Lista de Poemas
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manoelserrao1234
E EROS ESPERA [MANOEL SERRÃO]
Quão n’A boca carnosa virgem um terno beijo.
Tu que és por gênio – o desejo - fulgor incontido?
Ó não os dês! Não os dês, ó gloriosa, diva Musa.
Não os dês, pois, crua e pura teu deleite nua!
Ó não os dês, pois, não os dês aos maus sentidos,
Nem aos vis, doces tetas, os dês aninhos: ouvidos!
Não os dês aos maus ouvidos a quem te ama,
Infecta-se d’alma anóveas pelo fado da lama.
Ó vens tê-la gentil bela flor aos meus sonhos.
E diríeis a rir-se de si em leve áureas a cantar.
Que dia após dia, o vosso amor que me fias: é:
Ditoso sobejo encantado, elo da vossa bel prazer
Ó vens tê-la gentil bela aos versos que me crias.
Ó sem vês, há uma flecha amorosa no meu coração.
Há este amor que n’Ele há de tão pio na minha oração,
Há n’Ele há que s'espalha adejante na minha canção.
Ó quão feitos um para o outro e não vens pra sonhar!
Ou será tudo qu’eu nada sou aos olhos do vosso amor?
Ó vens! Se não vens ao meu circ’lo de fogo...
Sejais bem-vindo a vós mesmo amor!
Se a espelha rasa trincou... E Eros espera!...
447
rafaelpedro
avenida atlântica
dia que caía
nos achamos na avenida
envoltos pelo aço
rodas levam amaço
peles que se unem
epitélio estratificado colunar
atração com vista pro mar
duelo sem revolver, porém todos armados
poucos minutos velozes, porém todos amados
468
Leonidas Laranjeira
Ode a são Gabriel da Cachoeira
Ode a São Gabriel da Cachoeira (Amazonas - Brasil)
Vislumbrei São Gabriel
Uma cidade tão linda
De cara me apaixonei
Pela bela adormecida
conheci os seus encantos
E os males de sua Vida.
Cidade de alegria!
E diversidade Cultural
Que a ti me fez amar
Sentimento sem igual
Fazendo até me esquecer
De minha terra Natal.
Vou e não sei se volto
Mais uma certeza eu terei
Assim como sol que nasce
E que um dia morrerei
Em não amar outra cidade
Da maneira que te amei
Se te deixo para trás
Foi o destino que quis
com pranto que aqui me faz
pelo pouco que lhe fiz
Pesar que carregarei
se longe de ti for feliz
São Gabriel da Cachoeira 02 de junho de 2002.
Vislumbrei São Gabriel
Uma cidade tão linda
De cara me apaixonei
Pela bela adormecida
conheci os seus encantos
E os males de sua Vida.
Cidade de alegria!
E diversidade Cultural
Que a ti me fez amar
Sentimento sem igual
Fazendo até me esquecer
De minha terra Natal.
Vou e não sei se volto
Mais uma certeza eu terei
Assim como sol que nasce
E que um dia morrerei
Em não amar outra cidade
Da maneira que te amei
Se te deixo para trás
Foi o destino que quis
com pranto que aqui me faz
pelo pouco que lhe fiz
Pesar que carregarei
se longe de ti for feliz
São Gabriel da Cachoeira 02 de junho de 2002.
634
alexandre montalvan
Essência da Manhã
Essência da Manhã
Na essência primitiva
se espera que emane as feras
mas na posse contemplativa
a aura branca cativa
se expande em sua esfera,
é na mais pura correnteza
de falsas aguas
mas de enovelada surpresa
que da nome a incerteza
de intatiáveis aguas.
Mesmo que tudo se pareça magoas
o brilho é tanto e ofuscante
que nos prende por fazer sentir,
amar e por sorrir
até por aquilo que se espera vir
e na verdade brilha feito diamante
um brilho tocante
de mil fragmentos indefinidos.
A transcendência do desconhecido
o fulgor do teu rosto imberbe
transparece uma mistura
como a agua falsa que ferve
ou as improváveis magoas
seus textos e suas rasuras
mas tudo são só palavras.
A primitiva essência é tamanha
que legitima diluir-se no abstrato
no frescor das folhas de hortelã
ou na concretude de um inverossímil retrato
espelhado nas falsas aguas
de uma ensolarada
manha.
