Lista de Poemas
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rfurini
AMORES
O que são amores
se não pequenas sacudidas em nosso coração,
um grito de vida,
uma sacudidela na monotomia diária,
amo estar apaixonada,
não sei viver sem este sentimento,
não importa qto tempo dure,
Importa a intensidade que ele me provoca, qdo estou vivendo,
Em alguns fico um pouco mais, outros me deixo levar, dure o tempo que durar,
mas em todos há uma entrega,
em todos há sentimento,
E qdo acaba!? fica uma saudadinha,
Uma lembrança boa,
Uma certa carência até,
mas então...Novamente os olhares se cruzam,
Um novo abraço acontece,
O coração é novamente sacudido,
E todos os sentimentos novamente despertados!
Então....dure o tempo que durar,
O amor novamente acontece!!
R.Furini
02/02/2020
203
João de Castro Sampaio
dia quinze
vivendo nesse alcoolismo de pensamentos
quando penso A, falo B;
falo B, e escrevo C;
mas continuo me imaginando em D.
e mesmo assim eu sigo a vida
meio nada com nada
meio blasé
quando penso A, falo B;
falo B, e escrevo C;
mas continuo me imaginando em D.
e mesmo assim eu sigo a vida
meio nada com nada
meio blasé
438
Thaís Fontenele
Vivência poética
A terra fria encima de mim,
meu tecido em contraposição a um canto escuro,
meu corpo avista seres perdidos, todos ali,
sinto minha garganta invadida por palavras
o verbo fecundando-me toda manhã,
o útero rasgando a extensão do meu corpo,
minha mente amarrada num foguete perdido no espaço,
meu suspiro quando o verso me aniquila o peito,
meu suspiro quando o verso me bombardeia as mãos,
o papel recebendo-me nos seios,
a democracia das almas que vivem dentro de mim
percorrendo a linha tênue que faz-me ser poeta.
448
devoto
BOÊMIA
Queria ser mais um
Como os boêmios
Que não tinham tempo para morrer.
Ter uma inclinação
Para o amor
Eu,um ser mortal
Queria ser mais um
Como aqueles boêmios distantes
Que não tinham tempo para morrer
Brindar o amor
Com a imortalidade
Beber o último cálice
Que os tornavam embriagados de amor
E que mantinha acesa
A chama dessa razão
E por isso
A morte não era real
Já que não havia tempo
O amor era a essênca da canção
Onde as noites eram mais belas
E a vida regada pelo romantismo
Tornava-se tênue.
Como os boêmios
Que não tinham tempo para morrer.
Ter uma inclinação
Para o amor
Eu,um ser mortal
Queria ser mais um
Como aqueles boêmios distantes
Que não tinham tempo para morrer
Brindar o amor
Com a imortalidade
Beber o último cálice
Que os tornavam embriagados de amor
E que mantinha acesa
A chama dessa razão
E por isso
A morte não era real
Já que não havia tempo
O amor era a essênca da canção
Onde as noites eram mais belas
E a vida regada pelo romantismo
Tornava-se tênue.
1 042
INCERTO
MOMENTOS FELIZES
MOMENTOS FELIZES
Cada momento que vivo
é um segundo que fica para trás
são momentos inequecíveis
que jamais poderei rever
ou viver igual
outra vez.
Cada momento que vivo
é um segundo que fica para trás
são momentos inequecíveis
que jamais poderei rever
ou viver igual
outra vez.
1 668
rfurini
QUE VAZIO É ESSE!?
Que vazio é esse, que me invade a alma,
E tira meu sossego?
Que vazio é esse, que não descansa minha mente,
Quando tento me aquietar?
Que vazio é esse, que me enlouquece, me ensurdece,
E me faz querer gritar?
Que vazio é esse!?
Logo eu, tão cheia de vida, tão colorida,
Que ao me machucar, lambo minhas próprias feridas, p/
Ninguém me ver chorar!?
Que vazio é esse, que se apoderou das minhas vontades,
Que invade meu mundo,
Quase anula minha realidade, e me faz querer calar!
