não agrega e nem soma... Meu axioma?
O meu axioma é puro genoma de oleosa azeitona.
É xucro azorrague alma de abobrinha que azucrina.
É gumma de beiju com angu, pirão de puba que assoma.
Meu axioma que não soma e nem adiciona... Meu axioma?
O meu axioma é ázimo, aziago de azinhavre; espique negresco de azevinho;
brinda de zinabre venosa que fermenta a vida com azia.
Meu axioma é azedume de conserva; picles de alho com pimenta; ruge e batom de urucum; o meu axioma é pó compacto de amido com maizena.
Meu axioma que não sonha com o pincel da Faber-Castell,
É rímel, míssil atômico no céu anil da babel.
É azo fétido de arroto azebre, vomito, baba de quiabo, golfa de babosa com conhaque da Barra.
Meu axioma é bafo ofídico, fermento e bacilo no iogurte de Baco.
É lata velha sem ABS e air bag automático, é quão pitiu de sovaco e morrinha bactéria sem Minâncora de bácoro.
Meu axioma é premissa necessária axiomática, verdade auto evidente e oculta que não se demonstra, mas escarra-me demente!
É cusparada nauseabunda de “razões” opostas que dessemelham.
Oh! E quão toda axiomática ilusão: meu axioma é inverdade real
no prato da necessidade... Ó meu axioma, é não ter axioma nenhum!
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