Alexandre Montalvan
109
paola_
oco
Sentada no sofá
Ouço músicas que não traduzem nem ¼ do que sinto
A única coisa que sei fazer é escrever
E nem sou tão boa assim
Queria apenas que tudo isso passasse
Não restando nenhuma lembrança
Sem lembranças sem saudades
É tudo que eu preciso
Ouço músicas que não traduzem nem ¼ do que sinto
A única coisa que sei fazer é escrever
E nem sou tão boa assim
Queria apenas que tudo isso passasse
Não restando nenhuma lembrança
Sem lembranças sem saudades
É tudo que eu preciso
616
manoelserrao1234
POLÍCRATES, O SABOTADOR DO PRÓPRIO SUCESSO [MANOEL SERRÃO]
Em uma sociedade cada vez mais pluralizada como a nossa, sobretudo, customizada, baseada no consumo descartável, sitiada pelo marketing e pela estratégica midiática, completamente fútil, liquidificada, cativa do lixo cultural e do efêmero, que nos passa a falsa ideia de vivermos num mundo capitalista globalizado de infinita abundância e fartura, em que proclama pelo direito à felicidade através da mais plena satisfação que alimenta a um só tempo todos os desejos, sobretudo, o desejo de aquisição material, à evidência de que outra forma não se pode pensar. Que cruel subversão impôs a sociedade industrial e no presente agora arrematado pela cyber-thecno-digital aos mais obscuros interesses conspiratórios (por eemplo: a Elite das Sombras) para a escravidão humana, já que a tecnologia não tem alma nem sentimento, e dessa maneira sendo o único mecanismo capaz de perpetuar a submissão do homem pelo poder do próprio homem. Às vezes ambígua a ideia da felicidade incorpora a de culpabilidade, tão bem representado pelo mito do anel de Polícrates, senão vejamos: “O rei Polícrates era feliz. Tão feliz que não havia nada que pudesse desejar. Pensou, então, que seu destino era bom demais para estar conforme com a lei do mundo; sua felicidade só poderia ser destruída se não conjurasse o destino infligindo a si próprio um sofrimento. Entre suas riquezas havia um belo anel, que ele amava sobre todas as coisas. Decidiu sacrificá-lo ao mar. Mas os Deuses recusaram a oferenda: um peixe engoliu o anel que, ao ser encontrado por um pescador, foi reconhecido e restituído ao rei. Polícrates, vendo nessa inconveniente restituição um sinal dos deuses, tentou, em vão, desembaraçar-se do fetiche, mas, sem jamais consegui-lo, perdeu nesse desesperado esforço, um a um, seus bens e sua tranquilidade”.
Que temeroso destino teve o rei Polícrates diante da plena satisfação material, e assim, porque não “espiritual” de todos os seus desejos. Sem dúvida, um desafio para o mundo contemporâneo, e para todos nós humanos, Polícrates, O SABOTADOR DO PRÓPRIO SUCESSO, ou não!
360
Patricia Macedo
Texto : Arte
A arte só acontece quando alcança alguém, quando alguém a vê, a ouve, a sente , quando alguém a ela reage, quando alguém a interpreta. Sem reações e sem interpretações nem é arte , nem há artista.
E todas as reações e interpretações teem sempre razão, são elas que qualificam a obra. Do mais ignorante ao mais sábio todo o intérprete é igualmente valioso e é por ele que a arte existe.
A obra e o artista nascem e renascem em cada membro de seu público. E o artista cresce a cada reação e quanto mais humildade houver no artista, mais ele cresce, maior ele é.
É de honestidade que é feita a arte, é artista o artista que se despe, que fica cru e se oferece. O artista descobre feridas e mexe nelas e põe lhes álcool e volta a mexer.
Na arte há coragem, há sonho, há suor, sangue, paixão, raiva e amor. como há no artista e há no público e juntos criam a magia. Os momentos felizes acontecem quando as duas partes se entendem. Entendem-se às vezes desentendendo-se, entendem se às vezes na paixão da discórdia, na discussão infinita.
E todas as reações e interpretações teem sempre razão, são elas que qualificam a obra. Do mais ignorante ao mais sábio todo o intérprete é igualmente valioso e é por ele que a arte existe.
A obra e o artista nascem e renascem em cada membro de seu público. E o artista cresce a cada reação e quanto mais humildade houver no artista, mais ele cresce, maior ele é.
É de honestidade que é feita a arte, é artista o artista que se despe, que fica cru e se oferece. O artista descobre feridas e mexe nelas e põe lhes álcool e volta a mexer.