Vai...desanuvia a cabeça,
Lembra da cor, da alegria, da gargalhada,
Lembra das amizades isoladas, mas nem um pouco esquecidas,
Limpa o pensamento, tira o vazio,
Ergue a cabeça, e
Pensa na vida!
rfurini
abril/2020
482
Thaís Fontenele
O tempo e sua particularidade
Em cada pedaço meu habita o eterno e inexplicável viver,
sem descrição e gentil com o tempo,
sem hostilidades e com a pausa de um beija-flor ao bater das asas,
no fragmento de rochas vermelhas,
que contrasta o amarelo claro do sol.
420
laertgoulart
Sonhei acordado.
Sonhei acordado,
que minha vida
estava de outro lado,
de cabeça pra baixo
feito morcego
desgovernado !
Nada batia,
tudo perdido
dando errado...
Sonhei acordado,
mas parecia
que dormia,
e mesmo assim
não acreditava
que isso
era pra mim...
Afinal de contas
porque padecia ?
Sonhei acordado,
e como soldado
sempre fazia
o que o capitão dizia,
e mesmo assim,
tudo dava errado...
E foi assim,
dormi sentado
sonhei acordado !
Petropolis 29/03/2020
que minha vida
estava de outro lado,
de cabeça pra baixo
feito morcego
desgovernado !
Nada batia,
tudo perdido
dando errado...
Sonhei acordado,
mas parecia
que dormia,
e mesmo assim
não acreditava
que isso
era pra mim...
Afinal de contas
porque padecia ?
Sonhei acordado,
e como soldado
sempre fazia
o que o capitão dizia,
e mesmo assim,
tudo dava errado...
E foi assim,
dormi sentado
sonhei acordado !
Petropolis 29/03/2020
373
RAVIA
Sem preocupações
Não quero insistir, não precisa me ver
Não ligue pra mim, é melhor pra você
Não faz diferença, você vai esquecer
Quarto escuro e bagunçado
Cerveja na cabeceira e livros jogados
Travesseiros caídos e roupas amassadas
Meu canto e refúgio
Ficam melhor desarrumados
Mas... não faz diferença
Fique distante, você vai esquecer
Não precisa se preocupar
Só tô um pouco cansada
Não tem nada de errado
Cansaço, é isso, só um pouco
Não precisa me ouvir, não quero falar
Só me deixa aqui, prometo que levanto
Só uma hora, talvez um pouco mais
Ou alguns dias, não sei, mas não se preocupe
É normal pra mim
São três da manhã, não consigo dormir
Seis da matina tento levantar
Meu coração aperta e esmaga meu peito
Outro dia normal pra sobreviver
Não ligue pra mim, é melhor pra você
Não faz diferença, você vai esquecer
Quarto escuro e bagunçado
Cerveja na cabeceira e livros jogados
Travesseiros caídos e roupas amassadas
Meu canto e refúgio
Ficam melhor desarrumados
Mas... não faz diferença
Fique distante, você vai esquecer
Não precisa se preocupar
Só tô um pouco cansada
Não tem nada de errado
Cansaço, é isso, só um pouco
Não precisa me ouvir, não quero falar
Só me deixa aqui, prometo que levanto
Só uma hora, talvez um pouco mais
Ou alguns dias, não sei, mas não se preocupe
É normal pra mim
São três da manhã, não consigo dormir
Seis da matina tento levantar
Meu coração aperta e esmaga meu peito
Outro dia normal pra sobreviver
458
Jean Erik
Eu queria...
Eu queria dizer que lhe amo...
Mergulhar em teu ser, sentir o seu prazer!
Eu queria lhe dar o mundo, meu coração vagabundo não pensa em te esquecer.
Eu lhe queria todinha pra mim... seu lindo sorriso me faz enlouquecer!
Pensando em você na madrugada, contando os degraus da escada
Imaginando o que fazer pra conquistar essa gata.
Lhe conto uma piada, viajo na sua risada.
Eu não amo só você eu amo sua alma.
Livre como um pássaro, vem e me dê um abraço
O que trago no peito não é finito como um maço de cigarro
Você é meu vício diário que me deixa instigado.
Mergulhar em teu ser, sentir o seu prazer!
Eu queria lhe dar o mundo, meu coração vagabundo não pensa em te esquecer.
Eu lhe queria todinha pra mim... seu lindo sorriso me faz enlouquecer!
Pensando em você na madrugada, contando os degraus da escada
Imaginando o que fazer pra conquistar essa gata.
Lhe conto uma piada, viajo na sua risada.
Eu não amo só você eu amo sua alma.