Na arte há coragem, há sonho, há suor, sangue, paixão, raiva e amor. como há no artista e há no público e juntos criam a magia. Os momentos felizes acontecem quando as duas partes se entendem. Entendem-se às vezes desentendendo-se, entendem se às vezes na paixão da discórdia, na discussão infinita.
712
marcelao_rs
Floresce
poema
não se escreve
ele
nasce e cresce
alguém planta
uma semente na gente
ela vira
arvore, flor e fruto
mas é com o tempo
que aos poucos,
poucos poemas
crescem
232
Sofiarocha
SOLTO, SUBO, SOLTA
Solto pedaços de mim
Em verso
Feitos pesos que por fim
Liberto
Voo daqui para lá
Sem onde
Leve leve subindo
Sem volta
De asas abertas eu sigo!
Já solta!
Em verso
Feitos pesos que por fim
Liberto
Voo daqui para lá
Sem onde
Leve leve subindo
Sem volta
De asas abertas eu sigo!
Já solta!
252
natalia nuno
entrega...
quando a noite fôr já agonia
e despertar a madrugada
dentro das paredes do nosso quarto
quero ser amada.
a lua gagueja à nossa janela
dou conta da brisa na minha pele
e na noite que nos resta
matamos a sede com beijos
de sabor a mel.
o amor é a forma perfeita da liberdade
um beijo a felicidade
e se a vida é correnteza, seguirei confiante
entregando-me a ti, como mulher e amante
às vezes cerramos os olhos
ao sombrio presente
e vivemos o sonho que continua a arder
as recordações estão na alma da gente
e os sonhos não queremos deixar morrer
estremecem nos meus olhos cotovias
quando juntos viajam nossos corpos
meu desejo orvalhado de fantasias
lírios de prazer, margaridas em festa
tão único é este amor nosso
e o sol já espreitando na janela do quarto
acariciando-nos por uma fresta...
é sonho?! mas, sonhar eu posso.
deixemos jorrar o sol cantante
que eu quero ser tua mulher amante....
neste instante!
natália nuno
rosafogo
março 2002
172
Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)
procura-se o poeta
Procura-se o poeta,
Entre tantos poemas de amor,
Remexendo os escaninhos,
Esquadrinhando os pensamentos,
Cantinhos de um coração sereno,
Moldado de sentimentos.
Procura-se o poeta nas esquinas,
Nas trincheiras da vida,
Ferido nas batalhas mortais,
Cheio de tempo ao vento,
Passeando nas nuvens,
Colhendo letras no jardim das ilusões.
Procura-se o poeta no ades,
No purgatório de sua sina,
Sofrendo entre tantos sofrimentos,
Sangrando sem sangrar,
Parafraseando o próprio eu,
Nas págimas em branco de sua aventura.
Procura-se o poeta faminto de dor,
Artesão debaixo da chuva,
Recitando seus versos ao nada,
Repleto de sonhos quase infinitos,
Brincando de faz de conta,
Beijando a desconfiada existência.
Procura-se o poeta,
Entre seus amores interiores,
Vestido de coragem além de si,
Cavalgando o desconhecido,
Sem medo de tudo que há,
Simplesmente sendo quem é.
Procura-se o poeta entre as reticências,
Pontos,vírgulas e exclamações,
Dialogando com a liberdade poética,
Tendo nas mãos as rimas,
Embriagadas pelos versos brancos,
Tropeçando na métrica de sua ousadia..
Procura-se o poeta no poeta,
No meio do tudo e do nada,
visionando o infinito das coisas,
Brincando no meio da luz,
Olhando de longe a escuridão,
Sem medo de gritar se preciso for.
Procura-se,
o Poeta está em todas as formas,
Imitando a multidão de olhares,
Sendo o que deve ser,
Das noites ao entardecer,
Apaixonado em suas premissas.
Sirlânio Jorge Dias Gomes
Entre tantos poemas de amor,
Remexendo os escaninhos,
Esquadrinhando os pensamentos,
Cantinhos de um coração sereno,
Moldado de sentimentos.
Procura-se o poeta nas esquinas,
Nas trincheiras da vida,
Ferido nas batalhas mortais,
Cheio de tempo ao vento,
Passeando nas nuvens,
Colhendo letras no jardim das ilusões.
Procura-se o poeta no ades,
No purgatório de sua sina,
Sofrendo entre tantos sofrimentos,
Sangrando sem sangrar,
Parafraseando o próprio eu,
Nas págimas em branco de sua aventura.
Procura-se o poeta faminto de dor,
Artesão debaixo da chuva,
Recitando seus versos ao nada,
Repleto de sonhos quase infinitos,
Brincando de faz de conta,
Beijando a desconfiada existência.
Procura-se o poeta,
Entre seus amores interiores,
Vestido de coragem além de si,
Cavalgando o desconhecido,
Sem medo de tudo que há,
Simplesmente sendo quem é.
Procura-se o poeta entre as reticências,
Pontos,vírgulas e exclamações,
Dialogando com a liberdade poética,
Tendo nas mãos as rimas,
Embriagadas pelos versos brancos,
Tropeçando na métrica de sua ousadia..
Procura-se o poeta no poeta,
No meio do tudo e do nada,
visionando o infinito das coisas,
Brincando no meio da luz,
Olhando de longe a escuridão,
Sem medo de gritar se preciso for.
Procura-se,
o Poeta está em todas as formas,
Imitando a multidão de olhares,
Sendo o que deve ser,
Das noites ao entardecer,
Apaixonado em suas premissas.
Sirlânio Jorge Dias Gomes
201
Jairo Ramos da Silva
Camisa 10 - Made In Favela
Ah, esse sonho! Parece ser só meu, porém é igual ao de milhões de jovens Brasileiros. Que por amor, que já vem de berço, me fascina a querer ser um Camisa 10 artilheiro. Melhorar de vida e ajudar a minha família. Viver com um pouco mais de dignidade e representar a minha comunidade. Assinar um contrato com um grande clube... Ser convocado para a Seleção Brasileira e ter independência financeira. Assim, poder " dar um levante no campo rala-coco" que sempre joguei com meus amigos do morro... Nossa, são tantos sonhos! Confesso: Minha mente está a "milhão", mas preciso manter a concentração, pois assim que o professor do time me "passou à visão". Ele também me ensinou que, assim como todos da Taça das Favelas, só em participar, eu também sou um campeão. Que não se pode ganhar todos os jogos da vida e que enquanto há vida, há esperança! E agora que estou prestes a pisar no gramado deste estádio de glórias mil, enfim, minha ficha caiu! Eu já nem consigo mais pensar em fama e dinheiro, só quero ter a honra em deixar meu nome na história do futebol Brasileiro.
Minha humilde homenagem a todos os participantes da Taça das Favelas/RJ - 2019
Texto: Camisa 10 - Made in Favela
Autor: Jairo Ramos (Jairinho)
Data: 27 de Julho de 2019
21 260
A poesia de JRUnder
Águas
Águas dos rios, que passam, e vão ao mar se juntar.
Mágoas da vida que marcam e insistem em no peito morar.
Porque o viver não faz, como nas águas do mar acontece,
As mágoas evaporarem e subirem aos céus como preces.
Ela se foi com as águas, na barca que cruza o rio,
Não me restaram esperanças, só no coração um vazio.
Assim, desaguei de saudades, na foz de tamanha tristeza
E minhas mágoas molharam, as águas do mar, com certeza.
1 780
Eli Ferreira
NA ESPERANÇA CABEM TODOS OS SONHOS
Jamais usarei as vestes da maldade,
pois eu sei que,
mais cedo ou mais tarde,
o que prevalece é sempre a verdade.
A desilusão faz pouso e morada,
quando a alma não está armada contra o desamor!
É quando vemos que sofrer é real,
que encaixamos nossas atitudes,
nessa incessante luta contra o mal.
E criamos coragem,
Nos mantendo de pé,
prontos pra a batalha.
E mesmo que tudo
ganhe aquele velho tom cinza,
saberemos que os nosso chacras são coloridos,
e juntos vibrando o amor,
nascerá um gigante arco iris.
Onde caberão sim os nossos sonhos,
E ninguém desistirá,
porque sofrimento aqui é combustível,
e resistência é o único caminho,
pois, é impossível ser forte sem lutar!
pois eu sei que,
mais cedo ou mais tarde,
o que prevalece é sempre a verdade.
A desilusão faz pouso e morada,
quando a alma não está armada contra o desamor!
É quando vemos que sofrer é real,
que encaixamos nossas atitudes,
nessa incessante luta contra o mal.
E criamos coragem,
Nos mantendo de pé,
prontos pra a batalha.
E mesmo que tudo
ganhe aquele velho tom cinza,
saberemos que os nosso chacras são coloridos,
e juntos vibrando o amor,
nascerá um gigante arco iris.
Onde caberão sim os nossos sonhos,
E ninguém desistirá,
porque sofrimento aqui é combustível,
e resistência é o único caminho,
pois, é impossível ser forte sem lutar!