Livre como um pássaro, vem e me dê um abraço
O que trago no peito não é finito como um maço de cigarro
Você é meu vício diário que me deixa instigado.
99
rfurini
GILDA
Quem diria que aquela senhorinha miúda,
caminhando arcada já,
sentindo o peso da idade,
fora em outros tempos, uma linda e exuberante jovem,
pernas roliças, e peitos empinados,
Passando pela pela praça XV, arrancando suspiros, e revirando os olhos dos feirantes,
estes, mal conseguiam controlar seus olhares, ao vê-la passar, tamanha era,
a exuberância desta mulher.
Ao vê-la assim hoje,
arrastando o peso da idade, tão sofridamente,
Jurava que tal feito era exagero,
Mas minha mãe jurava que sim,
D. Gilda, fora uma dessas mulheres - de parar o trânsito,
Como era costume se dizer na época,
Contava ela, que em sua meninice, saia com minha vó as compras, e o que mais lhe
chamava atenção, era D. Gilda,
Mulher minhonzinha, de curvas perfeitas, bunda e peitos empinados, cabelos escuros e ondulados,
E a boca carnuda sempre muito vermelha, esbanjava sorrisos, e gesticulava muito ao falar,
Não tinha como não prestar atenção naquela mulher,
Era a florista do bairro,
Todos comentavam sobre sua beleza, e simpatia,
Minha mãe conta, que depois de algum tempo, notou que D. Gilda havia deixado
Sua banca de flores no centro,
Soube ela tempos depois que essa, havia se casado com um comerciante do bairro,
Ele, muito ciumento, disse que agora casada, era mulher direita, não precisava mais trabalhar
Ele, honraria com todas a despesas da casa, ela por sua vez só teria que ser do lar,
Cuidar da família, como toda mulher honesta devia fazer.
D. Gilda resignada, e ciente de seu papel de esposa, nem ousou questionar,
Até porque nem era costume da época.
E então no auge de sua formosura, assumiu seu papel de esposa, e a praça XV
Perdia então todo o seu encanto,
Os passeios de muitos, deixaram de ter graça, sem a presença da florista sorridente do bairro.
Mas voltemos para D. Gilda,
Não demorou muito, ela pariu o primeiro filho,
Logo em seguida veio o segundo, e depois do terceiro, disse a Amadeu, seu amado esposo,
- já temos três, chega né!?
- Mas não temos nossa menininha ainda,
- Depois que tivermos uma filha, sim... paramos.
D.Gilda não questionou, afinal desejo de esposo, não se questiona, acata-se.
Depois do quinto filho, nasceu Catarina, linda, olhos negros, cabelos escuros e ondulados
Já nasceu sorridente, seria igual a mãe, com certeza.
D. Gilda pode então sossegar, criar seus seis filhos com tranquilidade, afinal Amadeu, era
Homem do comércio, trabalhador, e supria as necessidades da família, como todo homem
Honrado da época fazia.
Mas eis que o destino, tem suas próprias regras, e escreve a história de D. Gilda de uma maneira diferente
do que vinha se desenhando até então.
Antônio, seu filho mais velho, tinha então 11 anos qdo o pai veio a falecer,
Um mal súbito interrompeu a vida daquele pai de família, deixando para viúva, seis filhos pequenos,
e um comércio falido
A viúva endividada, com a venda do comércio, conseguiu saldar as dívidas,
Por sorte a casa onde morava, foi dada como quitada pelo credor
Mas os filhos pequenos tinham necessidades,
Precisavam de escola, roupas, alimentação,
e D.Gilda, já sem sua banca de flores, foi buscar emprego no comércio do bairro.
Depois de parir seis filhos, D. Gilda já não tinha aquela exuberância de outrora, mesmo assim
Ainda era uma mulher bem apresentada,
Conseguiu emprego em uma loja de um amigo do falecido,
Iria trabalhar no balcão, vendendo tecidos,
Não entendia muito do assunto, mas era esforçada, e de vendas entendia muito bem,
Só trocaria as flores, por tecidos.