307
Alexandre Rodrigues da Costa
“EXCELLENT, MR. RENFIELD”
expor à superfície o corte,
era assim que eu
reagiria para esquecer
como se deve tocar as feridas
de um morto?
mesmo depois de perceber
que nenhuma voz
conseguiria sobrepor-se
ao silêncio,
impedir que unhas
afiadas atravessassem
meus olhos, não
desisti, ali fiquei,
também com feridas
espalhadas pelo corpo,
mas sem saber como o grito
transporta para fora
e torna presente
a respiração mesma
e a dor de quem respira,
era assim que eu
reagiria para esquecer
como se deve tocar as feridas
de um morto?
mesmo depois de perceber
que nenhuma voz
conseguiria sobrepor-se
ao silêncio,
impedir que unhas
afiadas atravessassem
meus olhos, não
desisti, ali fiquei,
também com feridas
espalhadas pelo corpo,
mas sem saber como o grito
transporta para fora
e torna presente
a respiração mesma
e a dor de quem respira,
454
m8mariana
Ana Liberdade
Ana Liberdade
Eu tenho saudade
da Ana Liberdade
que apesar de pouco tamanho
parecia ter muita idade
Eu tenho saudade
da Ana Liberdade
que um dia me mostrou
quem eu era de verdade
Eu tenho saudade
da Ana Liberdade
que me procurou por inteiro
sem saber minha metade
Eu tenho saudade
da Ana Liberdade
que um dia me presenteou
com a solidão que me invade
Eu tenho vontade
de abraçar essa saudade
que um dia nomeei
como Ana Liberdade
Eu tenho saudade
da Ana Liberdade
que apesar de pouco tamanho
parecia ter muita idade
Eu tenho saudade
da Ana Liberdade
que um dia me mostrou
quem eu era de verdade
Eu tenho saudade
da Ana Liberdade
que me procurou por inteiro
sem saber minha metade
Eu tenho saudade
da Ana Liberdade
que um dia me presenteou
com a solidão que me invade
Eu tenho vontade
de abraçar essa saudade
que um dia nomeei
como Ana Liberdade
172
Eli Ferreira
SOU FILHA DA VIDA
À flor da pele,
eu me rebelo,
lá vai a vida a me acalmar,
me põe no colo ,
e me fala,
te acalma filha,
o desespero faz chorar.
E quando choro ela me nina,
e me ensina a superar,
então levanto,
pulo muros, abro passagens,
porque também sei confiar.
Ai quem me dera,
se eu ouvisse mais,
os sussurros da vida
ao meu ouvido,
sempre atenta a me ensinar.
Escaparia de armadilhas,
e viveria protegida,
pois seria só calar um instante a mente,
e a vida me daria um mapa pra seguir,
e uma vassoura pra voar!
eu me rebelo,
lá vai a vida a me acalmar,
me põe no colo ,
e me fala,
te acalma filha,
o desespero faz chorar.
E quando choro ela me nina,
e me ensina a superar,
então levanto,
pulo muros, abro passagens,
porque também sei confiar.
Ai quem me dera,
se eu ouvisse mais,
os sussurros da vida
ao meu ouvido,
sempre atenta a me ensinar.
Escaparia de armadilhas,
e viveria protegida,
pois seria só calar um instante a mente,
e a vida me daria um mapa pra seguir,
e uma vassoura pra voar!
326
Isabel Pires
quando não souber mais o que fazer contigo
o amor é teimoso com as palavras.
sabe que não cabe em palavras e ao mesmo tempo não desiste de as procurar para se dizer. para se anunciar, para lembrar, para surpreender... para estar.
a busca das palavras do amor sabe a insatisfação. é uma mistura de doce e amargo, um morno de fim de outono, o sabor a nunca chegar.
é mais ou menos assim: quando penso em fixar nos cadernos os escritos da pele, minha e tua, como a querer eternizar a memória do calor, procuro conjuntos de palavras que possam contar o sentir. às vezes acontece-me encontrá-las. às vezes parece-me ter encontrado a conjugação que diga o sentir, é melhor dizer assim. porque, mal pouso a caneta, percebo que mesmo as palavras escolhidas com o coração não chegam para dizer o amor.
quando não souber mais
o que fazer contigo
acabo o poema dos dias de sal
147
manoelserrao1234
SEM TIRTE NEM GUARTE [Manoel Serrão]

Nenhuma Arte à pArte,
É Arte flama que arde.
Nenhuma Arte é pArte,
Arte tirte nem guArte:
Arte se não compArte.