Feliz com o emprego, já que esse iria lhe garantir o sustento de seus filhos,
Não tinha tempo para queixas e nem lamuriações,
Trabalhava muitas vezes até 10 hrs diárias, em pé, cortando tecidos,
e quando chegava em casa, todas as tarefas domésticas lhe aguardavam
Antonio, seu filho querido, tomava conta dos irmãos, mas, menino pequeno que ainda era,
Tinha suas limitações, mesmo assim, mantinha os irmãos sempre ocupados,
com as tarefas de aula todas em dia, limpos e bem alimentados,
D. Gilda tinha o maior orgulho de vê-los assim, unidos, sob a supervisão de seu mais velho.
E assim foi a vida dessa mulher arcada, que hoje passava por mim na praça XV.
Entre o trabalho, a casa e os filhos, ela foi levando a vida sem nunca reclamar,
nem lembrava mais, que em outras épocas, arrancava suspiros dos feirantes, quando a viam passar,
Seu papel de dona de casa e mãe de família, apagaram todos os traços de uma jovem vaidosa, e exuberante,
seu viço, e sua juventude, hoje, são lembranças daqueles que a conheceram em outros tempos.
Antonio hoje é Dr, em em uma cidadezinha no interior, e nunca deixa que lhe falte nada,
Me contou a minha mãe, a um tempo atrás, que o desejo de Antonio ,
era levar sua mãe morar com ele,
afinal morava com sua esposa, e filha em uma
Casa grande e confortável, com empregados, que poderiam atender todas as necessidade
De D.Gilda,
mas segundo ele mesmo disse, quando o convite foi feito, a recusa veio de um jeito amoroso, mas firme.
- Vou não meu filho, gosto da minha casa, e vc e sua família tem que viver sua própria vida,
Seus irmãos estão sempre por perto, não te preocupa, nada me falta, estou bem assim, e p mim, maior realização nesta minha vida, é saber que vcs todos estão bem, todos formados,
Vc dr, seus irmãos advogados, trabalhando juntos, e sua irmã dentista, felicidade maior não tem meu filho, a única coisa que peço a Deus, é que continuem me visitando, e me trazendo meus netos, p que eu possa vê-los,
pq velha como estou já, fica difícil eu ir até vcs, então te peço meu filho,
não me tira da minha casa, sou feliz aqui!
Então Antonio, sempre que pode cumpre a promessa feita,
reúne os irmãos e suas famílias, e enchem a casa d D. Gilda de alegria, e neste dia,
Todos voltam a infância simples, mas feliz, que viveram naquela casa.
Quando escutei de minha mãe, a história de D. Gilda e seus filhos, senti um amor imenso por esta mulher,
e hoje,
Toda vez que ela passa na praça XV , em frente a minha banca de flores,
Sinto uma profunda admiração e respeito,
Consigo ver naquela sinhorinha miúda, que passa a passos lentos,
A exuberância e a beleza da
Jovem Gilda de outrora.
RFURINI
03/2020
177
ale_nogueira
O desejo pela luz da verdade
O que fazer quando o brilho
De nossas almas é de nós roubado
E quando o nosso coração é angustiado
Pelo engano armando o seu empecilho?
O que fazer quando os horizontes da leadade
São obscurecidos pela vileza
De quem ainda amamos na pureza
De um ato de perdão e de sinceridade?
Contra mim, a morte se vestiu de vida;
Contra mim, a feiúra se adornou de beleza.
Hoje só anseio viver na transparência da verdade!
E é desse cristal que contemplo a luz que trepida
Como um fogo que, na sua implacável pureza,
Incinera as trevas temerosas de toda sagacidade.
De nossas almas é de nós roubado
E quando o nosso coração é angustiado
Pelo engano armando o seu empecilho?
O que fazer quando os horizontes da leadade
São obscurecidos pela vileza
De quem ainda amamos na pureza
De um ato de perdão e de sinceridade?
Contra mim, a morte se vestiu de vida;
Contra mim, a feiúra se adornou de beleza.
Hoje só anseio viver na transparência da verdade!
E é desse cristal que contemplo a luz que trepida
Como um fogo que, na sua implacável pureza,
Incinera as trevas temerosas de toda sagacidade.
117
A poesia de JRUnder
Você passa...
E você passa por mim
Altiva, linda e segura,
Posso até ver sua aura
E a sua alma, tão pura...
E você passa sorrindo,
Cheia de charme e jeito
Com o olhar, vou seguindo,
E quase explodindo o meu peito.
E você passa cheirosa,
Com esse toque de flor
Nem percebe que eu fico
Aqui, morrendo de amor...
618
Rinaldo santo
Saudade
Amiga, contente encontra-me,
abraça-me como fosse companheira
E ri,
e de mim se agrada
Pois sabes que aqui é à hora mais pura e verdadeira
E entrego-me, sem ao menos reclamar
Seus argumentos são únicos
Não consigo contestar
Sabe que podes ficar aqui
Mas, nada nunca a satisfaz
Sua presença é necessária,
tanto para mim quanto pra ti
e bem vinda,
me apego a seus caprichos
Sabes tomar conta, na forma mais perfeita
Acalenta o que mora por dentro
Pois essa amiga, confidente, sorridente
Chama-se SAUDADE,
sempre leva-me de volta
pra perto da verdade
que é a lembrança agradável
dos dias quentes,
Das tarde mornas
Das noites em que eras toda para mim
moreno.pe | 2012
https://rinaldosanto.blogspot.com
abraça-me como fosse companheira
E ri,
e de mim se agrada
Pois sabes que aqui é à hora mais pura e verdadeira
E entrego-me, sem ao menos reclamar
Seus argumentos são únicos
Não consigo contestar
Sabe que podes ficar aqui
Mas, nada nunca a satisfaz
Sua presença é necessária,
tanto para mim quanto pra ti
e bem vinda,
me apego a seus caprichos
Sabes tomar conta, na forma mais perfeita
Acalenta o que mora por dentro
Pois essa amiga, confidente, sorridente
Chama-se SAUDADE,
sempre leva-me de volta
pra perto da verdade
que é a lembrança agradável
dos dias quentes,
Das tarde mornas
Das noites em que eras toda para mim
moreno.pe | 2012
https://rinaldosanto.blogspot.com
212
nunocardoso
Eu, tu e mais ninguém!
Dois seres
Dois corpos,
Duas almas
Duas paixões!
A união de duas vontades
Sem contradições.
Eu, tu e...
Uma infinidade de desejos
Uma escassez de ensejos,
Imaginar esses momentos
Torná-los não rápidos, mas sim lentos...
Assim prolonga-se o prazer!...
Assim prolonga-se o sentir do ser!...
Contempla-se a beleza do que é belo!
Adora-se o adorável!
Numa mistura de essências
Entre um gesto meigo e afável!
Eu, tu e...
Uma troca de olhares
Com colisão de provocações!
Mútuos despertares
Mútuas tentações!
É um cair de mãos dadas...
Conhecer o que é provocador!
Duas almas desvairadas
Que alimentam o seu fulgor!
Eu, tu e...
No meio dessa intimidade
Procura-se uma verdade,
Verdade única e irrefutável
Completamente nua e admirável!
Entre beijos e abraços...
Espasmos e orgasmos...
Ela surge de rompante!
É o êxtase do amante!
Eu, tu e...
Um ser
Um corpo,
Uma alma
Uma paixão!
A consumação de duas vontades!
A existência de uma verdade!
Eu, tu e mais ninguém!...
Dois corpos,
Duas almas
Duas paixões!
A união de duas vontades
Sem contradições.
Eu, tu e...
Uma infinidade de desejos
Uma escassez de ensejos,
Imaginar esses momentos
Torná-los não rápidos, mas sim lentos...
Assim prolonga-se o prazer!...
Assim prolonga-se o sentir do ser!...
Contempla-se a beleza do que é belo!
Adora-se o adorável!
Numa mistura de essências
Entre um gesto meigo e afável!
Eu, tu e...
Uma troca de olhares
Com colisão de provocações!
Mútuos despertares
Mútuas tentações!
É um cair de mãos dadas...
Conhecer o que é provocador!
Duas almas desvairadas
Que alimentam o seu fulgor!
Eu, tu e...
No meio dessa intimidade
Procura-se uma verdade,
Verdade única e irrefutável
Completamente nua e admirável!
Entre beijos e abraços...
Espasmos e orgasmos...
Ela surge de rompante!
É o êxtase do amante!
Eu, tu e...
Um ser
Um corpo,
Uma alma
Uma paixão!
A consumação de duas vontades!
A existência de uma verdade!
Eu, tu e mais ninguém!...
168
RAVIA
De novo
Só mais uma vez!
Só mais uma vez...
Só mais uma vez?
Eu me disse de novo!?!
Eu me conheço
Não é a última
Não consigo parar
Talvez não vá fazer diferença
Mas não é só m a i s u m a v e zZz
Só mais uma vez...