374
Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)
Simbiose
Abençoada arena da minha deformidade,
Espelho inconformado do meu eu intimidado,
Imitando as travessuras da minúscula vida,
Provocando a insuportável alma,
Aos pleitos inflamados do medo,
Rasgando a dor entre laços,
Cultuando a miserável luxúria,
Covardia do ser abatido.
Da altura da minha soberba despenco,
Flutuando no espaço da mesquinha loucura,
Vestida de vento debochando do escravo,
Todo solene em seus nobres grilhões,
Feito de tudo que é mais precioso,
Possuindo tudo sem nada ter,
Rindo da própria tragédia,
Pronto a abraçar o seu infame destino.
No meio do caminho grita o nome da morte,
De braços abertos sem cobiçar as núpcias eternas,
Galante encontro de mágoa contrita,
Lançando flores no leito petrificado,
Sentindo o gosto insentido do fel ultrajante,
Abissal embriaguez do noivo aguardado,
Em seus trajes estranhos ao banquete,
Abstrato conúbio indelével.
Sirlânio Jorge Dias Gomes
Espelho inconformado do meu eu intimidado,
Imitando as travessuras da minúscula vida,
Provocando a insuportável alma,
Aos pleitos inflamados do medo,
Rasgando a dor entre laços,
Cultuando a miserável luxúria,
Covardia do ser abatido.
Da altura da minha soberba despenco,
Flutuando no espaço da mesquinha loucura,
Vestida de vento debochando do escravo,
Todo solene em seus nobres grilhões,
Feito de tudo que é mais precioso,
Possuindo tudo sem nada ter,
Rindo da própria tragédia,
Pronto a abraçar o seu infame destino.
No meio do caminho grita o nome da morte,
De braços abertos sem cobiçar as núpcias eternas,
Galante encontro de mágoa contrita,
Lançando flores no leito petrificado,
Sentindo o gosto insentido do fel ultrajante,
Abissal embriaguez do noivo aguardado,
Em seus trajes estranhos ao banquete,
Abstrato conúbio indelével.
Sirlânio Jorge Dias Gomes
753
A poesia de JRUnder
Busca
Viver é eterna procura, vida é busca constante.
Buscamos sempre alcançar em cada dia, o instante,
De chegarmos ao entardecer, para ver o sol se por.
Buscamos a alegria. Buscamos enfim, o amor.
Talvez seja verdadeiro, um velho dito popular,
De que para cada João, uma Maria há de chegar.
Ou eu não tenha talvez, entendido muito bem,
E então por conta disso, a minha Maria não vem.
Um diamante bruto, é uma pedra comum,
E assim também o amor, não terá brilho algum,
Se não o reconhecermos, se não o lapidarmos,
Se não o protegermos, se não o valorizarmos.
Tenho me preparado, para quando a hora chegar,
E finalmente o amor, vier comigo morar.
Das sombras da solidão, descerrar todos os véus,
Porque amar é sublime... É um presente dos céus.
508
evandro_canuto_sa
O que é vida ?
Que linda manhã,
Pelo simples fato,
De sentir os olhos abrindo,
Para enxergar a vida.
Que linda tarde,
Pelo simples fato,
De ver as pessoas, que eu amo,
Sorrindo.
Que linda noite,
Pelo simples fato,
De perceber que o dia,
Foi espetacular.
Quando deito,
Pergunto-me,
O que é vida ?
Vida é viver,
Viver é ter experiências,
Experiências boas e ruins ...
Isso é vida.
Pelo simples fato,
De sentir os olhos abrindo,
Para enxergar a vida.
Que linda tarde,
Pelo simples fato,
De ver as pessoas, que eu amo,
Sorrindo.
Que linda noite,
Pelo simples fato,
De perceber que o dia,
Foi espetacular.
Quando deito,
Pergunto-me,
O que é vida ?
Vida é viver,
Viver é ter experiências,
Experiências boas e ruins ...
Isso é vida.
500
codirobe
Vaticínio
Naquela noite, calma e sensata, soaram palavras simples com tom de conselho que faziam prelúdio do que, na verdade, no passado, já fora descoberto. "Ouça, este teu possível recinto é conflituoso, cuidado, pois assim também poderá ser". Risos internos e tímidos ecldiram sem nenhuma palavra do que restou do embate.
103
Carol Albuquerque
O Sábio
Ler tudo que conseguir
Aprender tudo que desejar
Nada disso valerá
Se sem virtudes andar.
247
Português
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