Só mais uma vez?
Eu me disse de novo!?!
Eu me conheço
Não é a última
Não consigo parar
Talvez não vá fazer diferença
Mas não é só m a i s u m a v e zZz
413
alequis_f
Sem volta
Não se apaixone por pessoas como eu.
Eu te levarei a museus, e parques, e monumentos, e te beijarei em todos os lugares bonitos, para que você nunca volte neles sem sentir meu gosto como sangue na sua boca.
Eu vou te destruir das formas mais belas possíveis. E depois eu vou te deixar, e você finalmente vai entender porque tempestades recebem o nome de pessoas.
Eu te levarei a museus, e parques, e monumentos, e te beijarei em todos os lugares bonitos, para que você nunca volte neles sem sentir meu gosto como sangue na sua boca.
Eu vou te destruir das formas mais belas possíveis. E depois eu vou te deixar, e você finalmente vai entender porque tempestades recebem o nome de pessoas.
664
Carol Ortiz
JOÃO
Nasceu João, filho da Nação
ainda pequeno, de bom coração
família não teve, infância também não
viveu nas ruas batalhando a fome
sendo esmagado pela população
foi trabalhar e tentou se virar
mas o preconceito era maior
que esnobavam o menor
Cresceu João, filho da Nação
apesar das dificuldades, tinha bom coração
aprendeu a viver com o medo e a dor
com a fome, com a vida
com o preconceito da cor
varria ruas, entregava papelada
ganhava um dinheiro que para nada dava
Viveu João, filho da Nação
com tantos horrores, não tinha coração
aprendeu a lutar, roubar, matar
foi preso mas conseguiu fugir de lá
namorava a bonita e bela Maria
nessa época foi feliz
tinha tudo o que queroa
até que uma noite João foi roubar
estava feliz, nunca precisou matar
então foi dormir e com os anjos sonhar
mas no dia seguinte não precisou acordar
viu, então, toda a população
mais um corpo jogado
todo ensanguentado
estendido no chão,
embaixo do Minhocão
Morreu João, filho da Nação
com apenas vinte anos de idade
foi vítima da sociedade
ANO: 1992
ainda pequeno, de bom coração
família não teve, infância também não
viveu nas ruas batalhando a fome
sendo esmagado pela população
foi trabalhar e tentou se virar
mas o preconceito era maior
que esnobavam o menor
Cresceu João, filho da Nação
apesar das dificuldades, tinha bom coração
aprendeu a viver com o medo e a dor
com a fome, com a vida
com o preconceito da cor
varria ruas, entregava papelada
ganhava um dinheiro que para nada dava
Viveu João, filho da Nação
com tantos horrores, não tinha coração
aprendeu a lutar, roubar, matar
foi preso mas conseguiu fugir de lá
namorava a bonita e bela Maria
nessa época foi feliz
tinha tudo o que queroa
até que uma noite João foi roubar
estava feliz, nunca precisou matar
então foi dormir e com os anjos sonhar
mas no dia seguinte não precisou acordar
viu, então, toda a população
mais um corpo jogado
todo ensanguentado
estendido no chão,
embaixo do Minhocão
Morreu João, filho da Nação
com apenas vinte anos de idade
foi vítima da sociedade
ANO: 1992
454
Thaís Fontenele
Eu sou, ou não sou
Eu era como um código que habitualmente não podia-se decifrar,
Eu era o que ninguém conseguia entender,
Eu era as pazes entre a minhoca e o pássaro ,
Eu era um trovão num lugar de paz.
Sou um sonho que não pôde ser concretizado,
Sou como uma alma enviada à terra para descrever o amor,
Logo eu que já falei tanto da boca para fora,
Logo eu que pouco caso já fiz com quem me amou.
Tenho sede de laços corporais,
do toque da folha verde ao chão quando o vento bate
Tenho fome de rastros que nunca ouvi, de pele macia respingada,
Tenho urgência dos lábios tocando-se.
Pouco me fiz nos rastros,
Pouco procurei-me nos cantos,
Pouco pinto meu eu, porque não há cores
capazes de me tingir tão bem como eu mesma.
574
INCERTO
Lágrimas
LÁGRIMAS
Choro lágrimas sentidas por ti
e queria de algum modo
poder te rever
para dizer que nunca deixer de te amar
no triste adeus de um olhar.
Choro lágrimas sentidas por ti
e queria de algum modo
poder te rever
para dizer que nunca deixer de te amar
no triste adeus de um olhar.
1 552
Frederico de Castro
Correntes

Nas correntes do tempo fluem
Horas marginais e tão divergentes
Plagiam sonhos provenientes de
Tantas emoções sempre contagiantes
Nas correntes da solidão oxidam-se
Ilusões gigantescas e narcolépticas
Fazem-se permutas de caricias que
Apaziguam sensações tão apoplécticas
Nas correntes da vida entrelaçam-se
Saudades absolutamente frenéticas
Ancoram-se a maresias íntimas e platónicas
Orquestram palavras expressivamente hegemónicas
Frederico de Castro
372
Thaís Fontenele
Tu eras o nó, tu és o nó
Tu eras meu singelo e tênue desejo,
Tu eras o inquieto descer das nuvens,
Tu eras a sombra que me tremia o peito,
Tu eras o sujeito colorido que não me negaria a água, o vinho e o pão.
Eras também a intriga das minhas madrugadas,
Eras também o verde que me corrompia o ego,
Eras também os planos de pingar d’água nos meus lábios,
Eras também a encosta da minha imensidão, a flame que ardia.
Sabes a breve rachadura?
Ah, se tu soubesses o teu prazer
Ah, se tu soubesses a luz do teu acender.
Nega-me tudo, exceto tu!
Nega-me tudo, exceto teu sentir!
Apenas não me negue o teu doce pranto.
462
Thaís Fontenele
A bela incógnita
O estrago da pele ao ler os acontecimentos da alma,
talvez não precise estampar esse coração vulgar, árduo ao peito,
volta e meia ei de mudar, pela a textura da pele em busca do equilíbrio terreno,
que controla os abismados,
recupero memórias que encontro em mim,
códigos do corpo, incógnitas são o sustento do ser humano,
mudanças são precisas, mas em determinados momentos
presente nas transições da vida,
com a participação das respostas, ou dúvidas, belas incógnitas,
em busca do extremo, intenso e fluído sentir, através das milhas que ei de cumprir,
procure no lado claro, escuro e ao bater o olho, duvide,
nada como a solução ao superficial,
nada como a vista do além,
ser profundo ao adentrar no abismo, sem ver ninguém,
crie sentidos, são extraordinárias as incógnitas da vida,
tudo claro e sempre escuro,
procurar por caminhos é natural do ser humano,
basta acreditar na imensurável beleza da incógnita.
talvez não precise estampar esse coração vulgar, árduo ao peito,
volta e meia ei de mudar, pela a textura da pele em busca do equilíbrio terreno,
que controla os abismados,
recupero memórias que encontro em mim,
códigos do corpo, incógnitas são o sustento do ser humano,
mudanças são precisas, mas em determinados momentos
presente nas transições da vida,
com a participação das respostas, ou dúvidas, belas incógnitas,
em busca do extremo, intenso e fluído sentir, através das milhas que ei de cumprir,
procure no lado claro, escuro e ao bater o olho, duvide,
nada como a solução ao superficial,
nada como a vista do além,
ser profundo ao adentrar no abismo, sem ver ninguém,
crie sentidos, são extraordinárias as incógnitas da vida,
tudo claro e sempre escuro,
procurar por caminhos é natural do ser humano,
basta acreditar na imensurável beleza da incógnita.
1 262
langelamonteiro
Timidez
E quando a minha mão estiver trêmula
E eu não conseguir te encarar
Me olha com calma
Tenta desvendar a minha alma
Eu sou muito mais que um rosto enrubescido
Estou além do meu olhar perdido
Então, moça... Não me deixa perder a vez
Por causa da timidez
Experimenta meu beijo em um lugar escuro
Entregue-se ao meu abraço em um local reservado
Leia minhas poesias secretas, as mais indiscretas
Descobre-me
Fica no meu presente
E só sente!
E eu não conseguir te encarar
Me olha com calma
Tenta desvendar a minha alma
Eu sou muito mais que um rosto enrubescido
Estou além do meu olhar perdido
Então, moça... Não me deixa perder a vez
Por causa da timidez
Experimenta meu beijo em um lugar escuro
Entregue-se ao meu abraço em um local reservado
Leia minhas poesias secretas, as mais indiscretas
Descobre-me
Fica no meu presente
E só sente!
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